Tag: Viajar sozinha

Areias do Seixo, um hotel em Portugal a ser conhecido.

Uma hora o turismo mundial vai normalizar e quando isso acontecer, Areias do Seixo é destino imperdível.

Em Portugal, os hotéis voltaram a funcionar bem mais cedo que no Brasil, e em junho, todos já tinham adotado medidas de segurança super rígidas e adequadas a segurança se seus hóspedes.

Já na primeira semana de julho, sem medo de ser feliz, escolhi um hotel que há tempos estava querendo conhecer, em Santa Cruz, uma praia próxima a Lisboa, bem pertinho mesmo.

Fui com a minha melhor companhia, em outras palavras, eu comigo mesma. Desculpe a falta de modéstia, porém para viajar sozinha há de se gostar da própria sombra e principalmente aguentar o barulho dos próprios pensamentos.

Santa Cruz é uma vila de pescadores do concelho de Torres Vedras. A viagem de 70 km pela autoestrada é de cerca de 1 hora. Para você que é paulista, é como se estivesse indo para o Guarujá pela Imigrantes, sem trânsito, claro.

Fazia muito tempo que estava namorando o hotel Areias do Seixo, entretanto, achava caro e romântico demais para ir desacompanhada. Depois de tudo que passei nos últimos meses (escrevi nesse texto aqui), percebi que caro mesmo é meu bem-estar e se for esperar um par romântico para ir a certos lugares é capaz de nunca conhecê-los. Não que eu seja pessimista, mas quem disse que meu futuro amor vai querer ir à Santa Cruz?

Sempre lembrando que caro é tudo aquilo que não vale, entrei no site para fazer a reserva e qual não foi minha surpresa quando vi que até uma determinada data, eles estavam com 33% de desconto? Pois é, Não está fácil para ninguém e nessa pandemia o setor hoteleiro está tendo que se reinventar.

Portugal reabriu antes de muitos lugares, e entendi porque ao chegar ao hotel. É muito impressionante o nível de exigência de segurança em relação a normas sanitárias.

Clean & Safe
O ministério do Turismo de Portugal concede selo a estabelecimentos que cumprem todas as normas e regulamentações de segurança em relação ao COVID-19. Essa é uma maneira de deixar o turista confortável.

Lá chegando, encontrei a porta do hotel fechada, sendo que só abriram mediante minha identificação.

Já na entrada fiquei encantada. Adoro esse estilo de hotel onde tudo é super descolado, transado. O luxo está no detalhe que nunca é o que você imagina. Pode até ser pretensão, mas minha cara, algo meio Boho Chic, sofisticadamente simples.

A simpática Andréa, acompanhou-me a meu quarto que é um dos 14 do hotel. Reservei o que eles chamam de quarto Jasmim, pois lá não usam números, mas nomes para identificar as habitações. Mi Ma Bo, Quarto que Voa, Oxalá, Três Desejos, Sem Hora Marcada, são outros nomes que consegui ler nas portas de meus vizinhos – interessante, não acha?

O Quarto

Andrea, mostrando-me os detalhes daquele quarto em que ficaria os próximos 3 dias perguntou se eu sabia que o hotel por ser totalmente sustentável, não tinha ar condicionado. Confesso que fui acometida de um certo pânico junto a um repentino e inexplicável calor, provavelmente, psicológico. Minha simpática anfitriã sorriu e explicou que a arquitetura era propícia para a ventilação e que provavelmente não sentiria calor e que aquela bela lareira em frente a cama talvez fizesse mais necessária. Bem, a noite iria dizer, e meus afrontamentos (fogachos) dariam o veredito.

Ela saiu, e pus-me a desarrumar minha bagagem, ao som da playlist Areias do Seixo. Fiquei encantada com a seleção que tocava, e olha que sou chata, muito chata no que se refere a música. Não foram poucas às vezes que usei meu aplicativo para reconhecer o que tocava.

Um charme os quartos do Areias do Seixo.
O banheiro é um espetáculo a parte.

Deliciei-me no duche com vista para o entardecer. Coisa de filme. Desci para um drink e para o jantar.

Muitos casais já se encontravam no bar, aliás, só casais sendo eu a única pessoa desacompanhada mas também não vi nenhuma mesa de 4 pessoas.

Se eu me incomodei se estar sozinha num hotel tão romântico? De maneira alguma, entretanto, a experiência deve ser outra para casais apaixonados, o que não invalida a minha.

O Restaurante Areia do Seixo

Erro meu não saber o nome do Chef do restaurante Areias do Seixo pois comi como há tempos não o fazia. Vale a pena, um dia, uma visita, nem que seja só para lá jantar. O menu é sempre uma escolha do chefe de acordo com os produtos colhidos da horta no dia.

Uma caminhada pelo hotel depois do jantar, um chá de erva príncipe e resolvi que era hora de me recolher. Qual não é minha surpresa quando chego no quarto e ele está com velas acesas por todos os lados. Coisa mais bonitinha.

O sono

Seja lá por hábito ou apenas para ouvir barulho fui em busca do controle remoto para ligar a TV. Espera. Mas que TV? Procurei muito, pois fiquei com vergonha de ligar na recepção perguntando onde esconderam o aparelho. Depois de algum tempo entendi que o quarto não tinha TV. Nem frigobar, além do ar condicionado que já citei. Well my dear friend, em Roma como os romanos, só que no meu caso, o ditado deveria ser em Roma como O romano, já que o plural não se aplicava. Reconheço que a televi~\ao não fez a menor falta, dando-me a oportunidade de ler. Já o frigobar, para quem é viciada em água gelada e numa boa Coca Zero (pode me julgar, gosto mesmo), fez muita falta.

Segui o conselho da Andrea e deixei a janela aberta com as cortinas abaixadas e dormi muitíssimo bem, quem diria.

Acordei cedo e corri. Corri para o pequeno almoço ( café da manhã), ou julgou que ia sair correndo? Eu hein? Depois e só depois do café fui fazer o reconhecimento da área externa que levava a praia. Passei pelas suites que não são no corpo do hotel, essas sim para pombinhos mais do que apaixonados.

Na volta, peguei uma das bikes que o hotel oferece e fui até Santa Cruz propriamente dita.

Muito fofas as bikes disponibilizadas pelo hotel.

O Almoço

Fui passeando de bicicleta pela orla até chegar no Noah Beach que é um restaurante pé na areia pertencente ao Hotel Areia do Seixo. Fiz praia lá na frente e almocei uma belíssima Garoupa.

Assim segui essa vidinha besta por mais dois dias ainda usufruindo do Spa e da piscina do hotel sempre com as anteninhas ligadas de maneira a perceber cada um dos detalhes que me surpreendiam a todo instante.

Ahhh, importante contar. Uma amiga saiu de Cascais para passar o dia comigo no Hotel, entretanto não permitiram sua entrada. Quase morri de vergonha. Pedi, implorei, expliquei, mas nada convenceu a gerência do Areias do Seixo que justificou que a segurança dos hóspedes nessa época de Covid-19 está em primeiro lugar e não abririam exceção para nenhum visitante. Quer saber? No final das contas, achei super profissional.

O que fiz com minha amiga? Passamos o dia no Noah Beach e foi muito bom.

Leia Também:

Galerias em Lisboa – Um belo passeio

Barbara Godinho
Barbara Godinho

Sou uma Portuguesa meio tropicalizada. Moro em Lisboa, já fui curadora de museu e exposições. Hoje trabalho com turismo. Apaixonei-me pelo projeto Dominique e cá estou a colaborar.

1 Comentário

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Você toparia fazer uma viagem sozinha?

Sempre amei viajar! Conhecer novas culturas, línguas, credos e, por ironia do destino, acabei trabalhando em agência de viagem.  O que, cá entre nós, foi providencial. Consegui unir uma paixão com o meu trabalho, quer melhor do que isso? 

Mas nem tudo são flores. O dia a dia de quem trabalha com turismo é bem agitado. Lidar com o público requer paciência e dedicação. Mas nesses anos, tive muitas oportunidades de conhecer lugares.

No entanto, quando eu podia viajar, a maioria das pessoas não podia ir comigo. Os filhos cresceram e nem sempre as amigas podem nos acompanhar. Então… sempre tive duas opções: perdia a chance de viajar ou viajava sozinha mesmo. Fiquei com a segunda opção, obviamente. 

No começo, algumas situações me deixavam pouco à vontade como jantar sozinha em um restaurante ou dividir passeios com pessoas que nunca tinha visto na vida. Mas como já escrevi em vários textos, vamos nos adaptando a tudo e comecei a me organizar cada vez mais e fazer do meu celular e tablet os meus melhores companheiros de viagem.

Com a ajuda deles, eu me organizava, me localizava e por mais longe que estivesse, poderia me conectar quando batia aquela saudade. Hoje eu já viajo tranquilamente sem problema algum. Viajo muito com minhas amigas também. É verdade, mas há tempos viajar sozinha deixou de ser um problema. Claro que escolho lugares seguros, normalmente com muitos turistas e pessoas a quem posso recorrer em caso de necessidade.

Mais mulheres pelo mundo

Tenho lido muitas pesquisas em turismo no nicho dos viajantes desacompanhados e praticamente 80% das reservas são feitas por mulheres. Pesquisas recentes nos EUA mostram que 72% das mulheres já viajaram sozinhas. Em muitos casos, essa opção se deve por simplesmente poderem ficar sozinhas, melhorarem sua confiança, ter liberdade e independência e, principalmente, desafiarem a si mesmas. 

Muitas tem parceiros, mas muitas vezes o destino de viagem escolhido não é interessante para eles ou não podem ir por problemas profissionais, motivo pelo qual elas vão sozinhas. Quando se fala do público solteiro, uma pesquisa indicou que as reservas das mulheres superaram quase duas vezes a dos homens (67% mulheres e 37% homens).

Advinha qual foi a faixa etária que mais cresceu ao longo desse anos? O grupo das mulheres com mais de 50 anos. Nas gerações anteriores, as mulheres relutavam em viajar sozinhas. Porém hoje, as solteiras, divorciadas, viúvas estão mais empoderadas, confiantes e  independentes financeiramente. 

Deixando as estatísticas de lado, se você quer começar a viajar sozinha, escolha períodos de curtos de tempo e lugares onde tenha mais facilidade com o idioma. Dê preferência a lugares mais movimentados, com boas opções culturais, onde certamente você se sentirá mais segura.

Além do mais, lugares muito quietos e primitivos podem dar vazão a sentimentos de solidão, insegurança, tristeza…. melhor não arriscar na sua primeira viagem, não acha? Em outro texto, falaremos de itens que vão ajudá-la a organizar a sua viagem !

E ai, se animou?

Mais sobre turismo para Dominiques:

Como se comporta cada signo do zodíaco em viagem

Os signos e as suas malas de viagem

Maria Mazza
Maria Mazza

Amo viajar e amo conhecer lugares. Sou administradora de empresas, agente de viagens na Engenhotur e Dominique claro.

10 Comentários
  1. Sozinha nunca fui, mas já tive que ficar 2 dias por perder a conexão de um voo depois de uma viagem com amigas em que voltava separada em um outro voo .
    Confesso que fiquei assustada por estar sem meus pertences pessoais ( malas ficaram para ser embarcada no próximo voo) e sozinha sem ter organizado nada , mas após várias dicas de amigas e família pude curtir a cidade : conheci museus , jantei sozinha , bati perna por lugares que nunca tinha ido e após essa experiência me aventuraria sem dúvida a viajar sozinha .

  2. Muito interessante e animador para quem está com dúvidas de vale a pena viajar sozinha ou não.
    Eu na verdade não tenho problema de ir restaurantes, cinema, shows sem companhia. Mas talvez uma viagem eu prefiro com marido, amigas.
    Claro iria sozinha se fosse minha última opção.
    Mas tenho visto exatamente como vc disse a demanda de mulheres viajando cresceu muito.
    O importante é ir viajar e se divertir muito.

    1. O ideal para primeira vez é fazer uma viagem curta, assim podemos avaliar como ficamos sem alguém ao nosso lado! Caso fiquemos bem aos poucos se aumentam os dias! Obrigada por comentar!

  3. Fui 3 vezes para Uruguai (meu test drive!), NY, Miami e Portugal! E por último, pra nossa bela Natal ❤️

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Os melhores aplicativos para usar em viagem

* Engenhotur

Um tempo atrás fiz um texto sobre viajar sozinha, seus benefícios e cuidados que devemos ter (aqui). Mencionei que um dos maiores companheiros que temos na viagem é nosso celular, pois nos conecta ao mundo, auxiliando na maioria das dúvidas que vão surgindo ao longo de uma viagem.

No texto de hoje trouxe ótimas opções para melhor ainda mais a sua viagem e auxiliar em possíveis dúvidas.

Flush

De repente bate aquela vontade incontrolável de ir ao banheiro e você não sabe por onde começar? O Flush localiza os mais próximos de você.

XE Currency

Você está no interior da África do Sul e precisa comprar algo que não tem ideia de quantos RAMs são em dólares. Use o XE Currency para fazer a conversão.

Swarm

Swarm é um aplicativo para que você descubra onde seus amigos estão e marcar um encontro, por exemplo. No modo automático, você compartilha apenas o bairro onde você está, assim como seus amigos podem fazer o mesmo. Caso você realmente queira compartilhar sua localização, pode selecionar o local e fazer o check-in. Vale lembrar que esse compartilhamento de localização não é obrigatório, e você pode desativá-lo se e quando quiser.

Uma das grandes novidades trazidas pelo Swarm é a aba de “Planos pela vizinhança”. Nela, você e seus amigos podem compartilhar a intenção de algum encontro, e combinar a saída por ali mesmo. Isso é muito legal, principalmente porque o aplicativo considera a distância entre você e seus amigos.

YELP

Esse aplicativo é perfeito para quem está em uma cidade desconhecida e precisa encontrar algum tipo de estabelecimento. Isso porque ele localiza através do GPS do seu smartphone restaurantes, postos de gasolina, shoppings, bares, padarias, e qualquer tipo de loja que você precise.

Na tela inicial, o app localiza os principais estabelecimentos perto de você, sendo bom também para conhecer novos lugares até mesmo na cidade em que você mora.

Splitwise

Perfeito para viagens em grupos! Esse aplicativo resolve aquela confusão de quem-paga-o-que e quem-deve-a-quem. A interface é simples e permite que você coloque quanto foi gasto e de quem foi o gasto. No final, o app faz as contas e diz quem está devendo quem.

A Engenhotur já organizou viagens para as Dominiques. Acompanhe eles por aqui: site | Instagram | Facebook

Maria Mazza
Maria Mazza

Amo viajar e amo conhecer lugares. Sou administradora de empresas, agente de viagens na Engenhotur e Dominique claro.

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Eu quero menos check-ups e muito mais check-ins!

Pronto. Está decidido. Quero fazer menos check-ups e mais check-ins! É isso mesmo. Acabei de renovar o meu passaporte e estou disposta a me organizar para rodar mundo afora. E sabe que não é preciso gastar tanto dinheiro assim para se divertir numa viagem?

Te digo que o planejamento é tudo!  Tem muita Dominique viajando e conhecendo lugares incríveis e so-zi-nhas! Além disso, compartilham moradia e conhecem pessoas… Nada da frieza dos elevadores dos hotéis.

Então, por que não?

Vamos combinar que a companhia de uma amiga pode ser fantástica, mas também pode se tornar um desastre dependendo do humor de ambas. E se estiver sem namorado, melhor ainda…

As possibilidades de encontrar alguém nessa jornada são enormes!

No começo é natural ficar receosa sim! Afinal, eu sou do tempo em que mulher viajar sozinha seria inviável…Mas nada mais natural que acompanhar as mudanças do mundo.

É o caso dos Nômades Seniores, cuja aventura rendeu até livro.  

Pra ter mais tranquilidade resolvi pesquisar bem direitinho as aventuras mais em conta e como viabilizar essa viagem solitária. E achei muita coisa legal, inclusive gente que faz da diversão um projeto.

Como escrevem Debbie e Michael Campbell no site, eles são de Seatlle, Washington, uma ótima cidade pra se chamar de lar. Mas que ficou pequena demais pros sonhos desse casal quando estavam à beira da aposentadoria.

“Sentimos que tínhamos mais uma aventura em nós , então em julho de 2013 alugamos nossa casa”.

Eles também venderam o veleiro e um dos carros para reduzir as coisas e as despesas. Então deram adeus à família e partiram para explorar o mundo.  O objetivo era viver o cotidiano nos lares de outras pessoas, da mesma forma que fariam se tivessem se aposentado em Seattle. “Até agora a experiência tem sido tudo que esperávamos”.

Os números falam por si. Desde que partiram, utilizaram mais de 200 vezes os serviços do Airbnb visitaram mais de 250 cidades em 80 países, incluindo toda a Europa, Turquia, Israel, Rússia, México, África, Cuba, Oriente Médio, Ásia Central, Nova Zelândia, Austrália e Ásia. O resultado foi a venda da casa em Seattle para se tornarem verdadeiramente nômades.

Veja o que fazem os Tiozinhos Mochileiros. Julio e Rosi voltaram a viajar com a mochila nas costas depois que os filhos cresceram, como quando eram jovens sem preconceitos. E os filmes, como esse aqui embaixo, são exibidos em um canal no Canadá.

Pra não dizer que são só os gringos que têm coragem. Li outro dia a história da aposentada Josefa Feitosa, de Fortaleza (CE), que se “autocondenou à liberdade”, como ela mesmo diz.

Já visitou cerca de 40 países.

E diz que só volta ao Brasil para renovar o passaporte.  Divorciada, mãe de três filhos e avó de um neto, resolveu se desfazer de casa, móveis e roupas. Tudo o que tem agora cabe dentro de uma bagagem.

Assim como mantém um diário de viagem no Facebook , batizada Jô: minha casa é onde minha mala está, a aposentada também registra a vida em cadernos, desde os anos 1980. No roteiro, experiências em Auroville, a cidade onde se vive sem dinheiro na Índia, na noite de Amsterdã, nas praias de Zanzibar e no leito do rio Nilo, no Egito.

Ok! Tudo bem. Eu concordo que os casos acima são um pouco radicais, mas dá pra conciliar as viagens e manter a rotina do lar. Eu penso que uma temporada viajando e outra em casa pode ser uma boa alternativa.

E, olha, depois de tudo que li, cheguei a conclusão que viajar não é apenas rejuvenescedor; também pode ser intelectualmente estimulante. Eu, ao menos, sou naturalmente propensa às novas experiências e aventuras. É uma oportunidade para mudar as coisas da monótona rotina do dia-a-dia.

E você? Se aventuraria?

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Quem foi ao Magic Kingdom sozinha ?

Eu. Euzinha.

Viajei com os meus filhos já adultos para a Disney, em Orlando. Apenas alguns dias, para relembrar. Fomos inúmeras vezes quando eram menores, mas sabe como é, as atrações mudam e todos queriam conhecer as novidades. A diferença é que quando são pequenos colocamos no carrinho e eles vão para onde queremos.

A escolha foram os parques com mais atrações para adultos. Bem, sabe como são essas viagens . Acompanhava tudo sem queixas (menos as montanhas-russas que não gosto). Em um determinado dia, todos muito cansados, preferiram ficar mais relaxados e não ir a nenhum parque.

Comecei a pensar: “Meu Deus, vou voltar ao Brasil sem ir ao Magic Kingdom”?  Mesmo sem crianças pequenas, acho um parque “must go” não somente pela mágica que o envolve, por ter sido o primeiro parque Disney,  mas por todas as imagens que voltam em minha mente.

Lancei a idéia discretamente no café da manhã. A recepção não foi das mais efusivas… Comentei que era um ícone, nada feito!  Já quase na hora do almoço decidi e falei : “Gente, eu vou ao Magic Kingdom! Lá veio a classica pergunta: “Sozinha?”  Sim. 

Sozinha mas muito bem acompanhada comigo mesma.

E fui. Uma das facilidades em ficar dentro dos Hotéis da Disney é poder pegar o transporte próprio deles a hora que quiser e retornar da mesma maneira, nos deixando na porta, sem complicações.

Já na Main Street comecei a sentir uma mistura de emoções, desde a primeira vez que estive na Disney com meu pai, no ano de abertura do parque, bem como nas outras vezes com meus filhos pequenos.  Cada viagem uma emoção diferente, uma descoberta.

Andei sem pressa, escolhendo as atrações que costumava ir e que gostava mais. Que delicia andar sem ter que levar alguém ao banheiro, comprar água, sucos , esperar por alguém. Munida do meu mapa, ia fazendo o que me interessava, mesmo porque o parque é bem grande, não daria para fazer tudo a partir daquela hora … e fui aproveitando cada minuto.

Olhava os casais com filhos pequenos, às vezes 3 ou4 crianças. Muitas famílias com camisetas iguais para facilitar a visualização. Achava aquilo lindo, mas ao mesmo tempo quando pensava no trabalho, continuava a andar agradecendo poder estar fazendo tudo no meu ritmo. Santa maturidade!  

Fui a Haunted Mansion, Piratas do Caribe, Peter Pan, It’s a small world, Toy Story, Carousel of  Progress, enfim….. Em cada uma delas lembrava da carinha dos meus filhos e suas reações. Foi um “remember” e tanto.

Já a noite, resolvi voltar, o celular já com várias mensagens do tipo: “Você ainda está ai?”.

Foi quando aguardei os fogos no Castelo, já de noite.

A troca de luzes é simplesmente maravilhosa, aparecem todos os personagens projetados , uma imagem simplesmente imperdível. 

Mas quando começou a tocar:

When you wish upon a star
Makes no difference who you are
Anything your heart desires will come to you…….

Me segurei de verdade.

Meu Deus quantas imagens passaram na minha cabeça. Orgulhei-me da minha decisão em ter ido, como não iria sentir isso?

Todos os sentimentos que afloraram se resumiram em gratidão imensa, por todas as vezes que pude ter vivenciado isso, gratidão  por ter proporcionado isso à outras pessoas, gratidão por mesmo agora sozinha, sentir novamente emoções tão puras como a letra da música. Tantos e tantos momentos da minha vida eu olhei sim para as estrelas e pedi,  sonhei com coisas que se tornaram realidade.

Tem como não amar a Disney?

Outras dicas de viagem:

México – muitas opções em uma só viagem

Itália: que delícia conhecer lugares que vimos nos filmes

Maria Mazza
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