Tag: Terapia

Massagem tântrica para melhorar o sexo

Eu preciso compartilhar um segredo com vocês. Participei de um workshop de massagem tântrica e apesar da vergonha inicial foi incrível! Eu já conhecia a prática há alguns anos, mas nunca me senti à vontade para fazer um treinamento.

Dar esse primeiro passo não foi nada fácil, pois é uma experiência que exige coragem. O primeiro exercício é só encarar o parceiro: olho no olho, sabem?

Em busca de conexão

Gente! Eu senti vergonha, fiquei ansiosa e até tive um pouco de medo do poderia acontecer dali pra frente. Mas, conforme fui relaxando, houve uma conexão sensacional com meu parceiro.

Eu fui com meu namorado, mas não é preciso ter um par para se matricular. Aliás, vi participantes sozinhos que encontraram um par no próprio curso.

Pra quem nunca ouviu falar, o tantra é uma filosofia hindu. Então, envolve muito mais do que sexo. Prega que o corpo é um meio para o autoconhecimento e que atua como uma ponte entre o planeta e o transcendental.  A finalidade é alcançar uma expansão sensorial, ligada ao desenvolvimento da espiritualidade. O sexo é só um complemento dessa vivência.

Diferença é o objetivo

De uma forma leiga e restrita, acho que a maior diferença entre a prática tântrica e o sexo tradicional é que não existe objetivo de ejacular. Não existe a pressão da ereção. O prazer está presente quando se é tocada em várias partes do corpo e não nos órgãos sexuais especificamente.

Agora, se prepara! O ritual completo é longo. Em vez de 15 minutos (às vezes nem isso!) em busca do orgasmo, gasta-se de 3 horas a 5 horas. Claro, que não dá pra fazer todo dia, né? Mas é possível usar algumas técnicas de massagens quando se faz amor.

E nem é preciso ser um expert para prolongar o prazer por meio do toque já que, na prática, o fim não é a penetração e, sim, o orgasmo intenso pelo corpo todo.

Benefícios após os 50

Vamos combinar que pra quem já passou dos 50 o sexo já ganha mesmo outra pegada por conta da redução dos benditos hormônios que derrubam a libido da gente. E não é diferente para eles. A ereção fica muito mais difícil.

Então, é nessa fase da vida que o sexo pode ser bem melhor! Justamente porque é feito (ou deveria) sem urgência e com menos repressão. Isso por si só já inclui regras do Tantra. Tá vendo como não é um bicho de sete cabeças?

Eu achei uma baita terapia alternativa porque ao liberar energia sexual minha autoestima foi lá pra cima. Me senti mais poderosa, não sei…

Além de ajudar emocionalmente, a prática melhorou meu processo fisiológico porque minha lubrificação foi incrível.

Eu também recomendo mentores sérios para se aprofundar na vivência. Mas existem cursos e locais onde se ensina ou é possível receber a massagem tântrica, essa mesma que estimula essas regiões nas quais se concentram as zonas erógenas do corpo.

Do que eu aprendi, destaco aqui algumas dicas para fazer em casa.

Sem pressa

Diminua todos os movimentos. Eu disse TODOS

Uma vez de cada

As massagens ou toques devem ser feitas primeiro em um dos parceiros e depois no outro. Nunca simultaneamente.

Concentração

O tal olho no olho é fundamental para criar intimidade. Se possível, mantenha o tempo todo.

Seu corpo é um templo

Celebre a troca de energia com respeito, amor e felicidade.

Ponta dos dedos

As carícias devem ser com as pontas dos dedos em movimentos leves e suaves. Há técnicas distintas para homens e mulheres, mas acho importante um instrutor explicar os exercícios mais íntimos.

Quem se anima a participar de um curso também?

3 Comentários

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50 anos em 5 – A emocionante história de uma Dominique

Dominique - Anos
Não vou usar meu nome verdadeiro, porque minhas histórias são impublicáveis. Pelo menos durante os anos que eu estiver viva. Usarei então um pseudônimo, Carmen Strada.

Eu tinha 14 anos quando o conheci. Ele tinha 22. Por motivos que Freud e Jung explicaram muito bem, agarrei-me a esse homem como a uma tábua de salvação achando àquela altura da vida que ninguém nunca jamais ia me querer, portanto tinha que ser ele.

Perdi a virgindade com esse mesmo homem aos 15 anos. E aos 20, com a autorização do meu pai (sim, naquela época, menores de 21 precisavam da autorização dos pais) casei-me com esse que viria a ser mais tarde o pai dos meus filhos. Tenho dois rapazes. Lindos. Um completou 23 e o outro terá em breve 22. A idade que ele tinha quando me quis. Não consigo imaginar meus filhos hoje namorando uma menina de 14. Sem mais comentários.

Anos depois, após muito abuso, intimidação, ameaças, assédio moral, críticas diárias, humores alternando entre o ódio à minha pessoa e a adoração, ciúme doentio, muito controle e autoritarismo, comecei a chorar diariamente e não parava mais. Chorava embaixo do chuveiro, lavando a louça, dirigindo, sentada à mesa do jantar, na cama acordada no meio da noite, enfim…

Tentei tudo que estava ao meu alcance: conversas até de madrugada, e-mails que ele nunca respondeu, cartas que ele rasgava e jogava fora sem nem ao menos ler (“eu já sei tudo que está escrito”) e por fim terapia. Primeiro individual, somente eu, porque ele se recusava a fazer a de casal. Depois que percebeu a ameaça que significava essa terapia desqualificando qualquer coisa que viesse do meu terapeuta, ele aceitou que frequentássemos uma terapeuta para nós dois. Sempre repetindo que não acreditava em terapia, que estava ali só porque “minha mulher mandou, porque quem está com problemas é ela, eu não tenho problema algum”. Vou poupá-los dos detalhes dessa época porque são tristes demais. Conto numa outra ocasião.

Então um belo dia, 30 anos depois, numa sexta-feira 13, um raio atingiu meu cérebro e eu disse basta. Fui trabalhar pedindo que ele arrumasse um lugar para ficar, porque ao voltar no final do dia não queria mais vê-lo no apartamento. Ele não se foi. Depois de seis meses de inferno na terra, dormindo por baixo do lençol e ele por cima, não conseguindo mais ficar sequer no mesmo ambiente, me dirigindo a ele aos gritos (tudo que eu vinha engolindo foi vomitado de volta), sentindo dores por todo o corpo, sofrendo de insônia e dores de cabeça horríveis, decidi que era melhor eu sair de casa. Procurei apartamento mobiliado para alugar e depois de visitar um com meus filhos, ambos afirmaram que morariam lá comigo, arrumei uma bolsa com o essencial e parti.

Nesse momento, acho que caiu a ficha para ele que não seria possível a reconciliação e ele ficou mal. Meus filhos, vendo o pai daquele jeito, com 16 e 17 anos, comunicaram que iriam ficar com o pai, porque ele estava precisando mais deles. Ok, tudo bem, alguns dias, uma semana no máximo e eles estariam comigo. Só que não. Achei que já tinha sofrido tudo que era suportável. Meus filhos nunca vieram morar comigo. Vinham jantar, almoçar, encontravam comigo, nos víamos ou falávamos todos os dias, mas sempre voltavam para dormir com o pai. Perguntei por que eles não podiam dormir uma noite que fosse comigo e eles responderam que isso ia magoar o pai. Rebati que assim eles estavam magoando a mim. A resposta foi: “você é forte, o pai não”.

Passei três meses indo em casa todos os dias. Fazia a cama, as compras de supermercado, deixava a comida pronta e antes que o pai deles chegasse eu ia para minha casa. Sei que parece louco, mas meu senso de dever de mãe não me permitiu agir diferente. A dor da falta dos meus filhos, da minha família era como se eu tivesse amputado um braço ou uma perna. Não sei de onde tirei forças para sobreviver. Até autoflagelo e pensamentos suicidas eu tive. Quando eu achava que pior não podia ficar, ficava.

Mas eu sobrevivi. Nos divorciamos pouco antes de eu ir morar na Europa, onde trabalhei por um ano. Incrível meu empregador ter topado fazer esse investimento em mim a essa altura da vida. Até consegui sair do aluguel e hoje pago o financiamento do meu próprio apartamento.

Cinco anos se passaram. Cinco anos em que vivi situações que jamais imaginei viver. Depois de uma vida inteira sendo a mulher de um único homem, consegui dar a volta por cima e conheci outros. Cada um mais diferente que o outro. Vivências incríveis. Fiz novas amizades. Amizades valiosas que muito me ensinaram e me ajudaram nessa caminhada.

Hoje sou Dominique. Fiz 50 anos em 2017 e tenho vontade de contar histórias espetaculares que vivi ou que acompanhei de outras mulheres. Será que terei coragem de contar tudo?

Anos de sofrimento que fizeram uma mulher se reinventar, parabéns Dominique!

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7 Comentários
  1. Mulher de coragem! A história da minha màe foi parecida, não no tocante às faixas etárias dos dois, mas as agressões verbais. Físicas, nunca, graças a Deus! E eu resolvi que ser solteira seria melhor! Não tinha a mínima vontade de ter filhos, estudei, trabalhei 35 anos, cuidei de minha mãe até sua passagem, aos 92 anos! Ah, meu pai faleceu com 54 anos. Sinceramente?!? Penso que minha mãe começou a viver a partir de então! Mas cuidou dele até o fim! Será que sou uma Dominiqye?!? Vicênio com certeza é!

  2. Lindo era tudo que eu precisava ouvir nesse momento obrigada mas você nem sabe o quanto me ajudou com sua história bjs

  3. Como as histórias se parecem! Eu tenho tantas histórias, Me identifiquei muito com a sua. Um dia contarei a minha.

  4. Uma história densa como não pode deixar de ser as histórias de nós mulheres de meio século, quem sabe lendo essas histórias eu me aventure a contar a minha. ..por enquanto ainda não tenho forças suficientes para relatar

  5. Nossa Senhora! Não consegui ler sem chorar, fiquei imaginando as entrelinhas que vc não contou. Imaginei a situação da minha mãe que viveu uma história tão sofrida quanto à sua. E por que não dizer a minha história e de tantas mulheres com as quais convivi e convivo. Pois cada uma de nós, passou ou passa em algum momento por sentimentos e dores semelhantes, pois vivemos numa sociedade predominantemente machista.Parabéns pela sua coragem! Avante, Dominique!

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Fazer crochê (ou tricô) é medicina preventiva!

Foi sempre parte da minha rotina parar tudo o que eu estou fazendo e fazer algum artesanato. Hoje sair das telas do computador e do celular!! Eu aprendi os primeiros pontos de crochê com a minha avó, ainda menina. Eu e a minha prima ficávamos na casa dela enquanto nossas mães trabalhavam. Se a gente aprontasse algo, o nosso castigo era fazer crochê, sentadas no sofá da sala. Mais tarde, aprendi com uma amiga a bordar com miçangas e lantejoulas. Bordei todas as minhas fantasias de carnaval.

Mais velha o artesanato permaneceu na minha vida. Alguns períodos mais, outros menos, mas eu sempre tenho um projeto novo pra fazer. Não foi surpresa quando eu li uma pesquisa científica confirmando o benefício do crochê e do tricô para a saúde. Eu sempre me senti muito bem fazendo meus trabalhos manuais. Agora… tenho a chancela de um estudo do porte feito pela Harvard Medical School.

A pesquisa mostrou que fazer tricô e crochê não apenas relaxam ou são um ótima passatempo. É medicina preventiva! Ao usar as duas mãos, a atividade estimula os dois lados do cérebro. O movimento repetitivo e o foco na agulha provocam um relaxamento que é semelhante ao resultado da meditação. Esta calma faz baixar a frequência cardíaca e a pressão arterial.

Eles constataram também benefícios diretos para a saúde como redução da perda de memória em idosos e a redução da necessidade de uso de medicamentos em diagnósticos como a depressão. Fazer rotineiramente um trabalho manual também está associado ao menor risco de demência.

Outras pesquisas mostraram ainda mais vantagens. Ajudou também a reduzir a anorexia nervosa em 74% de pacientes de um estudo feito na Universidade de British Columbia. Até crianças estão se beneficiando as atividades usando linhas e agulhas. Um projeto acompanhado pelo Craft Yarn Council mostrou que a garotada que faz tricô tem mais foco, paciência e atenção.

Como eu disse, já sentia os benefícios no meu dia a dia. Agora, quando comentam que estou dedicando muito tempo ao meu ateliê apenas respondo que é medicina preventiva! Querem ver minha última criação? O cabo do meu celular estava todo desgastado, em algumas partes até cortado e sujo. Cobri com crochê. Usei quatro cores: bege, marrom, verde e dois tons de rosa. Usei os pontos baixo e meio alto. Ficou assim!

Ficou assim, gostou!

Dominique - crochê

 

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Ju Junqueira

Jornalista que trabalha com internet há 20 anos. Divide o tempo entre as inovações tecnológicas e os trabalhos manuais no estilo Do It Yourself. Descobriu que é melhor que fazer meditação.

4 Comentários
  1. Estou fazendo um xale para mim e outro para minha filha de 9 anos!!! Fico bem tranquila e passo horas fazendo!! Relax total!!!!

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