Destaque

Madame Bovary em bela adaptação do livro para o cinema

Hoje eu comento o filme Madame Bovary, obra adaptada do romance de Gustave Flaubert, um clássico da literatura francesa, publicado em 1857. O longa conta a história de Emma, uma mulher sonhadora, criada no campo e cheia de influências religiosas em sua formação. Emma aprendeu a ver a vida através da literatura sentimental.

Bonita e requintada para os padrões provincianos, casa-se com Charles Bovary, um médico do interior tão apaixonado pela esposa quanto entediante. Emma, cada vez mais angustiada e frustrada, ao sentir-se presa, busca no adultério uma forma de encontrar a liberdade e a felicidade. Apesar da intensa procura de uma vida plena, não consegue sentir-se satisfeita com o que é e o que tem, travando uma luta constante contra a melancolia. 

A mulher no século XIX

O livro foi lançado em uma França altamente tradicionalista, conservadora e de pensamentos políticos radicais. Uma mulher que cometesse adultério era considerada uma marginal. Recebia o castigo do isolamento e não tinha direito a nada. O escritor foi julgado por violar preceitos morais, religiosos e públicos.

Algumas versões dessa obra já foram produzidas com muito sucesso, porém nessa versão de 2015, a diretora Sophie Barthes destaca as partes mais importantes do livro e se aprofunda neles.

Madame Bovary é o terceiro filme de Sophie, que também produziu e fez a adaptação do roteiro com muita propriedade e domínio da transição da linguagem literária para a cinematográfica.

Sophie nos mostra uma Bovary humanizada, mais de acordo com os devaneios românticos em que ela vivia. Emma era uma leitora compulsiva das obras do romantismo onde os autores retratavam amores trágicos, as paixões e as emoções intensas.

Belíssimo o figurino que associa o guarda-roupa ao estado de espírito e ambições da protagonista, como também de extremo requinte direção de arte e fotografia.

Madame Bovary é sem dúvida um belo retrato do caos que o tédio pode causar em uma pessoa que desde cedo foi consumida pelo perigo da ingenuidade e ilusão.

O longa merece ser visto pela beleza do conjunto da obra. Mesmo para quem não leu o livro pode se comover com essa adaptação.

Aqui fica a dica.

Depois conta para mim o que achou.

Assista o trailer

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A moda é não combinar bolsas e sapatos!

Você sabe o significado da palavra elegância? Um deles é a “manifestação de gosto na opção do vestuário e na maneira requintada e discreta de usá-lo; bom gosto”. Hoje eu acordei pronta pra refutar algumas dessas certezas. Primeiro: gosto pra se vestir cada um tem o seu, certo? Eu posso até ter roupas requintadas, mas nada como o caro e o barato pra compor um guarda-roupas estiloso.

Nunca ninguém usou o adjetivo discreta para me qualificar. Simplesmente adoro usar acessórios grandes e coloridos. Então, por fim, me expliquem: o que seria ter um bom gosto? Acho que concordamos que é preciso atualizar o significado da palavra elegância. Urgente.

Tenho até a minha proposta: “é a liberdade na escolha do vestuário que melhor combina com a sua personalidade, misturando peças acessíveis e de grife, criando o seu próprio estilo”. O que acha, ficou melhor, né? Claro que será sempre o mix entre liberdade de escolha e ser apropriada. Se a ocasião pedir uma roupa mais formal, não tem problema!

Quebrar regras

Acho que hoje nós já conhecemos muito bem o nosso estilo. Mas estes dias uma discussão agitou o nosso Grupo da Dominique, no Facebook. (Você faz parte?) Uma Dominique contou que só usa bolsa e sapato combinado e compartilhou a dúvida: é frescura e não se usa mais?

Sabem qual foi a resposta campeã entre as Dominiques? Nada mais de usar conjuntinho, a moda agora é descombinar tudo. O importante é se sentir confortável. Muitas disseram que o importante mesmo é fazer o que se gosta e não o que é imposto. Teve até espaço pra quem gosta de combinar, afinal gosto é gosto, não é?

Vou confessar que posso usar bolsa e sapatos combinado, quando são preto ou marrom. Mas adoro misturar cores e estampas. Acho que dá o estilo que acho que combina comigo. Fiz uma seleção das melhores combinações – e as mais coloridas – de bolsas e sapatos!

Verde + Oncinha

Laranja + Dourado

Vermelho + Branco

Amarelo + Nude

Roxo + Verde

Azul + Preto

E aí, o que achou da minha seleção?

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Ideias diferentonas para usar lenços.


7 Comentários
  1. Estas “des”combinações ficaram perfeitas! E assim usar bolsas e sapatos que mais gostamos com frequência, sem se preocupar em estar repetindo, um uso mais consciente de consumo.

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Mary Shelley: com direção sensível, longa conta a história da aclamada escritora que deu vida ao personagem Frankenstein

A cineasta Haifaa Al-Mansour, a primeira saudita a filmar em Hollywood, recriou o contexto histórico e um importante período da vida de uma das grandes escritoras britânicas da história, a criadora do clássico Frankenstein, Mary Shelley, que dá nome ao filme que escolhi para comentar hoje.

Mary Shelley teve um importante valor na literatura ao publicar um livro de tanto sucesso, uma vez que o gênero (e em muitos casos a própria escrita) era restrito aos homens. 

O longa nos apresenta a Mary Godwin (Elle Faning), uma jovem de dezesseis anos que escapa de suas tarefas domésticas para ler livros de terror. Por divergências com a madrasta, ela é enviada à Escócia, onde conhece o jovem e interessante poeta Percy Shelley (Douglas Booth), por quem se apaixona. Não demora muito até Mary descobrir que Percy já era casado e tinha uma filha, mas isso não a impede de seguir seus ideais de liberdade e paixão pelo poeta.

O sentimento de abandono é constantemente presente na vida de Mary, reforçado pelos descasos do poeta, o fato de ela não ter conhecido a mãe, que morreu poucos dias após seu nascimento, a vergonha do pai quando ela fugiu com o futuro marido.

A criação de Frankenstein

A diretora mostra detalhadamente como suas alegrias, dúvidas e angústias serviram para a criação de seu Frankenstein. E mostra também a luta de uma mulher contra o preconceito de uma sociedade que não apenas se recusava a reconhecê-la como autora, mas também se escandalizava diante de suas idéias muito a frente de seu tempo.

Todas essas variáveis, além de outros personagens que apareceram na vida de Mary, influenciaram a escritora a explorar suas emoções, escrevendo sem medo sobre a solidão e os monstros que enfrenta. Seus medos viram personagens, sua defesa são suas palavras. 

Um dos pontos fortes do filme é, sem dúvida, a ótima atuação de sua protagonista, Elle Faning. A Mary interpretada por ela retrata muito bem uma rebeldia contida através de um semblante sério e ações racionais, mesmo diante da loucura que seu mundo se tornou. E com muita delicadeza mostra a coragem, marca maior dessa mulher que chocou sua época.

Belo!

Muito bom!

Trailer

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Um encontro entre Dominiques e a exposição da Tarsila do Amaral

O nosso primeiro encontro do ano foi perfeito em todos os sentidos. Mulheres incríveis – todas Dominiques – saíram do online para conversar e compartilhar no mundo real. O encontro aconteceu no MASP, em São Paulo, que promove um ano inteiro dedicado a nós, no circuito “Histórias das Mulheres, Histórias Feministas”. Pra completar, visitamos a exposição de uma das mais consagradas artistas brasileiras: a Tarsila do Amaral. Quer mais?

O encontro ficou ainda mais interessante porque a consultora de arte e historiadora Daniella Samad acompanhou o grupo. Foi uma verdadeira aula de arte, pra ajudar todo mundo a entrar no clima da exposição. Ela aprofundou a explicação ao longo do roteiro, contextualizando pinturas e adicionando detalhes pra mostrar a riqueza da produção da artista.

Mostra Tarsila Popular

O programa está imperdível. A exposição é a mais ampla já dedicada à Tarsila, reunindo 92 obras da artista que foi uma das figuras centrais da pintura e do movimento modernista brasileiro. Duas de suas telas mais conhecidas estão na mostra: Abaporu, que faz parte do acervo do MALBA, na Argentina, e A Negra.

O enfoque da exposição é o Popular, tema que a Tarsila explorou durante toda a sua carreira. Ela nasceu em uma família rica, filha de fazendeiros no interior de São Paulo. Viveu e estudou em Paris, na França, onde teve aula com pintores renomados como Fernand Léger, artista referência do Cubismo.

Quando voltou ao Brasil, ela se deparou com o conceito da Antropofagia, criado por Oswald de Andrade, no qual intelectuais brasileiros questionavam referências europeias. Jovens, cheios de ideias, queriam criar algo híbrido, porém único. Passaram a incluir em suas criações elementos locais, afros e indígenas.

Tarsila explorou tanto o conceito quanto o tema Popular em muitas de suas criações. Ela retratou paisagens do interior, da fazenda, da favela, mostrando a diversidade de povos e raças. Também representou lendas e mitos, animais e plantas. Sobre isso ela disse: “sou profundamente brasileira e vou estudar o gosto e a arte dos nossos caipiras. Espero, no interior, aprender com os que ainda não foram corrompidos pelas academias”. 

A exposição ficará no Masp até 28 de julho. O ingresso custa R$ 40,00 (inteira), tem a opção de meia entrada e às terças-feiras é de graça. Dá pra comprar online: aqui.

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Uma diferente exposição em Lisboa

Dominique

Nasceu em 1964. Ela tem 55 anos, mas em alguns posts terá 50, 56, 48, 45. Sabe porque? Por que Dominique representa toda uma geração de mulheres. Ela existe para dar vida e voz às experiências, alegrias, dores, e desejos de quem até pouco tempo atrás era invisível. Mas NÓS estamos aqui e temos muito o que compartilhar. Acompanhe!

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Qual a diferença entre cinismo, ironia e sarcasmo

Cinismo, ironia ou sarcasmo?

“Recebo pontos de bônus se eu agir como se me importasse?”

“Se ninguém te odeia, você provavelmente está fazendo algo errado”

“Se ele ficar melhor, eu estou certo. Se ele morrer, você está certo.”

Estas frases todas foram proferidas por uma única pessoa. Dr House, provavelmente meu cínico preferido. Preferido porque era apenas um personagem de um seriado. Lembra do Dr Gregory House? Mas era House um cínico? Ou irônico? Ou ainda um grande sarcástico?

Pois eu passei os últimos dois dias lendo todas as definições e frases que encontrei destas palavras e a única conclusão definitiva a que cheguei é que você não gostaria de ser vítima de nenhuma delas, por mais inteligentes que as cutucadas pareçam.

Assim como o cinismo, o sarcasmo e a ironia geralmente são engraçados quando falamos de um outro alguém. Melhor ainda, se ele/ela não estiver por perto, pois assim podemos ser mais ácidos e mordazes até porque nem todo mundo gosta de magoar just for fun, né?

Ahhh, tenha certeza que o alvo do cinismo, ironia e/ou do sarcasmo, nunca se sentirá 100% confortável, pois em todas as situações foi desmerecido mesmo que sutil e brilhantemente. Aliás, quanto mais inteligente a sacada mais constrangedor e provavelmente irritante. A menos que a vítima não perceba. Aí pode ser cruel ou inofensivo dependendo de quem está ouvindo.

Bem… Vamos às definições encontradas em dicionários:

Significado de Ironia

substantivo feminino É a utilização de palavras que manifestam o sentido oposto do seu significado literal. Desta forma, a ironia afirma o contrário daquilo que se quer dizer ou do que se pensa. A ironia é a arte de gozar de alguém, de denunciar, de criticar ou de censurar algo ou alguma coisa.

Significado de Sarcasmo

substantivo masculino Zombaria que busca ofender; ironia insultuosa; ação de dizer o oposto do que se quer, mordaz e amargamente.

Significado de Cinismo

substantivo masculino Atitude ou caráter de pessoa que revela descaso pelas convenções sociais e pela moral vigente; impudência, desfaçatez, descaramento.

Vemos acima, que a ironia assim como o sarcasmo até que são fáceis de se identificar. Mas e o cinismo? Quando estamos diante de um cínico? Como identificá-lo?

Você é capaz de me contar alguma atitude cínica que tenha vivido? Certamente verá como é difícil classificá-la

Procurei na internet situações onde o cinismo aparecesse como protagonista, mas o que melhor encontrei foram frases que definem este substantivo melhor que o próprio dicionário. Veja algumas delas:

“Só o cinismo redime um casamento. É preciso muito cinismo para que um casal chegue às bodas de prata.” Nelson Rodrigues

“O cinismo consiste em ver as coisas como realmente são, e não como deveriam ser. ” Oscar Wilde

“O poder de observação aguda é comumente chamado de cinismo pelas pessoas que não a possuem” – Bernard Shaw

“Idealismo é o que precede a experiência. Cinismo é o que sucede.“- Autor desconhecido

E aí, sem querer, procurando outra coisa, achei um personagem de nossa história que proferiu frases de um cinismo que muito me divertiu. É ele o Barão de Itararé que aliás de barão não tem nada.*

“Não é triste mudar de ideias, triste é não ter ideias para mudar.”

“Precisa-se de uma boa datilógrafa. Se for boa mesmo, não precisa ser datilógrafa.”

“A pessoa que se vende recebe sempre mais do que vale”

*Essas frases são atribuídas ao Barão de Itararé, mas não tive como checar a autenticidade da autoria. Mas de qualquer maneira, ilustram meu ponto.

Por fim pergunto: Serão estas pensatas cínicas ou irônicas? Difícil né?

Acho que tudo depende de contexto, interlocutor e da “vítima”.

Mas aí me deparo com isso, de nosso queridíssimo Millôr Fernandes:

“Quando a bajulação não atinge seu objetivo, você pode estar certo que não foi por falta de vaidade do bajulado, é incompetência do puxa-saco.”

“Monogamia é a capacidade de ser infiel a mesma pessoa durante a vida inteira”

Ditas assim, parecem ironias mas aplique a frase ao cotidiano, e situações de verdade.

Só para ilustrar vejamos uma situação que muito provável porém inventada.

Duas amigas chegaram antes ao restaurante onde encontrarão uma terceira amiga, Aninha, para um almoço gostoso de sexta feira.

– Você viu como a Aninha emagreceu?

– Não! Vou precisar colocar os óculos para enxergá-la? (Sarcasmo)

-KKK… Ela disse que perdeu 5 kg. Mas se perdeu 5 mesmo já achou pelo menos uns 3 (sarcasmo). Ahh essa nossa amiguinha, viu? Perdeu 2 kgs e comprou uma calça 2 números menor. Essa não é proporção. (cinismo) Alguém avisa, ela pufavô!!!!! (ironia)

Então chega Aninha. Beijo, beijo, beijo

– Nossa Aninha! Como vc emagreceu!! Quantos Kgs? Pelo menos uns 10, né? Você está ótima!! (hipocrisia)

Bem, não tinha falado ainda sobre hipocrisia. O tema aqui é cinismo, ironia e sarcasmo e é provável que nunca consiga distinguir um do outro. Eventualmente você até discorde de toooodos os exemplos acima.

Agora certamente, não restará dúvidas para nenhuma de nós sobre o significado de hipocrisia e nem a necessidade de defini-la.

Já que depois disso tudo não conseguimos definir nada com muita precisão, vamos brincar?

Dominique tem alguns vídeos que serão um verdadeiro teste para sabermos se entendemos o que é cinismo, ironia e sarcasmo. Vamos ver?

  • Aqui Dominique explica porque sorrirá sempre. Cinismo? ironia? Hipocrisia? Sorrirei
  • Neste vídeo Dominique conversa com seu amigo Gatão que trocou a esposa pela gatinha – Eu acho que é ironia pura. E você? – Gatão
  • Agora esse vídeo chega a ser quase um… quase um… Não sei… me diga, o que acha de A Vida Sem Ele?

Eliane Cury Nahas

Economista, trabalha com tecnologia digital desde 2001. Descobriu o gosto pela escrita quando se viu Dominique. Na verdade Dominique obrigou Eliane a escrever. Hoje ela não sabe se a economista conseguirá ter minutos de sossego sem a contadora de histórias a atormentá-la.

5 Comentários
  1. Adorei! Hoje acho que agi hipocritamente, coisa que abomino, ao cumprimentar um casal que postou no status a foto de 41 anos de casados, cheia de frases de amor! Sei que o marido tem amante , e um filho com ela! O duro é que a esposa sabe, vivem brigando, mas gostam de exibir uma felicidade que na verdade siquer existe! Fui hipócrita mesmo?

  2. Ironicamente li tudo e ainda não sei
    Preciso entender a diferença pois quero poder corrigir meus amigos pra manter a farça de intelectual local.
    De todos os artigos disponíveis este é o melhor e eu nem aprendi nada aqui.

  3. Sensacional o Gatão da Carla Pagani!!
    Dá vontade até de mandar pra uns 3 ou 4 “se achões” kkkkk
    Mistura fantástica de cinismo com sarcasmo, ironia e hipocrisia!!Tudo junto! Muito boa! Boas risadas pra um domingo à noite… coloquei fone, meu marido não está entendendo nada. Tadinho!! Valeu!!kkk

  4. Hipocrisia , cinismo ,ironia,sarcasmo, são recursos inteligentes de se dizer a verdade ,que exige inteligência em tempo hábil do ouvinte. E diga-se de passagem…para bom entendedor, basta!…Surte um efeito de um tapa na cara , com luvas de pelica.

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Instigante, série belga Tabula Rasa trabalha um poderoso jogo de memória

Com clima carregado e sombrio, a série belga Tabula Rasa pode ser uma ótima surpresa do catálogo da Netflix.

Tabula Rasa inova por mesclar suspense, drama e terror psicológico de forma contundente e por ter, acima de tudo, um protagonista que se sobressai aos seus personagens: a mente, ou mais especificamente, a amnésia. Uma vez que você não é capaz de confiar em seu cérebro, como distinguir o que é real da fantasia?

Esse é o grande ponto de Tabula Rasa, que leva o espectador pelos caminhos tortuosos da mente da personagem principal, alterando entre o momento presente, flashbacks, alucinações e pesadelos. E, principalmente, fazendo com que a confusão proposital entre estes momentos torne sua trama pouco previsível.

A trama mostra a vida de Mie que é todo o dia uma página em branco desde que sofreu um acidente de carro e perdeu parte da memória. Como se isso já não fosse difícil o bastante, ela acaba internada em uma instituição psiquiátrica por ser a principal suspeita no desaparecimento de um homem. Mie foi a última pessoa a ser vista com ele, mas ela não tem a menor idéia de quem seja.

A história vai sendo narrada em dois tempos.

Ao mesmo tempo em que vemos Mie no hospital psiquiátrico nos dias de hoje, também temos flashbacks dos últimos quatro meses de sua vida: a relação com o marido, o dia a dia com a filha, as dificuldades causadas pela perda de memória, e principalmente, sua rotina desde a mudança para a casa de seu avô – perfeita casa mal assombrada de filme de terror.

Barulhos estranhos à noite, objetos caindo, portas batendo. Não dá para saber se isso acontece por algum motivo sobrenatural ou se tudo é da cabeça da protagonista.

A cada episódio surpresas são lançadas na tela e cada informação funciona como uma peça desse intrigante quebra-cabeça. E cada reviravolta contribui para o crescimento da empatia pela protagonista e do interesse pela série, que jamais permite que alguém consiga antecipar muitos dos seus mistérios.

Em atmosfera de tensão os primeiros episódios são bem confusos, nos deixando na dúvida o tempo todo. Mas é na metade da série que uma revelação fundamental para o entendimento das coisas acontece. Não dá para imaginar o que está por vir.

A atmosfera sombria e a fotografia predominantemente escura dão todo o clima de apreensão que comanda a série.

As atuações também são ótimas, dando vida aos personagens perturbados e imperfeitos, com destaque também para Benoit, o marido da excelente Mie, e sua mãe Rita.

A série mostra uma produção excepcional, com um roteiro cheio de reviravoltas e revelações que prometem colocar à prova os nervos de quem a assiste.

Tabula Rasa, sucesso entre o público na TV Belga, busca chocar e fazer o espectador maratonar os seus nove episódios rapidamente.

Preparada para tudo isso?

Se estiver ótimo programa para você.

Aqui fica a dica.

Trailer

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Com que pijama eu vou… dormir?

O inverno está chegando… as noites estão mais frias. Que delícia dormir nesse friozinho, né? SÓ QUE NÃO! Quem passa ou passou pelo climatério ou a Maspassa (nome que demos pra menopausa, veja aqui) sabe que não é bem assim. Nada assim.

Pode até estar frio lá fora, mas o nosso corpo fica quente. De uma hora pra outra fica muito quente. Isso sem contar o suor excessivo. No verão, já virou rotina ter de acordar no meio da noite pra trocar a camisola porque a roupa ficou toda molhada. Isso com o quarto bem ventilado, viu.

Pijama ou cobertor?

Mas no inverno tudo fica um pouco mais complicado. Eu não troco o pijama e já deito na cama. Fico um pouco mais no sofá vendo um filme ou resolvendo alguma coisa. Como dentro de casa é frio, fico de pijama. Se estou sozinha, uso uma manta leve pra me cobrir. E mesmo assim dá pra sentir calor no meio da noite.

Pra quem tem uma companhia pra dormir, a administração é outra. Tenho uma amiga que há anos decretou o uso de dois edredons separados na cama de casal. Nada de cobertor único. Cada um tem o seu, da quentura que gosta. Claro que o marido usa cobertor, enquanto ela dorme com uma colcha de piquet bem levinha. E acabaram as brigas!

Vivendo e escutando outras Dominiques passarem por esses problemas eu cheguei a uma conclusão. Não tem pijamas apropriados para a gente à venda nas lojas. Alguns são quentes demais, pra quem sente frio. Outros são apropriados apenas para o verão. Você concorda comigo?

Eu dei uma circulada nas lojas física e online. Tirando algumas marcas que custam os olhos da cara, não encontrei opções interessantes. Em geral, os tecidos são flanela ou algodão mais pesado. Eu exclui aqueles modelos em elanca que parem pijamas da minha avó, tá! Também não gostei muito das estampas. Estão infantis, não estão?

Pijamas dos sonhos!

Aí eu fui para o Pinterest (amo!) e fiz uma busca por pijamas leves. Achei tantas opções legais que estou quase comprando e mandando entregar aqui no Brasil. Salvei tudo em uma pastinha, aqui. Será que eu acho por aqui? Compraria fácil esses pijamas!

Veja se não tem tudo o que eu precisamos. São tipo um kit, com opções variadas de peças. Alguns tem calça curta e comprida, alcinha, manga comprida e robe. Além da variedade de peças, que posso montar conforme a temperatuda, gostei dos estilos e estampas. Chiques na medida, uns são sexy outros mais casuais. Dá pra aproveitar em qualquer estação.

Cada pijama é de uma loja diferente. Tem o link para as lojas na pastinha lá no Pinterest, aqui.

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4 Comentários
  1. Boa tarde Dominique, adorei o post de pijamas. E realmente é muito difícil achar algo que realmente se adeque a está passagem da menopausa ainda mais aqui no Mato Grosso do Sul. Eu uso baby Doll de liganete, que é bem fininha e fresca.

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Musical delirante, Rocketman de Elton John retrata a época com fidelidade

Rocketman o longa que propõe contar a vida de Elton John é empolgante, divertido e inteligente.

Não há reparos a fazer sobre a fidelidade dos fatos narrados. Elton John controlou todo o projeto (seu marido David Furnish é um dos produtores). Os altos e baixos de sua trajetória estão escancarados.

A grande sacada de Rocketman é a escolha do formato para contar sua história – um musical delirante, que usa e abusa daquelas cenas em que todo mundo começa a cantar e dançar no meio da rua.

Nesse filme tão para cima, alegre, exuberante, a descida de Elton ao fundo do poço não fica escondida mesmo. Orgias e drogas pesadas aparecem na tela, embora tratadas com apuro visual de cenas coreografadas.

Para “Rocketman”, o diretor Dexter Fletcher, ator britânico que aos poucos se arrisca atrás das câmeras, optou pelo formato do musical, em que partes do enredo são transmitidas pelas letras das músicas. E encontrou uma maneira genial de amarrar todos os números, sem respeitar a ordem cronológica do lançamento de cada canção.

As músicas são ferramentas funcionais na narrativa.

Elas servem para comentar a ascensão do cantor, o sucesso estrondoso e mundial, as decepções amorosas e os problemas com drogas.

O filme é conduzido pelos depoimentos do protagonista em uma clínica de reabilitação, numa terapia de grupo. Lá ele vai recordando sua vida desde quando era um garotinho tímido e gorducho, desprezado pelo pai homofóbico e mãe completamente indiferente a ele. Mas, graças ao talento nato pelo piano, consegue uma bolsa de estudos.

O repertório de Elton John, composto por hinos da música pop, despertam lembranças em várias gerações de admiradores.

Esses hinos todos apresentados em cenas alucinantes, contam com um virtuosismo visual que há tempos não se vê no cinema. Não poderia ser diferente, já que o biografado é possuidor do mais deslumbrante e extravagante guarda roupa da história do show business.

O musical é comandado pelo talentoso Taron Egerton, um dos atores mais versáteis de Hollywood, com talento de sobra para dança e canto. O ator se destaca não só pelo desempenho irretocável, representando muito bem as características mais simples de Elton John, como também pela dedicação na hora de cantar as músicas.

A opção por não realizar dublagem em “Rockteman” mostra-se acertada, dando o teor do realismo que o projeto exigia. Egerton vai além, e por vezes, faz suas próprias interpretações sem perder a essência da versão original. O resultado é uma caracterização que ultrapassa o visual, com maquiagem e figurino muito bem executados, tornando a biografia mais crível ainda.

O filme é também uma celebração da amizade de Elton e Bernie Taupin, o letrista talentoso, que é seu parceiro e amigo desde sempre. Interpretado por Jamie Bell, um ótimo ator, imprime carisma à figura de Taupin.

“Rocketman” é eletrizante, um espetáculo visual e musical belíssimo.

Um filme para ser visto e revisto, recordar uma época em que o pop tinha seus gênios criativos de verdade.

Prepare-se porque você vai ficar apaixonada pelo filme e sair da sessão cantarolando pelo menos um dos sucessos!

Amei!

Imperdível!!!

Confira o trailer:

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A Próxima Pele: mentiras, ciúmes, sexualidade e carências se envolvem em thriller psicológico

Hoje comento o thriller espanhol “A Próxima Pele”, presente no catálogo da Netflix, e premiado em vários festivais da Europa.

Dirigido pela dupla Isa Campo e Isaki Cuesta, o longa é envolto pelo clima de mistério e retrata conflitos de relação e questões psicológicas decorrentes de traumas. 

As pistas são dadas no decorrer da trama, mas no final não importa muito a revelação e, sim, todas as situações que envolvem o protagonista.

Na história, por muitos anos, ninguém sabia o que havia acontecido com Gabriel (Alex Monner) um garoto de nove anos que sofreu um acidente nas montanhas que matou seu pai.

Anna, a mãe (Emma Suárez) e outras pessoas suspeitavam que ele estivesse morto, porém, oito anos depois, ele retorna para casa alegando ter amnésia. Retendo as memórias básicas, ele busca restabelecer sua conexão perdida com a mãe, mas suspeitas que ele seja apenas um impostor começam a surgir.

Se Léo é ou não Gabriel parece ser uma questão menor – tanto que não é sustentada até o final. Mas interessantes são os motivos que surgem com sua reaparição, tanto para quem o aceita como para quem o rejeita.

Mentiras, ciúmes, sexualidade e carências se envolvem em um jogo que a todo instante parece dar a impressão de ter ido um passo além do necessário, para que logo em seguida reassuma o controle.

É um drama que propicia um reflexo sobre relações familiares, os traumas e conseqüências. O título “A Próxima Pele” já nos diz muito sobre o protagonista Gabriel.

Acompanhar o processo dele é doloroso e o final se torna ainda mais tenso, quando confrontado pelo seu tio ele parece relembrar do dia em que desapareceu e os motivos.

Mas nada é claro, as respostas não são explícitas, para o espectador cabe pensar em tudo: no comportamento dos personagens, nas situações que desencadearam, nos segredos, nas mentiras, e assim vamos montando um quebra-cabeça.

Impossível não dar destaque às interpretações.

Ótima a atuação de Alex Monner que com habilidade consegue compor um tipo intrigante, hipnótico, sedutor que sofre por ataques de ansiedade e por se sentir perdido. Uma mistura de carência e fúria.

Emma Suárez excelente, em alta após ter sido convidada para ser a protagonista de Pedro Almodóvar em Julieta, filme que já comentei, agora no papel de uma mulher com uma fragilidade dolorida que vê no retorno do filho a chance de um recomeço.

Sergi López, um dos melhores atores espanhóis da atualidade, como o enigmático tio Enric, cunhado de Anna, sabe que esse garoto não é quem diz ser. Não pode ser.

“A Próxima Pele” é um filme lento e fechado, todo permeado por dúvidas e muitas coisas não são aprofundadas, mas não deixa de ser impactante até o desfecho inusitado.

Com excelente fotografia e trilha sonora “A Próxima Pele” é um belo garimpo da Netflix.

Amo filmes espanhóis!

Aqui fica a dica!

Confira o trailer

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10 Comentários
  1. Gostei do filme. Faz a gente pensar. Minha opinião é que ele é o Gabriel mesmo, sofria abusos e agressões físicas por parte do pai. A mãe tmb era vítima. Penso q ele matou o pai e fugiu. Tempos depois quis retornar pra mãe, mas os traumas o perseguem.

  2. Gostei do filme. Faz a gente pensar. Minha opinião é que ele é o Gabriel mesmo, sofria abusos e agressões físicas por parte do pai. A mãe tmb era vítima do pai. Penso q ele matou o pai e fugiu. Tempo depois quis retornar pra mãe, mas os traumas o perseguem.

  3. Achei um filme monotomo.ficou sem muitas explicações.Realmente era o Gabriel? O que realmente aconteceu?Em momento algum se lembrou de nada.E aquelas marcas nas costas quem fez?Sem muitas respostas.perdi meu tempo e fiquei frustrada.

  4. Achei um filme monotomo.ficou sem muitas explicações.Realmente era o Gabriel? O que realmente aconteceu?Em momento algum se lembrou né nada.E aquelas marcas nas costas que fez?Sem muitas respostas.perdi meu tempo e fiquei frustrada.

    1. Ele é mesmo o Gabriel q matou um pai abusivo. O tio não quer aceitar pois é um macho escrito. A mãe muito frágil e o Gabriel ainda poderá crescer e superar suas crises de pânico. Ou não

  5. Que cara de pau hein, dona Elzinha! Roubou o texto do “papo de cinema” na cara dura! Kkkkk confiram o plágio pessoal: https://www.papodecinema.com.br/filmes/a-proxima-pele/
    1. Acredito ser ele.
      O trauma de ele ter empurrado o próprio pai possivelmente fez com que bloqueasse suas lembranças. Uma forma de evitar a dor Dan realidade. No final aparecem as imagens e também ele dizendo “nao fui eu” Gostei

  6. Filme bastante inigmático , profundo e com excelentes atuações !
    Gosto muito dos filmes espanhóis e gostei desse ….
    Já tinha visto em 01/05/2017 e vi novamente , hoje (03/06/2020 ) !
    Na minha opinião , acho que o rapaz é mesmo o Gabriel , que no final parece lembrar de cenas no parque , com a mãe ; pela queimadura nas costas da mãe e a que existe tb nas costas dele , vista pelo amigo Joan , na tenda .

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Eu quero menos check-ups e muito mais check-ins!

Pronto. Está decidido. Quero fazer menos check-ups e mais check-ins! É isso mesmo. Acabei de renovar o meu passaporte e estou disposta a me organizar para rodar mundo afora. E sabe que não é preciso gastar tanto dinheiro assim para se divertir numa viagem?

Te digo que o planejamento é tudo!  Tem muita Dominique viajando e conhecendo lugares incríveis e so-zi-nhas! Além disso, compartilham moradia e conhecem pessoas… Nada da frieza dos elevadores dos hotéis.

Então, por que não?

Vamos combinar que a companhia de uma amiga pode ser fantástica, mas também pode se tornar um desastre dependendo do humor de ambas. E se estiver sem namorado, melhor ainda…

As possibilidades de encontrar alguém nessa jornada são enormes!

No começo é natural ficar receosa sim! Afinal, eu sou do tempo em que mulher viajar sozinha seria inviável…Mas nada mais natural que acompanhar as mudanças do mundo.

É o caso dos Nômades Seniores, cuja aventura rendeu até livro.  

Pra ter mais tranquilidade resolvi pesquisar bem direitinho as aventuras mais em conta e como viabilizar essa viagem solitária. E achei muita coisa legal, inclusive gente que faz da diversão um projeto.

Como escrevem Debbie e Michael Campbell no site, eles são de Seatlle, Washington, uma ótima cidade pra se chamar de lar. Mas que ficou pequena demais pros sonhos desse casal quando estavam à beira da aposentadoria.

“Sentimos que tínhamos mais uma aventura em nós , então em julho de 2013 alugamos nossa casa”.

Eles também venderam o veleiro e um dos carros para reduzir as coisas e as despesas. Então deram adeus à família e partiram para explorar o mundo.  O objetivo era viver o cotidiano nos lares de outras pessoas, da mesma forma que fariam se tivessem se aposentado em Seattle. “Até agora a experiência tem sido tudo que esperávamos”.

Os números falam por si. Desde que partiram, utilizaram mais de 200 vezes os serviços do Airbnb visitaram mais de 250 cidades em 80 países, incluindo toda a Europa, Turquia, Israel, Rússia, México, África, Cuba, Oriente Médio, Ásia Central, Nova Zelândia, Austrália e Ásia. O resultado foi a venda da casa em Seattle para se tornarem verdadeiramente nômades.

Veja o que fazem os Tiozinhos Mochileiros. Julio e Rosi voltaram a viajar com a mochila nas costas depois que os filhos cresceram, como quando eram jovens sem preconceitos. E os filmes, como esse aqui embaixo, são exibidos em um canal no Canadá.

Pra não dizer que são só os gringos que têm coragem. Li outro dia a história da aposentada Josefa Feitosa, de Fortaleza (CE), que se “autocondenou à liberdade”, como ela mesmo diz.

Já visitou cerca de 40 países.

E diz que só volta ao Brasil para renovar o passaporte.  Divorciada, mãe de três filhos e avó de um neto, resolveu se desfazer de casa, móveis e roupas. Tudo o que tem agora cabe dentro de uma bagagem.

Assim como mantém um diário de viagem no Facebook , batizada Jô: minha casa é onde minha mala está, a aposentada também registra a vida em cadernos, desde os anos 1980. No roteiro, experiências em Auroville, a cidade onde se vive sem dinheiro na Índia, na noite de Amsterdã, nas praias de Zanzibar e no leito do rio Nilo, no Egito.

Ok! Tudo bem. Eu concordo que os casos acima são um pouco radicais, mas dá pra conciliar as viagens e manter a rotina do lar. Eu penso que uma temporada viajando e outra em casa pode ser uma boa alternativa.

E, olha, depois de tudo que li, cheguei a conclusão que viajar não é apenas rejuvenescedor; também pode ser intelectualmente estimulante. Eu, ao menos, sou naturalmente propensa às novas experiências e aventuras. É uma oportunidade para mudar as coisas da monótona rotina do dia-a-dia.

E você? Se aventuraria?

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