Dominique

Coisas de Dominique é onde histórias de mulheres são contadas. Histórias de mulheres que realmente têm o que contar.
Eliane Cury Nahas por vezes transcreve, por vezes traduz coisas que Dominiques (aquelas mulheres com 50 ou mais anos de histórias) contam. Surpreendentemente você se identificará com muitas delas, afinal #SomostodasDominiques

Recomeços aos 50 anos. Existem? Sim senhora.

Dominiques me pedem para falar sobre recomeços aos 50 anos.

Recomeços….

Fico eu pensando cá com meus botões. Todo dia que acordo é um recomeço porque sou uma nova pessoa, com novas dores pelo corpo.

Mas acho que não é a isso que elas se referem.

Imagino e só imagino o tipo de recomeço de que estamos falando.

Chegamos aos 50, 60 anos. Mais do que recomeçar, decerto, muitas vezes temos que nos reinventar.

Palavrinha meio que na moda essa, que quando acompanhada da palavra resiliência chega a me dar frio na espinha e visões de bruxos da auto ajuda.

Verdade é que nessa idade parece que mudamos de patamar, dessa forma, coisas que faziam sentido antes, deixam de fazer.

Só para exemplificar, vou falar de um fato bem bobinho, quer ver?

Suas compras de supermercado. Como era sua compra de supermercado quando você tinha os filhos em casa? E agora depois que eles saíram de casa, como é? Com toda a certeza aquela compra monstruosa deixou de fazer sentido, aquela geladeira abarrotada, os Toddynhos e os Gatorades, né? Confesso que ainda hoje, passo pelas gôndolas dos Danoninhos com uma certa nostalgia.

Quantas de nós não chega aos 50/60 anos com questionamentos existenciais?

E agora? Já trabalhei, aposentei-me, já criei meus filhos. Minha missão acabou? O que vou fazer do resto de minha vida?

Bem, a resposta eventualmente estará no recomeço.

Ah, existe outro tipo de recomeço. Não raro, vemos mulheres que estavam casadas há 25,30 anos, inesperadamente ficando sozinhas.

Mas como assim? Passei mais tempo com ele do que com meus pais. Como ficar sozinha justamente agora? Conseguirei refazer minha vida amorosa? Vou ter dinheiro não apenas para meu plano de saúde mas para para minha velhice? Vou ter companhia para ir a um teatro, um cinema, uma caminhada? Para quem vou contar as miudezas de meu dia? Por mais que eu fique tentada, não vou ligar para uma amiga para contar que acordei gripada justo no dia que a faxineira faltou.

Bem queridas amigas, casadas ou não, com ou sem filhos, a verdade é que estamos numa fase de recomeços. Em todos os sentidos. E por onde começar?

Affff, como é difícil até de pensar nisso.

Não tenho fórmulas e nem cases de sucesso prontos e formatados para apresentar. Mas conheço algumas histórias. E você deve conhecer outras. Que tal se contássemos aqui algumas delas? Pode ser inspirador.

Sabe o que eu acho? Podemos contar todo tipo de história. Com final feliz ou não. Sabe por que? Porque somos humanas e não somos feitas só de sucessos.

É importante saber que outra colega se deu bem, mas também alguém entrou numa roubada. Isso faz com que nos sintamos mais próximas.

O que vocês acham? Acho que eu vou começar contando aqui uma história sobre recomeço, tá?

E para que todas tenhamos voz sem constrangimento, vou dar o nome de Dominique para todas as personagens de nossas histórias. As histórias de recomeços aos 50 terão sempre uma Dominique como protagonista.

Eliane Cury Nahas

Economista, trabalha com tecnologia digital desde 2001. Descobriu o gosto pela escrita quando se viu Dominique. Na verdade Dominique obrigou Eliane a escrever. Hoje ela não sabe se a economista conseguirá ter minutos de sossego sem a contadora de histórias a atormentá-la.

3 Comentários
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  3. Existem, sim senhora !
    Recomecei em um outro continente… trazendo comigo só meus filhos e algumas roupas, sapatos, bolsas e maquiagens.
    O restante ficou tudo no meu apartamento no Rio. Deixei, com saudades, minha família e meus amigos.
    Mas Andréa, mudar para outro país, em outro continente, com 50 anos ? Isso, exatamente… completei meio século, olhei para trás e não parecia ter vivido tanto tempo… Chegou a hora de uma mudança radical. E foi.
    Hoje, moro em Gaia, em Portugal, com o meu casal de filhos adolescentes, minha mãe vem me visitar mas foge do inverno, mas ano passado já não queria voltar para o Brasil – agora já tem, até autorização para moradia até 2024 !!!!!
    Foi tudo fácil ? Claro que não, mas valeu a pena e vale, sempre, recomeçar, se reinventar…
    Eu fiz com 50, a minha mãe com 87 !

    1. Andrea querida…Que história bacana. Inspiradora e corajosa. Mudar de país nao é para qualquer um. Conheco de perto algumas das dificuldades que deve ter passado. Nao todas. Mas conheco também a sensacao de liberdade, de felicidade, de êxtase misturado com frio na espinha, de passar a régua e comecar do zero. Comecar do zero é maneira de expressao, uma vez que a nossa bagagem e nosso passado nos acompanham onde quer que estejamos. Beijo grande e obrigada por seu depoimento..

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Triste, Louca ou Má – A Música de minha trilha para 2019

Só de ler o nome dessa música, já deveria ter entendido que era um sinal. Triste, Louca ou Má. Tem nome melhor para uma música do que esse?

Além do nome maravilhoso, a música é arrebatadora.

Obviamente será ela que representará o ano de 2019 na trilha sonora da minha vida.

Você sabia que eu escolho uma música todo ano, né? Não? Então se tiver curiosidade, no fim desse texto, colocarei o link para as músicas dos outros anos, tá?

Já tinha essa música no meu Spotify porque adoro Mariana Aydar, sua voz, seu repertório, seu gosto por ritmos tão nossos, sem falar o que ela é gata.

Entretanto quando aleatória e raramente ela tocava, eu escutava, gostava, sem botar reparo de verdade, entrando por um ouvido e saindo por outro. Como se estivesse ouvindo uma belíssima canção cantada em Finlandês.

Foi em dezembro, mais precisamente em um domingo, que ela tocou. No rádio e na minha alma. Duas vezes.

Foi ela que me ajudou a tomar importante decisão em minha vida. Certamente que já vinha cozinhando, mastigando, engolindo, digerindo, o assunto há tempos. E mesmo assim, com dúvidas, muitas, e pedindo um sinal.

Pedindo um sinal para quem Lili? Para quem você haveria de pedir um sinal se justamente você não acredita “nisso”.

O que é “nisso“? Sinal de onde eu estava esperando?

E aqui, mais uma vez, faço de meus rabiscos e de sua paciência lugar de ordenação de minhas próprias ideias e de grandes descobertas.

Sem meias palavras ou eufemismos, esperava um sinal de Deus. Um Deus que sempre esteve tão distante de mim ou eu Dele, seja por prepotência, ignorância ou simplesmente comodidade. Da minha parte, claro.

Ser atéia, cética ou agnóstica é fácil. É na verdade primário. De fato, é muito fácil guiar-se pela lógica e pelo nada.

Ter fé, crer e aceitar nossa impotência é coisa elaborada e sofisticada. Sempre achei que ter Fé era um luxo. Acho que cheguei a invejar com um certo escárnio, as pessoas que Nele confiavam as próprias vidas.

Não estou aqui para pregar ou para te convencer de nada, aliás quem sou eu, com minhas infinitas dúvidas para falar qualquer coisa a esse respeito.

Estou apenas contando uma história, uma história que é minha e que caso você queira saber, estou aqui para contar.

E nessa minha história entra uma busca muito sutil e desleixada pela fé. Cheguei a achar que estava em busca de uma fé de conveniência, um crer flex e adaptável a meus quereres.

Ahhh, sim, sou muito consciente e analítica de meus caminhos. Até que deixei de ser.

Ao longo desse ano de 2019 eu não recebi um sinal de Deus. Recebi muitos. Muitos sinais que eu acreditei, querendo acreditar. Mas não acreditando. Não sei explicar.

Cheguei a me sentir um tanto ridícula por achar que tinha recebido alguns sinais. Sorry, uma atéia se comporta dessa maneira e com esse desdém.

Até aquele domingo. Naquele dia pedi um sinal com uma certa esperança.

Junto comigo nesse momento, estava uma pessoa que não apenas crê, mas vive intensamente a experiência de Tê-lo por perto.

Ao me despedir dela, entrei no carro e Louca, Triste ou Má toca no meu randômico. Botei reparo nela escutando-a com atenção. Meus olhos encheram de lágrimas.

Mas sinceramente, se aquilo era o sinal enviado por Ele, achei que foi meio fraquinho pro tamanho da decisão que eu precisava tomar. Loooooonge de mim desmerecê-LO, pelo amor!!

Calma você também. Calma que sou novata nesse negócio de fé. Estou aprendendo ainda a ler, reconhecer, acreditar e principalmente agradecer.

Entretanto se a música não tinha sido suficiente e eu precisava de um sinal com S maiúsculo, ele veio ao entardecer.

Não foi milagre nem teve pirotecnia alguma, tá? Não precisa ficar curiosa.

Na verdade ouvindo e apenas ouvindo histórias e historinhas, fui acometida de uma clareza de pensamentos espetacular. Eu entendi. Tinha certeza. Eu sabia o que deveria fazer.

Foi nesse momento, pela segunda vez no dia que “a” música entrou no meu randômico.

Ihhhh , estranho, vai? Fala a verdade! Tenho mais de 7.000 músicas em meu Spotify.

Você acredita no que você quiser. Eu resolvi acreditar Nele. Resolvi..Até parece que tenho esse poder todo.

Comecei a escutar essa música obsessivamente. Isso é o que sempre acontece com as músicas que entram par minha trilha, ou seja escutá-las em looping por horas seguidas, além de parecer uma insanidade, é um dos indicativos de que a música está na bica pra ganhar a parada.

Se você tiver curiosidade de escutar a música e/ou ler a letra, já adianto que continuo casada e a mensagem que me pegou provavelmente usou o casamento a que a letra se refere como uma metáfora.

Ahhh, você entendeu, vai?

Leia Também :

  • Sinal de Deus
Eliane Cury Nahas

Economista, trabalha com tecnologia digital desde 2001. Descobriu o gosto pela escrita quando se viu Dominique. Na verdade Dominique obrigou Eliane a escrever. Hoje ela não sabe se a economista conseguirá ter minutos de sossego sem a contadora de histórias a atormentá-la.

2 Comentários
  1. Muuuito feliz por vc Li!
    Era uma questão de tempo ,nesse caso, tempo Dele…
    Somos sensíveis, buscadoras.
    Difícil passar a vida sem fé. Sem contar com Jesus, sem contar com seus toques, suas dicas, seu suporte ou qq força espiritual que nos acompanhe nessa batalha da vida física , árdua.
    Cultive seu relacionamento com Ele, faça perguntas, converse, torne-O seu amigo ( e tb não estou pregando hein! kkk).
    É transformador. Faz toda diferença. Completa tudo.
    Super amém, bjs!

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Natal mais divertido de toda minha vida – Graças ao Papai Noel!

Dominique - Natal
Acho que já falei um milhão de vezes que não gosto de Natal, né? Não vou repetir. Ahh, vou sim!

Torço para um dia poder dormir dia primeiro de dezembro e só acordar dia 26.
24 sempre é o pior para mim. 25 nem tanto, pois estou sempre pronta para ir pra praia, logo depois do almoço, então já começo a contagem regressiva a hora que acordo.
Mas a noite do dia 24 é um tormento.

Ahhh Ok. Você gosta. Respeito.
Dá licença?
Pra mim é como remédio ruim. Fecho os olhos, prendo a respiração e vou!
São 6 ou 7 horas infinitas e eternas.

Maaaaasss ontem foi diferente! Tanto que acordei e tive que escrever!

Minha prima Hilda fez o Natal pela primeira vez em sua casa.
Na verdade, todos estranhamos quando ela se ofereceu para tão árdua tarefa.
Justo ela que não é chegada em festas natalinas, em família e principalmente, em hard work!

E vamos combinar que por mais que todo mundo ajude, a ceia de Natal é um trabalho hercúleo para a dona da casa.
E mais!
Hilda convidou nossa família inteira (somos primas por parte de mãe) e toda família de seu marido, Drummond.

Ahh, esqueci de dizer que Hilda não passa por um bom momento com o maridão.
Ela e Drummond pensam em se separar. Não sei exatamente o motivo.
Mas parece que Drummond já até viu um flat.

Exatamente por isso, todos pensamos ser esta a única razão plausível para seu ato heróico de receber quase que 60 pessoas no Natal: um passo para a harmonia familiar e contemporização de ânimos.

Bom, passei lá de tarde para levar minha sobremesa. Entrei para ver se Hilda precisava de algo.
Genteeee..Não acreditei! A casa nunca esteve tão arrumada. Mas tinha algo diferente.
– Hilda você mudou a decoração?
– Não, Dominique, apenas abri espaço na sala para o Papai Noel.
– Não acredito que você chamou Papai Noel! Não temos nem mais crianças na família!
– Ah, sempre tem uma ou outra. E depois Natal sem Papai Noel não é Natal.

Realmente estava tudo um primor!
Lembrancinhas embrulhadas com o nome de cada um de nós.
A Árvore de Natal impecável.
Estranhei um pouco o colorido das flores e dos enfeites, mas gosto é gosto.
Tudo em pink e roxo? Para o Natal? Mas mais uma vez. Gosto é gosto.

Fui pra casa impressionadíssimo com o capricho de Hilda.
Nem por isso mais animada com a noite que tinha pela frente.
Me vesti bonitinha. Respeito aos outros! Apressei os meninos! Peguei aquele monte de presentes (na verdade 3, da mamãe, e dos 2 afilhados) e fomos.

Chegamos e não adianta. Natal é um porre!
Cumprimenta na hora que entra. Smack Smack. Afff.. Dois beijinhos ainda? Em multidão!?!?
Aquela mesa cheia de comidas lindas e deliciosas!
Não sei se já te contei. Mas nunca consigo comer no Natal. Não consigo me decidir diante daquela mesa cheia de opções. E acabo indo sempre na salada.
Cumprimenta meia noite smack smack – Feliz Natal! Affffff..Será que vou ter que me despedir deste batalhão com dois beijinhos também?

Sobremesa servida, todos acomodados na sala, em degraus, em banquetas, onde dava.

Obviamente Dona Marieta, mãe de Drummond e sua irmã Dona Mércia, sentadas nas melhores e mais confortáveis cadeiras da sala até por conta da avançada idade de ambas.
Apesar de Hilda dizer que eram duas mulheres do mal, olhando para elas, era impossível acreditar! Eram velhinhas fofas! Com cara de vovós de livros.

Comecei a me preparar para ir embora calculando o número de beijos que daria, quando de repente escuto um sininho e um Ho-Ho-Ho! Tinha esquecido do Papai Noel! E entra o bom velhinho com um saco de presentes.

Todos sorriem encantados ou complacentes, não sei.
As duas senhoras imutáveis na cadeira.
Apesar de fofas, não tinham sorrido muito.
Hilda dizia que elas só sabiam criticar.
Mas Hilda sempre foi exagerada.

Fato é que o Papai Noel começou a distribuir presentes e todo mundo estava feliz. Dona Marieta estava até sorrindo.

Quando fui pegar meu presente e Papai Noel me abraçou, estranhei alguma coisa. Mas não conseguia identificar o que. Fiquei pensando o que seria, mas não tive muito tempo, pois neste momento começa a tocar uma música diferente.

Era música natalina, mas num ritmo de música eletrônica.
Como disse, gosto é gosto. E Papai Noel começou a dançar devagarinho com aquele barrigão tentando desajeitadamente acompanhar o ritmo. Mas a música foi acelerando.

Percebemos que o Papai Noel tinha o maior swing.
E num movimento brusco, tira a barriga falsa e vimos que não era um homem gordo.
O ex-gordo continua dançando, mas acho que percebi uns movimentos mais sensualizados.

Dominique, você é louca! – Pensei com meus botões – Tá vendo coisas! Deixa o cara dançar em paz!

Quando de repente, ele tira o cinto e o casaco vermelho deixando a mostra um torso musculoso e lotado de tatuagens lindas.

Neste momento, já estamos todos em estado estupefato.

Procuro desesperada Hilda que num cantinho apenas sorri, um sorriso satisfeito. Vejo ela apertando um botão e aqueles enfeites rosas e roxos viram enfeites fluorescentes.

Aiii meus sais.

E Aramel (este é o nome de Noel, soube depois) continua requebrando, agora já sem barba.

Gente…Moço lindooooooo. Delicioso.

Todos em silêncio.

Comecei a bater palmas acompanhando a música para tentar desanuviar e mostrar que tudo aquilo era divertido!

Quando em mais um susto e um aaahh geral, Aramel arranca a calça vermelha de uma só vez ficando apenas de botinhas, gorro e sunguinha.

Papai Noel era um delicioso stripper todinho tatuado. Ele continuou dançando, requebrando e mostrando seus melhores ângulos e dotes.

Lembra da dona Marieta e da tia Mércia? Pois é…Estavam lívidas! Mudas! Agarradas ao braço das cadeiras como se estas fossem protege-las do Demo.

Pensa que acabou? Não! Hilda vai pro meio da sala dançar com o stripper de gorro.
E todos se perguntando até onde iria aquilo. Resolvi ajudar minha prima querida e fui dançar junto.
E aí saquei o que tinha estranhado.
– O perfume. Que Papai Noel usa um perfume delicioso daquele?

Acaba a música. Acaba o show.
Silêncio sepucral!
Silêncio rompido pelo irmão mais velho de Drummond que sai porta afora, pisando firme, levando sua mulher e filhos com ares ofendidíssimos sem falar uma só palavra!

Minha família tenta levar na esportiva.
Tenta tirar o peso e aliviar a barra de Hilda.
Mas não teve jeito. Dona Marieta fechou a cara e disse que queria ir embora.

Vi Hilda sorrindo satisfeita tempo inteiro. Não entendi exatamente o que ela pretendia com aquilo.
Se ela queria chutar de vez o pau da barraca tinha conseguido.

Confesso que me diverti muito, apesar de um tantinho preocupada com ela.

Hoje pela manhã, acordei com um sorriso nos lábios lembrando da coragem e ousadia de Hilda.
Mandei uma mensagem, perguntando como ela estava. A resposta demorou um pouco mas chegou.

– Noite de amor maravilhosa! Sexo tórrido. Mulher bem comida!

Não acreditei no que li.

– Hilda, Papai Noel ficou por aí? Você está realmente louca!

– Não, Dominique! Ele foi embora naquela hora mesmo. Quem ficou foi o Drummond! E ficou pra valer.

E você já teve algum Natal parecido? Compartilha comigo!

Leia mais:

Cardápio simples e delicioso para 9 dias de férias na praia
Com Amor, Van Gogh: uma declaração ao criador e à Arte

Dominique

Nasceu em 1964. Ela tem 55 anos, mas em alguns posts terá 50, 56, 48, 45. Sabe porque? Por que Dominique representa toda uma geração de mulheres. Ela existe para dar vida e voz às experiências, alegrias, dores, e desejos de quem até pouco tempo atrás era invisível. Mas NÓS estamos aqui e temos muito o que compartilhar. Acompanhe!

8 Comentários
    1. Amei,poucos dizem o que sentem de verdade, e este texto é real em relação ao Natal, e como poderiam ser mais divertidas as festas de família! Por mais Natais como este, Dominique!

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Marron-Glacê – A Receita da minha avó

Tenho pensado muito na vovó. Lembrado de nossas histórias. Outro dia estava escrevendo sobre a lenda de São Martinho e sua relação com castanhas portuguesas, e adivinha? Lembrei de quando minha avó fazia em casa Marron-glacê para o ano todo na época de natal.

Marron-Glace
Receita de Marron-Glacê de minha avó. Escrita por ela em seu sagrado e organizado caderninho.

Minhas amigas Dominiques gostaram do texto e das receitas. Mas algumas, para minha surpresa, pediram a receita da vovó.

Fui procurar e achei. Com a letrinha dela, com as observações, e até o desenho de como amarrar as castanhas na gaze. 

Colega, essa época já é punk. Imagina esse reencontro com o caderno da vovó? Nossa, como me lembro dele. Na verdade deles. Ficavam todos em uma gaveta, embaixo da bancada de trabalho na cozinha. Os de capa azul eram os para receitas salgadas. Os verdes para doces. Ou vice-versa. 

Acho que já contei que quando era pequena, dormia todos ou quase todos os finais de semana com ela. E domingo de manhã, preparávamos o almoço da família. Quer dizer, eu com 4,5,6,7,8 anos era sua “auxiliar”. Tinha um banquinho de madeira em que subia para alcançar a bancada. E lá, do alto do meu banquinho, recebia minhas tarefas. E a primeira delas sempre era pegar o caderno.  

  • Ayouni, pega o caderno azul.  Hoje vamos fazer Salpicão que seu tio adora.    E lá ia a vovó fazer a maionese em casa!!! Sério!! 
Que delícia está sendo lembrar desses momentos. Mas bem, vamos ao Marrom Glacé.

Menina.. Jura que você quer fazer em casa??? Você tem ideia do trabalho? Quando achei a receita, comecei a ler. Reli porque achei que não tinha entendido. Mas não. É isso mesmo. São diaaaaaassssss….

Há 50 anos até entendo ela fazer. Hoje só pode ser em amor a castanha ou ao fogão né?

Mas você pediu e aqui está. 

Receita de Marron-Glacê da vovó Helena

Ingredientes:

  • 6 Kg de castanhas (yesssss…ela fazia para dar de presente e para ter de estoque em casa durante o ano)
  • 6 kg de açúcar (quem disse que era light?)
  • Lascas de erva doce
  • 2 Limões cortados em 4 – um para cada caldeirão – (isso, você leu certo. caldeirão)
  • Duas favas de baunilha
  • Rolos de gaze e barbante

Modo de fazer:

Descascam-se as castanhas que devem ser grandes e frescas.

Num caldeirão colocar água para ferver com um pedaço de limão. Mergulhar as castanhas na agua fervente de 6 em 6 para não deixar a agua esfriar e conseguir controlar esse rápido cozimento. (é minha linda, O trabalho só começou. De 6 em seis!!!!

Em seguida, ainda quentes, tirar com delicadeza a pele das castanhas.

Depois de todas já sem pele, embrulhamos em gaze duas a duas. 

Colocar os pacotinhos nos caldeirões e cobrir com água já fervendo. Deixar cozinhando no fogo baixo por 2 horas. 

  • Dia 1. Assim que completar o tempo indicado acrescentar o açúcar, e cozinhar por mais 90 minutos. Nos primeiros 20 minutos  fogo forte e depois fogo baixo. Sempre fervendo. Neste momento juntar as favas e lascas de baunilha que também deverão estar num saquinho de gaze. Completados os 90 minutos desligar o fogo, tampar a panela e deixar descansar por 12 horas.
  • Dia 2. Após 12 horas de descanso, cozinhar por mais 90 minutos. No começo fogo alto e depois baixo, mas sempre fervendo. Completados os 90 minutos desligar o fogo, tampar a panela e deixar descansar por 12 horas.
  • Dia 3. Gataaaaa….Vai repetir o procedimento de novo. Sério. Após 12 horas de descanso, cozinhar por mais 90 minutos. No começo fogo alto e depois baixo, mas sempre fervendo. Completados os 90 minutos desligar o fogo. 
Deixe esfriar. Tire a gaze com muiiiito cuidado para não quebrar as castanhas. Essa é uma operação realmente delicada.

Aí é só colocar em potes esterilizados. Você sabe esterilizar potes? Ahhhha vovó sabia. Tá na receita. 

Mas sabe o que eu acho? Você não precisa fazer 6 kgs . Faz um kg só. E come no dia, ou no dia seguinte. E depois se der certo, faz mais um kg. Porque fazer o próprio Marron-glacê é mesmo um luxo!!

Eu infelizmente, não tenho a habilidade necessária. E apesar de ter sido “assistente”da vovó fui uma péssima aluna. Se por acaso você experimentar a receita, me conta como ficou? Vai me fazer tão feliz….


Você conhece a história do Marron-glacê? Veja aqui

Dica da Dominique:  se você ama Marron-Glacê e não está afim de ter essa  trabalheira, a Dora, minha amiga faz o melhor Marron (para os íntimos) que já comi. Vou pedir para ela deixar o e-mail dela nos comentários. 

Marron-Glacê
Eliane Cury Nahas

Economista, trabalha com tecnologia digital desde 2001. Descobriu o gosto pela escrita quando se viu Dominique. Na verdade Dominique obrigou Eliane a escrever. Hoje ela não sabe se a economista conseguirá ter minutos de sossego sem a contadora de histórias a atormentá-la.

19 Comentários
      1. Olá,minha receita é exatamente essa. Todo Natal ,à partir de outubro, já abro minha lista de reservas ,porque a produção é limitada,pelo tempo e trabalho. Quem se interessar me ligue. WhatsApp 11981752522 Obrigada
  1. Minha tia também fazia o marrom glacê a receita dela veio da Itália,ela passou pra mim a nossa é quase igual só que leva cinco dias para ficar pronta minha tia morreu com noventa e três anos e ainda fazia é muito gostoso.

  2. Yaouni Eliane , essa é mesma receita que fazemos a 40 anos !! Sempre com a supervisão de minha mâe, que aprendeu com minha avó que era muito amiga da sua avó D Helena
    D Helena sempre me foi muito especial, mulher de fibra e de um capricho ímpar
    Deixo aqui meu contato para as Dominique’s 99185 2144 ❤️❤️❤️❤️

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Saias justas e Roubadas no Natal? Veja 13 dicas para escapar delas.

Roubadas no Natal? Ahh gente, para!! Natal, Ano Novo, tudo de bom!

É mesmo? Será?

Tudo é bom quando tudo corre bem, mas eu não conheço época do ano mais propícia para encrencas que essa.

Ao longo dos anos, fui colhendo dicas e sábios conselhos para sobreviver aquelas roubadas no NATAL e faço questão de dividir esse conhecimento todo com vocês porque afinal de contas #SomosTodasDominique.

Vamos lá?

1.Tem gente que não gosta de Natal. E faz questão de falar pro mundo o quanto ela detesta. Não entre na dela. Não se deixe contaminar.

2.O Natal vai ser na sua casa? Ahhh minha filha, quem mandou se oferecer? Ok, ok, entendi. Chegou a sua vez pois é você que está no topo da “cadeia alimentar” agora. Então facilite!! Não invente! É peru e tender. Pronto. Não tem essa de fazer feijoada grega com azeite do deserto do Kwait.

3.Peça ajuda. Em todos os sentidos. Pros comes, pros bebes, pra servir e principalmente para arrumar depois. Claaaaroooo

4.E aquele cunhado chato, hein? Você já sabe que todo ano ele bebe demais e acaba falando mal da sua mãe. Aff. Mas você já sabe disso. Então esse ano enche ele de comida desde o minuto que ele chegar fazendo ele comer tanto que não sobrará espaço para mais nada, nem pra pensamento.

5.Amigo secreto. Affff. Não faça. Não deixe. PROÍBA!!!! Além de chato, decerto alguém fará alguma brincadeira que outro alguém não gostará e pior, tem gente que liga de verdade para o presente que vai ganhar. Compara o que ganhou com o que deu. Vale a pena? Vale nada.

Muita atenção à próxima dica:

6. Você é convidada? Faça com a anfitriã tudo aquilo que gostaria que fizessem com você. AJUDE!

7. Procure o lado bom, interessante e divertido de qualquer situação, porque ele deve existir.

8. Eu sei. Encontrar justamente no Natal neguinho que você não viu o ano inteiro é phoda, mas dentre esses quase estranhos deve ter alguma alma que tem um papo interessante ou até mesmo aquele parente maluquetes. TODO mundo tem um parente maluquetes. Sente do lado dele. Garre nele e divirta-se muiiito. Todo mundo vai querer saber porque vocês estão rindo tanto.

9. Se eventualmente alguma coisa não sair como você esperava( e é muito provável que isso aconteça), relaxe e dê risada. Quem sabe no próximo você acerta? Ou ainda melhor, quem sabe a cunhada, diferentemente de você, acerte tuuudo no Natal do ano que vem, mas na casa dela!!

10. Crianças..ahhh as crianças. São suas? Não? Então não se sinta culpada então por não achar graça nelas correndo e gritando de um lado para o outro. E presta atenção!! Vou falar sói uma vez!! O Papai Noel vai passar de madrugada na casa deles!! Não na sua. Poupe-se!!

11. Engov e similares nos banheiros sempre pois não é só seu cunhado que bebe além da conta.

12. Música. Muita música. Mas tenho certeza que nem a Simone aguentaria um CD inteiro só de músicas Natalinas. Por isso mesmo mescle os tipos de música ou então feche as janelas para não correr o risco de alguém se sentir tentado a pular aos acodes do And so this is Christmassss que na minha opinião é uma música mas deprê que a música do Fantástico no Domingo à noite.

Agora a dica mais importante nessa série de Roubadas no Natal:

13. E finalmente, DI_VIR_TA-SE. Natal é uma festa de celebração. Pense lá no fundo o porque daquilo tudo. Tenho certeza que você vai saber a resposta e tudo ganhará um colorido impressionate.

Leia Também :

Dicas para um Natal bem divertido

Eliane Cury Nahas

Economista, trabalha com tecnologia digital desde 2001. Descobriu o gosto pela escrita quando se viu Dominique. Na verdade Dominique obrigou Eliane a escrever. Hoje ela não sabe se a economista conseguirá ter minutos de sossego sem a contadora de histórias a atormentá-la.

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Nosso Próximo encontro de Dominiques acontecerá dia 29 de Janeiro de 2020. Estamos definindo tema e horário. Você tem alguma sugestão? Escreva na caixinha aqui embaixo qual o horário de sua preferência e qual tema você gostaria de debater, conversar, aprender, ensinar.

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    Dominique

    Nasceu em 1964. Ela tem 55 anos, mas em alguns posts terá 50, 56, 48, 45. Sabe porque? Por que Dominique representa toda uma geração de mulheres. Ela existe para dar vida e voz às experiências, alegrias, dores, e desejos de quem até pouco tempo atrás era invisível. Mas NÓS estamos aqui e temos muito o que compartilhar. Acompanhe!

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    Odeio germes com pretensões a vírus.

    Foi um relacionamento que não tinha como acabar bem.

    Inesperadamente, tudo começou na quinta-feira em que me preparava para um final de semana cheio de atividades, mas que começaram e acabaram com modorrentas maratonas no Netflix.

    O motivo inicial dessas maratonas foi uma súbita queda. Não, eu não me esborrachei pateticamente no chão. O que caiu porém, foi minha resistência e foi em queda livre.

    E naquela madrugada de quarta para quinta-feira finalmente ela, a resistência, alcançou seu limite ao esbarrar num Vírus. 

    Esse sim, super-herói, pois venceu vacinas e descongestionantes chegando ao topo do pódio e derrubando essa que vos fala. Em princípio, eu resisti, tentando esquivar dos duros golpes desferidos pelo Vírus.

    Reuni todas as minhas forças e fui ao Pilates. A pé. No entanto, ele é tinhoso e esperto e sabia que mal eu chegasse, já me faltaria o fôlego. 

    Guerreira que sou, encarei os alongamentos e torções controladas por elásticos. Mas as minhas pernas foram as primeiras a sucumbir aos encantos do Vírus e bambearam. 

    Ahhh, usei de minha astúcia e sagacidade a fim de dribla-lo. Bastava que eu me deitasse em um daqueles aparelhos e solicitasse a aula na horizontal. 
    Pronto. Resolvida minha batalha particular com esse intruso. 

    Entretanto não, o vírus era um canalha e me fez suar frio, empalidecendo com gotículas frias  all over. 

    Um GERME esse vírus, viu? 

    Voltei para casa desolada e exausta percebendo a derrota daquela batalha, 
    imaginando que a luta ainda não estava perdida, pois um antitérmico estava a caminho para reforçar nossa equipe. 

    Que nada. Perdi a batalha, a guerra, os territórios e a dignidade. Fui para cama e lá fiquei completamente invadida pelo inimigo.

    Depois de passado o choque da luta perdida, resolvi me render definitivamente. O maior sinal dessa rendição foi o cochilo que tirei ainda pela manhã, enquanto o coquetel de remédios fazia seu trabalho. 

    Já como uma resignada prisioneira segui as normas da situação: Netflix e cama. Resolvi obedecer as regras à risca porque assim teria a chance de me libertar mais cedo. Precisava muito, porque a Luciana, minha amiga de outras batalhas, chegaria no sábado para uma rápida intervenção em São Paulo. 

    Dá-se início a minha primeira maratona. A série inglesa After Life. Bom aquecimento, porém meu estado de exaustão causado pelas batalhas já descritas prejudicaram meu tempo. Levei um dia inteiro para assistir 6 míseros episódios de 22 minutos cada. 

    Noite do cão e aquela sensação de que a situação nunca acabará. A certeza de que ficarei com o nariz entupido pro resto da vida. Na manhã seguinte, sem notar melhoras, arrasto-me pela casa como se carregasse grilhões.

    Liliiii lembre-se que a Lu está chegando. Comporte-se!!

    Isso posto, vamos a outra série indicada, só que desta vez na HBO – Years and Years. Já me sinto um pouco melhor só de saber que no dia seguinte teria direito a famosa saidinha. 

    Sábado chegou junto com meu susto ao olhar o espelho. Aqueles dias de cativeiro me abateram. Olheiras profundas. Fazer o quê? Uma escova e uma base teriam que resolver. Ahhh, e sempre temos os indefectíveis óculos escuros, né?

    Bem, sem lamentações e vamos pra fexxxtaaa…

    Que gostoso colocar a conversa em dia e saber as novidades. É impressionante como a Luciana SEMPRE tem novidades eletrizantes. 

    Demos um belíssimo de um rolê e acabamos o passeio num restaurante modernoso e bacanudo.

    Lá ficamos sem notar o tempo passar. Já devia ser quase 1h da matina quando dei por mim que o toque de recolher já tinha sido tocado há tempos e eu continuava lá, longe de minha cama, longe de meus antitérmicos.

    Não deu outra. Meu vírus enfurecido veio cobrar minha saidinha abusada e os 3 Gin Tônicas que tomei achando que poderiam ser bactericidas. Minha cabeça pesava e rodava.

    Lúcida que sou mesmo quando doente e bebinha, deixei o carro por ali e peguei um Uber para voltar para casa. De fato, noite lotada de Blitz. 

    Ahhh como fui esperta….

    Você acha que eu daria esse mole ao meu hóspede. Imagine a festa que o vírus faria com aquele sereno todo que eu pegaria do lado de fora do carro tentando convencer o guarda que tinha sido só um bombom de licor. Posso ser teimosa, mas não sou burra.

    Chego em casa já tarde, aceitando as punições decorrentes de meu abuso, jurando não mais sair do meu quarto até 2025.

    Exageros à parte, passei o domingo inteirinho assistindo a duas outras séries e a vida seguiu.

    Ahh, e o meu carrasco? Pensa que ele esqueceu de mim? Nananinanão. Fez-se presente todas a noites daquela semana em forma de uma irritante tosse.

    Odeio germes com pretensões a vírus. Como todos os wannabe que conheço, eles são vingativos.

    Leia também : Estaleiro

    Dominique

    Nasceu em 1964. Ela tem 55 anos, mas em alguns posts terá 50, 56, 48, 45. Sabe porque? Por que Dominique representa toda uma geração de mulheres. Ela existe para dar vida e voz às experiências, alegrias, dores, e desejos de quem até pouco tempo atrás era invisível. Mas NÓS estamos aqui e temos muito o que compartilhar. Acompanhe!

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    Cardápio simples e delicioso para 9 dias de férias na praia

    UPDATE: Gente, esse é um dos posts de Dominique que faz mais sucesso. Então, para facilitar mais ainda sua vida, resolvi fazer um e-book com todo o cardápio, as receitas e a lista de compras prontinha!!!! Uma super ajuda para você, sobretudo nessa correria de final de ano.

    Clique no link abaixo, deixe seu e-mail e baixe o e-book. Mas em primeiro lugar leia as sugestões.

    E-book Cardápio Praia Dominique

    Vem chegando o verão. Obaaaa!
    Ano novo. Calor. Férias. Praia. Família e amigos. Casa cheia. Descanso.
    Descanso? Que nada minha filha. Vamos pro ralo novamente.
    Três refeições por dia para esse monte de gente. Cardápio para todo este período.

    Seja a casa sua, seja a casa alugada, toda vez que penso em ano novo na praia, a primeira coisa que me vem à cabeça, não é a caipirinha, nem o pôr do sol. Pelo contrário! É aquele supermercado lotado e inegavelmente com cheiro meio de azedo. Enfim, naquele calor insuportável que sou obrigada a frequentar quase todos os dias. 

    Era! Isso mesmo.

    Há uns cinco anos, desenvolvi uma técnica para evitar ao máximo aquele festival de chinelos de dedo mal humorados, aquela dança de mulheres de saída de praia com carrinhos apressados na certeza de que estavam perdendo o melhor do sol.

    Tenho um cardápio superflexível de final de ano, bem como planejado para nove dias. Além disso, fica fácil fazer a lista de compras e antecipar. O grande segredo é antecipar.

    Tento fazer isso tudo antes da loucura, deixando apenas pequenos detalhes para a semana da praia ou grandes e brilhantes alternativas para emergências. Olha isso tem me salvado e me aliviado um bocado!

    Tudo vai depender apenas da sua organização. Vou dar uma ideia, mostrando para você o MEU cardápio. Claro que ele vai variar de família para família, de casa para casa, dependendo da quantidade de pessoas e dos costumes das mesmas.

    Vamos lá?

    Aperitivo e café da manhã

    Um bom café da manhã pode muitas vezes substituir um almoço. Um belo aperitivo pode fazer as vezes daquele lanche, uma noite mais tranquila.

    Café da manhã
    – Pães
    – Torradas
    – Pão sírio médio
    – Pão de forma integral
    – Filão de pão italiano para bruschetta
    – Formas pequenas de queijo branco
    – Baldes de requeijão
    – Leite
    – Café
    – Chá… etc.

    Capítulo dos frios
    Compro em porções de 150g e peço para que embrulhem a vácuo.
    Dizem que não precisa guardar na geladeira, nem no freezer. Eu nunca arrisquei. Mas aí, eu tiro um pacotinho por café da manhã e, se tudo dá certo, nada volta para geladeira, porque frios no verão e na praia costumam azedar com muita facilidade.
    – Mussarela light
    – Presunto magro
    – Salaminho
    – Peito de peru
    – Mortadela
    Ex: 1 kg de “mozarela” embalados em 8 pacotes de 150g cada

    Aperitivo
    Caso você queira uns petiscos em vez de lanche:
    – Salmão defumado já fatiado
    – Carpaccio com rúcula
    – Pastas árabes – quebram o maior galho, todo mundo gosta e podem ser congeladas: chancliche, homus, babaganuche, coalhada seca
    – Bolas médias de “mozarela” de búfala com tomatinhos cereja e manjericão
    – Brie pequeno
    – Provolone pequeno
    – Semente de abóbora
    – Queijo parmesão
    – Amendoim e similares

    Agora o cardápio!

    Com ele a lista de compras fica superfácil vai. Claro que tem que ser flexível. Ah, hoje não quero comer peixe. Ok! Ah, hoje vou almoçar na vizinha! Obaaaa…

    DIA 1

    Almoço
    Todos chegarão a noite!

    Jantar
    Frios e pães variados para sanduiches deliciosos.
    Folhas de alface lavadas
    Tomates cortados em fatias.
    Maionese etc..

    DIA 2

    Almoço
    Salada de manga com kani
    Picadinho
    Couve
    Arroz
    Milho

    Jantar
    Salada sem temperar para que se possa usar no sanduba
    Carne louca
    Pão francês e folhas de alface

    DIA 3

    Almoço
    Casquinha de siri (que pode ser no pirex)
    Pescada com molho limão e alcaparras
    Couscous marroquino

    Jantar
    Salada de batata
    Salsichada*

    DIA 4

    Almoço
    Salada
    Frango com molho de tangerina e gengibre
    Couscous marroquino

    Jantar
    Pizza de pão sírio ou do delivery. Ou gente, vamos dar uma volta?

    DIA 5

    Almoço
    Salada
    Churrasco (suas carnes de preferência)
    Farofa ou apenas uma farinha
    Arroz branco ou biro biro

    Jantar
    Saladinha com molho de iogurte
    Torta de palmito

    DIA 6

    Almoço
    Aqui tem que ser algo bem leve e fácil
    Salada de legumes cozidos
    Uma lasanha que você tenha no freezer

    Jantar
    A ceia fica por seus costumes e hábitos. Veja nosso texto sobre decoração de mesas.

    DIA 7

    Almoço
    Recuerdos de Haier (o que sobrou de ontem)

    Jantar
    Salada com tudo picadinho
    Massa com molho ao pesto*

    DIA 8

    Almoço
    Moqueca de peixe ou camarão para acabar em grande estilo
    Pirão
    Arroz
    Farinha no dendê

    Jantar
    Torta de frango

    DIA 9

    Almoço
    Salada de folhas e melão com presunto
    Peixe assado
    Batatinha cozida

    Jantar
    Risotinho de legumes (rapa na geladeira para ir embora)

    Outras sugestões!

    Salsichada
    Não é qualquer salsicha. Você vai comprar uns 6 ou mais tipos de salsichas chiques. Sabe como é? Salsicha branca com ervas, salsicha de vitela com algo…etc. Pão francês fresquinho, pão de cachorro quente e algum outro a sua escolha. E superimportante! 3, 4 ou até 6 tipos de mostardas diferentes.

    Não invente muito, senão o que era simples fica complicadíssimo.
    Onde já se viu comer cachorro-quente com batata palha, purê, ervilha, feijão tropeiro? Não É pão, salsicha e mostarda. Quando muito uma maionese e um ketchup para os hereges.

    Dia dos espetinhos.
    Aí dá um pouco mais de trabalho, mas a mesa fica linda. Eu, como sou louca, vou à Liberdade, sim, o bairro. Mas vou num sábado perto do Natal que é para estar beeeeeem cheio. É, sou estranha assim mesmo. E vou lá só para comprar palitinhos decorados. Qualquer hora eu mostro. E aí fico inventando.

    Comida de tigelinha:
    Já sirva nas tigelinhas. Não tem que por mesa, não tem que nada. E depois são só algumas tigelinhas para lavar.

    O que vc pode ter pronto para uma emergência:
    Pesto! Um bom pesto para uma massa ou para um sandubão gourmet.
    http://diana212m.blogspot.com.br/2012/03/italian-simplicity.html

    Receita de pesto
    ingredientes:
    4 dentes de alho
    1 colher de chá de sal
    1 xícara de chá de folhas de manjericão fresco
    3 colheres de chá de pinoli ou nozes, sem casca
    100g de queijo pecorino ou parmesão ralado
    1/2 xícara de chá de azeite
    Pimenta do reino a gosto.

    Outras opções de pratos para almoço e lanche além das do cardápio:

    Saladas e quiches
    Frios e sanduíches
    Escondidinho
    Risoto de funghi
    Espaguete ao vôngole
    Macarrão com carne desfiada e molho de tomate
    Lasanha de abobrinha
    Empadinhas/miniquiches/enroladinho de salsicha
    Salada caprese com pesto
    Couscous baiano

    Agora que o cardápio já está pronto, é só aproveitar e descansar!

    Leia mais:

    Receitas de comidas congeladas que facilitam o dia a dia

    Desmistificando o medo de fazer bolo. Veja a receita!

    Eliane Cury Nahas

    Economista, trabalha com tecnologia digital desde 2001. Descobriu o gosto pela escrita quando se viu Dominique. Na verdade Dominique obrigou Eliane a escrever. Hoje ela não sabe se a economista conseguirá ter minutos de sossego sem a contadora de histórias a atormentá-la.

    14 Comentários
    1. Gostei das dicas estava aqui quebrando a cabeça há dois dias da viagem peguei alguns dos pratos para fazer. Nada de se matar na cozinha. kkk
      1. Adorei a ideia, parabéns! Organização faz toda diferença. Mas não consigo baixar o e-book.
    2. Nossa…arrasou!!! Adorei o cardápio você pensou em tudo…até os dias bateu rs
      Vou fazer pequenas adaptações para minha família, acrescentando uns dias a mais de churrasco. Obrigada pelas dicas.

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    Caminhos Cruzados – Calor Infernal. Seria o tal Fogacho?

    Era o dia. Dia de apresentar o projeto para a última instância de aprovação: o presidente da empresa. Tinha muita confiança no trabalho. Era excelente. Matador.

    Mas não custava um cuidado extra na hora de me arrumar. Já sabia há semanas o que vestiria. Aquela calça escura, muito bem cortada, nem justa nem larga. Escolhi uma blusa decotada de alças finiiiinhass, daquela seda que é quase um bijou de tão delicada, como diria minha avó. Branca. Branquíssima. Tinha que, de alguma maneira, valorizar aquele colo bronzeado e tão tratado.

    Um cinto mais largo que o normal, com uma fivela bacanuda, era o toque de informalidade da roupa. Agora o blazer. Seriedade é fundamental. Não basta ser. É preciso parecer! Peguei meu melhor blazer, aquele que se compra uma vez na vida. Digamos que seja uma daquelas peças definitivas que você nunca mais comprará, sabe como é?

    Um colar extravagante. Mas não muito. Afinal, sou uma profissional antenada e moderna. E, para arrematar o look, aquele sapato preto podre de chic e de salto altiiiiiisssiiimo. Uma escova lisa superbem feita que só a Neuzinha sabe fazer. Maquiagem leve, com uma pele sedosa contemplando e valorizando todas as marcas dos meus 50 anos. Uma última conferida geral e até o espelho, rotineiramente imparcial, aplaudiu o resultado!

    Encontro as outras duas pessoas do escritório já no cliente. Sala de reunião pomposa. Devem ter trazido uma montanha inteira de Carrara para fazer aquela mesa. Cadeiras brancas de couro é coisa de gente que não tem medo de ser feliz, né? Bom…

    Chega o presidente com sua entourage. Cumprimentos, cinco minutos de amenidades e começa o show. Estou confiante. O projeto é forte. Minha apresentação, apaixonada! Vejo o interesse na postura dos espectadores. Tenho controle total sobre a audiência.

    Sei disso. Três décadas na profissão me deram esta sensibilidade.

    Que delícia. Chego ao último slide e um enorme obrigada sorri na tela. As luzes se acendem. Começam as dúvidas. Não há pergunta que eu não tenha resposta.

    Estou tão segura que reclamo jocosamente do ar condicionado. Que calor amigos. Será que não podemos aumentar um pouquinho este ar? Uma moça muito prestativa atende ao meu pedido. Mas se passam alguns minutos, e continuo sentindo um calor que na verdade só aumenta.

    Começo a transpirar. Olho em volta, e vejo que todos estão à vontade em seus espaços. De repente, sinto algo inexplicável. É como se um vulcão dentro de mim entrasse em atividade. Uma explosão de calor dos pés à cabeça. Minha primeira reação automática é tirar o blazer.

    Mas, péra.
    Não posso tirar!!
    A blusa é de alcinha!
    Meus braços!!!!
    Lembra que falei lá em cima que tenho 50 anos?
    Nãooooo!
    Mas não dá.

    Está começando a aparecer no meu rosto esta revolução térmica. Vou tirar o casaco. Dane-se o braço! Mas aí noto que aquela minha blusinha branca de palha de seda, tão delicada, não só está molhada, mas encharcada de suor e pateticamente grudada ao corpo. Desespero!

    Escuto ao longe meu nome. Quando dou por conta, todos estão olhando para mim, aguardando minha resposta. Mas qual foi a pergunta? Olho desesperada para meu colega. Ele assume e responde. Ufaaa…

    O presidente interrompe e pergunta se eu estou bem. Constrangedoooorrrrrrr. Abro um largo sorriso e continuo o assunto de onde meu colega parou. Porém, continuo pingando. De vulcão passei a me sentir uma cachoeira.

    Cataratas!

    Meu Cabelo molhou!
    Ai meu Deus…
    Meu cabelo ‘nãoooooo’!
    10,9,8,7,6,5,4… Pufffff!
    O pixaim! O pixaim!
    Começando pela nuca.
    Sabe aquele cabelinho danado de ruim que a gente tem perto da nuca?
    Pois é…
    O meu é especial! Ele encrespa e arma com um gigantismo assustador.

    Ainda falando e tentando ser natural, discretamente enfiei a mão na minha bolsa em busca de uma piranha, grampo, fivela, durex, clips, fita isolante, arame farpado, qualquer coisa para prender o que já se podia chamar de juba naquele momento.
    Obviamente minha concentração e foco já tinham ido pro Iguaçu. Não sabia o que estava acontecendo.

    Bem, na verdade sabia sim. Tive meu primeiro fogacho. É esse o nome? PQP!! As fichas começam a cair na velocidade que as gotas escorriam pela minha testa. Olho em volta, para ver se alguém estava reparando. E ora veja, sim… todos estão! Saco!

    As mocinhas, novinhas, com um sorrisinho no canto da boca. Até imagino o que estão pensando. “Aí tia… ficou nervosa?? Tá que nem minha mãe. Velha suando é dose!” Os homens da mesa fingem que não estão notando. Mas não conseguem parar de olhar para meu cabelo pingando, e minha base matte da Mac derretendoooooo… Matte… tá bom..

    E pensam que são discretos! Os colegas, ambos homens, boquiabertos ao perceberem que, pela primeira vez, me viam insegura e titubeante. A coisa só piorava. Quanto mais tentava disfarçar, mais suava. Viscoso, ciclo vicioso dos infernos. Interminável show de horror.

    Mas, na ponta da mesa, vejo uma mulher que não tinha notado ainda. Também pudera… Como notá-la? Ela tinha quase 60 anos! Sim, sim, sim, sim… sou péssima!! Mas, ao cruzar com seu olhar, vi imediatamente um sorriso de acolhimento. Um sorriso de entendimento e compreensão.

    Uma generosidade que naquele momento acho que nem Madre Tereza seria capaz.

    Ela pediu a palavra. E começou a comentar o projeto. Tirou os olhares de cima de mim. Deixei de ser o foco. Juro, não lembro uma única palavra que ela disse. Consegui respirar, me acalmar e, lentamente, voltei ao normal. Normal é maneira de dizer, né? Meus cabelos… ai, ai, ai… Recomposta, olhei com cumplicidade para minha mais nova amiga de infância, retomei a palavra serenamente.

    Finda a reunião, vieram as congratulações e as despedidas. Não conseguia pensar em outra coisa que não fosse agradecer aquela santa. Mas não lembrava o nome dela.
    Angela?
    Não! Não, não era com A.
    Mas era nome de música.
    Gabriela?
    Dindi??
    Li-gi-aaaa…
    Ufaaa…
    Tom não me deixaria na mão!
    – Lígia! Chamei com uma intimidade que só parceiras de infortúnio podem ter.

    Ela olhou para mim, abriu um sorriso e veio em minha direção.
    – Lígia – falei novamente com grande cumplicidade
    – Antes de mais nada, obrigada! Não sei como retribuir sua gentileza durante a reunião!
    – Ora, ora, não há de quê! Já estive em seu lugar.
    – Mas, Lígia, ninguém me contou que seria assim.
    – Não. Ninguém conta. E, pior, poucas de nós são solidárias. Nem nesta nossa fase da vida. Parece que não reparamos ou não queremos ver nas outras as mazelas que logo serão nossas.
    – Lígia, querida, independente do projeto, vamos manter contato.
    – Vamos sim. Será um prazer. Mas meu nome é Luiza!

    E foi assim que senti meu primeiro fogacho.

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    Vamos falar sobre reposição hormonal?

    12 dicas para lidar com o calor da Maspassa

    Eliane Cury Nahas

    Economista, trabalha com tecnologia digital desde 2001. Descobriu o gosto pela escrita quando se viu Dominique. Na verdade Dominique obrigou Eliane a escrever. Hoje ela não sabe se a economista conseguirá ter minutos de sossego sem a contadora de histórias a atormentá-la.

    23 Comentários
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    2. oi bom dia!passo por esta situação,percebi q era os sintomas da menopausa porquê,qualquer vento sentia frio,agora estou sempre suando, desanimada, não queria usar o chá da Folha de amora,porque emagrece mas vou tomar,se não der certo vou tentar a soja,q contém isoflavona estou sempre cansada,o pior pra mim é tomar alguma coisa q me faça perder peso,

    3. Sou uma felizarda.
      Ou uma exceção para confirmar a regra?
      Nunca senti nada no climatério.
      Nunca fiz reposição hormonal.
      Nem tive cólicas qdo menstruava.
      Estou agora com 86 anos.

    4. Minha menopausa foi antecipada, quimioterapia e radioterapia aos 34 anos e aos 40 iniciou tudo; calores, falta de libido, engordei pra caramba, mas até hoje estou dando a volta por cima e vivendo bem, graças a Deus.

    5. Minha menopausa foi fabricada, esterectomia,aos 41 anos, não passei por muitos sintomas, mas tive uma depressão horrível e tbm não tinha ninguém para me ajudar, foi barra mas superei. O que eu não entendo é porque o maior inimigo de uma mulher na maioria das vezes é outra mulher

    6. Baita texto! Amei, mas o que me assusta é a falta de cumplicidade entre as mulheres (mais jovens) e o que mais me surpreende é exatamente cumplicidade entre as Dominiques, Luisas, Ligias. Meninas, fiquem espertas, vcs chegarão lá e tomara que com nossa elegância e bom humor.

    7. Tenho 54 anos e no ano passado comecei a ter os temíveis calorões mais intensamente. Nao faco reposição hormonal e sempre achei que não ia passar por isso pois minha mãe me contava que não teve nenhum sintoma da menopausa. Durante o inverno é tranquilo mais já estou me preparando para o verão. Haja lenço e leque, não saio de casa sem…

    8. É a vida, a vida das mulheres! Mas, é bonita é bonita e é bonita! Vamos em frente, voltando a usar lenço (de algodão) leques, ar condicionado no mais gelado
      e vento muito vento.

    9. Adorei. Sei bem o que é isso. Falavam que era só no início e depois diminuiria mas que nada. E com esse verão de 40 graus do Rio eu derreto. Cabelo só curtinho. Dizem que a amora faz bem. Realmente diminui. Mas ser mulher é sofrer no paraiso. Então quanto mais relex menos suor e o calorão diminui. Qto a solidariedade só tive de quem passou por essa situação. É tentar brincar e ir levando.

    10. Tenho 59 anos e já passei por muitas situações desagradáveis, os fogachos aconteciam nos melhores momentos, nas reuniões com amigos, com a família na mesa, na faculdade da terceira idade, parece não ter fim. Faço reposição hormonal há 10 anos e só tenho trégua no inverno que diminuem um pouco mas no verão eu sofro. Não sei até quando vai durar e super entendo quem passa por isso. Força mulheres!

    11. Simplesmente verdade tudo o que foi exposto. Discordo apenas de que não fui informada sobre esse cemitério,ironizando o climaterio, rs. Minha falecida mãe sofreu muito,falava sempre sobre essa famigerada fase, mas eu, jovem, pensava que fosse um certo exagero.
      Mas não é não! Pior fase que estou vivendo é essa. Situações como a do texto são rotineiras no meu dia a dia. Maquiagem fica borrada, cabelo que é muito liso, fica oleoso com o suor. Não faço reposição hormonal. Optei por produtos naturais. Nada adiantou.
      O que fica, são as sensações de forte calor, depois frio. Uma tristeza sem fim. Vontade de largar tudo e sumir do mapa. Solidão.
      Realmente, eu acho que nós mulheres poderíamos ter uma velhice menos conflituosa. Uma sacanagem com a gente.

    12. Oi já vai fazer 5 anos que estou com esse fo cachos não tem remédio que cure e horrível não sei o que fazer e ainda tem hipotiroidismo tome hormônio se alguém encontrar algum remedio q cure me avise Abraço Obrigada.

    13. Sensacional!!! Gargalhei lendo seu texto porque me vi nesse cenário…. Parabéns, você conseguiu colocar muito bem o que é o estado dá menopausa e com muita bom humor. Beijos

    14. Além de não serem solidárias ainda exclamam, “nossa, não, eu ainda não estou “”nessa”” idade…
      “Nossa, vc não faz reposicao?”…
      “Credo, é menopausa precoce ?”
      Aí gente eu já escutei cada uma…

    15. Adorei! Já passei por muitos momentos desses! O pior são os olhares de ironia que rola aqui em casa. Rolavam, rolavam! Porque, Dominique, acredite em mim, isso passa! Enquanto esse dia mágico não acontecesse, o melhor é manter esse seu bom humor.

      1. Quando me dei conta estava lendo e estava presa aos textos. Sou bem mais velha, nos anos 50 ja tinha 11, mas estou encantada com
        o que li. Parabéns! Nasceste para escrever com certeza. E eu vou te acompanhar pela leitura. Um abraco

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    Árvores de Natal Criativas e Bem Diferentes

    Sim, sim sim… Ele chegou. Dezembro começou e o Natal já está na nossa fuça.

    Você que me acompanha há algum tempo já estava esperando eu começar a reclamar, né?

    Mas deixa eu explicar para as Dominiques que estão chegando… Queridas, eu não sou muito fã dessa época do ano. Reclamo pra caramba. Já escrevi váárioooos textos a respeito. (vou colocar os links no final desse texto, tá?)

    Mas no final acabo sempre encarando, até porque não dá para pular as festas de final de ano e já ir pra janeiro.

    Então meninassss, vamos lá… Coloquei até uma playlist de músicas Natalinas para ver se me inspiro (kkkk).

    E essa coisa da árvore de Natal?

    Entrou dezembro e na minha casa (e provavelmente na sua) é hora de montar a árvore. Preguiçaaaaaaa. Ahhh gente, esse ano não, vai…

    Então hoje cedo falei para os meus filhos (adultos) que não montaria árvore. Parecia que eu tinha dito que ia matar o Papai Noel. Eles urraram. Disseram que eu não podia fazer isso com eles, etc… etc… etc… Adultos…

    Pois é… me ajudar que é bom nenhum deles podia. Então falei que esse ano iria inovar. Pra eles tanto faz, contanto que tenhamos árvore e eles não tenham que fazer nadica.

    Então por que não me divertir um pouco? Comecei a procurar ideias de árvores diferentes. Olha só cada uma que achei.

    Árvore de Natal de fotografias

    Olha que legal essa árvore feita de retratos grudados na parede, com luzinhas piscando entre as imagens! Essa deve ser fácil de fazer. Sem dúvida, será uma diversão a parte de procurar as fotos.

    Árvore de quina

    Ahhhh, para essa aqui, você vai precisar ter uma quina na sua sala. Mas bico também, hein? E olha só o efeito…

    Árvore Escada

    Ameiiiii essa… Muito charmosa. Aproveitar o triângulo a escada faz e enfeitá-la. Mas será preciso caprichar bastante. Senão, é capaz de ficar bem mambembe, sabe como é?

    Árvore Bolas

    Ok… Ok… Essa sugestão não é de fato uma árvore de Natal. Aliás isso não é nada de Natal. Mas achei festivo.

    Árvore de presentes

    Agora comecei a complicar um ‘cadinho, né? Ah, achou que ia ser fácil? Mas muito fofa e lindinha, fala verdade?

    Árvore de Cestos na Parede

    Agora caprichei né? Se alguma de vocês fizer, por favorrr me ensina? Tira foto? Faz o passo a passo? Muito legal. Mas para minhas habilidades, simplesmente impossível.

    ÁRVORE ÉBRIA

    Essa aqui deveria ser uma árvore pós Natal… Com todas as garrafas dos happy hours, festas de final de ano e do próprio Natal. Só pra pesar a consciência. Ou não…

    Árvores de ripas de madeira

    Esses dias uma Dominique postou sua árvore de Natal feita com ripas de madeira no nosso grupo e eu amei! Simples e ainda reaproveita material. Adorei!

    E aí? Inspirou-se? Teve alguma idéia diferente? Manda pra mim.. Manda vai?

    Vou adorar receber a foto de uma ideia ou de sua árvore, mesmo se ela for aquela linda arvore artificial branca com bolas vermelhas. Tanto faz.

    Manda aqui, ou pro meu e-mail : dominiquehip@gmail.com ou pro meu Instagram : @dominiquehip

    E aqui os links que prometi :

    Será que todo mundo gosta de Natal

    Vamos comemorar o final do ano? Ano que vem.

    Dominique

    Nasceu em 1964. Ela tem 55 anos, mas em alguns posts terá 50, 56, 48, 45. Sabe porque? Por que Dominique representa toda uma geração de mulheres. Ela existe para dar vida e voz às experiências, alegrias, dores, e desejos de quem até pouco tempo atrás era invisível. Mas NÓS estamos aqui e temos muito o que compartilhar. Acompanhe!

    4 Comentários
    1. A minha filha ganhou uma árvore de Natal para quem tem gato.
      Eu e a Frida (a minha neta gata) amamos. 🙂
      Pena que não dá mais pra ela bagunçar tudo e terminar emaranhada com os enfeites no chão, rsrs. .-.

    2. Bom domingo…

      Acho que só muda o endereço né, pq aqui tbem, todo mundo ( adultos) ficaram bravos qdo disse
      que não iria montar árvore de Natal.
      Pra que?? Quase fui expulsa da mesa… bom vamos lá tirar tudo da caixa, ver se está em ordem e mais uma vez montei, mas esse ano tive a ajuda do Pedrinho meu neto de 5 anos, que no meio da árvore já me disse” nossa vovó isso cansa né”…
      Mas terminei claro, enfim suas ideias de árvores são ótimas , mas fiquei na tradicional mesmo, quem sabe o Papai Noel reconheça meu trabalho e
      Me traga um presentão de Natal!
      Feliz Natal a todas Dominiques!

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