Dominique

Coisas de Dominique é onde histórias de mulheres são contadas. Histórias de mulheres que realmente têm o que contar.
Eliane Cury Nahas por vezes transcreve, por vezes traduz coisas que Dominiques (aquelas mulheres com 50 ou mais anos de histórias) contam. Surpreendentemente você se identificará com muitas delas, afinal #SomostodasDominiques

A música que entrará na trilha sonora de minha vida em 2017. Sabe qual?

Eliane - MúsicaMúsicas da minha vida.

Não sei se por uma questão cultural, nacional, social, familiar, de descendência, de ascendência ou uma questão minha mesmo, sempre fui adepta do “homem dominante”.

Ou sempre acreditei que os homens trabalhavam melhor.
Eles e eu, claro.

Por arrogância, prepotência e ignorância, sempre achei que só a “força” masculina combinaria e coexistiria com minha competência.

Comecei minha vida profissional no mercado financeiro. Depois fui para o incipiente e iniciante mercado de tecnologia passando antes pelo setor exportação de frutas.
Note que ambientes predominantemente masculinos.

– Atividade importante é no masculino, certo? Então é pra lá que eu vou – pensava eu.

Nunca me senti menos que um homem.
Ou talvez sabedora da abissal diferença, nunca tenha sequer me comparado e sim me juntado a eles.

Usei o que o feminino me deu de graça. Cabelos compridos e adornos lato senso.
Tenho que confessar que sempre houve de minha parte um certo desprezo pelo feminino e suas atribuições.
Talvez tenha sido apenas defesa. Defesa por estar em um mundo que reconhecia apenas o “O” como significante e significativo.
Nem por isso deixei de casar, ter filhos, etc… ou até mesmo justamente por isso.

E finalmente amadurecemos.
Uma palavra que não gosto. Mas que explica o que acontece quando deixamos de crer e passamos a saber. (A fé religiosa é outra coisa).

Não é da noite para o dia.
No meu caso não foi lendo. Não foi em sala de aula. Foi vivendo.
Foi passando por coisas e conhecendo pessoas e suas atitudes. Homens e mulheres. Tanto faz.
Tanto faz hoje.

Aconteceu quando de repente, de um dia para o outro, do dia para noite, fiz 50 anos.
Foi quando se deu uma revolução de minha vida!
Revolução talvez não seja a palavra. Mudança, revelação,  transformação. Sei lá.
Peguei-me olhando para questões tão diferentes em meu hermético mundo de ternos e gravatas.

Comecei a escrever. A refletir. A empatizar. A solidarizar. A respeitar. A entender.
Sabe com quem?
Yes, darling, com a Mulher!

E assim nasceu Dominique.
Mexendo com minha cabeça, com meu sangue, com minha espinha dorsal.
Entrei de corpo e alma no universo feminino.
Quase que como um pedido de perdão, ela veio com uma enorme necessidade de não ser só minha.
Mais que um projeto, Dominique é uma causa em minha vida. Justo eu…

Mas não foi só isso.

Quis a vida que há 3 anos eu fosse sentar em torno de uma mesa com outras 15 mulheres.
Em volta daquela mesa, antes de nós, sentaram outras 16 mulheres. E antes delas, outras e outras.
Há quase 100 anos, mulheres fundaram e fizeram crescer uma obra filantrópica maravilhosa.
E ironicamente tudo isso aconteceu sem minha participação!
Elas existiram antes de mim! E fizeram um trabalho muito melhor do que eu faço hoje.
Ora, vejam só..
Mulheres todas elas. No século passado.

De repente, de um dia para o outro, do dia para noite, meu horizonte e meu entorno totalmente orientados para o masculino voltaram-se para ELA. Para ELAS.

E aqui, começo a explicar o porque da música neste texto.

Todo ano, ou quase todo, escolho uma música para fazer parte da trilha sonora da minha vida.
2017 estava sem música e, provavelmente, passaria em branco até novembro quando assisti de uma só tacada o seriado Big Little Lies e me apaixonei pelos 7 episódios, pela história, pelos personagens, pela edição e pela música.

No último episódio, ao escutar a voz de Michael Kiwanuka nos créditos de abertura tive a certeza que esta seria a música de meu ano. (Escute e veja no final do texto)

Entendi que as 5 mulheres eram pedaços de mim. Identifico-me com todas as personagens.

Renata e sua masculina competência. E sua agressividade infantil.

A apaixonada Madeline. Cheia de energia de vida.

Jane e seus medos. E sua superação.

Celeste manipulando quando se deixa submeter.

Até mesmo com a Bonnie, riponga alternativa. Sim, no caso, é ela meu lado saudável. A parte boa de mim que mata minha toxidade.

Adorei o título do seriado Big Little Lies. A música na verdade se chama Cold Little Heart. Mas isso é o de menos. A música só me pegou tanto porque a história falou fundo e alto em mim.

História de mulheres. Sobre mulheres. Sobre eu e você.
E ficou a certeza de que precisamos ser solidárias antes de rivais.
Precisamos ser colegas. Companheiras.
Precisamos uma das outras mais do que nunca.

E para isso, no meu caso, tenho que dar créditos à minha maturidade que desrespeitou meus preconceitos, desautorizou meus credos e colocou lentes em meus olhos para que pudesse ver o que não conseguia sentir.

 

Agora me conta, tem alguma música que representa o seu 2017?

Leia Mais:

Sabe qual foi meu desejo na gravidez? Uma música!

QUIZ! MÚSICAS DE SERIADOS. Vamos ver quntas músicas você acerta?

Eliane Cury Nahas

Economista, trabalha com tecnologia digital desde 2001. Descobriu o gosto pela escrita quando se viu Dominique. Na verdade Dominique obrigou Eliane a escrever. Hoje ela não sabe se a economista conseguirá ter minutos de sossego sem a contadora de histórias a atormentá-la.

6 Comentários
  1. I don’t think the title of your article matches the content lol. Just kidding, mainly because I had some doubts after reading the article. https://accounts.binance.bh/zh-CN/register?ref=DCKLL1YD

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Sou super a favor

Tem uma piadinha que diz que brasileira não envelhece.
Brasileira enloirece.
Não sei vocês.
Mas talvez esse tenha sido o meu caso até dois anos atrás.
Nasci quase loira.
Simmmmm. Isso é possível, tá?

Bom, meus cabelos castanhos tinham algumas mechas naturais mais claras.
Boniiiitooooo.
Já mocinha, resolvi dar uma ajudinha pra natureza e fazer mechas adicionais.
Com o passar do tempo, elas foram mudando de nome.
As mechas, eu digo.
Viraram reflexo.
Depois, luzes.
Ai, balayage.
Californianas.
Mas tudo a mesma coisa!

Conforme o nome se modernizava, o preço aumentava, e eu me empolgava, pedindo:
– Um pouquinho mais aqui na frente.
– Deixa só um pouquinho mais loiro nas pontas, vai… É verão..
E assim foi indo até que um dia…
Tcharam, me vi loira!!
Mas, na verdade, eu acho que sempre fui loira.
Nasci loira, lembra?
E fui vivendo de reflexo a cada dois ou três meses.

Vi aparecer os primeiros fios de cabelos brancos que as mechas generosamente encobriam.
E você sabe como o fio branco pode ser mal criado e revoltado, né?
Mas há dois anos a tal balayage não deu conta dos grisalhos.
Nem a californianas.
Nem nada!!!
Aí a cabeleireira me avisou..
Você vai ter que pintar!!!
– Oooooooooooooooohhhhhhhhh.
– Pintar?
– O meu cabelo?
– Meu cabelo é virgem!!!!!

Falei que ela estava louca e pedi tonalizante!!
Meu cabelo não merecia tal química!!
A coitada passou o que eu pedi.
O.D.I.E.I
Mudei de salão.
A nova cabeleireira falou que a antiga tinha feito tuuuudo errado e me convenceu a passar tinta no cabelo.
O.D.I.E.I
Bom.
Rodei São Paulo.
Acabei com meu cabelo.
E cheguei à conclusão de que a culpa não era da cabeleireira, nem salão ou da tinta.
Eu simplesmente não me reconhecia ao olhar no espelho com aquela nova cor na raiz do cabelo.
Nunca nenhuma tinta reproduziria a cor natural.
Óbvio.
Mas não tinha opção.
Ou isso ou os cabelos brancos, que sim, podem ser uma opção muito bacana.
Mas não para mim (vou falar sobre isso depois).

Com uma enorme dose de resignação, fui me acostumando com minha nova aparência.
E descobri que, provavelmente, jamais conseguirei ou poderei fazer uma plástica.
Se não consigo me acostumar com a cor da raizinha do cabelo diferente!!!
Mas gente, atenção!!

Sou super a favor de plástica. Para quem quer fazer.
Sou super a favor de deixar os cabelos brancos. Para quem quer deixar.
Sou super a favor de tinturas. Para quem quer pintar.
Sou super a favor de rugas. Para quem quer mostrar.
Sou super a favor de fazer o que te fizer bem.
Seja no espelho, seja na alma.

Eliane Cury Nahas

Economista, trabalha com tecnologia digital desde 2001. Descobriu o gosto pela escrita quando se viu Dominique. Na verdade Dominique obrigou Eliane a escrever. Hoje ela não sabe se a economista conseguirá ter minutos de sossego sem a contadora de histórias a atormentá-la.

15 Comentários
  1. Estou assumindo meus cabelos brancos!!! É uma fase difícil, mas estou resistindo!!! Minha neta me falou: vovo porque você não pinta seu cabelo de marrom, ele está branco e marrom!!! Sei que está horrível, mas vou resistir!

  2. Ha tres anos desisti das tintas, sou grisalha natural! Deixei para ver se me acostumava e gostei. Olho no espelho e me reconheço sem sofrimento, quem não estiver pronta continue pintando. Seja feliz com cabelos castanhos, loiros, pretos ou grisalhos, seja você.

  3. Eu já falei, que só vou assumir os meus brancos qdo chegar aos 70 80 anos, ainda não. Acho que gosto de sofrer, porque, fala sério, pintar raiz de cabel é uma tortura, mas um cabelo louro é lindo né?

    1. Mininas…
      Estou na fase de arrancar os recém nascidos descorados com a pinça… ficam espetados, assanhados pra aparecerem com qualquer penteado e eu os odeio!
      Acho lindo e chique quem ostenta uma cabeleira prateada com elegância, mas creio não ter nascido com essa classe toda.
      Minha mãe está com 80 anos e tem meia dúzia de brancos espalhados. Um show!
      Estou com quase 50 e não sei ainda o que a genética tem a me dizer sobre isso.
      Bom dia!!!

  4. Fiz o mesmo caminho com tintas,reflexos,balaiagem e outros…
    O cabelo foi se acabando,sofrendo!
    Ai resolvi fazer reflexos brancos que se misturaram aos meus brancos.
    E então uso só a máscara hidratante matizadora que os deixa prateados.
    Adorei!

  5. Tenho 74 anos e sou loura d verdade. Aí gosto mais escurinho e pinto a anos de loiro sei
    Lá o que. Agora os brancos estão a aparecer de verdade e tô deixando. Cingis de todos os lados, mas não vou pintar, por hora . -foto você.

  6. Adorei! Sou super a favor!
    De ser feliz….
    De não me importar com o que os outros querem fazer ou com a opinião deles sobre o que eu faço! Principalmente sobre a aparência!
    A maior vantagem que vi na maturidade!

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Quando eu crescer e envelhecer pra valer, quero ir para um asilo Top!

Dominique - Asilo
Asilo? Asilo TOP? Sério? Yes, darling.

Hoje tenho 53 anos. Estou em ótima forma, independente, jogando um bolão.
Mas o tempo cobrará sua conta. Nem sempre fui saudável.
Fumei.
Comi errado.
Fiz todos os tipos de regime de moda que você pode imaginar.
Tomei todos os tipos de remédio para emagrecer que existem no mercado e fora dele.
Abusei de meus joelhos.
Tomei sol pra caramba numa época que não existia protetor solar.
Tomei sol pra caramba depois que inventaram o protetor solar.
Sempre fui mega-ansiosa. Dizem que isso não faz muito bem.
Estresse, pouco sono e muito trabalho me eram atributos prazerosos, acredita?
O único excesso que não cometi foi o da bebida.
Por isso tudo, acho que não serei uma velhinha muito saudável apesar da pouca bebida.

Tenho 2 filhos. Ou tive. Digo tive, porque os doei para o mundo. Há algum tempo não são meus.
Apesar da ética e da moral dizerem que eles devem cuidar de mim, não quero.
Ah, sério. Não é nem para não dar trabalho para eles.
Mas imagino que deve ser muito chato ser cuidada por filhos, genros, noras.
Apartamento, cuidadora, médicos, remédios…
E no final das contas solidão. Claro que solidão. A quem você quer enganar, colega?

Então, estava pensando e tive uma ideia.
Vou cortar caminho e poupar trabalho para todos.
Vou para um asilo direto.
Mas calma, não fique com peninha de mim, nem ache que eu estou fazendo chantagem.
Eu que vou escolher o asilo e vai ser agora! Não quando estiver caquética e dependente.
Até porque o lugar que estou imaginando deve custar uma bala, os meninos vão me interditar se eu não deixar pré-pago.

Quero um asilo TOP como eles falam.

Não precisa ser no Brasil. Pode ser em qualquer lugar do mundo. Mas tem que ser bacanudo mesmo. Chique.
Quero ser vizinha de suíte (claro que é suíte) de Elizabeth Taylor e Liza Minelli. Não são elas os primeiros nomes que vem à cabeça quando pensamos em velhinhas famosas em asilo? Não? Engraçado, para mim foram. Óbvio que os nomes serão outros, tadinhas destas.

Então, quero ser vizinha de Madonna, Michelle Obama, Javier Bardem e Penélope, Carla Bruni, Keith Richards que se não morreu até agora é claro que o nego é imortal.

Mas têm os tupiniquins também.
Tenho certeza que a Xuxa vai estar lá ou você acha mesmo que a Sasha vai ter paciência com ela para o resto da vida?
Lobão. Imagina a caricatura que ele não será daqui uns anos… Hum, pensando bem…
Rita Lee. Sempre Rita Lee… Minha velhinha preferida.
Du Moscovis, porque afinal de contas quem não gosta de ter por perto um gatinho, um boy magia, não é mesmo?
Vanessa da Mata que tornaria nosso aiaiai muito mais afinadinho.
Paulinho Moska – Gente já falei 1000 vezes. Gosto é gosto. E essa é a minha turminha pro asilo, pô. Deixa o Moska em paz.
E o Gabeira. Esse sim, vizinho de quarto. Tenho muito que aprender com um homem que é capaz de rever posições e ideais como ele fez ao longo da vida.

Bom, quero um lugar animado.
Vou deixar pago vitaliciamente, ou seja, o local vai ganhar a mesma coisa se eu viver 1 mês ou 1 ano ou 20 anos. Para o estabelecimento tanto faz.

Dito isso…
Quero chocolate, cigarro e vinho branco à vontade. Isso só pra começar.
Quero ter tempo e oportunidade de desenvolver novos prazeres, como quem sabe ficar totalmente dependente de torresminho, por que não?

Duas regras importantes:

– Notícias novas serão proibidas. Como minha memória não estará mais lá grandes coisas, só notícias muito velhas e com finais já conhecidos para que no íntimo não tenhamos sobressaltos.
– Visitas. Ah… Estas também serão expressamente proibidas. Para todos. Qualquer hora explico o motivo. Se é que você já não captou.

E para terminar:
Não quero enfermeiras ou cuidadoras.
Quero ex-putas.
Isso. Você entendeu. Ex-prostitutas.
Imagine só o tanto que elas são carinhosas e profissionais.
Com um pouco de treinamento ficarão melhores que os médicos, não acha?

Isso é Shangri-lá.
Acho até que tem asilo com esse nome. Ou será cemitério?

Leia mais:

O dia em que o laboratório me chamou para refazer a mamografia
De mãe para filha: viver é ser feliz!

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Eliane Cury Nahas

Economista, trabalha com tecnologia digital desde 2001. Descobriu o gosto pela escrita quando se viu Dominique. Na verdade Dominique obrigou Eliane a escrever. Hoje ela não sabe se a economista conseguirá ter minutos de sossego sem a contadora de histórias a atormentá-la.

87 Comentários
  1. Sylvia Belinky disse:
    Seu comentário está aguardando moderação. Esta é uma pré-visualização, seu comentário ficará visível assim que for aprovado.
    Tô nessa mas mais ou menos! Quero conviver se me der vontade, embora no mais das vezes vá preferir ficar ” na minha”, curtindo plantas, bichos e livros, escrevendo e costurando, sem pesar pra filho ou irmãos! Hoje, aos quase 75, ainda tenho um marido companheiro querido e moro numa casa alugada, de condomínio. Mas nada de pentelhação de gente famosa; gente sem ser velha e sem ser famosa já enche o saco, imagine somando velhice e dinheiro: SOCOOOOOOOORRRRRROOOOOO!!!!…kkkkk Mas não vou ter grana pra todo esse luxo, embora sonhar seja de graça!…
  2. Meu melhor sonho! Mas como é uma utopia, sugiro juntar algumas pessoas com o mesmo objetivo e astral e montar um lugar diferenciado, auto gerido, bem do gosto de todos.

  3. Se tiver lugar pra uma tia “véia” que se pudesse acordava meio dia e trocava o dia pela noite, que se deixar ouve música o dia inteiro, gosta conversar, mas também adora ficar em silêncio (controverso, não?),chegada num vinho branco e adora um banho de mato … tô dentro!

    Deixo vcs com a área vip … prefiro um chalezinho com vista pro mato, aquele cobertor de orelhas gostoso (mesmo que passe o dia inteiro um implicando com o outro), um bom e velho vira lata no quintal, umas amigas “véias” bem porra loka pra dar umas risadas… já está ótimo. Se não precisar caminhar muito pra chegar na piscina fica perfeito!

  4. Quero um lugar pra morar com pessoas boas calmas atenciosas pode ser no Brasil tenho 73 anos de idade sou diabética problemas de coluna mas creio que posso me curar morando num asilo com pessoas boas frequentando passeios diversões lazeres que eu possa encontrar isso com um preço aqcessivel de acordo com o que eu recebo de pensão

  5. Penso nisso a algum tempo já….
    Tenho 55 e estou muito bem por hora…
    Mas sei que vai chegar e não sou do tipo que dependo de ninguém,logo vai ser muito difícil para mim envelhecer e precisar que filhos e amigos me cerquem….
    Quero continuar levando minha vida sem ser um estorvo,entendem?
    Tô dentro!
    Me aguardem!

  6. Estou perto dos 50 e pensando em possibilidades. Estou doando meus 3 filhos para o futuro (deles) e não me incluo nesse futuro.
    Tenho cuidado da minha mãe idosa e sei que sou, digamos, chata com ela (que tem restrições alimentares e come como se não fosse viver para a próxima refeição; está mais ou menos ok devido a tanta medicação, mas acha que se não tomar um remédio ou outro tudo continuará; que sabe basicamente TUDO o que acontece com TODOS, mas não lembra se já tomou banho)…
    Enfim… não teria paciência de ser rastreada por filho/a, como rastreio minha mãe.
    Sou independe e livre, mesmo casada há quase 30 anos. Quero muito manter essa independência e liberdade quando essas palavras soaram estranhas a uma idade mais avançada.
    Talvez, um asilo TOP seja a solução! Não sou famosa como a Xuxa, mas poderíamos ser vizinhas. Ter alguém pra brindar à vida parece ser uma ideia interessante!

    1. Nossa Ale..que coisa bacana que vc escreveu. Profundíssima. Com palavras super bem colocadas (dou super importânca para isso, pq faz toda a diferenca). Amei e vc tem razao. Nao queo ser rastreada. Pq nao comer se no sabemos se havera uma proxima refeicao. Querida, quero ser sua amiga. Beijocas

  7. Meu asilo TOP teria minhas 3 ou 4 amigas do ❤️ morando cada uma em sua suíte , fora todo resto da turma de velhinhos. Super organizado, programação e instalações impecáveis.
    Das celebridades, uma das minhas amigas do ❤️ (autora do texto), acabou esquecendo de relacionar nossa unanimidade: Evandro Mesquita
    Pra cantar pra gente e encher o lugar de charme e alegria! Revigorada total ‍♀️

  8. Envelhecer com pessoas de sua idade é fantástico.. eu gostaria de fazer que nem a Dominik mas se nesse lugar estivesse o Richard Gere..ai que maravilha.. ficaria o dia inteiro olhando pra ele…nem me preocuparua com mais nada…

  9. O texto me lembrou o filme francês “E se vivêssemos todos juntos?”; ele fala de um grupo de amigos de toda a vida, que decidiram viver juntos em uma grande casa… Uma estória linda e emocionante sobre o viver e morrer, que nos ajuda a pensar o assunto com menos angústia. Assistam!

  10. Amei a idéia,sonho em fazer isso em minha casa,ficar só jamais quero fazer amizades,rir,jogar buraco,beber uma cerveja ,fazer compras,ter amigos e uma técnica em enfermagem para nós auxiliar,não importa a idade basta q a pessoa tenha condições de ser independente.quem sabe daqui uns tempos esse sonho vire realidade?

  11. Adorei a idéia! Sempre pensei na possibilidade de viver em comunidade, qdo não poder mais dirigir, fazer minhas compras ,passear enfim. É bom saber que poderemos viver com independência perto de outras pessoas que passam pela mesma situação. Sempre é bom Está com amigos e amigas.

  12. Amei a idéia. Sou muito forte apesar dos 71 anos. Estou me sentindo muito incomodada ultimamente…. tenho muito espaço físico mas ficar na dependência de piscineiro e jardineiro vivendo sozinha não está me agradando. Quero companhias agradáveis…..vou tranquilamente se gostar do local!!!!!

  13. Gostei de saber que tantas mulheres pensam como eu: quando não puder morar sózinha, ir para uma comunidade com pessoa da minha idade,um lugar rodeado da natureza, onde pudéssemos nos divertir muito, ir para teatro, conhecer novos lugares. O ideal seria cada uma ter seu espaço, com
    monitoramento médico e viver o mais intensamente possível com as amigas que seremos. Sei que em outros países já acontece. Teremos lugares assim no Brasil? Alguém conhece algum?

  14. Na Europa e EUA já tem, e a discussão começa a aparecer no Brasil do chamado Coliving: uma tendência urbana em compartilhamento de moradias. Acho bárbara a ideia que favorece interação, colaboração entre vizinhos que compartilham áreas comuns e se ajudam. Imagine um casal com o seu espaço próprio, que no coliving ainda podem cuidar do filho do casal jovem vizinho enquanto estes trabalham. Benéfico para ambos, por exemplo.

    1. Gostei de saber que tantas mulheres pensam como eu: quando não puder morar sózinha, ir para uma comunidade com pessoa da minha idade,um lugar rodeado da natureza, onde pudéssemos nos divertir muito, ir para teatro, conhecer novos lugares. O ideal seria cada uma ter seu espaço, com
      monitoramento médico e viver o mais intensamente possível com as amigas que seremos. Sei que em outros países já acontece. Teremos lugares assim no Brasil? Alguém conhece algum?

  15. tenho 50 anos, quase 51. meu marido é 20 anos mais velho que eu, e não tive filhos. asilo não, moradia da idade da liberdade! de preferência em companhia de gente com cabeça que pensa assim e para aprender música, pintura, ler bastante, assistir muitos filmes, ter uma horta, viajar e curtir a amizade. também quero!

  16. Adorei seus comentários Simone e veja,tenho 74 e ainda não e sinto na “velhice pra valer”.Viajar e ler bons livros nos faz rejuvenescer.Ter casado aos 68,nossa,que maravilha! Ter um companheiro que te ame e entenda tambem prolonga a vida saudável.Gostaria que a Gilmara me desse o enderêço do asilo de Piracicaba,vou procurar na iternet ,pretendo ir e levar meu Fofo,está comigo há 47 anos.

  17. Pelo fato de eu estar criando dois netos um com 14 e outra de 8 ainda não atentei para essa hipotese, os crio desde bebes hoje so sou eu e eles em casa, sabe que o artigo me despertou,eu também sou muito independente, nem pensar em morar com quem quer que seja filhos ou netos, estou com 66 , grata pela materia

  18. kkkkk sempre pensei assim 🙂 estou trabalhando horrores para financiar o gaysilo dos meus sonhos,pé na areia e varias tchutchucas jovens e felizes para cuidar da velhota aqui! A ideia de ir a creche tbm me faz bem!
    Hoje pela primeira vez venho ate vc Dominique e amei 🙂 parabéns!!
    ah ….vim atravez da Consuelo
    BJKAS MENINAS

    ivani ( 48 anos ) ……rs

  19. O asilo dos meus sonhos é quase isso. Dispensaria os vizinhos ilustres, pois sou muito simples.A felicidade, para mim, está relacionada à liberdade, que por sua vez,só vou conseguir se puder decidir, SOZINHA,minhas vontades e meus desejos. Já preciso convencer meus filhos que são terminantemente contrários à ideia. Não consigo me imaginar dependente, na casa de um deles, apesar do carinho que recebo de todos. Aí sim, na minha dependência, seria chamada de complicada e dramática!

  20. Kkkkk estou rindo de mim porque SEMPTE disse que EU queria ir para um asilo de idosos! Comecei a planejar – independência financeira porque nem nessa área ($$$) queria ser um.”peso”pra eles…
    Estabeleci idade – mais ou menos 70 anos! Estaria lúcida, interessada em artes, boas conversas, sem preocupação de ter alguém fazendo comida ou limpando a casa….uma ma ra vi -lha! Com 68 anos.. .cheghuei de uma viagem ao Japao, China, Tibet e Dubai e ai….conheci um argentino. Resumo da opera: ESTOU CASADA, só esse ano já fiz 8 viagens internacionais, Estou voltando outra vez pra Europa agora em novembro ( cheguei de lá em junho ) e….ESTOU INDO MORAR …..NA EUROPA !! Adiei asilo !!!

  21. Agora já existem condominios e podemos combinar com amigos para morar juntos. Cada um com sua casa e seus hábitos mas com vida social dentro do condomínio. Acho que seria minha opção. De preferência, numa praia.

  22. DUAS PALAVRAS QUE ME INCOMODAM: ASILO E TERCEIRA IDADE!!! É PRECISO REINVENTAR! AQUI NO BRASIL, ISSO É UTOPIA E QUANDO NÃO, É TÃO CARO E SOFISTICADO QUE PERDE ATÉ A GRAÇA E A LEVEZA QUE UM LUGAR NESTE ESTILO DEVE SER: ALEGRE E DESCONTRAÍDO.
    O IDEAL PRA MIM, SERIA UM ESPAÇO COM MUITA NATUREZA, CADA UM COM SEU CHALÉ OU BANGALÔ, (COMO PREFERIR CHAMÁ-LO) DE PRIVACIDADE E UM ESPAÇO COMUM DE CONVIVÊNCIA.
    TUDO ISSO COM ACOMPANHAMENTO PROFISSIONAL!

  23. Tenho 10 a mais que Dominique !!! Tenho pensado só agora sobre o envelhecer no sentido de ” onde ” irei quando já não puder mais ser e ter autonomia ? Não quero asilo no sentido mais tradicional e certamente não terei as possibilidades de sustentar esse futuro tão oneroso sozinha !!!! Terei que achar ou construir esse lugar do meu tamanho !!!! Tenho muita simpatia e tenho acompanhado publicações sobre “co- habitações” como uma possibilidade de futuro !!! Juntar- me não isolar-me e o que quero !! Sigo na pesquisa!!!

  24. Em Piracicaba, SP existe um condomínio com características próprias para a terceira idade.Conheço uma pessoa que mora lá e adora! Tudo no condomínio e para atender pessoas da terceira idade, desde saúde,lazer, vida social, cultural. Uma estrutura excelente que atende as necessidades dos condôminos! Acredito que deve servir como inspiração /modelo para que se construam condomínios com essas características.

  25. Eu sempre brinquei que teria meu asilo particular… talvez não tão chic quanto o seu e com vizinhança bem menos ilustre. Já combinei com uma amiga. Só não quero aprender crochê pq acho depressivo e não tenho paciência para pequenos trabalhos manuais…. comigo tudo é ÃO!
    São 3 filhos, 1 neto e 1 companheiro. Os 4 primeiros, certamente não aturarão minhas “rabugices” pois já hoje sou chamada de chata. Mas quero meu velhinho por perto sempre… ele é chato mas é companheiro e é disso que eu preciso. Sabe ouvir… e às vezes tenho que repetir (tá começando a ouvir mal… ).
    Hoje tenho repensado muito sobre o que é envelhecer e cada vez mais me convenço que só deveríamos viver enquanto nos fosse possível manter a dignidade de tomar um banho ou ir ao banheiro sozinhos.
    Minha mãe está com 76 anos. Desaprendeu a andar, a segurar suas funções fisiológicas e isso é constrangedor para todos. Pra completar, continua lúcida e com o humor ácido e grosseiro que lhe é peculiar. Morro de medo de ficar igual… me recuso! Quero manter o bom humor…. ah, gostei da ideia de contratar putas (meu marido vai amar!), elas certamente alegrarão o lugar…

  26. Hahaha… eu tb já mencionei esse fato p minhas filhas… vou morar em um asilo!!!
    Mãeeee, vc ficou loucaaaa???? Acha k vamos deixarrrr??? Qual o problema???!!! Páraaaaaaa….
    Aguardemos…

  27. Eu tb quero ir para um asilo. Nem precisa ser tão especial. Tem de ter música, música boa. (Nada de Aché ou sertanejo universitário ) Alquem pra tocar um violão e me deixar cantar. Minhas companheiras serão as da juventude acumulada,nome que escolhemos para o nosso grupo.Importante: horas dançantes com os idosos ou com dançarinos pagos para rodopiar co cuidado as idosas assanhadinhas.Durante a semana ,de dia um crochê, um cochilo.A noite,cinema.

    Preciso só convencer meus filhos e netos que deixar-me lá, não é abandono,é ser livre para fazer do meu tempo o que eu quero,para curtir minhas fugas e rabujices sem perturbar,é ficar na cama por preguiça ou dor no corpo sem incomodar.

  28. O problema é que as casas de repouso/asilo não se enquadram nesse modelo.
    Temos que ter alguma outra opção bacana.
    Essa sua é utópica. Mas a idéia é compartilhada por muitas pessoas.
    Seria interessante uma pesquisa.

  29. O meu projeto é este já estou proxima,só que ainda tenho marido,se ele for antes de mim.Não vou morar vom filho,penso em procurar uma casa de repouso,só que não é. Top como a de Dominique.

        1. Você expressou meus pensamentos,sem dilemas e sem essa de dizer que “meus filhos me abandonaram”. Quero viver meus momentos, curtir meus livros e minhas músicas e curtir eu…simplesmente eu…

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O Manto da Invisibilidade

Modéstia a parte, ou totalmente sem ela, sempre fui daquelas que ao entrar em um lugar cabeças se viravam para me acompanhar.
Fosse pela minha altura, meus cabelos, minhas roupas ou pelo conjunto da obra, sempre fui acostumada a ter olhares a me seguir.
Mas veja só, parece que como num passe de mágica, ao fazer 50 anos, vesti o sagrado manto da invisibilidade.
Percebo que não sou a única.
Minhas amigas também estão nesse processo de desaparecimento gradual.

Mas até aí, desgraça de muitos alegria de tonto, né?
Adelante, Dominique!!
Só que percebo que surge um fenômeno.
Percebo que as mulheres começam com esta idade ou até antes a fazer um movimento para sair deste lugar onde os filhos já não precisam mais delas e as deixam num cantinho esquecidas.
O marido ainda ativo e vigoroso, por muitas vezes, se gaba de grandes “maratonas corridas”.
O que era natural para nós, hoje exige um certo esforço, uma certa ginástica.
Estamos tentando com todas as nossas forças não sermos invisíveis!

Afff…Vejo cada coisa que vc não acreditaria cara colega:
O que essa mulherada (eu inclusive) faz para jogar longe este manto indesejado!!

– Perceba na academia que algumas contemporâneas se estendem umas horinhas a mais.
Seria por causa do musculoso personal?
Pode até ser, mas pouco provável.
Chance maior é dela estar apavorada mesmo é com a proximidade do verão.
E quando falo apavorada não é figura de linguagem!!

– E aquelas que resolvem se engajar em causas político sociais?
Oh my God.
Só não são mais chatas por falta de espaço.
Mas não são invisíveis..Ah isso não são.

– E tem ainda as jovens.
Aquelas que não só arrancam o manto como a barra da saia tb.
Quanto mais longo o cabelo, mais curta a saia.

– Outro dia numa festa a fantasia, uma amiga foi de BondGirl e fantasiou o marido de James Bond 007!
Agora, um doce se você descobrir qual das BondGirls ela tentou representar.
Difícil dizer.
Mas, por dedução, maridão carecão, era o Sean Connery (ou algo remotamente parecido).
Daí, por exclusão e vendo suas roupas (ou a falta delas) e seus cabelos molhados ela era Úrsula Andress.
Coisa linda!!!
Fizeram o maior sucesso. Isso sim é ser visível!!

Mas a maioria já chegou a conclusão que o que vale é o bom humor e muita risada.
Mesmo assim, queremos é sermos vistas.
De maneira alguma me confunda com a cor da parede!!!
Por exemplo, ontem  tive um happy hour.
Aí veio aquela sensação ao entrar no bar.
Ai… Será???? De novo??? Poxa vida!!!
Mas até que ontem mandei bem!!!
Ahh, péra!! Jura?
Você está surpresa por eu contabilizar as cabeças que se viram?????
Nunca fez isso? ??????
Mentirosaaaaaaaaaa

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Dominique

Nasceu em 1964. Ela tem 55 anos, mas em alguns posts terá 50, 56, 48, 45. Sabe porque? Por que Dominique representa toda uma geração de mulheres. Ela existe para dar vida e voz às experiências, alegrias, dores, e desejos de quem até pouco tempo atrás era invisível. Mas NÓS estamos aqui e temos muito o que compartilhar. Acompanhe!

36 Comentários
  1. Fiquei viuva aos 43. Depois de alguns anos namorei. Me sinto bem com meu corpo,mas percebi que nesse momento me aprecio mas do que supostos interessados. Outro dia, depois de algum tempo de flerte, e dele ter me dado o cel, mandei mensagem do dia dos pais. Respondeu com um obrigado seco. Fiquei na minha. Hoje o vi, foi educado e distante. Fiquei pensando no que uma amiga disse. Que quando um homem pensa ou imagina o interesse de uma mulher da faixa etária dele, fica como que indignado tipo. _ Essa coroa não se enxerga! Kkkkk Acho que eles vêem espelho na gente. Vcs concordam meninas? E olha que a pessoa é três anos mais velho que eu, barriga mole, grisalho, bem caidinho! Tô melhor! Bem melhor que ele kkkkk

    1. Beth, você tem razão. Por exemplo, é raro que homens de 50 procurem mulheres de 50. Não sei se eles se enxergam mais novos ou se nos vêem como velhas. Há raras exceções, mas são exceções mesmo! É muito mais comum ver homens de 50, 60 com mulheres de 30 e 40, digo segundo relacionamento/casamento. Já as mulheres com homens mais novos são vistas como papa anjo, o que é uma injustiça! Concorda?

  2. Dominique!
    Acabei de enviar um email para um rapaz que faz vídeo motivacional, perguntando quando ele faria um vídeo sobre ter 50 anos! E agora? O manto da invisibilidade é mais um acessório que vou ter que carregar, mas e o TRABALHO!!!? Acredita que eu nem me lembrava mais que faria 50 anos? Pois estou num ritmo de vida que ainda preciso trabalhar muito! E ainda por cima resolvi me separar (depois de 28 anos) e trocar de emprego (depois de 17 anos). Culpa? Não, mas necessidade de mudar tudo! Descobrir o site e me ver uma Dominique foi a melhor coisa que me aconteceu nestas últimas semanas!Portanto não pare com o site , todas são maravilhosas, eu descobri o meu mundo e que eu definitivamente não estou sozinha! Sou sua fã! Obrigada.

  3. Estou vivendo esse momento,
    Vim ficar com minha filha , grávida e com uma bb de 1ano e 7meses, dois bbs, para cuidar e ajudar nas tarefas (todas ).
    Foram 4 meses de aprendizado, paciência e muito choro, me sentia um cone, cada hora era colocado num canto, sem direito a falar ou expor qq assunto.
    Será que ficamos tão distantes dos filhos a ponto de sermos tratados com estranhos? E a palavra certa é essa : ser invisível.
    Me olhava no espelho e via minha mãe , que cuidou de 7 filhos, não sei como!
    Deus deu muita força para nós mulheres.

  4. Tenho 58 anos e aceito o tempo de envelhecer. Nada é eterno. Faz parte da vida. O que vi aqui na maioria dos comentários, uma certa amargura ,uma revolta contra o tempo. Cuidemos da alma sempre para aceitar o tempo das coisas.

  5. Wow…eu achei incrivel ler sobre o que voce escreveu…tenho 52 anos e hoje fui almoçar com minha filha e eu estava justamente falando sobre esse manto de invisibilidade…..Complimenti…estou aliviada por não ser a unica a me sentir assim…..obrigada !!!!!

  6. É exatamente assim que me sinto, parece que fui eu que escrevi este texto!!!
    Tenho 52 anos e ficar invisível, pra quem passou uma vida sendo muiiiito visível é uma fase de crescimento e mudança total de paradigmas e valores. Não que eu não me goste atualmente, pelo contrario acho que estou ótima em todos os aspectos. Entendo que preciso só encontrar outra turma, tenho algumas amigas mais novas que ainda não entendem isso. Parabéns pelo artigo, adorei!!!

  7. Preciso aprender a mexer vestir, sem parecer velha e nem coroa aparecida, sabe como é? Convivo com pessoas pouco mais novas que eu, estou sempre antenada, mas não quero passar de ridícula.

  8. Tenho 51 anos, uma marido mais novo, uma filha linda de 15. Ainda não sou invisível, mas tenho, mas tenho vergonha de encarrar as pessoas, como se elas fossem perceber que de perto “o negócio tá feio”. Costumo brincar que sou original de fábrica, nada de lipo, silicone, preenchimento nem botox ainda… Mas a vontade está imensa de fazer algo, o que me segura é que tenho medo de ficar como pior, pq uma hora eu vou ter que “envelhecer de verdade” como disse Dominique

  9. Me identifiquei total com o texto. Tenho 59 anos. Dividir estas experiencias, ler comentarios parecidos com nossos sentimentos me da uma sensação de alivio! “ não sou a unica” . Adorei conhecer o grupo! Que venham mais Dominiques ! Estamos juntas

  10. Desistir jamais. Não sou invisível. E qdo me perguntam se faço exercicios para a saúde, digo que não preciso pq já tenho saúde e está cuidada. Vamos ao embelezamento eterno, Afinal é algo que ocupa o tempo, distrai e ainda se fica bonita. Que atire a primeira flor linda, o primeiro nascer do sol maravilhoso e a primeira noite estrelada sensacional quem nunca quis ser belo.

  11. Fiz 61 em setembro. Em 2013 , ano do casamento da minha filha mis velha, resolvi deixar os cabelos platinados. Foi um drama! O único que realmente gostou, foi o meu marido.. e os meus cabelos que pararam de “se suicidar”… estava ficando careca com as tintas. Hoje me sinto melhor. Apesar da cabeça branca, ainda vejo alguns homens e , pasme, rapazes me lançando olhares… logicamente a proporção diminuiu drasticamente mas é ainda satisfatória…kkk No Brasil ainda existe muito preconceito, não apenas com os cabelos brancos, mas com a velhice em si! Mas o DOMINIQUE veio a calhar para sacudir a poeira!❤️❤️❤️

  12. Dia desses, fui “xingada” por uma “jovem” que aparentava 30 e poucos anos. Chamei um táxi e quando o carro chegou ela quis tomar como se fosse ela quem chamou, não era Uber ainda, como eu a convenci que o taxista veio atender ao meu chamado, ela soltou um sonoro “SUA VELHA”. Segui meu caminho refletindo sobre aquele xingamento, até hoje reflito. Como bem diz a @Consueloblocker: envelhecer no Brasil é errado.

  13. Concordo plenamente, costumo dizer que estamos no limbo, já que os muito novos – não nos interessa é os da nossa idade(os que se salvam) só têm olhos para aquelas de, no máximo, 35 anos; difícil, né??

  14. Gostei! Farei 51 em fins de abril deste 2017. Tive um tumor no seio há 2 anos, fiz quimio, tenho uma filha de 15 e, para completar, em novembro de 2016 terminei o relacionamento com o pai dela, de quem já era divorciada há 14 anos… Descobri algumas coisas e percebi outras tantas, que aconteciam durante anos e acabaram fazendo parte de um inventário de desgostos. Finalmente, acho que estou fazendo o caminho inverso: me descobrindo depois de muitos anos de certo confinamento numa relação cujo saldo, ao final, foi negativo para mim… Me sinto extremamente liberta e feliz!

  15. Amei esse texto, pois é muito trabalho pelo momento que estou vivendo juntam com minhas Amigas dessa faixa etária… Mas temos que conviver com essa realidade.Afinal parece que faz parte dá cultura do nosso País….Mas tiramos de letra esse problema.Procuramos nos produzir muito bem e colocamos um belo sorriso no rosto…Bora ser feliz!!!!

  16. É muito difícil a invisibilidade quando estamos acostumadas a sermos atraentes, chamar a atenção, atrair olhares. Confesso que tem sido um tanto doloroso pra mim. Por mais que façamos não temos mais a beleza da juventude. Pior ainda é quando por alguma razão nos comparamos com uma mulher mais jovem…aí é avassalador. Se viermos a nos apaixonar por um homem mais novo entao, (sim, somos humanas, de carne, osso e sentimentos ainda ), aí a idade se torna um verdadeiro problema. Mas não temos outra opção,tentar sempre melhorar nossa aparencia, mas aceitar que os anos passam para todos.

  17. Concordo virei Dominique, aos 56 anos sou uma pessoa invisível, nunca me senti tão mau. Tenho como você escreveu muito ainda que contribuir mas será que vão deixar? Atualmente a experiencia não serve pra nada.

  18. penso ser um desafio , para todas nós continuarmos atraente .. Sexy e interessante … E quer saber?? Acho estimulante Cuidar com toda atenção e carinho de você em um todo .., em todas as áreas Emocionais .., físicas.., mental … Sexual e espiritual …. E vamos a cada dia , desvendando este maravilhoso momento do Amadurecer

  19. Bom artigo…mas nos deixar de lado, especialmente no setor comerciario, lojas, marcas, e uma grande estupidez , falta de pesquisa de mercado…quem tem mais poder aquisitivo e financeiro? Somos nos…e dai pra cima…estabilizadas, querendo qualidade …As vendedoras sempre veem atraz de mim…e tentam elogiar algumas pecas q estou usndo(agradeco, mas nao funciona como galanteio de vendas). Mas na maioria , a moda ainda e totalmente focada “nas novinhas”…HAHAHA, coitados perdendo o mercado mais forte e poderoso, NOS.Ha algumas marcas q ja acordaram e estao fazendo um trabalho lindo mas acho q os precos sao mais apimentados…Somos “multadas e penalizadas” poe ser mais velhas e sabias?

  20. Eu!! Triste constatação. Eu dei uma enloirada daquelas. Só não faço mais ginastica porque meu tempo continua o mesmo apesar de mais flacidinha. Fazer o que?! Respirar fundo e ir em frente! Atitude é tudo!

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Lista de 9 mancadinhas que cometemos… ou não!

Tem coisas que fazemos, porém a experiência já deveria ter mostrado que não deveríamos. Mas insistimos! Pequenas ou grandes mancadas e deslizes. Alguma amiga transparente já deve ter falado isso. Se não falou, falaremos agora. Você vai ver que nada é tão sério assim. E pra tudo tem-se um jeito. Ou quase tudo…

Aviso importante: antes de qualquer coisa, faça o que você quiser! Você é “de maior”, vacinada e, principalmente, DOMINIQUE!!!!!

# 1
Base foundation pesaaaada e na praia. Aumente o tamanho do óculos escuros e do chapéu, e tire o reboque do rosto.

# 2
Ir a um bar sozinha e ficar com a cara enfiada no celular… Foi sozinha? Assuma!!!!! Faça o garçom te enxergar!!! Sim, eles costumam não nos ver quando estamos sozinhas. Peça uma taça de vinho… e saboreie! Olhando pra frente!!! Nunca para baixo!!

# 3
Roupa com transparência à luz do dia, até porque esquenta muito. Chega de suar, né, gata.

#4
Chamar qualquer mulher com mais de 30 anos e menos de 80 anos de senhora. Use “você” sempre, a não ser que odeie a megera. Aí faça-a se sentir uma anciã.

#5
Emagrecer dois quilos e comprar uma calça dois números menor. Anuncie os seis quilos que você perdeu (sim, seis). E compre uma calça preta caríssima do seu tamanho, mas que te deixa seis quilos mais magra.

#6
Numa separação de amigos, ficar com o lado mais $$$$ por que tem mais $$$$. Prestenção!!! Prestenção!!! Amanhã pode ser você.

#7
Fingir qualquer coisa. Se fizer isso, faça muiiiiitooo bem feito. Que ninguém perceba!!! Aliás, melhor até que você acredite.

#8
Olhar o tempo todo o celular durante um jantar ou reunião com amigos. Não aguenta??? Vá ao banheiro! Escondidinha.

#9
Referir-se a nós como cinquentonas ou mulheres maduras. Somos Dominique. Vou repetir: Dominique. Só mais uma vez: Dominique.

Mas gata… Você é livre. Faça o que quiser!
Você pode. Você deve!!

Data Publicação original : 07/10/16

Eliane Cury Nahas

Economista, trabalha com tecnologia digital desde 2001. Descobriu o gosto pela escrita quando se viu Dominique. Na verdade Dominique obrigou Eliane a escrever. Hoje ela não sabe se a economista conseguirá ter minutos de sossego sem a contadora de histórias a atormentá-la.

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Insensatez do coração – a história que Tom Jobim escreveria.

E foi sem querer. Essas coisas não mandam aviso. Não foi porque eu quis. Nem ela.

Era um dia de verão, desses dias que só um país tropical tem. Abafado, úmido e meio cinzento.

Já tinha rodado toda a cidade naquele começo de ano na inglória tarefa de tentar vender, vendedor que sou, mas antes do Carnaval como sabemos, nenhum comprador ousaria comprar.

O melhor que tinha a fazer era resignar-me com um belo chopp gelado para esperar a tempestade que se aproximava chegar e partir.

E ela veio. Com fúria. Delicioso temporal que lavava as ruas, as pessoas e as almas.

Seguro e refugiado dentro daquele boteco, avisei minha esposa que provavelmente chegaria tarde já imaginando as marginais inundadas e o trânsito completamente parado.

Lindinha, minha querida. Um anjo, mas preocupada que só. Nem mesmo o advento do celular e minhas constantes mensagens a tranquilizam. Então, sempre antecipo o problema. Melhor para nós dois.

Isto posto, aprecio a corredeira que se forma em frente ao bar, sem pressa, sem objetivo. Apenas olhando e apreciando.

Quando de repente, interrompendo o barulho da chuva ela entra no bar encharcada. Ela quem? Ela, a mulher mais encantadora que já tinha visto . Não….Não…Ela era simplesmente a mulher mais encantadora que já tinha sentido.

Cabelos negros molhados escorrendo pelos ombros num ousadíssimo vestido grudado no corpo que deve ter sido muito discreto quando seco. Calçava um pé de sandália e o outro trazia na mão. Ahhh… Fora pega de surpresa pela chuva.

Eu não conseguia tirar os olhos dela. Acho até que fui deselegante pois num determinado momento ela se virou de súbito me encarando.

-Olá. Precisa de algo? Você está ensopada – disse eu tentando disfarçar.

-Obrigada, não há muito o que fazer, a não ser esperar a chuva parar.

E sentou-se em minha mesa sem cerimônia, pedindo um chopp para me acompanhar no delicioso exercício de olhar a chuva.

E foi assim. De repente, sem aviso e sem pedir permissão que meu coração caiu de amores por essa mulher tão diferente. Ahhh coração mais desavisado. Foi logo se apaixonando.

E a paixão cega. A paixão desnorteia. A paixão ilude. Mas a paixão é irresistível quando já se está a bordo.

Entreguei-me aos caprichos daquela morena. E a submeti aos meus. Contava os minutos para estar com ela. Tudo que eu pensava era nela. Tudo que eu fazia, era para esperar o momento de estar com ela.

E chegou…o Carnaval, a Páscoa, o inverno. E aquele amor que mais era um vício, não arrefecia nem esfriava.

Até um dia que cheguei em casa e não encontrei minha lindinha. Ué..Ela sempre me esperava acordada com o jantar pronto mesmo quando eu tinha “reunião” com “clientes”.

Liguei para seu celular e nada. Liguei de novo. E de novo.

Comecei a ficar preocupado. Depois de horas sem notícia, fiquei muito preocupado. Meu coração não se aquietava. Ele estava apertado… A Morena me mandava as habituais mensagens de fim de noite, mas não tinha cabeça para responder.

Saí de carro atrás de minha lindinha. Madrugada a fora e nem sinal de minha esposa.

Comecei a suspeitar que algo muito errado estava acontecendo. Refiz meus passos.

Será que ela tinha desconfiado de alguma coisa? Será que eu tinha dado alguma bandeira?

Bem, eu andava realmente meio desligado, muito tempo no celular trocando mensagens com minha morena. No mundo da lua dos apaixonados, aquele mundo para poucos corações. Impaciente por vezes talvez. Mas será que ela percebeu alguma coisa?

Sim, parece que percebeu sim.

Depois de 5 dias sem notícia alguma e de meu enorme desespero, ela apareceu em casa para pegar pertences.

Quando a vi entrando, meu coração quase saiu pela boca. Não sabia se a abraçava e a enchia de beijos ou de porradas pela preocupação que me causou (Obviamente jamais bateria nela, foi apenas maneira de falar).

Ela entrou, acenou com a cabeça e passou por mim como se lá eu não estivesse. Fui atrás tentando abraçá-la e perguntando o que tinha acontecido.

Ela me olhou com um desprezo que nunca tinha visto ou sentido vindos de ninguém.

Ela descobriu meu affair. E eu neguei. Neguei e neguei.

Eu sei..eu sei…Clichê..Baita clichê. Mas fazer o quê?

E continuei negando até que ela já sem forças para argumentar, simplesmente saiu.

Foi embora me deixando lá com minhas verdades e com minhas mentiras.

Ah, insensatez que você fez
Coração mais sem cuidado..
Fez chorar de dor
O meu amor
Um amor tão delicado

Ah, porque você foi fraco assim?
Assim tão desalmado
Ah, meu coração quem nunca amou
Não merece ser amado

Vai meu coração ouve a razão
Usa só sinceridade
Quem semeia vento, diz a razão
Colhe sempre tempestade
Vai, meu coração pede perdão
Perdão apaixonado
Vai porque quem não
Pede perdão
Não é nunca perdoado

Insensatez por Tom Jobim e Vinícius. Agora escute a música com cuidado. Vai escutar outra música, tenho certeza.

Primeira Publicação – 25 de janeiro 2019

Leia também outros textos que escrevi sobre Tom Jobim:

Passeando com o passado

Relatos de uma mulher apaixonada

E uma playlist no Spotify só com Tom – Fiz especialmente para hoje.

Eliane Cury Nahas

Economista, trabalha com tecnologia digital desde 2001. Descobriu o gosto pela escrita quando se viu Dominique. Na verdade Dominique obrigou Eliane a escrever. Hoje ela não sabe se a economista conseguirá ter minutos de sossego sem a contadora de histórias a atormentá-la.

15 Comentários
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  2. Adorei sua imaginação que me levou ao sentimento da paixão e do fruto proibido!
    Muito sentimento e conexão com a música e com o Tom. Também fico feliz por ter tido a chance de ver o Tom ao vivo Show Dominique comtineuvnos enviando essa maravilhas do que refresca a mente e nos ajudam a acalmar o espírito. Bjs

  3. Adorei a homenagem!
    Q privilégio ter visto esses genios e escutado essas poesias q transmitem casos comuns de forma tão peculiar e única. Aliás Eliane, Dominique está genial na abordagem de temas tão casuais com simplicidade,coloquialidade e bom humor. Parabéns!

  4. Meninas, cresci escutando Bossa Nova. Que previlégio! Esses gênios queridos são riquezas brasileiras, são curativos, alegria, emoção, cultura, tudo junto!
    Só que antes disso tudo a nossa Bossa é paixão…
    Tá explicada a “Insensatez”,o “Infinito enquanto dure”, o “Perdão cansa de perdoar”, etc.
    Só que daí têm os ônus né, com os quais nossos gênios não estavam muito preocupados !
    Bom pra nós, que herdamos esse trabalho lindo e poderemos para sempre dar boas viajadas !

  5. Querida Eliane !
    Até senti a chuva , bebi o chope e conheci a morena .
    Alguns amigos homens , mais sensatos , dizem-me que rezam para que isto nunca lhes aconteça … eles sabem que o coração é assim mesmo e que no segundo em que uma mulher lhes causar esta paixão, tudo o que está estabelecido na sua vida cairá por terra .
    Pelo caminho , todos sabemos , quanto é saborosa essa “insensatez “ enquanto a mastigamos e o sabor rola na nossa boca …
    obrigada !
    Adoro ler os teus textos !

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Você já perdeu o carrinho de compras dentro do supermercado?

Hoje, fazendo umas comprinhas, perdi meu carrinho no super mercado. Tudo que precisaria para nosso almoço de domingo já estava nele. Nada demais refazer a compra. Mas fiquei intrigada, onde estaria meu bólido? Por que alguém o levaria?

2 hipóteses:

  • Alguém o pegou por engano e decerto o devolveria em minutos.
  • Alguém o levou na má fé uma vez que minha blusa estava dentro. Mas era só a blusa ( que já não vale muita coisa de tão velhinha) pois o celular e a carteira estavam comigo.

Cheguei junto aos mocinhos do super e com muito bom humor falei:

-Meus anjos, acho que temos um problema. Meu carrinho sumiu.

-Onde foi que a senhora o viu pela última vez?

-Estava perto dos tomates – disse eu, aliás com um saco de tomates caquis na mão.

-A senhora se lembra do que havia no carrinho?

E comecei a me sentir prestando um depoimento, em pleno corredor dos refrigerantes. Mas o mocinho estava genuinamente preocupado, mesmo eu tendo falado que meus valores estavam comigo.

Ele quis refazer o caminho do crime, ops, o caminho por onde minhas compras possivelmente estiveram. Fomos juntos. Passamos pelos tomates, pelas cebolas, batatas, viramos num outro corredor passando pelos alfaces, espinafres e repolhos até chegar no corredor do manjericão, folhas lavadas, sálvia e cebolinha.

Puff..Meu carrinho estava ali.

Corri para ele para ver se todas as minhas comprinhas estavam no lugar que eu havia deixado. E sim, estavam.

O mocinho exultante proferiu:

-Graças a Deus (sério, ele falou isso mesmo).

– Será que alguém levou achando que tinha um celular embrulhado na blusa e quando viu ser apenas uma blusa devolveu?

-Ahhh, muito provavelmente – disse ele generosamente.

Porque na real, há uma terceira hipótese além das duas já citadas. Existe a possibilidade do meu precioso carrinho nunca ter saído daquele lugar, e o mocinho sabia disso. E eu também.

Leia Também : Fui às compras, atacada e magra

Eliane Cury Nahas

Economista, trabalha com tecnologia digital desde 2001. Descobriu o gosto pela escrita quando se viu Dominique. Na verdade Dominique obrigou Eliane a escrever. Hoje ela não sabe se a economista conseguirá ter minutos de sossego sem a contadora de histórias a atormentá-la.

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Como foi o passeio das Dominiques a Holambra – cidade das flores

Se tem uma coisa que adoro é viajar!

A Engenhotur e Dominique fizeram bonito, com um belo roteiro para Holambra.

No local de encontro havia um petit déjeuner delicioso. Ah, detalhe: foi tudo montado na calçada da Av. Rebouças.

O  entrosamento entre as Dominiques foi imediato, BINGO.

Tava na cara que a Maria e suas amigas Gabi, Jacque e Érica iam ser excelentes companhias.

A saída  foi com pontualidade britânica e em alto astral!

Olha nós no ônibus!!

E os mimos distribuídos durante o trajeto, que máximo.

Nossa primeira parada foi na Cooperativa de Flôres Veiling, fomos recepcionadas pelo André, que nos impressionou com o seu profissionalismo e conhecimento no quesito leilão de flores, além de um bom partido claro e logo algumas Dominiques o queriam para genro, brincadeiras à parte.

Pasmem, este formato de negócio “Veilling” só acontece na Holanda e em solo brasileiro.

Tem até filminho. Dá uma olhada que legal

Um flash do que é o Leilão

E de lá para um tour no centro de Holambra, com lojas típicas e artesanatos produzidos na Holanda para o nosso deleite.

Eu falei que estava quente? Sim, estava bem quente, mas nem por isso Dominiques deixaram a peteca cair. Olha só o charme nas fotos.


Próxima parada no restaurante Old Dutch, para quem gosta de comer bem e com simplicidade a culinária holandesa, cheers!

E o almoço tipicamente Holandês estava divino. O que era aquele bolinho?

Uma paradinha no Moinho para fotos, não podíamos deixar de registrar esse dia mágico.

Olha só quanta Dominique..

E o grand finale, visita ao Garden Center Flores na Mão para compras com preço camarada e  para nossa aula de arranjo floral com a expert professora, teacher, professeur Cida e que aula! Um talento e encantamento de mulher!

Maria Aparecida Lourenço é A FLORISTA.

E aí começa mossa viagem de volta. Cansadas e felizes. Como sei? O sorriso no rosto de cada Dominique que entrava naquele ônibus.

Fomos presenteadas até nisso. Dá uma olhada na surpresa que o sol nos fez para se despedir.

Foto tirada na volta…

Simples assim e gostoso como a vida deve ser!

Lavandas de Holambra.

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Dominiques e os Ubers da vida.

Como uma Dominique se relaciona com Apps tipo Uber, 99, Cabify e afins?

Vou perguntar na lata. Sem rodeios.

Você pega trânsito?

Essa é uma realidade de quase todos que moram em cidades grandes, e tenho certeza que em diferentes níveis, compromete nossa saúde mental e física. Começar o dia depois de pegar um engarrafamento, nem sendo Zen Budista.

O tempo que perdemos no trânsito indo de um lugar a outro daria para bater e assar um bolo. E por vezes fazer os brigadeiros também. Enrolados!!

E não fica por aí!

Achar uma vaga para parar o carro hoje em dia é mais difícil do que achar uma nota de R$ 100,00 . Vagas daquelas que estão na rua, daquelas de fazer baliza olhando pro espelhinho, essa não existe mais e certamente é algo que nossos filhos nunca conhecerão, pura ficção cientifica. Restam-nos os indefectíveis estacionamentos que chegam a custar quase o valor de uma prestação do automóvel.

Transporte público infelizmente e só para quem está no centro e arredores. Estou falando de metrô.

Nota: Com a finalidade de simplificar e facilitar minha escrita, chamarei todos os APPs de transporte de Uber, mesmo sabendo que eles são inúmeros, tá?

E olha, esses Apps de transporte modificaram a vida da gente!

Fiquei sem carro por 45 dias, e durante esse tempo me propus a andar a pé e/ou de Uber. Que liberdade. Que sensação boa. Não que dessa forma meus trajetos tenham ficado menores ou mais rápidos. Nada disso. É que como não sou eu que está guiando, aproveito para adiantar minha vida. Fico com a sensação de ter aproveitado meu tempo ao máximo (doce ilusão). Chego fresquinha e já despachada no trabalho. Além disso, se fizer a conta na ponta do lápis acaba não sendo tão caro.

Mas você acha que são só vantagens nesse tal de Uber?

Quase. Porque todas aquelas vantagens isso só valem quando tudo dá certo e se você é uma Dominique vai entender esse quase. E se não entender eu vou explicar agora.

Vamos ver a operação de uma Dominique padrão para chamar um Uber.

Pega o telefone, desbloqueia a tela.

Aí lembra que não pegou os óculos só na hora que não consegue achar o aplicativo. Acha os óclinhos na bolsa e quando o coloca a tela já bloqueou de novo. Desbloqueia.

E quem disse que você acha o aplicativo de primeira?

Ahh é, ele mudou de cara e não é mais verde. Como ele é mesmo? Ahhh, achou (só você sabe o tempo que se leva para achar qualquer coisa no SmartPhone. Affff).

Então finalmente você digita seu destino. Essa parte é fácil, afinal é mais do que esperado que saibamos para onde estamos indo.

Mas e depois para colocar o ponto de partida? Agora é que o bicho pega. Quer ver?

O app pergunta: Quer usar sua localização atual?

Ufaaaa, óbvio que quero.

Mas esse alívio é momentâneo, porque você percebe que a P**** do App marcou um lugar diferente de onde você está. Bate uma certa ansiedade pois não consegue acertar o endereço. E tenta de todas as maneiras arrumar o “erro”, contudo parece que seu dedo foi o único dedo não foi contemplado pelo Steve Jobs no Iphone. Não adianta, o “touch” não responde.

Aí, quando recebe aquela mensagem que seu carro está quase chegando, sai correndo pra lá e pra cá tentando imaginar onde é o local de partida que o temperamental aplicativo decidiu que você estaria.

Você altamente aflita, acompanha o carrinho 🚘chegando, 🚘, chegando 🚘 passando 🚗 !!!!!! Ele não te viu, não te achou, não localizou o ponto. Sei lá.

Isso posto, só resta mandar uma mensagem para o motorista. Pqp, a tela bloqueou de novo. Rápidoooo, desbolqueia essa coisa, senão ele é capaz de cancelar a corrida e ainda cobrar porque você não se encontrava no ponto de partida. Ele responde, entretanto a resposta não corresponde a pergunta. Gente? O que ele quis dizer com isso?

Pergunta: Onde o senhor está?

Resposta :👍

Pergunto novamente :O senhor passou e não me viu?

Resposta : 👍

Pergunto agora já achando que algo não vai bem : O senhor está vindo me pegar?

Resposta: 👍

SURREAL. E agora? Esperar? Não esperar?🙄

Pois bem, melhor esperar né? Seu filho não te falou um lance de estrelinhas⭐⭐⭐⭐ ⭐? Caso desagrade o motorista ele pode te avaliar mal? Já pensou? Todos os motoristas de aplicativos acharem que você é um 4,12??? Nem pensar.

E então você espera, espera e espera quando de repente recebe uma mensagem do aplicativo:

Seu motorista cancelou a viagem! ❌

O que???? Esse tempo? Por que? ❓❓❓

Ao mesmo tempo aparece a mensagem de que R$7,00 foram debitados de seu cartão pelo app pois o motorista atribuiu a você o fato dele não ter te encontrado!! Ai meus sais.

Mas somos tinhosas, insistentes e dessa vez vai dar certo. Com o maior cuidado e paciência você solicita outro, aliás tem a certeza que dessa vez o endereço está certo.

Prontinho. Agora é só achar alguém por perto.🕔

Nossa!! 8 motoristas estão próximos. Vai ser fácil!

Toinnn é o app avisando que deu “match” e que o motorista está caminho.

Ué. Porque ele vai demorar 9 minutos para chegar até aqui se está na Faria Lima, que não é tão longe?

Lê uma coisinha pequenina na tela..Humm….🤔

O seu motorista está terminando uma viagem.

Affff, que raiva!! Não! Você não quer esperar ele terminar essa viagem que nem é perto de onde está. Nãooooo.🙅🏻

Quer saber?

🚖

– Taxiii!!!! – Fala você levantando o braço no meio da rua como nos velhos tempos!!

🚕

E não é que o taxi parou na hora?

Foi apenas dizer o endereço e ⚡!! Você já estava a caminho de seu destino.

Um operação que não demorou nem 30 segundos.

Entenda, não é que somos contra tecnologia, mas por vezes é tão mais fácil!!

Leia também: O Machismo está presente até no trânsito

Eliane Cury Nahas

Economista, trabalha com tecnologia digital desde 2001. Descobriu o gosto pela escrita quando se viu Dominique. Na verdade Dominique obrigou Eliane a escrever. Hoje ela não sabe se a economista conseguirá ter minutos de sossego sem a contadora de histórias a atormentá-la.

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Uma sexta completamente diferente em Holambra

Fomos a Holambra outro dia, Maria da Engenhotur e eu por simples diversão. Claro que somos loucas por flores, mas isso é detalhe.

Além de sempre ter querido conhecer Holambra, uma outra amiga, também uma Dominique, contou que seu filho (que eu conheci literalmente engatinhando) tinha montado uma plataforma de venda de flores atacado online e um Garden Center naquela cidade.

Como assim??? Um Garden center????

Bem, aí juntou a fome com a vontade de comer e lá vamos nós, Maria e eu, numa sexta cedinho rumo a mais holandesas das cidades brasileiras.

Como é sabido de todos, eu guio mal, e não escondo de ninguém , apesar disso sempre chego pois meu lema é devagar e sempre. Mas minha amiga não deu nem chance de eu contar que estava sem carro (pois é, esse é um problema, eu bato carro) e já falou que passava me pegar e que ela iria dirigir. Ok..Ok..

Fiz uma lancheirinha como Cocas Zeros e biscoito polvilho, ítens de sobrevivência básicos para uma viagem como a nossa. Vi a previsão do tempo a fim de me preparar para os 30 graus em agosto no hemisfério sul. Parece piada entretanto eu bem sei como aquela região pode ser quente e nessa fase da vida que me encontro, pouca roupa é muita. Não sei se me entende.

E 7h15 passa Maria e lá vamos nós. Você não faz ideia do que é quebrar a rotina e numa sexta feira em vez de ir para o escritório e seguir minha agenda normal, pegar uma estrada com uma amiga num liiiinddooo dia de sol e com o intuito de ver floressss????? Isso é felicidade, não acha?

Aqueles 110 minutos de viagem até Holambra voaram diante de nossos infindáveis assuntos.

E inesperadamente, quando percebemos, já tínhamos chegado a nossa primeira parada – O Garden Center do André (filho da Bel).

Não sei o que me deixou mais louca, se foi aquele monte de vasos e correlatos, ou se foi ver aquele menino lindo tocando um negócio de gente grande.

Holambra - passeio de dominiques
Maria e Eliane: As loucas das flores

Bem, acho que tudo junto e misturado.

Nao sabia bem para onde olhar e por onde comecar. Eu estava na Disneylândia. Só vai entender quem é doida por flor.

O André começou a dar dicas do que fazer e onde ir e muiiiito educadamente nos convidou para almoçar.

Quando falamos que queríamos ir a Expoflora ele imediatamente disponibilizou convites que eram dele. Fofo de novo!! Porém avisou que por vezes é muito cheio, e que o leilão de flores talvez fosse mais interessante.

Leilão? Que leilão?? Leilão de flores com o sistema Holandês, seja lá o que isso queira dizer.

Ahh gente, muito complicado para eu explicar, mas claro que fomos. Inegavelmente MA-RA-VI-LHO-SO e mesmo pegando só o finalzinho deu pra nos divertirmos muito.

Mesmo assim , depois do leilão e apesar dos avisos, Maria e eu insistimos na Expoflora e lá fomos nós.

Olha, sinceramente? O leilão é muiiiito mais legal.

Fomos almoçar no Old Dutch. Comida típica. Afffffff, que delícia!!!

A sobremesa com café foi numa doceria holandesa na simpática cidade de Holambra.

Voltamos para o Garden Center – Flores na Mão. Aí colega, aí, confesso que parecíamos as loucas das flores. Pq além da profusão de cores, formas e perfumes tinha o detalhe dos preços.

Acho que é do cérebro feminino, mas quando vejo um colorido lindo e um preço muito muito convidativo, eu piro na batatinha, na maionese, na samambaia. É uma combinação mágica, poderosa e quase hipnótica. E não aconteceu só comigo. A Maria também entrou em surto.

Voltamos felizes da vida para casa com o porta-malas lotado das mais lindas e delicadas flores.

Holambra
Maria, André, o pai do André e marido da Bel, e eu. Ahh e o porta-malas.

Viemos conversando na estrada, que essa experiência é típica de Dominiques e a Maria perguntou se não era possível fazermos um grupo para voltar lá. Ela, que tem a maior experiência em viagens, se propôs graciosamente a organizar tudo caso queiramos.

Liguei para o André para saber a viabilidade desse passeio, afinal ele conhece tudo em Holambra e você não sabe o que ele falou! Que se realmente formos, e se conseguirmos levar a mãe dele, ele vai providenciar graciosamente um curso de arranjo de flores para nós. E aí, Maria e eu ficamos tendo mil ideias para esse passeio.

Quando vimos, já estávamos na porta da minha casa.

E assim foi minha sexta feira. Uma sexta muito feliz. Só posso agradecer.

PS: Viemos conversando na estrada, que essa experiência é típica de Dominiques e a Maria perguntou se não era possível fazermos um grupo para voltar lá. Ela, que tem a maior experiência em viagens, se propôs graciosamente a organizar tudo caso queiramos. Liguei para o André para saber a viabilidade desse passeio, afinal ele conhece tudo em Holambra e você não sabe o que ele falou! Que se realmente fossemos, e se conseguíssemos levar a mãe dele, ele providenciaria um curso de arranjo de flores para nós.

Adivinha??? Marcamos um passeio de Dominiques em Holambra para o dia 18 de setembro. Uhuuuuuu

Veja aqui detalhes e como se inscrever: https://dominique.com.br/dominiques-em-holambra/

Eliane Cury Nahas

Economista, trabalha com tecnologia digital desde 2001. Descobriu o gosto pela escrita quando se viu Dominique. Na verdade Dominique obrigou Eliane a escrever. Hoje ela não sabe se a economista conseguirá ter minutos de sossego sem a contadora de histórias a atormentá-la.

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