Tag: Viajar sozinha

Você toparia fazer uma viagem sozinha?

Sempre amei viajar! Conhecer novas culturas, línguas, credos e, por ironia do destino, acabei trabalhando em agência de viagem.  O que, cá entre nós, foi providencial. Consegui unir uma paixão com o meu trabalho, quer melhor do que isso? 

Mas nem tudo são flores. O dia a dia de quem trabalha com turismo é bem agitado. Lidar com o público requer paciência e dedicação. Mas nesses anos, tive muitas oportunidades de conhecer lugares.

No entanto, quando eu podia viajar, a maioria das pessoas não podia ir comigo. Os filhos cresceram e nem sempre as amigas podem nos acompanhar. Então… sempre tive duas opções: perdia a chance de viajar ou viajava sozinha mesmo. Fiquei com a segunda opção, obviamente. 

No começo, algumas situações me deixavam pouco à vontade como jantar sozinha em um restaurante ou dividir passeios com pessoas que nunca tinha visto na vida. Mas como já escrevi em vários textos, vamos nos adaptando a tudo e comecei a me organizar cada vez mais e fazer do meu celular e tablet os meus melhores companheiros de viagem.

Com a ajuda deles, eu me organizava, me localizava e por mais longe que estivesse, poderia me conectar quando batia aquela saudade. Hoje eu já viajo tranquilamente sem problema algum. Viajo muito com minhas amigas também. É verdade, mas há tempos viajar sozinha deixou de ser um problema. Claro que escolho lugares seguros, normalmente com muitos turistas e pessoas a quem posso recorrer em caso de necessidade.

Mais mulheres pelo mundo

Tenho lido muitas pesquisas em turismo no nicho dos viajantes desacompanhados e praticamente 80% das reservas são feitas por mulheres. Pesquisas recentes nos EUA mostram que 72% das mulheres já viajaram sozinhas. Em muitos casos, essa opção se deve por simplesmente poderem ficar sozinhas, melhorarem sua confiança, ter liberdade e independência e, principalmente, desafiarem a si mesmas. 

Muitas tem parceiros, mas muitas vezes o destino de viagem escolhido não é interessante para eles ou não podem ir por problemas profissionais, motivo pelo qual elas vão sozinhas. Quando se fala do público solteiro, uma pesquisa indicou que as reservas das mulheres superaram quase duas vezes a dos homens (67% mulheres e 37% homens).

Advinha qual foi a faixa etária que mais cresceu ao longo desse anos? O grupo das mulheres com mais de 50 anos. Nas gerações anteriores, as mulheres relutavam em viajar sozinhas. Porém hoje, as solteiras, divorciadas, viúvas estão mais empoderadas, confiantes e  independentes financeiramente. 

Deixando as estatísticas de lado, se você quer começar a viajar sozinha, escolha períodos de curtos de tempo e lugares onde tenha mais facilidade com o idioma. Dê preferência a lugares mais movimentados, com boas opções culturais, onde certamente você se sentirá mais segura.

Além do mais, lugares muito quietos e primitivos podem dar vazão a sentimentos de solidão, insegurança, tristeza…. melhor não arriscar na sua primeira viagem, não acha? Em outro texto, falaremos de itens que vão ajudá-la a organizar a sua viagem !

E ai, se animou?

Mais sobre turismo para Dominiques:

Como se comporta cada signo do zodíaco em viagem

Os signos e as suas malas de viagem

Maria Mazza
Maria Mazza

Amo viajar e amo conhecer lugares. Sou administradora de empresas, agente de viagens na Engenhotur e Dominique claro.

10 Comentários
  1. Sozinha nunca fui, mas já tive que ficar 2 dias por perder a conexão de um voo depois de uma viagem com amigas em que voltava separada em um outro voo .
    Confesso que fiquei assustada por estar sem meus pertences pessoais ( malas ficaram para ser embarcada no próximo voo) e sozinha sem ter organizado nada , mas após várias dicas de amigas e família pude curtir a cidade : conheci museus , jantei sozinha , bati perna por lugares que nunca tinha ido e após essa experiência me aventuraria sem dúvida a viajar sozinha .

  2. Muito interessante e animador para quem está com dúvidas de vale a pena viajar sozinha ou não.
    Eu na verdade não tenho problema de ir restaurantes, cinema, shows sem companhia. Mas talvez uma viagem eu prefiro com marido, amigas.
    Claro iria sozinha se fosse minha última opção.
    Mas tenho visto exatamente como vc disse a demanda de mulheres viajando cresceu muito.
    O importante é ir viajar e se divertir muito.

    1. O ideal para primeira vez é fazer uma viagem curta, assim podemos avaliar como ficamos sem alguém ao nosso lado! Caso fiquemos bem aos poucos se aumentam os dias! Obrigada por comentar!

  3. Fui 3 vezes para Uruguai (meu test drive!), NY, Miami e Portugal! E por último, pra nossa bela Natal ❤️

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Os melhores aplicativos para usar em viagem

* Engenhotur

Um tempo atrás fiz um texto sobre viajar sozinha, seus benefícios e cuidados que devemos ter (aqui). Mencionei que um dos maiores companheiros que temos na viagem é nosso celular, pois nos conecta ao mundo, auxiliando na maioria das dúvidas que vão surgindo ao longo de uma viagem.

No texto de hoje trouxe ótimas opções para melhor ainda mais a sua viagem e auxiliar em possíveis dúvidas.

Flush

De repente bate aquela vontade incontrolável de ir ao banheiro e você não sabe por onde começar? O Flush localiza os mais próximos de você.

XE Currency

Você está no interior da África do Sul e precisa comprar algo que não tem ideia de quantos RAMs são em dólares. Use o XE Currency para fazer a conversão.

Swarm

Swarm é um aplicativo para que você descubra onde seus amigos estão e marcar um encontro, por exemplo. No modo automático, você compartilha apenas o bairro onde você está, assim como seus amigos podem fazer o mesmo. Caso você realmente queira compartilhar sua localização, pode selecionar o local e fazer o check-in. Vale lembrar que esse compartilhamento de localização não é obrigatório, e você pode desativá-lo se e quando quiser.

Uma das grandes novidades trazidas pelo Swarm é a aba de “Planos pela vizinhança”. Nela, você e seus amigos podem compartilhar a intenção de algum encontro, e combinar a saída por ali mesmo. Isso é muito legal, principalmente porque o aplicativo considera a distância entre você e seus amigos.

YELP

Esse aplicativo é perfeito para quem está em uma cidade desconhecida e precisa encontrar algum tipo de estabelecimento. Isso porque ele localiza através do GPS do seu smartphone restaurantes, postos de gasolina, shoppings, bares, padarias, e qualquer tipo de loja que você precise.

Na tela inicial, o app localiza os principais estabelecimentos perto de você, sendo bom também para conhecer novos lugares até mesmo na cidade em que você mora.

Splitwise

Perfeito para viagens em grupos! Esse aplicativo resolve aquela confusão de quem-paga-o-que e quem-deve-a-quem. A interface é simples e permite que você coloque quanto foi gasto e de quem foi o gasto. No final, o app faz as contas e diz quem está devendo quem.

A Engenhotur já organizou viagens para as Dominiques. Acompanhe eles por aqui: site | Instagram | Facebook

Maria Mazza
Maria Mazza

Amo viajar e amo conhecer lugares. Sou administradora de empresas, agente de viagens na Engenhotur e Dominique claro.

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Eu quero menos check-ups e muito mais check-ins!

Pronto. Está decidido. Quero fazer menos check-ups e mais check-ins! É isso mesmo. Acabei de renovar o meu passaporte e estou disposta a me organizar para rodar mundo afora. E sabe que não é preciso gastar tanto dinheiro assim para se divertir numa viagem?

Te digo que o planejamento é tudo!  Tem muita Dominique viajando e conhecendo lugares incríveis e so-zi-nhas! Além disso, compartilham moradia e conhecem pessoas… Nada da frieza dos elevadores dos hotéis.

Então, por que não?

Vamos combinar que a companhia de uma amiga pode ser fantástica, mas também pode se tornar um desastre dependendo do humor de ambas. E se estiver sem namorado, melhor ainda…

As possibilidades de encontrar alguém nessa jornada são enormes!

No começo é natural ficar receosa sim! Afinal, eu sou do tempo em que mulher viajar sozinha seria inviável…Mas nada mais natural que acompanhar as mudanças do mundo.

É o caso dos Nômades Seniores, cuja aventura rendeu até livro.  

Pra ter mais tranquilidade resolvi pesquisar bem direitinho as aventuras mais em conta e como viabilizar essa viagem solitária. E achei muita coisa legal, inclusive gente que faz da diversão um projeto.

Como escrevem Debbie e Michael Campbell no site, eles são de Seatlle, Washington, uma ótima cidade pra se chamar de lar. Mas que ficou pequena demais pros sonhos desse casal quando estavam à beira da aposentadoria.

“Sentimos que tínhamos mais uma aventura em nós , então em julho de 2013 alugamos nossa casa”.

Eles também venderam o veleiro e um dos carros para reduzir as coisas e as despesas. Então deram adeus à família e partiram para explorar o mundo.  O objetivo era viver o cotidiano nos lares de outras pessoas, da mesma forma que fariam se tivessem se aposentado em Seattle. “Até agora a experiência tem sido tudo que esperávamos”.

Os números falam por si. Desde que partiram, utilizaram mais de 200 vezes os serviços do Airbnb visitaram mais de 250 cidades em 80 países, incluindo toda a Europa, Turquia, Israel, Rússia, México, África, Cuba, Oriente Médio, Ásia Central, Nova Zelândia, Austrália e Ásia. O resultado foi a venda da casa em Seattle para se tornarem verdadeiramente nômades.

Veja o que fazem os Tiozinhos Mochileiros. Julio e Rosi voltaram a viajar com a mochila nas costas depois que os filhos cresceram, como quando eram jovens sem preconceitos. E os filmes, como esse aqui embaixo, são exibidos em um canal no Canadá.

Pra não dizer que são só os gringos que têm coragem. Li outro dia a história da aposentada Josefa Feitosa, de Fortaleza (CE), que se “autocondenou à liberdade”, como ela mesmo diz.

Já visitou cerca de 40 países.

E diz que só volta ao Brasil para renovar o passaporte.  Divorciada, mãe de três filhos e avó de um neto, resolveu se desfazer de casa, móveis e roupas. Tudo o que tem agora cabe dentro de uma bagagem.

Assim como mantém um diário de viagem no Facebook , batizada Jô: minha casa é onde minha mala está, a aposentada também registra a vida em cadernos, desde os anos 1980. No roteiro, experiências em Auroville, a cidade onde se vive sem dinheiro na Índia, na noite de Amsterdã, nas praias de Zanzibar e no leito do rio Nilo, no Egito.

Ok! Tudo bem. Eu concordo que os casos acima são um pouco radicais, mas dá pra conciliar as viagens e manter a rotina do lar. Eu penso que uma temporada viajando e outra em casa pode ser uma boa alternativa.

E, olha, depois de tudo que li, cheguei a conclusão que viajar não é apenas rejuvenescedor; também pode ser intelectualmente estimulante. Eu, ao menos, sou naturalmente propensa às novas experiências e aventuras. É uma oportunidade para mudar as coisas da monótona rotina do dia-a-dia.

E você? Se aventuraria?

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Quem foi ao Magic Kingdom sozinha ?

Eu. Euzinha.

Viajei com os meus filhos já adultos para a Disney, em Orlando. Apenas alguns dias, para relembrar. Fomos inúmeras vezes quando eram menores, mas sabe como é, as atrações mudam e todos queriam conhecer as novidades. A diferença é que quando são pequenos colocamos no carrinho e eles vão para onde queremos.

A escolha foram os parques com mais atrações para adultos. Bem, sabe como são essas viagens . Acompanhava tudo sem queixas (menos as montanhas-russas que não gosto). Em um determinado dia, todos muito cansados, preferiram ficar mais relaxados e não ir a nenhum parque.

Comecei a pensar: “Meu Deus, vou voltar ao Brasil sem ir ao Magic Kingdom”?  Mesmo sem crianças pequenas, acho um parque “must go” não somente pela mágica que o envolve, por ter sido o primeiro parque Disney,  mas por todas as imagens que voltam em minha mente.

Lancei a idéia discretamente no café da manhã. A recepção não foi das mais efusivas… Comentei que era um ícone, nada feito!  Já quase na hora do almoço decidi e falei : “Gente, eu vou ao Magic Kingdom! Lá veio a classica pergunta: “Sozinha?”  Sim. 

Sozinha mas muito bem acompanhada comigo mesma.

E fui. Uma das facilidades em ficar dentro dos Hotéis da Disney é poder pegar o transporte próprio deles a hora que quiser e retornar da mesma maneira, nos deixando na porta, sem complicações.

Já na Main Street comecei a sentir uma mistura de emoções, desde a primeira vez que estive na Disney com meu pai, no ano de abertura do parque, bem como nas outras vezes com meus filhos pequenos.  Cada viagem uma emoção diferente, uma descoberta.

Andei sem pressa, escolhendo as atrações que costumava ir e que gostava mais. Que delicia andar sem ter que levar alguém ao banheiro, comprar água, sucos , esperar por alguém. Munida do meu mapa, ia fazendo o que me interessava, mesmo porque o parque é bem grande, não daria para fazer tudo a partir daquela hora … e fui aproveitando cada minuto.

Olhava os casais com filhos pequenos, às vezes 3 ou4 crianças. Muitas famílias com camisetas iguais para facilitar a visualização. Achava aquilo lindo, mas ao mesmo tempo quando pensava no trabalho, continuava a andar agradecendo poder estar fazendo tudo no meu ritmo. Santa maturidade!  

Fui a Haunted Mansion, Piratas do Caribe, Peter Pan, It’s a small world, Toy Story, Carousel of  Progress, enfim….. Em cada uma delas lembrava da carinha dos meus filhos e suas reações. Foi um “remember” e tanto.

Já a noite, resolvi voltar, o celular já com várias mensagens do tipo: “Você ainda está ai?”.

Foi quando aguardei os fogos no Castelo, já de noite.

A troca de luzes é simplesmente maravilhosa, aparecem todos os personagens projetados , uma imagem simplesmente imperdível. 

Mas quando começou a tocar:

When you wish upon a star
Makes no difference who you are
Anything your heart desires will come to you…….

Me segurei de verdade.

Meu Deus quantas imagens passaram na minha cabeça. Orgulhei-me da minha decisão em ter ido, como não iria sentir isso?

Todos os sentimentos que afloraram se resumiram em gratidão imensa, por todas as vezes que pude ter vivenciado isso, gratidão  por ter proporcionado isso à outras pessoas, gratidão por mesmo agora sozinha, sentir novamente emoções tão puras como a letra da música. Tantos e tantos momentos da minha vida eu olhei sim para as estrelas e pedi,  sonhei com coisas que se tornaram realidade.

Tem como não amar a Disney?

Outras dicas de viagem:

México – muitas opções em uma só viagem

Itália: que delícia conhecer lugares que vimos nos filmes

Maria Mazza
Maria Mazza

Amo viajar e amo conhecer lugares. Sou administradora de empresas, agente de viagens na Engenhotur e Dominique claro.

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Como foi fazer intercâmbio mais… Dominique!

Dominique - Intercâmbio

Eu sempre quis estudar fora do Brasil e aprender a falar uma outra língua. Algumas, na verdade… O sonho da minha adolescência era falar francês e morar em Paris. Eu amava a língua, a cidade… eu até tenho uma descendência lááá longe com a França… mas sem internet, minha imaginação viajava longe.

Mas como disse, eu quis, mas nunca pude. Morava numa cidade do interior, de família classe média. Fazer um intercâmbio era pra quem fazia parte do Rotary Club da cidade. Não existia por lá agências de viagens. Além disso, o investimento era alto pra uma época de hiperinflação. Eu também acho que meus pais tinham medo.

Não preciso falar que o tempo passa rápido, né.
Do colegial (sim, ensino médio é termo de agora!) eu já fui pra faculdade. No finzinho da faculdade eu fui a única que conseguiu o emprego sonhado por muitos colegas da turma. Eu fui privilegiada e este privilégio fez com que eu adiasse ainda mais o meu sonho. Como eu poderia abrir mão de uma oportunidade dessas?

E o tempo passa de novo…
Desta vez eu caso, compro casa, foco na carreira… e o meu sonho continua lá, guardadinho.
Até que o tempo passa como um vendaval… e deixa tudo de cabeça pra baixo.
Eu me separo e vendo a casa.
Como não tive filhos aquela era a hora.

Eu, com quase com 35 anos, largo o trabalho, junto todo o meu dinheiro e vou fazer um intercâmbio nos Estados Unidos. Intercâmbio mesmo, com host mother e escola o dia todo para aprender a língua. Você consegue imaginar uma sala de aula com japoneses, chineses, franceses, alemães… todos recém-saídos da adolescência e eu. Fui pra Berkeley, ao lado de São Francisco, em vez de Paris, porque meus sonhos também tinham mudado.

Foi incrível.
O que eu experimentei foi muito além de viver em um novo país e aprender uma nova língua.
Acho que ganhei muito mais, aproveitei muito mais, e tudo por causa da minha maturidade.

A minha primeira descoberta foi sobre morar. Eu pude aproveitar muito a cidade, conhecer cada cantinho e sua história. A minha host mother era uma mulher quase da minha idade. Com ela e os seus amigos professores de Berkeley eu tinha conversas muito interessantes.

Eu também aprendi muito mais rápido. Tô falando sério! Primeiro porque era o meu dinheiro que estava investido na empreitada, não iria desperdiçar. Mas acho que tive muito mais foco. Sentava e estudava pra valer. Perguntava tudo para os professores. Vergonha, eu, lá longe??

Eu viajei muito. Tinha um pouquinho mais de dinheiro e ninguém pra dar satisfação. Conheci a Califórnia inteira e um pedacinho do Oregon. Fiz um passeio chamado Grand Circle por vários parques nacionais americanos, em 5 ou 6 estados. Fui pra Nova York. Fiz uma festa de aniversário em Las Vegas…

Mais do que fazer amigos, eu aprendi sobre culturas. Eu conversei e aproveitei tudo o que pessoas do mundo todo podiam me ensinar. Uma grande amiga do Japão me mostrou muito sobre a sua cultura. Aprendi palavras em várias línguas e muitos costumes diferentes. E conheci gente de lugares que nunca tinha ouvido falar. Um amigo da Île de La Réunion, no meio do Oceano Índico, e outra amiga da Nova Caledônia, outra ilhota na Oceania.

Eu me autorizei a descansar e aproveitar. Com um passado de trabalho duro e algumas histórias pesadas, a vida tinha me engolido. Eu parei em vários momentos pra olhar, perceber tudo. Como pode ser incrível o pôr do sol no Pacífico!

Eu fiz novos cursos. Além de fazer a língua, eu descobri alguns cursos curtos e muito interessantes. Cursei algumas aulas na Universidade da Califórnia, aprendizado que me ajudou muito na recolocação profissional após o meu retorno. Descobri todo um novo mundo de especializações que não tinha ideia.

Quando eu fiz esta empreitada de um ano sabático a internet estava no comecinho. Nem redes sociais existiam… ou tinham acabado de lançar o Orkut (quem lembra?). Hoje, é bem fácil buscar todas estas informações. Mas nada se compara a ter, viver toda esta experiência. Quando eu voltei eu percebi que estava muito mais independente, disposta a fazer coisas na vida na vida.

Hoje, as empresas de intercâmbio oferecem várias opções diferentes para um intercâmbio fora. Uma amiga ficou um mês na Itália aprendendo fotografia. Outra fez um curso de gastronomia na Espanha. É só ver o seu sonho, juntar um dinheirinho, e se jogar.

Eu tenho um novo sonho. E vai ser França, sim! Eu vou aprender bordado na École Lesage de Paris. Acho lindo o bordado dos vestidos de alta costura. Não penso em fazer este curso para buscar uma nova carreira. Gostaria apenas de saber um pouco mais sobre a Maison que reinventou o bordado pra marcas como Chanel, Valentino e Dior. Quem sabe fazer algumas roupas legais para mim mesma? Um dia eu vou fazer alguns cursos pequenos lá e aproveitar um mês em Paris. Até que enfim!

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Ju Junqueira

Jornalista que trabalha com internet há 20 anos. Divide o tempo entre as inovações tecnológicas e os trabalhos manuais no estilo Do It Yourself. Descobriu que é melhor que fazer meditação.

6 Comentários
    1. Silvia… imagina. Acho que a gente pode realizar este sonho em qualquer idade. Não perde ele de vista, hein.

    1. Quais são os seus medos? Acho que podemos tomar vários cuidados… já somos maduras pra não fazer loucuras. Tenta realizar o seu sonho sim. É tão enriquecedor.

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