Tag: Viajar sozinha

Quem foi ao Magic Kingdom sozinha ?

Eu. Euzinha.

Viajei com os meus filhos já adultos para a Disney, em Orlando. Apenas alguns dias, para relembrar. Fomos inúmeras vezes quando eram menores, mas sabe como é, as atrações mudam e todos queriam conhecer as novidades. A diferença é que quando são pequenos colocamos no carrinho e eles vão para onde queremos.

A escolha foram os parques com mais atrações para adultos. Bem, sabe como são essas viagens . Acompanhava tudo sem queixas (menos as montanhas-russas que não gosto). Em um determinado dia, todos muito cansados, preferiram ficar mais relaxados e não ir a nenhum parque.

Comecei a pensar: “Meu Deus, vou voltar ao Brasil sem ir ao Magic Kingdom”?  Mesmo sem crianças pequenas, acho um parque “must go” não somente pela mágica que o envolve, por ter sido o primeiro parque Disney,  mas por todas as imagens que voltam em minha mente.

Lancei a idéia discretamente no café da manhã. A recepção não foi das mais efusivas… Comentei que era um ícone, nada feito!  Já quase na hora do almoço decidi e falei : “Gente, eu vou ao Magic Kingdom! Lá veio a classica pergunta: “Sozinha?”  Sim. 

Sozinha mas muito bem acompanhada comigo mesma.

E fui. Uma das facilidades em ficar dentro dos Hotéis da Disney é poder pegar o transporte próprio deles a hora que quiser e retornar da mesma maneira, nos deixando na porta, sem complicações.

Já na Main Street comecei a sentir uma mistura de emoções, desde a primeira vez que estive na Disney com meu pai, no ano de abertura do parque, bem como nas outras vezes com meus filhos pequenos.  Cada viagem uma emoção diferente, uma descoberta.

Andei sem pressa, escolhendo as atrações que costumava ir e que gostava mais. Que delicia andar sem ter que levar alguém ao banheiro, comprar água, sucos , esperar por alguém. Munida do meu mapa, ia fazendo o que me interessava, mesmo porque o parque é bem grande, não daria para fazer tudo a partir daquela hora … e fui aproveitando cada minuto.

Olhava os casais com filhos pequenos, às vezes 3 ou4 crianças. Muitas famílias com camisetas iguais para facilitar a visualização. Achava aquilo lindo, mas ao mesmo tempo quando pensava no trabalho, continuava a andar agradecendo poder estar fazendo tudo no meu ritmo. Santa maturidade!  

Fui a Haunted Mansion, Piratas do Caribe, Peter Pan, It’s a small world, Toy Story, Carousel of  Progress, enfim….. Em cada uma delas lembrava da carinha dos meus filhos e suas reações. Foi um “remember” e tanto.

Já a noite, resolvi voltar, o celular já com várias mensagens do tipo: “Você ainda está ai?”.

Foi quando aguardei os fogos no Castelo, já de noite.

A troca de luzes é simplesmente maravilhosa, aparecem todos os personagens projetados , uma imagem simplesmente imperdível. 

Mas quando começou a tocar:

When you wish upon a star
Makes no difference who you are
Anything your heart desires will come to you…….

Me segurei de verdade.

Meu Deus quantas imagens passaram na minha cabeça. Orgulhei-me da minha decisão em ter ido, como não iria sentir isso?

Todos os sentimentos que afloraram se resumiram em gratidão imensa, por todas as vezes que pude ter vivenciado isso, gratidão  por ter proporcionado isso à outras pessoas, gratidão por mesmo agora sozinha, sentir novamente emoções tão puras como a letra da música. Tantos e tantos momentos da minha vida eu olhei sim para as estrelas e pedi,  sonhei com coisas que se tornaram realidade.

Tem como não amar a Disney?

Outras dicas de viagem:

México – muitas opções em uma só viagem

Itália: que delícia conhecer lugares que vimos nos filmes

Maria Mazza
Maria Mazza

Amo viajar e amo conhecer lugares. Sou administradora de empresas, agente de viagens na Engenhotur e Dominique claro.

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Como foi fazer intercâmbio mais… Dominique!

Dominique - Intercâmbio

Eu sempre quis estudar fora do Brasil e aprender a falar uma outra língua. Algumas, na verdade… O sonho da minha adolescência era falar francês e morar em Paris. Eu amava a língua, a cidade… eu até tenho uma descendência lááá longe com a França… mas sem internet, minha imaginação viajava longe.

Mas como disse, eu quis, mas nunca pude. Morava numa cidade do interior, de família classe média. Fazer um intercâmbio era pra quem fazia parte do Rotary Club da cidade. Não existia por lá agências de viagens. Além disso, o investimento era alto pra uma época de hiperinflação. Eu também acho que meus pais tinham medo.

Não preciso falar que o tempo passa rápido, né.
Do colegial (sim, ensino médio é termo de agora!) eu já fui pra faculdade. No finzinho da faculdade eu fui a única que conseguiu o emprego sonhado por muitos colegas da turma. Eu fui privilegiada e este privilégio fez com que eu adiasse ainda mais o meu sonho. Como eu poderia abrir mão de uma oportunidade dessas?

E o tempo passa de novo…
Desta vez eu caso, compro casa, foco na carreira… e o meu sonho continua lá, guardadinho.
Até que o tempo passa como um vendaval… e deixa tudo de cabeça pra baixo.
Eu me separo e vendo a casa.
Como não tive filhos aquela era a hora.

Eu, com quase com 35 anos, largo o trabalho, junto todo o meu dinheiro e vou fazer um intercâmbio nos Estados Unidos. Intercâmbio mesmo, com host mother e escola o dia todo para aprender a língua. Você consegue imaginar uma sala de aula com japoneses, chineses, franceses, alemães… todos recém-saídos da adolescência e eu. Fui pra Berkeley, ao lado de São Francisco, em vez de Paris, porque meus sonhos também tinham mudado.

Foi incrível.
O que eu experimentei foi muito além de viver em um novo país e aprender uma nova língua.
Acho que ganhei muito mais, aproveitei muito mais, e tudo por causa da minha maturidade.

A minha primeira descoberta foi sobre morar. Eu pude aproveitar muito a cidade, conhecer cada cantinho e sua história. A minha host mother era uma mulher quase da minha idade. Com ela e os seus amigos professores de Berkeley eu tinha conversas muito interessantes.

Eu também aprendi muito mais rápido. Tô falando sério! Primeiro porque era o meu dinheiro que estava investido na empreitada, não iria desperdiçar. Mas acho que tive muito mais foco. Sentava e estudava pra valer. Perguntava tudo para os professores. Vergonha, eu, lá longe??

Eu viajei muito. Tinha um pouquinho mais de dinheiro e ninguém pra dar satisfação. Conheci a Califórnia inteira e um pedacinho do Oregon. Fiz um passeio chamado Grand Circle por vários parques nacionais americanos, em 5 ou 6 estados. Fui pra Nova York. Fiz uma festa de aniversário em Las Vegas…

Mais do que fazer amigos, eu aprendi sobre culturas. Eu conversei e aproveitei tudo o que pessoas do mundo todo podiam me ensinar. Uma grande amiga do Japão me mostrou muito sobre a sua cultura. Aprendi palavras em várias línguas e muitos costumes diferentes. E conheci gente de lugares que nunca tinha ouvido falar. Um amigo da Île de La Réunion, no meio do Oceano Índico, e outra amiga da Nova Caledônia, outra ilhota na Oceania.

Eu me autorizei a descansar e aproveitar. Com um passado de trabalho duro e algumas histórias pesadas, a vida tinha me engolido. Eu parei em vários momentos pra olhar, perceber tudo. Como pode ser incrível o pôr do sol no Pacífico!

Eu fiz novos cursos. Além de fazer a língua, eu descobri alguns cursos curtos e muito interessantes. Cursei algumas aulas na Universidade da Califórnia, aprendizado que me ajudou muito na recolocação profissional após o meu retorno. Descobri todo um novo mundo de especializações que não tinha ideia.

Quando eu fiz esta empreitada de um ano sabático a internet estava no comecinho. Nem redes sociais existiam… ou tinham acabado de lançar o Orkut (quem lembra?). Hoje, é bem fácil buscar todas estas informações. Mas nada se compara a ter, viver toda esta experiência. Quando eu voltei eu percebi que estava muito mais independente, disposta a fazer coisas na vida na vida.

Hoje, as empresas de intercâmbio oferecem várias opções diferentes para um intercâmbio fora. Uma amiga ficou um mês na Itália aprendendo fotografia. Outra fez um curso de gastronomia na Espanha. É só ver o seu sonho, juntar um dinheirinho, e se jogar.

Eu tenho um novo sonho. E vai ser França, sim! Eu vou aprender bordado na École Lesage de Paris. Acho lindo o bordado dos vestidos de alta costura. Não penso em fazer este curso para buscar uma nova carreira. Gostaria apenas de saber um pouco mais sobre a Maison que reinventou o bordado pra marcas como Chanel, Valentino e Dior. Quem sabe fazer algumas roupas legais para mim mesma? Um dia eu vou fazer alguns cursos pequenos lá e aproveitar um mês em Paris. Até que enfim!

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Ju Junqueira

Jornalista que trabalha com internet há 20 anos. Divide o tempo entre as inovações tecnológicas e os trabalhos manuais no estilo Do It Yourself. Descobriu que é melhor que fazer meditação.

6 Comentários
    1. Silvia… imagina. Acho que a gente pode realizar este sonho em qualquer idade. Não perde ele de vista, hein.

    1. Quais são os seus medos? Acho que podemos tomar vários cuidados… já somos maduras pra não fazer loucuras. Tenta realizar o seu sonho sim. É tão enriquecedor.

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A lição que aprendi ao viajar sozinha

Dominique - Viajar sozinha

Decidi conhecer a Ilha de Páscoa, em uma das minhas férias, final de novembro e início de dezembro. Sonhava em conhecer a ilha desde que assisti ao filme Rapa Nui. Já na Polinésia, é um dos locais mais remotos do mundo. Fica a quase 4 mil quilômetros de distância do Chile, umas 5 horas de viagem. Eu queria mar e passear naquele lugar cheio de mistérios e histórias. Reservei uma semana de hotel. Ficaria alguns dias em Santiago e depois iria para lá. Com tudo fechado contei a alguns amigos. Todos, mas todos me disseram a mesma coisa:

Você tá louca? A ilha é super pequena… não tem o que fazer lá este tempo todo.

Quando o avião pousou e vi o tamanico do lugar, me arrependi. A ilha tem 170 km2, pelo que li era a metade da cidade de Belo Horizonte. Como é de formação vulcânica, tem penhascos na maior parte da sua extensão. São poucas praias, de água gelada. No mesmo dia tentei mudar a passagem. No way. Só tem um avião que chega e outro que vai embora…. todos lotados. É caminho para a Polinésia Francesa. A saída seria comprar outra passagem, caríssima.

Voltei para a pousada e comecei a pensar o que iria fazer! Alguém que trabalhava 10 – 12 horas por dia, sem ter o que fazer e num lugar praticamente sem internet. Esta não era a minha primeira viagem sozinha no mundo. Já tinha passado 40 dias na Europa. Mas como contratava excursões locais, sempre tinha algum grupinho pra me juntar. Já tinha feito outras viagens menores também.

Mas sempre viajava com o tempo contado e muitas coisas pra fazer e conhecer. Eu não podia perder nem um segundinho… pagando em dólar ou euro, eu achava que precisava aproveitar tudoooo. Meus 7 dias seguintes não seriam assim. E foi aí que a minha lição começou. De que adiantam férias se eu só reproduzia a correria do meu dia a dia, mas em outro lugar?

Dominique - Viajar sozinha

A primeira lição foi aprender a me conectar com o lugar. Eu fique na pousada de uma grande família Rapa Nui. Batia papo e aprendia sempre alguma coisa, da ilha ou da cultura. Um dia me chamaram para ajudar os meninos da ilha, que estavam angariando dinheiro para participar do mundial de canoa havaiana. Trabalhei no bar do evento. Noutro dia, assisti ao jogo de futebol sentada na mesa das mulheres da comunidade.

Também visitei a ilha por vários caminhos diferentes. Fiz um dos trajetos de carro viajando norte-sul e, depois, fiz sul-norte. Mesmo lugar, mas um visual diferente. A perspectiva mudou. Nas viagens que costumava fazer eu nunca perceberia esta diferença. No mesmo dia, acordei cedinho pra ver o sol nascer de um lado e, mais tarde, se por do outro lado da ilha. A grande lição ali foi desacelerar, me conectar com as pessoas, relaxar para ver, ouvir, cheirar, experimentar, comer. Só consegui ter esta experiência porque estava sozinha. Somente eu e um lugar delicioso.

A opção de viajar sozinha requer – sim – coragem. Mas acho que vale a pena viver esta experiência uma vez na vida. Foi um momento somente meu. Esta conexão que disse foi com o lugar, mas depois comigo também. Eu voltei diferente.

Esta não foi a minha primeira viagem sozinha. Mas com certeza foi a mais especial. Em todas elas, eu aprendi um pouquinho e compartilho com vocês as minhas lições aprendidas.

# 1 – Ter a vontade, sem medo!
Não precisa ir longe, viajar para outro país. Há tantos lugares legais por aqui. Se tiver algum receio por conta de distância ou língua, experimente um lugar mais próximo de onde você mora. Quando você viaja valem os mesmos cuidados que você já tem onde mora. Quando fui para a Europa, deixei o roteiro com o meu irmão.

# 2 – Escolha um bom lugar pra ficar
Algum tempo atrás, fiz Airbnb, mas não olhei direito as redondezas da casa. Que ódio! Dá pra visualizar tudinho pelo Google Maps. Foi imprudência minha. No final, o lugar era muito gostoso, em um bairro familiar, mas um pouco distante. Gastei um pouquinho a mais de taxi.

# 3 – Planeje os dias com atenção
Depois de escolher o lugar, eu vejo antes quais são os principais pontos turísticos. Seleciono o que quero fazer por proximidade. Assim, economizo no tempo de deslocamento entre uma atração e outra. Não encho o roteiro de atividades. Não vale a pena. Eu fico cansada, e não curto cada um dos lugares. Se faltar algo pra conhecer, fica para a próxima vez.

# 4 – Descontos ou de graça!
A lista do que é pago numa viagem, além de hotel e alimentação, inclui: transporte, entradas e presentes. Dá pra pesquisar antes pra conseguir os bons preços ou promoções. Há cidades com um dia fixo para a entrada grátis em museus. Se dá, tento conciliar. Existem também aqueles passes livres, entrada gratuita em várias atrações por um preço fixo. Achei que valeu muito a pena em Paris, porque além da entrada, eu ainda escapei da fila!

# 5 – Ouse!
Você estará sozinha. Porque não aproveitar para fazer algo que nunca fez antes, experimentar alguma coisa nova. Claro que é pra tomar cuidado. Acho que a gente já não tem idade para estripulias juvenis. Pra te falar a verdade, nem tenho vontade. Mas também se acontecer algo legal, vou pensar antes de dizer um não. Ué, porque não? Além do mais, não terei testemunhas!

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Ju Junqueira

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