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Estou me tornando a minha mãe. E tenho orgulho disso!

Eu não sei ao certo quando isso aconteceu. O momento em que me tornei a minha mãe. É claro que não foi uma transformação completa, mas quando me olho no espelho vejo muito dela. Não estou falando de aparência não, embora tenha herdado muitos traços também. Falo de atitude, comportamento mesmo. E sabe que não me importo mais.

Sabe por quê? Pensando bem, se ela não fosse como é eu não seria quem eu sou.

Ficou mais fácil perceber isso hoje com meus filhos. Um deles, por exemplo, chegou em casa outro dia com uma tatuagem. Coisa que eu abomino. Não é que me peguei pensando em mil estratégias de retaliação?

– Ahhh, mas ele precisa aprender!

Olha eu aí sendo igualzinha a minha mãe. Seria exatamente o que ela faria comigo. Só que as coisas mudam. Os tempos são outros e hoje talvez ela até tivesse uma atitude diferente. Então resolvi pegar leve com meu filho.

Mas tem coisas que não mudam mesmo. De jeito nenhum.  Nunquinha. Claro que pego um pouco mais leve, dou uma risadinha e pronto.

Esses dias me peguei pensando em quais atitudes eu me pareço mais com a minha mãe. Não achei uma só não, mas uma lista de comportamentos que provam que estou igualzinha a ela. Quer ver?

# A louca da localização

Peço pros amigos mandarem mensagem quando chegam em casa. E pros filhos também! Bendito Whatsapp, né gente? Imagina ter de ficar ligando pra todo mundo pra ter algum sinal de vida? Porque era assim na época da mamãe…

# Vai sempre fazer frio

Digo pra todo mundo levar uma blusa pra sair. Todo mundo mesmo! Virou meio mania, sabe? Outro dia o filho de uma amiga ia pra balada e me peguei recomendando ao garoto levar um casaco… Oh my God!

# Ai minhas manias…

Tenho hábitos estranhos como separar duas buchas para lavar louças: uma delas só para os copos. E deixo isso anotado para quem quiser ver. Não ouse misturar as duas. Tenho a impressão de que o copo não ficará bem limpo. TOC? Que seja!

# Gentileza gera gentileza

Não me conformo com falta de gentileza.Taí uma coisa que não faço questão de mudar. Tem de ser gentil sim! Seja homem ou mulher. Minha mãe sempre prezou pelas pequenas gentilezas como abrir a porta do carro pra ela. E eu também.

# Mas quem é mesmo?

Troco nomes. Eu sei que isso é imperdoável, mas não é por mal. E os nomes nem costumam ser parecidos. Chamo Marta de Solange e assim por diante. Não sei de onde tiro isso. Cismo que a pessoa tem cara de Marta mesmo chamando Solange e aí lascou-se.

# Sem memória

Repito a mesma história um monte de vezes. Repito e repito e repito. Sempre como se fosse a primeira vez. E fico surpresa quando o ouvinte não faz cara de surpresa. Por que será, né?

# Pra sempre bebês

Faço a receita de bolo preferida dos meus filhos (e muitas outras coisas para agradá-los), mas não quero que sejam mimados. Tento ser dura, mas muitas vezes eu não me aguento. Será que sou eu que estrago os meninos? 🙂

# É filho de quem?

Pergunto o sobrenome. Se eu conheço alguém, logo quero saber o nome completo e a cidade onde nasceu. Se somos da mesma cidade, já tento logo descobrir se temos alguém conhecido em comum. Com os amigos dos meus filhos é a mesma coisa.

E vocês? Já pararam pra pensar quais são suas semelhanças com as mães de vocês? Conta aqui pra mim.

Leia mais sobre mães em De mãe para filha: viver e ser feliz.

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  1. Palavras da minha mãe e agora minha:

    VAI PRA UM HAPPY HOUR de novo? Em plena quarta feira??????
    Amanhã eh dia de branco!!!! Rsrsrsr
    #saudadrsMartha Stussi

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Estilistas, atenção – Dominiques também consomem!

Dominique - Estilista
Tenho uma amiga que fez 50 anos bem antes de mim. Um dia, no horário do almoço, ela disse que precisava comprar uma roupa para usar na festa de formatura de um sobrinho. É um pouco menos torturante do que escolher vestido de casamento.

Rodamos um shopping próximo e estranhei que ela só entrava em lojas de roupas old fashion. Sabe como é? Ton sur ton, blusas sem pence, chemisier no meio da canela, tailleur rosa pêssego de manga no cotovelo.

Nada agradava. Já estava na hora de voltar para o trabalho. Enquanto entrava em mais uma loja, me disse que tinha gasto vários sábados com isso e era só frustração. Fiquei espantada, porque ela era prática e tinha gosto pra escolher roupa, era uma clássica moderna. Nunca me pareceu ter dificuldade na hora de se vestir.

– Mas qual é o problema?

– Agora sou uma senhora e preciso encontrar outro jeito de me vestir.

Foi um choque ouvir aquele “senhora”. Como minha amiga moderna, batalhadora, independente tinha mudado de identidade por causa de uma data no RG? O que ia ser de mim quando chegasse lá?

Insisti.

– Por que não pode ser o mesmo jeito? Você nunca se vestiu como garotinha.

– Menina, minhas roupas poderiam ser as mesmas, mas meu corpo deixou de ser. A cintura quase sumiu, os braços estão começando a ter babadinhos, as pernas afinaram e as costas alargaram como a do Phelps.

– Quero continuar a ter o mesmo estilo, mas preciso de algo para disfarçar esse desastre da gravidade. Você acha que as lojas que eu adorava têm alguma coisa pra mim? Além de pararem a numeração no 44 que parece 40, não se importam em acompanhar as novas proporções do meu corpo.

E lá foi ela garimpar uma produção aceitável nas lojas especializadas em vestir as “mulheres inviáveis”.

Oito anos depois, entendi a consternação que ela sentiu. Menos do que estranhar o novo corpo, vem a revolta de ser jogada num limbo da indústria da moda. No vazio de um buraco negro que atende dos 20 aos 49 anos e só recomeça, dependendo do espírito, aos 70 anos.

Um dia poderei ser a feliz consumidora de vestido camisolão sem cinto, mas não ainda. Senhor, olhai por nós, as cidadãs experientes, bem sucedidas, realizadas, donas do seu nariz, porque os donos da moda não nos enxergam. Senhor, perdoai os stylists, porque eles não sabem o que fazem.  

Me recusei a aceitar a cronologia como destino. Quantos anos tenho? Não tenho idade. O que seria a moda para quem tem 50+? Não é a roupa de garota adaptada à força para qualquer idade. Aliás, esta nunca foi minha praia.

O que eu quero, afinal, da moda? Não parei de pensar nisso, até encontrar o blog de uma americana, Linn Slater, de 63 anos. Ela acredita que o vestuário pode influenciar como alguém pensa, sente e age. Bingo!

Tomando emprestada uma palavra que dói no ouvido – quer desempoderar uma mulher? Vista-a como alguém invisível, sem charme, sem elegância, sem formas, sem sensualidade, sem alegria.

O que eu quero da moda, senhoras e senhores empresários, produtores, estilistas, é ter uma elegância moderna, um glamour descolado, uma roupa que diga quem eu sou e me coloque pra cima. Não vou comprar muito, nem o mais caro, só o melhor para mim.

Nada de marcas exclusivas para senhoras, seções separadas, editoriais de moda sobre as tias modernex, anúncios com a velhinha excêntrica.

Quero entrar na xxx, na xxx ou na xxxx e sentir que alguém ali se preocupou comigo, pesquisou o meu desejo de consumo, entendeu como meu estilo evoluiu, usou as medidas de um corpo que se modifica com o tempo. Alguém que me fará sair feliz da vida com uma roupa perfeita no corpo, linda e moderna.

Entenderam estilistas? Espero que o recado tenha ficado claro. O que você diria para os estilistas?

Leia Mais:

O dia que ela viu a lua sem entrar na Apolo 11 – Um conto bem picante
Ela se casou por causa de um speed dating!

Inês Godinho
Inês Godinho

Jornalista, brasileira, ciente das imperfeições e das maravilhas da vida. Contradições? Nada causa mais sofrimento do que um texto por começar e não há maior alegria que terminá-lo.

9 Comentários
  1. Perfeito,eu me sinto assim ultimamente,o corpo exatamente como sua amiga descreveu,mas eu continuo querendo ser elegante sensual ,sem vlgaridade e ficamos sem opção, adorei, vamos repassar pra ver se conseguimos sensibizar os estilistas,bjs!!

  2. Tenho 72, atuante e dinâmica, ainda trabalho como representante de confecção, desde 1980 ( faz tempo né) e realmente esse mercado cresce e não existe produção para atender!!!

  3. Perfeito!! Tenho tido super dificuldade para comprar uma roupa que nao me faca parecer nem senhora ridícula com uma roupa de adolescente ou com trinta ano a mais.
    Ou fico parecendo uma senhora metida a mocinha, que acho patético, ou uma verdadeira velha
    Alguém tem que fazer uma marca bacana , uma roupa bem cortada para 50 ou mais !!!!!

  4. Achei que o problema fosse comigo. 52 anos. Mãe de 3.Avó.
    Tive medo de estar, assim como Peter Pan, me recusando a crescer. No meu caso, envelhecer.
    Mereço mais. Mereço cor, bom caimento, modernidade sem parecer ridícula, preço justo e diversidade. Mereço ser vista como mulher, sexy, atraente e poderosa.
    Mereço ser vista e entendida como realmente sou!
    “Lua em pleno dia… e por que não?”

  5. Maravilhoso,concordo plenamente,é exatamente como me sinto pois do manequim 38/40 fui para 42,mas tudo assim assim,ou é pra 20 ou 70 anos
    Terrível,você até perde a identidade. Vamos mudar este conceito.

  6. O que dizer?????
    Talvez, indignação, falta de sensibilidade, acompanhar as gerações e vê que não é pelo simples fato de ter chegado aos 50 que nos torna ETES….Estamos vivas e com todo vapor, e mais, atuantes como nunca em todas as áreas.
    Queremos mais!

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Independência Financeira – A rota para a liberdade

Dominique - independência financeira

Lidar com a vida financeira é lidar com emoções. Insegurança, cobiça, desconforto, ansiedade, inveja são alguns dos sentimentos ligados ao “vil metal”. Tantas travas emocionais  dificultam que a gente reconheça o maior atributo do dinheiro – ser uma fonte de liberdade e tranquilidade.

Você pode considerar esta ideia estapafúrdia e até imoral. Mas pense na paz de espírito de quem, aconteça oque acontecer, consegue contar com uma reserva para as necessidades presentes e futuras. Isto se chama independência financeira e tem o gosto autêntico da liberdade. Só a autonomia permite que a gente disponha do maior de todos os tesouros, o nosso tempo.

Para chegar lá, a fórmula é simples – gastar menos do que se ganha, poupar e investir o que sobra. Pessoalmente, sem terceirizar a preocupação com o futuro. Porém, se é tão bom, porque é tão difícil?

Entre os muitos campos em que nossa geração de mulheres mandou bem, existe UM em que a maioria ainda patina – justamente o mundo das finanças. Não o dos gigantes bancários, mas aquele do dinheiro nosso de cada dia.

A dificuldade de tantas mulheres em ter controle da vida financeira é real, comprovada em pesquisas. E essa realidade meio desagradável costuma escolher um momento crítico para desabar como um viaduto sobre nossas cabeças. A entrada nos 50.

Justo quando estamos precisando mudar o guarda-roupa inteiro, porque nosso corpo se transformou. Logo agora que estamos prestes a nos aposentar ou fomos demitidas porque passamos da idade aceitável pelas empresas e temos que correr para reinventar o trabalho. Os pais começam a inverter o papel e a precisar do nosso apoio. Momento em que casamentos de 20, 30 anos caminham direto para o divórcio. Os filhos saíram de casa. Ou voltaram.

O futuro chegou. Cai a ficha que viver muito, como viverá nossa geração, custa caro. E não estamos seguras com o que guardamos para encarar a segunda metade da vida.

Ao conquistar a independência financeira, podemos contar com uma certa previsibilidade na vida.

Você pode ter se divorciado, aposentado pelo INSS, fugido de país, casado com um surfista. A capacidade de dispor de uma renda mensal, que cubra o padrão de vida que considera adequado, pelo tempo que viver, estará lá para dar sossego.

Há muita coisa que você pode mudar na sua vida para conquistar essa independência financeira. Mas que tal começar aprendendo a dizer NÃO sem sentir culpa?

Leia Mais:

10 plataformas que ajudam a ganhar ou economizar um dinheirão
A Lua, Santinho… Finalmente, a Lua.

Inês Godinho
Inês Godinho

Jornalista, brasileira, ciente das imperfeições e das maravilhas da vida. Contradições? Nada causa mais sofrimento do que um texto por começar e não há maior alegria que terminá-lo.

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