Tag: Histórias de Dominique

A Dominique que existe em cada uma de nós !

Por: ViCk Sant´Anna

Meu nome é Virgínia, mas me chamam de ViCk desde meus 16 anos quando conheci outra Virginia que tinha este apelido também. Aí eu gostei e adotei para mim. Gosto do meu nome de batismo, principalmente por ser uma homenagem à minha avó paterna que nem cheguei a conhecer. Ela também foi homenageada pelo meu avô paterno, Álvaro de Lima, que fundou o bairro Vila Virginia em Ribeirão Preto, minha cidade.

Faço ballet desde os 7 anos de idade e me formei aos 18. Mas acabei abandonando assim que me formei para fazer faculdade de publicidade e propaganda. Sempre gostei da área de comunicação.  

Foi no trabalho que conheci o meu marido, em 1992, quando construímos juntos uma produtora de vídeo.  Um encontro profissional e também um encontro de almas. Juntos, atendíamos a grandes cliente. Fazíamos videos treinamentos para a área de RH de grandes empresas. Fazíamos tudo praticamente sozinhos no início. Desde  atendimento, roteiro, gravação edição, aprovação e entrega. 

Os anos passaram e quatro anos depois ganhamos o nosso maior presente: Felippe! Com 18 anos de “namoro” e um filho de 13, em outubro de 2010 oficializamos o nosso casamento. Hoje nosso filho tem 21 anos e cursa o penúltimo ano da faculdade de Direito. Mesmo ele ainda morando conosco, a temida sensação do “ninho vazio” já me angustia, apesar de saber que faz parte da vida. 

Por este motivo, me dedico ao meu blog e a dança que ilumina os meus dias. Meu blog, o ViCkNeWs (ww.vicknews.com) foi criado em 2011. Nele, faço de minhas postagens algo que de alguma maneira seja útil para que minhas leitoras mudem o seu comportamento de maneira positiva. Além dos posts dos eventos que acontecem na cidade, sempre busco compartilhar com minhas leitoras algumas atividades que as façam recuperar aquele brilho muitas vezes perdido na rotina do dia a dia, no passar dos anos.

Uma paixão: o ballet

Escrevo desde uma nova cor de esmalte, um tratamento novo para os cabelos, uma massagem,uma make ou uma atividade física que dê prazer. Foi assim com meus posts sobre minha iniciação na corrida, no pilates, e mais recentemente, no pole fitness. Mas a atividade que mais me devolveu o brilho, que vai sendo perdido a cada ano que passa, foi o meu retorno ao ballet.

Depois de formada já há alguns anos, retomei esta atividade que sempre foi a minha verdadeira paixão. E meu post sobre este retorno repercutiu de maneira muito positiva. Consegui alcançar um desejo interno que muitas tinham de retornar também a esta arte. E várias leitoras retornaram depois de ler meus posts não só no blog como também em minhas outras redes sociais.

Por mais para baixo que eu esteja em alguns dias, o simples fato de ouvir o piano e me exercitar na barra me devolve todo o brilho necessário para seguir em frente e enfrentar todos os desafios. A mensagem que deixo não só nestes posts, mas também na matéria que fiz sobre o mesmo tema em uma das revistas em que tenho coluna, é de nunca deixar de acreditar nos seus sonhos e buscar realizá-los, independentemente idade e medida. Deixar os preconceitos de lado e se entregar ao que realmente as faz brilhar, um pouco mais a cada dia.

Foi através do blog que eu conheci as Dominiques e me encantei. Estou prestes a completar os temidos 50 anos e foi tão bom para mim encontrar Dominiques tão lindas e seguras de si no evento no restaurante no Shopping Anália Franco. Estou acostumada a conviver com mulheres mais jovens que eu, tanto blogueiras quanto as colegas de dança.

As amigas da mesma idade parece estarem sempre numa competição de quem está mais rica, mais gorda, mais enrugada, mais infeliz. A maioria está se separando, o que não é o meu caso. Mas me fez tão bem conhecer vocês, Dominiques, tão lindas e seguras de si. Quero ser uma de vocês e já me sinto uma.

Quero deixar aqui meu depoimento de como é para mim ter retornado a dança depois de tantos anos. Hoje é a dança que me devolve o frescor dos meus 20 anos. Não há nada que me tire o prazer que ela proporciona. Nem os fios brancos que começam a aparecer nem as ruguinhas que o botox ajuda a esconder. Se em alguns momentos me sinto invisível por não me sentir a vontade nas rodas dos mais jovens, é na sala de aula e no palco que me sinto iluminada. Não apenas pelos refletores mas internamente, mas  pela luz que sinto transmitir. 

Não nego que me incomodo com o espanto de muitas conhecidas quando sabem que eu insisto em continuar dançando. Mas vou continuar, até quando minha alma desejar e minhas pernas aguentarem. E espero influenciar mais “Dominiques” a fazerem o que as fizer feliz.

Amei conhecer as Dominiques e, apesar de não morar em São Paulo (sou de Ribeirão Preto), farei todo o possível para estar nos próximos encontros. Ah, também seria maravilhoso ter vocês por aqui…

“Se eu ajudar uma pessoa a ter esperança, não terei vivido em vão” –  Martin Luther King

#SomosTodasDominique

Sobre o evento Somos Todas Dominique

Um evento, um cliente, uma amiga e muitas histórias

Seja a primeira a comentar

Comentar

Your email address will not be published.

You may use these HTML tags and attributes: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <s> <strike> <strong>

Novos amigos? Na minha idade?

Fui a uma exposição semana passada de uns amigos galeristas. Ahhh adoro esses dias de vernissage que são animadas com gente de toda parte.

Além de estar linda, ou até por causa disso estava lotadíssima. Bom para meus amigos, mas para uma mulher depois dos 50 anos pode começar a ficar um tantinho quente demais. Hora daquela saída estratégica para meu cigarrinho.

A sensação de sentir aquele ar gelado no rosto ao sair de um lugar abafado é libertador.

E dou início a meu delicioso ritual : pego minha carteira de cigarros, abro, escolho aquele que não desorganizara as fileiras, acendo e dou a primeira tragada com um prazer descomunal. Ao soltar a fumaça no escuro daquela noite, percebo alguém a me observar. Uma mulher parada também na porta da galeria olhava para mim e para a fumaça de meu cigarro com uma certa fixação. Difícil explicar aquele olhar.

Imediatamente e com a voz mais gentil que consegui, para não assustá-la de seu devaneio, abri meu maço de cigarro e ofereci:
– Boas….Aceita um?

-Ohh não, obrigada. Parei de fumar há quase 6 anos. Desculpe, mas estava tentando fumar junto com você . Desculpe novamente se pareci uma psicopata.

E começamos naquele momento um papo divertido, com ela me contando as dificuldades que teve para largar o vício. Percebi que ela tem uma veia dramática pronunciada quando falou que em sua vida há duas coisas que de que se lembra todo os dias: Do pai dela e do cigarro. Até agora não sei quanto daquilo foi uma frase de efeito ou uma verdade absoluta expressa de maneira jocosamente dramática.

Apresentamo-nos. Ela se chama Dominique. Brasileira, mais ou menos da minha idade, e vem com uma certa frequência a Portugal.

Apesar de ambas termos saído para “refrescar”a essa altura ja estávamos sentindo frio mesmo. E nossos amigos já estavam chamando. Antes de nos perdermos porém, ela me contou do projeto Dominique, e das Histórias de Dominique. Toda a ideia de valorização da mulher sem radicalismos e rancores.

Não pensem ,vocês brasileiras, que aqui em Portugal é muito diferente do Brasil . Digo isso com conhecimento de causa porque sou nascida e criada cá em Lisboa porém fui casada com um brasileiro. Na verdade um carioca. Não, meu ex é mais que carioca. Ele é do Leblon  e é assim que se define. Desculpe, não resisti a farpa.

Mas este é o motivo que escrevo em “brasileiro”. Ahhh Você não sabia? Aqui na Terrinha, falamos Português, e os brasileiros falam Brasileiro. E é assim que se diferencia. Pronto. Se bem que por vezes tenho certeza que deixo escapar alguns “Portuguesismos”

No dia seguinte, curiosa que sou entrei no site dessas mulheres . Comecei a ler as histórias e não consegui parar. Fiquei hipnotizada.

Mandei um e-mail para o site, tentando alcançar Dominique que não tinha me deixado contactos. Pouco depois recebo sua resposta.

Aceitou meu convite para um café!! Ora, que porreiro*.

Gente..Está a parecer que estou interessada nela, pois não? Mas que nada. Aliás nada contra porém não é esse o caso. Muito gira** minha nova amiga e seu projeto. Porque já me sinto sim amiga desta e de muitas outras Dominiques que encontrei no site.

Marcamos uma prosa no Café Cotidianos no Chiado. Adoro aquele lugar e Dominique não conhecia. Por lá ficamos até sermos postas a correr para poderem fechar o estabelecimento.

E gente, como me envolvi com esse projeto. Como gostei de tudo isso. E como tenho histórias para contar.

Então, muito prazer! Eu sou Barbara Godim, portuguesinha completamente tropicalizada, e com a certeza de que amigos são nosso maior patrimônio nessa altura da vida.

Vou escrever algumas histórias, alguns casos verdadeiros, algumas lendas e tentar mostrar um Portugal diferente daquele que você tem visto nos blogs.

E principalmente, quero fazer amigos. Quero te conhecer e conversar com você.

Porque envelhecemos enquanto temos capacidade de fazer novos amigos – já dizia uma velha nova amiga.

NE * porreiro = bacana

** Gira = Legal.

Leia também :

A grande e variada lista de amigas de uma Dominique

Danças Ocultas – Grata surpresa portuguesa

Barbara Godinho
Barbara Godinho

Sou uma Portuguesa meio tropicalizada. Moro em Lisboa, já fui curadora de museu e exposições. Hoje trabalho com turismo. Apaixonei-me pelo projeto Dominique e cá estou a colaborar.

2 Comentários
  1. Adorei!! Gosto muito de ler, adoro um boa história. Sou uma “Dominique” de 76 primaveras, verão, outono e inverno. Até mais abraços cordiais.

Comentar

Your email address will not be published.

You may use these HTML tags and attributes: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <s> <strike> <strong>

Mudar o rumo da própria história

Eu sempre quis mudar o rumo da minha história, mesmo sem ao menos saber o que era ser Dominique.
Tentei essa mudança várias vezes, mas sem sucesso.
Até que, aos 31 anos de idade, resolvi voltar a estudar.
Tinha deixado os estudos 12 anos antes.
Mas estava sempre atenta ao que se passava ao meu redor…

Quando falei sobre essa ideia, a resistência apareceu, por parte do marido, que foi logo dizendo:
– Você tem os filhos para criar, casa para cuidar!
– Ah, “papagaio velho” não aprende a falar…
E com o meu jeitinho de quem não quer, mas querendo, fui dobrando essa resistência.

Entre criar os meus filhos e cuidar da casa, eu me desdobrei ao máximo que pude para realizar meu sonho engavetado: ser professora!
Minhas irmãs Gisélia e Gizelma ficavam a noite com os meus filhos para que eu pudesse fazer ir às aulas.
Foram três anos de luta e perseverança, mas recheados também de alegria e otimismo pela vitória que estava prestes a ser conquistada.

E não é que no último ano do curso era o marido quem fazia questão de ficar com os filhos?
Era sim! Kkkkkkkkkkkkk!!!!
Pois é, dei conta de tudo direitinho, inclusive do “papagaio velho” que não aprendia a falar e que aprendeu muito bem, modéstia a parte (sou eu)!

Tanto que agora, mesmo aposentada, ainda dou aulas particulares, “ensinando” muitos “papagaios” a “falar” para que possam também, num futuro próximo, mudar o rumo de suas histórias de vida!

Avatar
Dominique

Nasceu em 1964. Ela tem 55 anos, mas em alguns posts terá 50, 56, 48, 45. Sabe porque? Por que Dominique representa toda uma geração de mulheres. Ela existe para dar vida e voz às experiências, alegrias, dores, e desejos de quem até pouco tempo atrás era invisível. Mas NÓS estamos aqui e temos muito o que compartilhar. Acompanhe!

Seja a primeira a comentar

Comentar

Your email address will not be published.

You may use these HTML tags and attributes: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <s> <strike> <strong>

Funk: um grande up na relação

História enviada por Cecília Michelin

Moro em um bairro residencial há 20 anos. No começo, era uma paz tibetana, som de pássaros, folhas ao vento e um ou outro carro passando. Nem o cara da pamonha de Piracicaba, nem da Cândida tinham descoberto o paraíso. De alguns anos para cá, o silêncio ensurdecedor deu lugar a músicas, se é que posso considerar aquilo uma melodia, com o ritmo de bate estaca, urros e palavras que eu não sabia o significado. A vizinhança vem reclamando. O povo liga para o Psiu, Polícia, Anvisa (quem sabe o bar seja fechado por falta de higiene e para a música), até o Papa Francisco já foi acionado.

Descobrimos que é um elemento que tem uma mesa de som com alto-falantes gigantescos dentro do carro. Ele não tem um carro com som. O som dele é que tem um carro. Estaciona a viatura na frente de um bar e liga o inferno. E, todos, perto e longe, são obrigados a compartilhar do pagamento de promessa. Não preciso nem explicar que as canções não são exatamente letras de Vinícius de Moraes, Tom Jobim, Marisa Monte, Nando Reis ou Adriana Calcanhoto. Como o ditado “dance conforme a música” tem todo o sentido, às vezes, a solução é aceitar que dói menos.

Lânguida, deitada no sofá da sala, acompanhada por meu marido (agora ex) e meu sogro, tento heroicamente assistir um filme. Em vão! Mesmo com legenda é impossível prestar atenção. Resolvi dar uma trégua e prestar atenção na letra da obra-prima. Jesus do céu quase corri três dias sem olhar para trás. Nem vem ao caso o tamanho da baixaria, mas a maioria das coisas que o ser cantava, homenageando sua experiência sexual com a parceira popozuda (ele fez questão de bradar isso a cada refrão), eu nem sequer tinha ouvido falar.

Ora essa! Casada há 15 anos e tem coisa que ainda não sei neste seara?
Ah, me indignei e falei:
– Marcelo, tem posição que este cara está cantando que você nunca fez comigo. Como pode?
Um raio caiu na minha cabeça. Ele me fulminou e só não me jogou da janela, porque tem tela e está pela hora da morte trocar o material. Meu sogro, com cara de uva passa, sai assim meio de lado como um egípcio, fantasiado de árvore, para ninguém perceber. Era um cara muito engraçado, bem-humorado e teria entrado na brincadeira se não fosse a cara amarrado do maridão.

De vez em quando, o cidadão inescrupuloso volta com seu carro a atormentar metade da torcida do São Paulo, Corinthians, Palmeiras e, confesso, que às vezes tento prestar atenção na letra para ver se faço um up grade nas fantasias eróticas!

Avatar
Dominique

Nasceu em 1964. Ela tem 55 anos, mas em alguns posts terá 50, 56, 48, 45. Sabe porque? Por que Dominique representa toda uma geração de mulheres. Ela existe para dar vida e voz às experiências, alegrias, dores, e desejos de quem até pouco tempo atrás era invisível. Mas NÓS estamos aqui e temos muito o que compartilhar. Acompanhe!

Seja a primeira a comentar

Comentar

Your email address will not be published.

You may use these HTML tags and attributes: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <s> <strike> <strong>

Perdoei a minha história

Olá Dominique.

Meu nome é Edna Freitas, tenho 49 anos, sou casada, mãe de 2 rapazes lindos e avó de 2 netinhos. No dia em que eu nasci, minha mãe me deu para outro casal. Fui criada como uma princesa em todos os sentidos.

Mas, mesmo assim, eu sentia uma falta muito grande dentro de mim, que era a de conhecer meus pais biológicos. Tudo o que eu sabia era que minha mãe de sangue tinha ido embora logo após o parto para o Pará e que meu pai se chamava Jorje Mesquita. Essas eram todas as informações que eu tinha deles.

Quando criança eu não ligava muito não, pois eu soube de tudo desde cedo. Mas, na adolescência, eu comecei a me revoltar. Não entendia porque um pai e uma mãe dariam uma criança do seu sangue para desconhecidos e nem porque eles nunca se preocuparam em saber o que aconteceu com esta filha, se ela morreu, se era bem tratada…

Quando meus pais adotivos faleceram coloquei na minha cabeça que iria procurá-los até encontrar. Mas eu tinha um objetivo: dizer umas verdades para eles e passar na cara deles que eu tinha sobrevivido sem eles. Eu tinha muitas palavras duras para dizer. Comecei a busca, colocando em rádios, pedindo informações em todo lugar. Mas era como se eles tivessem sido engolidos pela terra. Ninguém me dava informações sobre nada. Minha raiva só crescia. Quando eu via na TV pais procurando os filhos que deram quando bebês eu odiava todos eles. Eu até me culpava, pensando: “eu sou tão ruim que eles nunca quiseram saber de mim, nem depois de grande”. E por ai ía a minha revolta.

Quando me casei e tive os meus filhos passei a não entender ainda mais. Como um ser humano tem a coragem de dar um filho? Os meus eram a coisa mais linda, a mais importante da minha vida. Eu não suportava a ideia de me separar deles nem para trabalhar, tanto que eu não trabalhei enquanto eles eram pequenos. Não tinha coragem de deixar com ninguém, eu temia que eles fossem maltratados. E minha raiva crescia mais e mais…

Quando completei meus 47 aninhos… em um belo dia desabafando com uma irmã da minha igreja, ela falou a respeito do perdão. Naquele momento eu chorei muito e achei que tinha perdoado. Eu falava como se tivesse perdoado, mas no fundo não. A mágoa continuava lá, escondidinha. Eu já não tinha aquele sentimento de raiva, revolta, então achei que tinha esquecido. Um dia eu estava com uns problemas no casamento. Fui conversar novamente com a mesma irmã, esperando dela uma palavra sobre o meu relacionamento. Ela tocou no assunto de meus pais biológicos. Ela me falou de uma maneira que só sendo da parte de Deus, pois ali esqueci tudo o que estava vivendo.

Fui refletir sobre minha vida, minha história, meus pais biológicos, adotivos e ali encontrei uma brecha aberta do rancor, da mágoa. Nesse dia eu me tranquei no quarto e puxei uma cadeira. Pedi para o Senhor sentar ali naquela cadeira e tive uma conversa com Deus. Foi uma conversa longa e muitas lágrimas rolaram. Este foi o dia que senti que tinha verdadeiramente perdoado os meus pais. Tudo mudou pra mim, fiquei leve, mais feliz, mais amável. Eu já tinha desistido de procurar os meus pais pois foram muitas tentativas. De repente, me deu vontade de procurar novamente, e comecei a minha busca.

Apenas um ano depois eu encontrei o meu pai, com 86 anos, velhinho e morando de favor com uma irmã. Muito humilde. Foi muita emoção. De repente eu não quis nem saber o porquê de eles terem me dado. Minha mãe biológica já havia falecido. Eu trouxe ele para morar comigo. Hoje estamos juntinhos, e ele é tratado como um príncipe. Ele já disse que nunca imaginou um dia viver o que está vivendo agora. Ele me disse que não tinha nada, e nem ninguém, e que hoje tem uma filha, um genro que mais parece um filho, dois netos lindos e dois bisnetos.

E hoje sou completamente feliz.

Esta é a minha história.

Beijos

Avatar
Dominique

Nasceu em 1964. Ela tem 55 anos, mas em alguns posts terá 50, 56, 48, 45. Sabe porque? Por que Dominique representa toda uma geração de mulheres. Ela existe para dar vida e voz às experiências, alegrias, dores, e desejos de quem até pouco tempo atrás era invisível. Mas NÓS estamos aqui e temos muito o que compartilhar. Acompanhe!

4 Comentários
  1. Acredito no perdão genuíno, aquele que é dado com o coração limpo sem nenhum resíduo de mágoa, tristeza…É divino esse perdão! Somente aqueles que realmente vive a palavra, consegue essa bênção. Lindo!

  2. Olá,um dia abençoado à todos,quero agradecer por esta oportunidade de poder contar minha história.Perdão não é uma opção
    É comum escolhermos o que vamos perdoar, baseados naquilo que acreditamos ser “perdoável” ou não. Algumas pessoas acreditam, por exemplo, que quando alguém comete o mesmo erro conosco mais de uma vez, não merece ser perdoada. Então elas criam uma espécie de “escala de perdão”. Mas a Bíblia nos mostra que perdoar não é uma opção, mas uma ordem de Deus. Veja o que Jesus disse: “Tomem cuidado. Se o seu irmão pecar, repreenda-o e, se ele se arrepender, perdoe-lhe. Se pecar contra você sete vezes no dia, e sete vezes voltar a você e disser: ‘Estou arrependido’, perdoe-lhe” (Lucas 17:3-4).A melhor atitude de toda a minha vida foi perdoar meus pais.É saúde p os meus ossos.

  3. Muito interessante essa história, porém o mais importante foi a linda Dominique ter liberado o perdão, e se sentir livre…Parabéns! !

Comentar

Your email address will not be published.

You may use these HTML tags and attributes: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <s> <strike> <strong>

QUER MAIS CONTEÚDO ASSIM?
Receba nossas atualizações por email e leia quando quiser.
  Nós não fazemos spam e você pode se descadastrar quando quiser.
CADASTRO FEITO COM SUCESSO - OBRIGADO E ATÉ LOGO!
QUER MAIS CONTEÚDO ASSIM?
Receba nossas atualizações por email e leia quando quiser.
  Nós não fazemos spam e você pode se descadastrar quando quiser.
CADASTRO FEITO COM SUCESSO - OBRIGADO E ATÉ LOGO!
QUER MAIS CONTEÚDO ASSIM?
Receba nossas atualizações por email e leia quando quiser.
  Nós não fazemos spam e você pode se descadastrar quando quiser.
CADASTRO FEITO COM SUCESSO - OBRIGADO E ATÉ LOGO!
QUER MAIS CONTEÚDO ASSIM?
Receba nossas atualizações por email e leia quando quiser.
  Nós não fazemos spam e você pode se descadastrar quando quiser.