Entretenimento

A viagem à Lua e as grandes Fake News do espaço

As fake news estão por aí há muito tempo e com as redes sociais são mais compartilhadas do que nunca. Alguns boatos ainda persistem, por mais comprovados que estejam. Uma das mais famosas completa essa semana 50 anos: o homem não pisou na lua… ou pisou?

Pois é… já passaram 5 décadas e muita gente ainda acha que um dos maiores feitos do homem simplesmente não aconteceu. Uma pesquisa do Instituto Gallup mostrou que cerca de 5% dos americanos não têm realmente certeza disso. Em 1969, a desconfiança estava fundamentada por um motivo político. 

A teoria de que tudo foi uma encenação tinha como pano de fundo a guerra fria. A União Soviética havia mandado o primeiro foguete – o Sputnik – para o espaço em 1957 com a cachorrinha Laika. Foi um baque e tanto para os Estados Unidos, nação que se considerava a mais poderosa do mundo. 

Perder a corrida espacial para os russos? Havia a grande disputa política e o mundo todo sabia da rivalidade entre os dois países. Os americanos queriam a todo custo ultrapassar os russos na corrida espacial e pareciam dispostos a tudo, até a “encenar” que o homem pisou na lua. 

E o homem pisou na lua?

Sim, na verdade 12 homens já pisaram na Lua, em 6 viagens espaciais diferentes. Mas no dia da aterrissagem, em 20 de julho de 1969, muitos não acreditaram. Falaram que era uma encenação criada por Walt Disney ou em Hollywood. Questionaram uma sombra nas imagens ou a tecnologia existente na época para realizar tal feito. 

Os boatos ganharam força após a publicação, em 1976, do livro “Nós Nunca Fomos à Lua: A Fraude Americana de 30 Bilhões de Dólares”, escrito pelo ex-oficial da Marinha americana Bill Kaysing. O autor trabalhou na fábrica de foguetes Rocketdyne e defendia que o projeto tinha sido forjado pelo governo americano. 

E os russos? Bom, eles nunca denunciaram a suposta “farsa”. Tampouco as milhares de pessoas que já trabalham em projetos espaciais ao longo dos últimos 50 anos. É muita gente para enganar ou ser convencida a mentir sobre a encenação. Não acham? Hoje há respostas para todos os pontos questionados. E o mundo tem – certeza – de que a viagem à Lua aconteceu, assim como o homem andou por lá.

É pra confirmar antes de compartilhar

Nos últimos tempos temos convivido praticamente todos os dias com as notícias falsas. E não adianta culpar as redes sociais, não. Quem compartilha são pessoas que acreditam ou que nem buscam pela informação verdadeira. A lista dos riscos que causam é grande, desde criar situações embaraçosas até gerar ódio desnecessário. 

Mas hoje há muitos meios de confrontar as informações e confirmar se a notícia é ou não é falsa. Antes de sair compartilhando por aí, você pode checar em um destes sites (aqui) a veracidade da informação. Já sabemos que é praticamente impossível acabar com as fake news, então o jeito é ajuda a reduzir. Que acham? 

Fake news espaciais

É fato que o espaço sempre intrigou muita gente e, por isso mesmo, já inspirou muitas notícias falsas. São várias, mas selecionamos as 5 mais conhecidas ou criativas. Você já conhecia alguma delas?

A invasão alienígena

Em 1938, rádios americanas noticiaram um ataque alienígena à Terra. Divulgaram notícias sobre explosões e até mortes. Mas tudo não passou de uma história (muito bem) narrada na rádio pelo cineasta Orson Welles, diretor do filme Cidadão Kane. A adaptação para o rádio que ele fez do livro Guerra dos Mundos, de H.G. Wells, foi tão convincente que causou pânico nos americanos. 

Existe vida na Lua

Em 1835, muitas pessoas acreditaram em uma série de artigos publicados no jornal americano The Sun. A descoberta de que a vida na Lua estava comprovada foi falsamente atribuída ao astrônomo John Herschel, que não gostou nada de ser envolvido na farsa. Outros jornais chegaram a compartilhar a notícia. Mas pouco depois ela foi desmentida pelo autor Richard Adams Locke, que era repórter do The Sun.

Área 51

Algumas pessoas afirmam que uma região próxima a Las Vegas, nos Estados Unidos, funciona uma base militar americana secreta. E que ali os militares mantêm alienígenas que teriam sido capturados após um acidente. A região é, sim, uma área militar e o que funciona ali também é secreto. Mas por enquanto são apenas boatos, começaram na década de 50, quando foram realizados testes com novos aviões. Como ninguém tinha visto aqueles modelos, acreditaram se tratar de discos voadores.

Um rosto em Marte

Em 1976, a Nasa fotografou na superfície do planeta Marte o que pareceu ser um rosto de uma pessoa parcialmente enterrado no chão. Os crédulos afirmaram que aquela era uma evidência deixada por alienígenas, mostrando que eles haviam estado no planeta. Mas a análise mais próxima da imagem revelou que o semblante nada mais era do que o efeito de luzes e sombras sobre as rochas.

Alienígenas no deserto

Em 1947, moradores de um rancho em Roswell, cidade no Novo México, reportaram ter vistos objetivos caindo do céu. Os rumores extrapolaram a pequena cidade americana e o lugar ficou famoso pelo acidente de um OVNI (objeto voador não identificado). Mas o governo americano logo desmentiu os boatos e informou que o que havia caído eram peças de balões meteorológicos.  

É muita imaginação. Mas você percebeu um fator em comum nas histórias, além de serem fake news e sobre espaço? Todas aconteceram nos Estados Unidos. Ah, esses americanos… são inventivos mesmo, não?

Outras histórias sobre a Lua

A Lua Santinho! A Lua!

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A Lua Santinho! A Lua!

Dominique - SantinhoSemana comemorativa dos 50 anos do homem nA Lua.

Domingo.

Aquele não seria um domingo diferente na casa de Celinha e Vitor.

Missa, almoço na casa dos pais. Uma passadinha na confeitaria para aquela extravagância que só o domingo permitia. E a caminhada  de volta para casa.

Casadinhos de novo, todo dinheiro poupado era bem-vindo afinal queriam sair do aluguel, pensavam em aumentar a família e assim por diante…

Vitor tinha grandes perspectivas na agência do banco em que começou trabalhar aos 14 anos. Quem sabe até conseguisse fazer faculdade à noite no ano seguinte.

Celinha trabalhava como recepcionista em um consultório médico.

Tinha certeza que o investimento que estava fazendo no curso de datilografia seria seu grande diferencial para promoções e quem sabe, eventualmente, secretariar algum executivo.

Estavam quase conseguindo comprar uma TV. Mas a geladeira, com certeza foi prioridade. O telefone teria que esperar muiiito. Viveriam por um bom tempo dos recados dos generosos vizinhos, Seu Manoel e Dona Veridiana.

Chegaram em casa. Ligaram o rádio. Aquela noite a TV faria muita falta. Era o tão esperado dia em que o homem pisaria na Lua.

Não se falava em outra coisa. Muitos não acreditavam.

Será mesmo que era tudo armação?

Será mesmo que o homem conseguiu chegar até lá?

Bom, o negócio era ligar o rádio. E tentar imaginar tudo.

Celinha começa a preparar com carinho as marmitas do dia seguinte e a separar a roupa de Vitor. Afinal, ele deveria ser o mais bem arrumado do banco.

Ela fazia questão. Tinha que ser a esposa mais esmerada. Quando toca a campainha.

Era Santiago, filho dos generosos vizinhos, Seu Manoel e Dona Veridiana.

– Boa noite, Vitor, vim convidar vocês para assistirem o pouso da Apollo 11 lá em casa.

– Ahhh, Obrigada Santinho – este era seu apelido, apesar de ser um rapaz de 20 e poucos anos com mais de 1m80 – Mas vai ser tarde. Não queremos incomodar seus pais.

– Minha mãe quem teve a ideia. Este pode ser o evento mais importante do século, Vitor. Você sabia que é a primeira vez que o mundo inteirinho vai ver algo acontecendo ao mesmo tempo? Não é tremendo? Vamos lá, Celinha?

– Ahhh, Vitinho, por favor… Vamos! Amanhã todas as meninas estarão falando sobre isso no trabalho.

– Tá bom… Mas, Celinha, pega aquele milho.

Chegaram à casa de seus vizinhos que já estavam no sofá com a TV ligada, bacias de mandiopã espalhadas pela mesinha e uma jarra de suco de uva.

Receberam os jovens vizinhos com afetuosos sorrisos e todos se acomodaram para o grande acontecimento.

Mas a verdade é que a coisa demorou.

E nada da águia pousar.

A coisa já estava ficando chata.

Celinha não tinha muita paciência para estas esperas e já estava preocupada com o horário. Tinha que acordar cedo. Cedíssimo!

Então, resolveu se mexer pra ver se o tempo passava mais rápido. Foi para a cozinha lavar a louça tentando poupar a anfitriã de um trabalho futuro.

Distraída, olhando para a escuridão que a janela a sua frente proporcionava, com o som da TV ao fundo, levou um susto quando uma pessoa de repente, apoiou-se do lado de fora na mureta da janela.

-Affff, Santinho, que susto! O que você esta fazendo aí?

– Cansei de ficar lá dentro e vim te ver. Você e a Lua. Por que ver pela TV quando posso ver ao vivo? Justo hoje que tenho a oportunidade de te ver de pertinho, vou ficar longe?

– Meninooooo. Tome tento!

– Ahhh, vá dizer que não percebe que fico pendurado deste lado olhando você no seu quintal limpando suas janelas?

– Santinho, volta pra sala…

– Você é uma uva, Celinha. – E ele saiu da janela do mesmo jeito que entrou.

Celinha volta para sala rubra.

Claro que via aquele moço – que não era nem tão moço assim, afinal os dois tinham 23 anos – secando cada movimento seu do outro lado do muro baixo que dividia suas casas.

Claro que se sentia envaidecida por despertar estes olhares.

Claro que talvez até inconscientemente provocava o menino com movimentos mais demorados que o necessário ou com botões de blusas acidentalmente desabotoados. Mas jamais imaginou que ele poderia falar daquele jeito com ela. Era uma coisa inocente em sua cabecinha.

Bom… Sentadinha ao lado do maridão tentou se concentrar no que o speaker falava, nas imagens e também nos palpites do Seu Manoel.

Tentou puxar assuntos com Dona Veridiana, mas esta já cochilava e não estava muito presente.

Santinho sentado de frente para Celinha, ignorava solenemente o conteúdo televisivo.

Olhava descaradamente para ela. Para suas pernas!

Tamanho foi o constrangimento e desconforto de Celinha que se levantou e perguntou se alguém queria algo já que dona Veridiana descansava um pouquinho.

– Ô meu amor… Que tal mais um belisquete? Será que dá para estourar aquela pipoquinha?

– Claro…

Na cozinha, agachada, procurando uma panela apropriada embaixo da pia, quase berrou quando sentiu uma mão em seu ombro.

– O que você esta fazendo?

– Vim ver se você precisava de ajuda.

– Não. Não preciso – disse Celinha levantando-se de um salto.

Panela no fogo. Óleo quente. Milho na panela. E o delicioso barulho do estourar dos grãos de milhos. Um. Dois. Cinco. De repente aquele barulho de muitos e muitos ao mesmo tempo. E foi justo neste momento que Santinho abraçou Celinha por trás e beijou-lhe a nuca. Cochichando em seu ouvido algo que a fez corar e quase desfalecer.

Desvencilhou-se dele com certa agressividade.

Virou-se para ele. Olhou demoradamente e profundamente dentro de seus olhos e falou quase que gritando:

– Preciso de uma tigela para pipoca!

Entrou na sala, quase que jogando a tigela de pipoca para Vitor e avisando.

– Não vou aguentar ver até o final. Estou morrendo de sono… Vou pra casa dormir. Fica aí você, amor.

– Mas meu bem… Falta pouco agora.

– Não precisa ir comigo. Moramos aqui do lado. Fica querido. Assiste até o fim. Eu é que não estou me aguentando em pé. Boa noite, gente!

E saiu daquela casa como se estivesse saindo de uma casa em chamas. Correu.

Enquanto isso, a pipoca era devorada e a ansiedade crescia à medida que a nave se aproximava de seu destino.

Por algum motivo macabro, os locutores começaram a lembrar do acidente que matou 3 astronautas do programa 2 anos antes. Isso só fez foi aumentar a tensão de todos…

E começa uma estranha contagem regressiva feita por um dos astronautas. Até que todos escutam…

And the eagle has landed.

Junto com estas palavras ecoaram nas ruas urros, berros de felicidade e de comemoração.

O que ninguém reparou é que um destes gritos, que se misturou aos outros, foi de extremo gozo e prazer.

Assim como ninguém reparou em Santinho entrando em casa pela porta dos fundos, enquanto Vitor se preparava para ir dormir com sua Celinha.

Quem diria que essa história sobre o primeiro homem na lua iria acabar assim? Esse Santinho. E sempre A Lua como bom cenário.

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Eliane Cury Nahas

Economista, trabalha com tecnologia digital desde 2001. Descobriu o gosto pela escrita quando se viu Dominique. Na verdade Dominique obrigou Eliane a escrever. Hoje ela não sabe se a economista conseguirá ter minutos de sossego sem a contadora de histórias a atormentá-la.

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Um encontro entre Dominiques e a exposição da Tarsila do Amaral

O nosso primeiro encontro do ano foi perfeito em todos os sentidos. Mulheres incríveis – todas Dominiques – saíram do online para conversar e compartilhar no mundo real. O encontro aconteceu no MASP, em São Paulo, que promove um ano inteiro dedicado a nós, no circuito “Histórias das Mulheres, Histórias Feministas”. Pra completar, visitamos a exposição de uma das mais consagradas artistas brasileiras: a Tarsila do Amaral. Quer mais?

O encontro ficou ainda mais interessante porque a consultora de arte e historiadora Daniella Samad acompanhou o grupo. Foi uma verdadeira aula de arte, pra ajudar todo mundo a entrar no clima da exposição. Ela aprofundou a explicação ao longo do roteiro, contextualizando pinturas e adicionando detalhes pra mostrar a riqueza da produção da artista.

Mostra Tarsila Popular

O programa está imperdível. A exposição é a mais ampla já dedicada à Tarsila, reunindo 92 obras da artista que foi uma das figuras centrais da pintura e do movimento modernista brasileiro. Duas de suas telas mais conhecidas estão na mostra: Abaporu, que faz parte do acervo do MALBA, na Argentina, e A Negra.

O enfoque da exposição é o Popular, tema que a Tarsila explorou durante toda a sua carreira. Ela nasceu em uma família rica, filha de fazendeiros no interior de São Paulo. Viveu e estudou em Paris, na França, onde teve aula com pintores renomados como Fernand Léger, artista referência do Cubismo.

Quando voltou ao Brasil, ela se deparou com o conceito da Antropofagia, criado por Oswald de Andrade, no qual intelectuais brasileiros questionavam referências europeias. Jovens, cheios de ideias, queriam criar algo híbrido, porém único. Passaram a incluir em suas criações elementos locais, afros e indígenas.

Tarsila explorou tanto o conceito quanto o tema Popular em muitas de suas criações. Ela retratou paisagens do interior, da fazenda, da favela, mostrando a diversidade de povos e raças. Também representou lendas e mitos, animais e plantas. Sobre isso ela disse: “sou profundamente brasileira e vou estudar o gosto e a arte dos nossos caipiras. Espero, no interior, aprender com os que ainda não foram corrompidos pelas academias”. 

A exposição ficará no Masp até 28 de julho. O ingresso custa R$ 40,00 (inteira), tem a opção de meia entrada e às terças-feiras é de graça. Dá pra comprar online: aqui.

Mais sobre Arte:

Carona Cultural

Uma diferente exposição em Lisboa

Dominique

Nasceu em 1964. Ela tem 55 anos, mas em alguns posts terá 50, 56, 48, 45. Sabe porque? Por que Dominique representa toda uma geração de mulheres. Ela existe para dar vida e voz às experiências, alegrias, dores, e desejos de quem até pouco tempo atrás era invisível. Mas NÓS estamos aqui e temos muito o que compartilhar. Acompanhe!

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Eliane Elias perfeita ao piano

Esta semana fui  assistir ao show da Eliane Elias aqui em Portugal. E se teve algo que me impressionou além de seu piano foi sua segurança e autoestima.

E por coincidência li ontem o post da nossa Dominique Eliane com a análise do texto que Luiz Fernando Veríssimo escreveu sobre egos envolvendo Picasso e seu quitandeiro. Talvez por conta da reflexão que aquela história me causou, prestei tanta atenção no comportamento da música. Se não leu o post ainda, leia agora (aqui) porque vou dar spoiler e o texto vale a pena.

Pois então, lá vemos que além de toda a importância já preconizada da tão famosa  autoestima, o que fica é que só nos dão valor quando nós mesmas nos valorizamos e principalmente nos gostamos.

Voltando ao tema principal de hoje que é Eliane Elias. Se você não tem ideia de quem seja essa jazzista brasileira, não se sinta mal ou desinformada. Apesar de brasileira, Eliane Elias fez toda sua carreira no exterior.

Pouco conhecida em sua terra natal, sabe-se lá porque, ela é um fenômeno da música instrumental e cantada no hemisfério norte.

O show foi no Centro Cultural de Belém. Ahhh o CCB merece que eu fale só dele em algum outro texto, pois é um complexo cultural que amo.

Comprei com muita antecedência pois sou chata. Se é para ir a show, tenho que sentar pertinho do artista. Vê-lo muito de perto bem como quase conseguir sentir seu perfume, porque senão vejo por dvd ou no youtube.

E colega, já fui a muito estádio. Assim sendo, nessa altura do campeonato quero um pouquinho de conforto.

Bem, voltando a autoestima e ao show em si.

Pontualmente, sim, pontualmente às 21h Eliane Elias entra no palco acompanhada de um contrabaixo e uma bateria. Usa um vestido justo, ligeiramente acima do joelho que brilha um pouco porque o palco pede brilho, né? Salto altíssimo e uma cabeleira loira digna das jovens e famosas blogueiras. Sim, cabelos longos, muito longos. Por que falo isso tudo? Porque Eliane Elias é uma Dominique nascida em 1960. E sem medo de ser feliz, ousa usar um vestido bem justo e relativamente curto em suas exuberantes curvas com suas madeixas que passam e muito da altura do ombro.

Eliane Elias Em Belém

Aí ela senta em seu banquinho a frente do piano e toca as primeiras notas. Pronto. Entendi tudo.

Fogo!! Ela toca com tanta facilidade que parece estar a  brincar. Chacoalha-se toda acompanhando, ou melhor, dançando enquanto toca.

Sabe o que é isso? Intimidade. E essa intimidade tão natural impressiona e seduz quem assiste.

Adoro quando o artista conversa com a platéia pois desse modo me parece que gera-se uma certa cumplicidade, sei lá. E a cada música Eliane conta uma histórinha saborosa ora sobre composição ora sobre os personagens envolvidos.

Quando Lili canta (permita-me assim chamá-la) ouvimos uma voz aveludada que talvez já tenhamos ouvido até melhores.

Não sei se ela percebe que cantar não é seu forte, mas age como se fosse Maria Callas.

Sem a menor cerimônia desfila os Grammys que ganhou. Entretanto faz questão de contar que o primeiro veio depois no  seu 25o disco e após 7 infrutíferas indicações.

Contou com muito orgulho, que aos 17 anos acompanhou em turnê Tom, Vinicius e toquinho.  E com muita naturalidade, como se fosse merecedora e naturalmente por consequência de seu talento conversar com estes mestres madrugada afora. Aiii que inveja!!! Bem, num desses papos, Tom confidenciou-lhe que o compositor que mais admirava no mundo era Dorival Cayme. Que não havia outro. Mas que por um capricho do próprio ídolo, compôs apenas 100 músicas. APENAS!!

Contou isso de maneira coquete aproveitando para emendar numa música de Caymmi, Morena Rosa. Neste momento ela se levanta para cantar em pé longe do piano, desfilando pelo palco.

Vi ali toda a segurança e autoestima daquela Dominique. Com sua mania de passar a mão na cabeleira, sambando discretamente e esbanja charme aproximando-se dos dois outros músicos.

E amigas, o mais giro é ver que Eliane Elias com aqueles quilinhos a mais próprios desta fase de vida das Dominiques, desfila com a certeza de que está muito gostosa. E olha..Tendo a concordar!!

Faz tanto charme para o menino baterista enquanto canta, que achei que era uma paquera. Vira-se para voltar para o piano, passando pelo grisalho músico do contra-baixo. Vê-se ali uma troca de olhares intensa e cúmplice. Óó raiossss! Como pode ser ela tão segura??

Assim que saí do teatro fui ler sua biografia. Descobri para minha surpresa, que ela é casada com um dos músicos que a acompanhava no palco aquela noite. E não é com o miúdo da bateria mas sim com o charmoso homem que sorriu para ela durante todo o espetáculo.

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Barbara Godinho

Sou uma Portuguesa meio tropicalizada. Moro em Lisboa, já fui curadora de museu e exposições. Hoje trabalho com turismo. Apaixonei-me pelo projeto Dominique e cá estou a colaborar.

1 Comentário
  1. CARA BARBARA GODINHO, PARABÉNS PELAS ACERTADAS OBSERVAÇÕESM EU QUE JÁ FUI MÚSICO QUANDO JOVEM, JUSTAMENTE NA ÉPOCA DA BOSSA NOVA (SOU
    CARIOCA – RIO DE JANEIRO) SÓ VIM SABER DA ELIANE ELIAS HÁ UNS DOIS ANOS). FIQUEI IMPRESSIONADO COM A DESENVOLTURA DA MOÇA, E A QUALIDADE MUSICAL DE SEUS GRUPOS, EMBORA SE SAIA BEM CANTANDO, NÃO É VERDADEIRAMENTE SEU FORTE. MAS, ELA SE COMPLETA BEM COM AS DEMAIS QUAIDADES, TUDO COMO A SRA. HOJE NÃO DEIXO DE APRECIAR QUASE DIARIAMENTE ALGUMAS DE SUAS OBRAS NO YOU TUBE.

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Carona Cultural é a chance de aproveitar os eventos de São Paulo e na melhor companhia!

Quantas vezes você quis ir ao teatro ou a um show musical, mas desistiu porque não tinha companhia? Isso não acontece apenas com você, não, te garanto. Tem marido que já não topa mais os eventos noturnos. Algumas amigas até têm vontade, mas por algum motivo não podem acompanhar. Outras vezes, simplesmente ninguém se interessa em ir. Já pensou em entrar em outra turma e garantir o passeio?

A paulista Andrea Curi Bauab observou essa carência e resolveu transformar em uma oportunidade de negócio. Ela criou a Carona Cultural, que organiza tudinho para você curtir os roteiros de São Paulo sem preocupação. Além da companhia, Andrea explica que outros motivos também desanimam muitas mulheres de aproveitar a cidade.  

Descomplicando a logística

Não basta querer ir, tem de organizar tudo e isso pode levar algum tempo. O trabalho começa na compra dos ingressos. Algumas vezes é complicado ir à bilheteria para retirar. Comprar pela internet também tem os seus percalços, não é? Outro empecilho é o transporte e a segurança. A ida pode ser mais fácil, com taxi ou aplicativo. Mas muitas vezes a volta é difícil, sem contar os riscos com a segurança.

Esse é um dos diferenciais do Carona Cultural. A Andrea organiza tudinho: a seleção dos melhores eventos, a compra dos ingressos e o transporte porta a porta, tudo com comodidade e segurança. Ela é muito criteriosa na seleção das atrações. Muitas vezes, assiste o espetáculo antes para ter a certeza que vai agradar o público do Carona Cultural.

Experiência na área cultural ela tem de sobra. Paulista de Jaú, seu pai foi Secretário de Cultura da cidade. Ela cresceu acompanhando toda a movimentação em sua cidade e em São Paulo. Também morou em Londres e Paris, onde pode ampliar o seu reportório na área cultural. Sempre garimpou bons espetáculos e era conhecida pelos amigos pelas boas dicas.

Mas era área não foi a sua primeira escolha profissional. Andrea trabalhou alguns anos no mercado financeiro até desistir e tirar um ano sábatico. Foi nesse período que ela teve a ideia de criar o Carona Cultural. Era a sua chance de unir a experiência com o que gosta de fazer. Depois de um tempo ela também criou o Carona Turística, para organizar viagens culturais, com roteiros diferenciados com foco cultural, histórico, artístico, arquitetônico e gastronômico.

Programação

Vale a pena conferir sempre a programação no site do Carona Cultural. A agenda é ampla e inclui teatro, música, ópera, dança, musical, artes plásticas, entre outros passeios. Você também pode acompanhar tudo pelo Facebook ou pela Instagram.

Dá uma olhada como foram alguns passeios:

Mais sobre eventos culturais:

Uma diferente exposição em Lisboa

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