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Osteopatia como aliada na qualidade de vida após os 50 anos

Você conhece a Osteopatia? Apesar de ser um método terapêutico já antigo, ainda é pouco difundido por aqui. Não deveria, principalmente as Dominiques que sempre se queixam de uma dorzinha aqui… outra ali. Quem prefere substituir os remédios por opções alternativas também vai adorar! 

A osteopatia se baseia em anatomia e na fisiologia do corpo humano, tratando lesões musculoesqueléticas e alterações orgânicas em geral pela intervenção manual sobre os tecidos. O nosso organismo é uma junção de diversas estruturas e sistemas que, se não estiverem funcionando em harmonia, provavelmente podem causar diversos problemas. 

Um deles é a dor, que às vezes surge do nada e não sabemos direito como tratá-la. Segundo a osteopata Flavia Lèbre, é um método de diagnóstico e tratamento que tem como sua principal ênfase à integridade estrutural e funcional do corpo. Ela explica que uma disfunção ou patologia pode repercutir não apenas de maneira local, mas também sistêmica, influenciando então a capacidade de autocura do indivíduo.

Dessa forma, o método está baseado no princípio de que o nosso corpo tem uma capacidade de recuperação, que pode ser aumentada por meio dos estímulos. O osteopata, por meio da intervenção manual, estimula os tecidos e assim consegue intervir nos sistemas do músculo esquelético, visceral, cranial e metabólico.

Osteopatia é indicada pela OMS

Os resultados do tratamento osteopático já foram comprovados, tanto que a Organização Mundial da Saúde (OMS) reconheceu como prática de saúde e incentiva a sua utilização. Aqui no Brasil, a regulamentação é feita pelo Conselho Federal de Fisioterapia e Terapia Ocupacional (Coffito), responsável por qualificar o fisioterapeuta como profissional habilitado a ter essa especialização.

O método da Osteopatia foi criado no final do século 19 pelo médico americano Andrew Taylor Still. Durante a guerra civil americana, ele observou e depois investigou a correlação existente entre as patologias e, em seguida, as suas manifestações físicas. 

O diagnóstico é individual, considerando as características de cada paciente e as suas próprias disfunções. A consulta inicial dura mais ou menos uma hora e, a partir dela, o osteopata determinará o número de sessões necessárias e o intervalo entre elas.

A osteopatia é uma terapia que pode ser usada em qualquer idade e não apresenta efeitos colaterais. O paciente também não precisa tomar medicamentos. Uma recomendação é que pacientes portadores de algumas patologias mais graves devem consultar o médico antes de começar o tratamento. 

Dominiques… recorrer à osteopatia é bom e você pode obter ótimos resultados. Mas lembrem-se que essa terapia não cura os problemas diagnosticados. A melhora pode, sim, acontecer em consequência de uma série de estímulos feitos que colaboram no tratamento. É um trabalho conjugado entre médico e osteopata. 

Osteopatia para Dominiques

Você já deve estar imaginando como a osteopatia pode te ajudar com alguns problemas ou dorzinhas do dia a dia, né? Há diversos benefícios para as mulheres de mais de 50 anos, independente se passou ou não pela menopausa. Quer ver:

  • pode ajudar nas dores das articulações e amenizar aquela sensação de estar enferrujada;
  • na menopausa, os tecidos encolhem enquanto músculos e ligamentos são alongados causando dor. A osteopatia ajuda em restabelecer a mobilidade articular;
  • pode reduzir as dores de cabeça, tão frequentes para algumas mulheres durante a menopausa
  • contribui no tratamento contra a depressão, proporcionando equilíbrio entre corpo e mente e proporcionando o bem-estar.

Em suma, esses são apenas alguns benefícios que a osteopatia pode proporcionar para as Dominiques. Depois me conta o que você achou e quais tratamentos alternativos costuma fazer!

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* Flavia Lèbre é osteopata e tem consultório em São Paulo.

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Parasita mostra quadro dramático da Coréia do Sul com visão moderna de luta de classes

O filme Parasita, premiado com a Palma de Ouro em Cannes e pré-selecionado ao Oscar 2020 como representante da Coreia do Sul, está cotado pela crítica como o melhor filme do ano. O longa é de Bong Joon-ho, renomado autor do cinema sul-coreano.

A nova obra do cineasta trata da família de Ki-woo que está desempregada, morando em um sórdido porão na parte mais pobre de Seul. Min-hyuk, amigo próximo de Ki-woo, está se preparando para morar no exterior, e indica o amigo para um trabalho como professor particular de inglês de uma jovem garota da abastada família Park.

O jovem vê uma oportunidade ali e bola um plano para que todo seu clã comece a trabalhar para a família Park. Porém, não imaginam os segredos que se escondem dentro da mansão dos Park e o quanto serão afetados por estes.

O diretor parte para uma visão assumidamente caricatural das classes sociais, cuja desigualdade é representada pela estrutura literal das casas – a mansão dos ricos, o meio-andar dos pobres e um porão ainda mais precário que desempenhará um papel importante na trama.

Enquanto a riqueza dos Park os torna ingênuos e ignorantes sem curiosidade devido ao comodismo de suas posses, a pobreza dos protagonistas motiva  a malandragem, a habilidade de criar as artimanhas para ascenderem socialmente.

Diferença de classes

Os ricos são marcados aqui por viverem alienados num mundo particular em que até mesmo a existência dos pobres é ignorada. Os pobres são relegados a subempregos e condenados a viver em pardieiros, passando dificuldades de todos os tipos.

Entre muitos picos de thriller psicológico e um humor que passa por todas as fases, Parasita é uma experiência única. Surpreende a um nível que poucas obras modernas fizeram.

Desde sua estréia em longas-metragens, o diretor Bong Joong-ho apresenta características de críticas e sátiras sociais aliadas a uma comédia de toques cruéis, cenas de violência e uma abordagem direta sobre como o meio social (em situações normais e extremas) influencia os indivíduos de diversas maneiras.

Dialogos afiados

Os diálogos afiados e deliciosamente orgânicos mais a atuação excepcional de todo o elenco torna essa jornada de pseudo-escalada da pirâmide social cativante desde o início, da qual não conseguimos tirar os olhos (é fato que as 2h10 do filme passam desapercebidas).

O diretor provoca dor aguda ao retratar um mundo reduzido onde todas as camadas sociais são impactadas, revelando o abismo social existente entre nós. 

Um país que passou pelo subdesenvolvimento a um invejável avanço tecnológico e cultural, o progresso parece ter deixado rastros de seu ritmo vertiginoso nas relações entre as pessoas e classes sociais. 

A obra do cineasta busca uma reflexão clara no meio de toda a brutalidade: iluminar – no sentido figurado – o parasitismo, intensificando o ressentimento de agonia das classes mais baixas, além da batalha sangrenta entre os mesmos pelas migalhas dos mais abastados. Simplesmente desolador.

Parasita é de longe um dos grandes filmes desse ano carregado de bons filmes!

Amei!

Parabéns Bong Joon-ho! 

Bravo!!!!

Assista o trailer

Selecionados Oscar 2020

A Odisséia dos Tontos

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As amizades e os recomeços

Recebi recentemente um vídeo que circulou em varias redes sociais cujo protagonista é Leandro Karnal onde ele resume que  o maior tesouro que uma pessoa pode possuir, são nossas amizades. A família que temos em consequência de casamento ou os nosso pais, são uma benção. Os filhos então, nem preciso dizer, é o maior amor do mundo.

E em todos os momentos da nossa vida, bons e maus, vamos construindo nossa história . Como em uma casa, a cada etapa, alguns centímetros vão subindo, tijolos são superpostos, encanamentos vão se incorporando à construção. E isso vai fazendo a base de todos nosso dias , desejos, alegrias, realizações.

Mas o que seria se não tivéssemos verdadeiras amigas ?

amizades -recomeços

Acredito  que a nossa “casa”  se ergueria de uma maneira bem simples e sem nenhum arremate….

Sim, nossas amizades são como o acabamento da casa. Tem as que estão fortes ao nosso lado, junto dos alicerces, firmes em todos os momentos , nos dando sustentação. Algumas com sua delicadeza, vão penetrando por entre tijolos e telhas, quando vamos ver, estão presentes em todos os momentos.

Algumas amizades são como tintas, vão passando e nos acalentando, deixando nossos problemas menores, nossos dias tranquilos pois sabemos que eles estarão lá sempre. 

Na hora do acabamento, contamos com as que nos incentivam a ficar mais belas, mais femininas, nos ajudam a cuidar de todos os detalhes e nos devolvem a auto-estima.

Então, ao longo de uma vida, você construiu seu “lar” ou sua casa, e quando percebe nota o patrimônio que construiu ao ter essas amigas ao seu lado. Cada uma tem seu papel, cada uma traz uma alegria diferente, mas TODAS ESTÃO LÁ.

Tenho a sorte de ter algumas amigas realmente do coração. E como é bom quando nos encontramos, os assuntos fluem numa velocidade incrível, as  opiniões das mais diversas, até discussões. Mas realmente o que seria de mim sem elas? 

A convivência  traz uma intimidade por vezes engraçada. Estava  aqui  lembrando de algumas viagens que fiz com algumas delas, algumas com  mais de 35 anos de amizade (seriam 40 ?) 

Com o tempo vamos adquirindo manias, sensações,  superstições e uma vai aceitando a aprendendo a conviver com as outras sem questionar, apenas há aceitação. Ela é assim, é minha amiga e eu gosto dela. Pronto !

Estive recentemente no Encontro  “Recomeçar” promovido pela Domique que foi fantástico, onde cada participante contou momentos da  vida que teve de recomeçar, as dificuldades, aflições, inseguranças e muito medo de virar sua vida e construir novos dias. 

A cada uma que eu ouvia, imaginava que por trás desses recomeços quantas amigas não foram base para essa mudança toda? Quantos dias e noites de conversa passaram? Quantas lágrimas, lenços e porque não vinhos,  foram usados? 

A conclusão desse encontro para mim, foi que a amizade é algo que se for feito com cuidado, dedicação e honestidade, nunca se esgota! Além das antigas, quantas novas pessoas podem entrar em sua vida deixando-a renovada?  Essa é a magia dos recomeços…..

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Maria Mazza

Amo viajar e amo conhecer lugares. Sou administradora de empresas, agente de viagens na Engenhotur e Dominique claro.

11 Comentários
  1. Parabenssss pelo lindo texto!!! Acredito mesmo que as amizades são uma construção diária…é só tenho a agradecer…inúmeras amigas-irmãs de verdade….um privilégio…fruto de muitos momentos de presença…parceria .. sinceridade…confiança e amor!! Bjssss

  2. Amei, amo minhas amigas, e quando estamos juntas a diversão é garantida. Mesmo quando estamos longe nos falamos e colocamos em dia, alimentamos nossos grupo com informações e matérias bacanérrimas como está
    ❤️Sou mais feliz por ter vocês ❤️

    1. Como é bom amadurecer e perceber a importância das amizades. Obrigada por compartilhar, através de suas sábias palavras, o processo e os tipos de pessoas que acabam fazendo com que nossas vidas sejam cheias de histórias e vivências. Cada uma com sua particularidade. Aprendi que o tempo proporciona esse tipo de prêmio! E nesse sentido sou grata por ter você na minha.beijos.

    1. Como escreve bem essa minha amiga querida, e simm me enquadrei no seu texto..sinto-me abençoada pelo número de amigas-irmãs que tenho…com certeza foram inúmeros momentos que nos fortaleceram e sedimentaram cada amizade..só tenho a agradecer ..e ficar muito feliz!!! Parabensss pelo lindo texto..bjsss

    1. Existe um acúmulo de papéis diferentes dessa querida amiga em minha vida, e isso faz muito tempo. Parabéns por mais um texto tão gostoso de se ler. Estamos juntas e assim continuaremos para o que der e vier kkk. Bjbj

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Lucy, filme intrigante e envolvente que surpreende!

Com idéias da nova Física, intrigante e envolvente, Lucy surpreende pelo roteiro inteligente

Scarlet Johansson é Lucy no novo thriller de ação de Luc Besson, disponível na Netflix.

 Lucy é uma garota comum, uma americana morando em Taiwan, quando se envolve com um perigoso grupo de traficantes. Feita de “mula” ela transporta uma substância secreta dentro de si, mas o saco se rompe e dá a ela poderes para lutar contra esses criminosos.

lucy-filme-netflix

A premissa do filme é essa, onde Lucy acaba sendo cobaia involuntária de uma droga experimental adquirindo a capacidade de acessar áreas do cérebro ainda inexploradas. Basicamente ela ganha super poderes, e podemos acompanhar o progresso das capacidades cerebrais de uma forma bem visual.

Estudos apontam que os humanos utilizam apenas 10% de sua capacidade cerebral. Mas o que aconteceria se fosse possível usar 20% ou 100%? Ainda que essa teoria esteja sendo revista é interessante considerar essas hipóteses.

Admitindo, desde o princípio, em entrevistas, que essa teoria é errônea, o diretor já pede uma descrença ao espectador.

Besson sabiamente evita o óbvio, adentrando sem medo, na ficção científica, e consegue nos surpreender a cada seqüência.

O ritmo do filme é bem desenvolvido, sem muita enrolação. Basicamente é uma grande demonstração de super poderes possíveis utilizando apenas a mente.

Johansson se sai maravilhosamente no papel, lidou com grande comprometimento nesse projeto, e constrói com detalhes a progressão entre Lucy inicial e as demais, com diferentes porcentagens da capacidade cerebral desenvolvida. A atriz confere vida a este projeto coerente, insano e divertido, marcado por uma saudável vontade de trazer algo diferente aos blockbusters de ação e ficção científica. Aliás, diga-se de passagem, esses realmente, não gosto mesmo.

Lucy consegue ser sério às vezes, hilário em outros momentos, e quem diria, até poético em alguns instantes. 

O ritmo dinâmico da obra é, porém, constantemente quebrado pela intercalação com cenas focadas no professor Norman (Morgan Freeman), que, longe dali, apresenta uma palestra sobre as possibilidades do uso do cérebro. O longa procura realizar constantes paralelos entre dois focos narrativos, e Freeman, como de costume, consegue nos cativar com sua sincera interpretação.

A fotografia consegue através de seus constantes closes, retratar o melhor de Scarlet, que definitivamente convence no papel.

As músicas que compõe a trilha são perfeitas para o andamento da história, combinando perfeitamente com cada cena, inclusive contando com momentos selecionados de silêncio. Besson coloca música pop rock nas perseguições de carros, e logo depois usa trechos de música clássica. 

Definitivamente, Lucy é um filme empolgante com reais ambições, tanto artísticas quanto comerciais.

O filme vai agradar a quem gosta de divertir-se com novas idéias e especular sobre a natureza humana.

Com efeitos especiais, além de perfeitos e muito bem usados, Lucy é lindo, bonito de se ver, divertido e interessante.

Realmente adoro o cinema francês em qualquer gênero.

Amei!


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Essa é uma das coisas mais importantes para a mulher após os 50 anos!

Você saberia dizer qual é uma coisas mais importantes para a mulher antes, durante e depois da menopausa? Não, não estou me referindo à energia (que desapareceu!), aos hormônios (que minguaram…) ou à paciência (já não tô nem aí, mesmo!). Errou também quem pensou na pele lisinha ou no peso, que não voltarão mais a ser como antes. O essencial para qualquer Dominique é a amizade.

Até parece bobo, mas não é! Uma vez eu escutei a frase: “nós não envelhecemos enquanto temos a capacidade de fazer novos amigos”. Eu acredito que é por aí mesmo. Gostei tanto que adotei para a vida. No nosso último encontrinho (leia mais aqui), ter amigas foi um dos itens mais comentados na nossa longa conversa sobre o significado de Recomeçar. E por vários motivos.

Uma das Dominiques participantes do evento comentou que no passado nossas amizades eram até certo ponto socialmente determinadas. Era a turma da escola, os amigos do casal, os pais dos amiguinhos dos filhos… De certa forma, era até uma obrigação conviver com algumas dessas pessoas. Eram amizades, às vezes sem ter aquela amiga do peito!

É a nossa hora!

Aí está uma das vantagens em ser uma Dominique. Agora é a nossa hora de determinar o que queremos. Então, nós escolhemos as novas amizades pensando apenas em nós mesmas e não mais no grupo ou na família. Uma das participantes do encontrinho revelou que seu critério de escolha de novas amigas é “conviver com quem traz paz interior”. Simples assim! Ela gosta das novas amigas que acolhem, abraçam e sorriem, sem distinção de idade ou classe social. 

As mulheres com mais de 50 anos de hoje sabem também que não tem problema nenhum ter turmas de amigas, ou seja, companheiras para atividades diferentes. Sim… podemos ter a turma da academia, do trabalho, do carteado, do curso e tantas outras tribos quisermos frequentar. Esse é o segredo: ser participativa, circular por aí e conviver com várias pessoas diferentes. 

Alguns anos atrás o departamento de antropologia da Universidade de Oxford, na Inglaterra, constatou (aqui) que uma pessoa precisa e consegue ser amiga de até 150 pessoas ao mesmo tempo. A justificativa do estudo foi que para manter a amizade precisamos memorizar detalhes da vida da pessoa, muito além do seu nome. Como o nosso cérebro não consegue guardar muitas informações sobre tantas pessoas, eles delimitaram neste número.

Acho que esses pesquisadores não conhecem as Dominiques. Eu até arrisco dizer que poderiam refazer a pesquisa conosco. Qual é o problema de termos amigas casuais, que encontramos apenas em algumas situações? São as amigas perfeitas que temos sobre um assunto.

Amigas em várias tribos

Ok, ok.. pode não ser aquela amizade que te dará suporte nos momentos mais difíceis da vida. É por isso que temos a “melhor amiga do peito”. As outras serão suas “melhores amigas” da “melhor atividade” que você está fazendo agora! Se você gosta de ir ao cinema ou visitar museus, por exemplo, quer melhor companheira do que a amiga que também ama fazer esse programa? 

No nosso encontrinho, as Dominiques até ousaram. Várias delas começaram que as solteiras, separadas ou viúvas devem contar com o incentivo da amiga que tem perfil no Tinder. Não precisa ter vergonha ou medo, muitas mulheres ainda têm receio em usar a tecnologia para conhecer novas pessoas. Tomando todos os cuidados, qual é o problema em ter um perfil lá? Tenho amigas que viveram ótimas aventuras com a ajuda do aplicativo. 

Os vínculos da amizade

Outro fator importante é que estar entre amigas é essencial para compartilhar as suas experiências com relação à menopausa. Você encontrará pessoas que estão passando pelos mesmos (ou quase todos!) problemas que você. Além de construir vínculos mais fortes, essa conversa pode nos deixar muito mais tranquilas. 

Eu sei que hoje em dia, principalmente para quem mora em grandes cidades, é difícil encontrar pessoas bacanas. Então vou dar uma ajudinha. A ideia surgiu lá no nosso encontrinho, quando as Dominiques se apresentaram, disseram onde moram e compartilharam sobre o que mais gostam. 

O que vocês acham de a gente compartilhar informações para conhecer novas pessoas? Quer melhor lugar para encontrar novas amizades do que entre as Dominiques… vou adorar!

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Viajar com as amigas… tem algo melhor?

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Trabalhando com Millennials há 20 anos, eu, uma Dominique

Fui muito delicada no título desse texto chamando de Dominique uma “cinquentona” . Decerto na linguagem corrente o que diriam pelos cantos do co-work em que trabalho hoje é: uma tia que trabalha há 20 anos com moçadinha, com a galera ou com xóvens – claro que xóvens é o jeito que eu acho para descontar um pouco de meu fel.

Fel talvez não seja a palavra adequada nem tampouco amargura, até porque fui eu que decidi trabalhar com tecnologia no início desse século.

Agora me diz, o que uma mulher com seus 36 anos tinha que se meter com streaming no anos 2000? Um mercado em princípio masculino, senão exclusivamente e onde quem detinha o conhecimento eram os moleques. Vale dizer que o conhecimento também era novíssimo e qualquer um poderia falar o que quisesse, fato ou não, porque não haveria muito como checar.

Mas como não tenho noção do perigo nem senso do ridículo, nunca achei que essa não fosse uma área para mim, pois se eu tinha interesse e se me entusiasmava era só eu ir atrás.

Primeiro passo naquele distante ano de 2001, foi começar entender o vocabulário já que as palavras eram todas muito diferentes do meu economês: bits, Bytes, servidor, banda, conectividade, embedar, bitrate, ondemand, multirate, buffering, codecs.

Nunca tinha ouvido essas palavras na minha vida.

Agora, vamos combinar que a a ignorância por vezes é uma benção, mas reconhecer-se ignorante é libertador.

A primeira coisa que falava numa reunião era que não entendia nada de tecnologia. Que eles, os presentes, me desculpassem se falasse alguma bobagem. Os risinhos eram inevitáveis.

Contudo, essa minha declaração inicial fazia com que os caras se desarmassem e como bons samaritanos explicavam o assunto com a paciência de quem fala com uma criança de 5 anos. Respondiam às minhas perguntas que sinceramente nem sei se eram tão idiotas assim, uma vez que tudo era novo.

Desse jeitinho fui perguntando, perguntando, perguntando, até o dia que percebi saber tanto ou mais que eles, mesmo pedindo desculpas por alguma bobagem que eventualmente falasse.

Foi aí que fiz uma grande descoberta. Aquilo tudo era terra de ninguém. Claro que um ninguém no masculino. Mas de ninguém. Aqui um parênteses: além de ser velha para os padrões, tinha o agravante de ser mulher. Se você acha que as empresas e pessoas fazem pouco pela mulher, você não imagina como era no passado, apesar disso nunca ter me incomodado ou me impedido de nada.

Um dia chamei o pessoal da Telefonica para me explicar como bilhetar banda (não queira nem saber o que é isso, não precisa). Eles me explicaram.

Aí, no dia seguinte, chamei o povo da Dédalus (outra empresa). Os meninos me falaram uma outra coisa completamente diferente.

Tive a pachorra de chamar a Diveo (nem perca seu tempo) e pasme. Uma terceira maneira.

Pra resumir, ninguém sabia o que estava falando e ninguém tinha ferramentas adequadas para medir o consumo de banda naquela altura. Era tudo meio que chute.

Aí deitei e rolei. Sério!

Economista que sou, acostumada com planilhas e oriunda do mercado financeiro, aprendi a fazer as contas, aprendi como funcionava a brincadeira. Sempre na minha santa ignorância e pedindo desculpas por possíveis bobagens.

Num determinado momento, alguns anos depois, passei a ser respeitada por meu conhecimento no mercado de streaming, veja só que ironia.

E aí você me pergunta: – E os tais Millennials que tá escrito lá em cima?

– Ahhh – eu te respondo – eles sempre comigo. Quem você acha que trabalhava na CdClip? 15 (quinzeee) Millennials em começo de carreira. Trabalhando com 15 Millennials imberbes, a CdClip foi referência de mercado por mais de 10 anos na área de streaming.

No final das contas e dos anos, acabamos nos entendendo muito bem na maioria das vezes. Respeitamos nossos espaços e sabíamos exatamente porque estávamos ali: trocávamos dinheiro por trabalho. Sempre com muito amor, claro.

Alguns desses meninos viraram adultos. Outros não.

Posso dizer de boca cheia que ensinei muitos deles a trabalhar. Isso me dá um prazer maior que tudo. Ver que o R. abriu uma startup unicórnio vencedora, que o F. é um estilista famosíssimo dono de uma marca poderosa, que o E. abriu uma bem sucedida produtora que eventualmente até nos presta serviços e que a Y. é Head de Ux de uma empresa digital de enorme porte, me enche de genuína felicidade. Esses são alguns dos “pirralhos” brilhantes dentre muitos. Todos eles adultos hoje. (Desculpe se deixei de falar de você especialmente)

Daqueles que não cresceram, tive poucas notícias. Vai ver por isso mesmo.

Muita coisa aconteceu de 2000 para cá, muita coisa mudou mas parece que os Millennials a cada ano chegam ao mercado mais caricatamente Millennials.

Como sei? Continuo cercada por eles por todos os lados.

Estamos numa época em que Streaming não é mais mistério para ninguém. Isso já aprendemos.

Entretanto eu com minha vocação de tia metida, mais uma vez estou onde não deveria estar, ou pelo menos onde a molecada acha que eu não deveria estar.

Apenas lembrando que já não tenho mais 36, e sim 56. E eles, ai meus sais, eles continuam com 20 e pouquinhos.

O que acontece é que essa nova geração de Millenials se acha. Afffff.

Mais uma vez estou tendo que aprender um monte de palavras novas, e com elas suas aplicações.

Pre-seed, seed, seed-money, alpha, beta, pivotar, MPV, Bootstrapping, Pitch de elevador, Hackaton, SaaS, Cap Table e assim por diante.

Mais uma vez, reconheço minha ignorância e peço desculpas por não saber. Todavia por algum motivo, hoje a reação dessa moçada é diferente daqueles de 20 anos atrás. Eles não têm paciência para explicar, fazem cara de tédio, fazem questão de mostrar explicitamente o quão fora de contexto eu estou.

No co-work que estou instalada é ainda pior. Meus vizinhos irritam-se comigo pelo simples fato de eu estar onde eles estão. Uma tia, não pertence a esse ambiente inovador, moderno, envidraçado, caro e xóven que é o WeWork.

Ahhhh, eles podem saber coisas que eu não sei, mas não sabem um monte de coisas que eu sei.

Não sabem por exemplo, como nós Dominiques aprendemos rápido.

Quando eles menos perceberem, já estaremos com nossas startups virando empresas ou investindo (sim, já podemos ser investidoras também) em startups de outras Dominiques.

– Millennials, meus anjos, aqui vai um conselho e vai de graça :

Da próxima vez que passar por uma “tia”, perceba que ela existe, abra a porta para ela, deixe que ela passe primeiro e não deixe de perguntar qual foi o último gol que ela marcou. Você provavelmente ficará muito impressionado, e quem sabe ela passe a te olhar como possível candidato a vaga recém aberta na empresa dela.

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Eliane Cury Nahas

Economista, trabalha com tecnologia digital desde 2001. Descobriu o gosto pela escrita quando se viu Dominique. Na verdade Dominique obrigou Eliane a escrever. Hoje ela não sabe se a economista conseguirá ter minutos de sossego sem a contadora de histórias a atormentá-la.

6 Comentários
  1. Nossa como amei esse artigo! Retornando ao mercado de trabalho aos 44 do 2o tempo atuo na area de direito imobiliaria e fashion law direito da moda, Fui apresentada a startups e vi que nada mais eram que contratos com Clausulas especiais, bem específicas e diferenciadas. Estudei E aprendi jovem advogado…depois Fasjion Law..nova descoberta.e agora blockchain… Chegar aos 4.9 com todo entusiasmo e vontade de aprender é o diferencial da Dominique…nos reinventarmos, recriarmos, reaprendermos.
    Inspiração p todas nós…e os xóvens..Ah os xóvens!! Têm muito que aprender conosco.. e nós com eles!!! Aí está a beleza da vida !!

  2. Como sempre seus textos são brilhantes. Suas narrativas são reais e próprias. Nos meus 71 anos de hoje, não nos de 25 atrás, ainda quero aprender. Ainda passo pelo que vc passou: dialetos meio estranhos da nossa tecnologia sempre na língua pátria de seus criadores por assim manda a evolução americana. E nós seguimos com interesse pq somos Dominiques inteligentes plugadas no futuro. Obrigado por compartilhar com seus leitores suas vivências. Bjs

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Viver Duas Vezes comove com lindo road movie

María Ripoll, diretora do longa Viver Duas Vezes, mais uma vez apresenta uma comédia dramática, agora apostando nas doses de emoção. Lançado em 2020, é o mais recente filme falado em língua espanhola e uma produção original da Netflix.

Emílio (Oscar Martínez) é um ex-professor de matemática que vive sua vida na companhia de seu inseparável Sudoku. A situação complica, porém, quando ele é diagnosticado com Mal de Alzheimer. Preocupado em esquecer seu amor de infância, Emílio convence sua família a partir em busca da amada.

A viagem, que ocupa a parte central do filme, acaba se tornando o momento em que todos os personagens devem enfrentar todos os enganos que eles mesmos cometeram. Porém, precisam encontrar coragem para mudar suas vidas, ou começar uma nova.

Apesar de se passar na Espanha, a história poderia ocorrer em qualquer lugar do mundo.

Viver Duas Vezes é um típico road movie, sentimental e emocionante, que apesar de não ter pretensões conta com atuações magistrais da dupla de protagonistas. Dentro da dor que é uma doença degenerativa, aprendemos muito sobre o poder da reconciliação e na união de forças.

O elenco tem uma química incrível. Oscar Martínez (Relatos Selvagens) está simplesmente espetacular como ex-professor rebelde, sistemático, mas com alma. O ator consegue muito bem ordenar a evolução da doença de modo que a deixe crível e realista.

Sua neta, encenada pela pequena e adorável Mafalda Carbonell, ponto alto da produção, esbanja carisma, graça e sagacidade, além de acrescentar muito na relação entre os dois, tornando esses elos muito mais cativantes.

Já Inma Cuesta é a filha/mãe resiliente e evolutiva, que precisa ajudar um pai debilitado, ao mesmo tempo em que enfrenta uma turbulência no casamento com seu marido, vivido pelo bonitão Nacho López: um esquecível coach que pouco tem a fazer na trama.

O que mais funciona é o elenco carismático que consegue nos colocar em uma verdadeira montanha-russa de emoções.

Nesse pequeno círculo familiar estabelecido na obra, representando uma sociedade que exercita cada vez menos a empatia, um terreno frio em que o contato humano se tornou algo raro, a mensagem transmitida no belíssimo final é de pura esperança, falando diretamente à emoção de se perceber necessário na jornada de outros, certificar-se que sua passagem tocou de maneira profunda a vida de quem amamos.

Dirigido com extrema sensibilidade, Viver Duas Vezes é daqueles filmes que ficam na cabeça dias após ter visto.

Aborda um tema complicado com leveza e muito humor, sem ser superficial, desaguando num oceano de lágrimas no final.

Lindo!

Lindíssimo!

Amei! 

Assista o trailer

https://youtu.be/KHiEH1dOwiw

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Como foi o nosso encontrinho das Dominiques sobre recomeçar!

Não tenho o que falar, apenas sentir! O encontrinho das Dominique foi incrível, acolhedor, revelador, motivador… Muitas não se conheciam na “vida real” e agora formaram novos laços de amizade. A energia transbordou pela sala cheia e a conversa durou mais de duas horas! 

O tema do nosso encontrinho é um dos mais comentados aqui no blog e nas redes sociais: falamos sobre Recomeçar. É uma questão presente na vida da maioria das Dominiques, mas muitas vezes difícil de conduzir. Já falamos sobre isso por aqui, quando conversei com três terapeutas. 

Desta vez, a nossa convidada foi a Márcia Ricardino, que é executive coaching e já apoiou muitos profissionais no auto-conhecimento, no auto-desenvolvimento e na descoberta de novas competências. Brincamos que ela é “coaching de vida”. A Márcia destacou o papel que cumpre em ajudar muitas mulheres a fazer as perguntas certas para encontrar a saída. 

A nossa convidada é uma Dominique e já experienciou vários recomeços. Também compartilhou com a gente alguns cases e suas recomendações. Segundo ela, algumas mulheres optam em buscar na educação um novo caminho. Mas ela reconhece que fazer cursos não está no projeto de vida de outras mulheres. Entender sobre o seu propósito é essencial. 

Nessa hora, algumas Dominiques contaram que por vezes é difícil “levantar do sofá”. Realmente, essa questão não envolve apenas a disposição e força para ir lá e fazer! Há muitas indagações envolvidas, e até algumas adversidades totalmente relacionadas à fase da vida (e a maledeta da menopausa). 

Foi inspirador ver que todas as Dominiques concordaram que – se for necessário – devemos buscar o apoio profissional, seja com médico ou terapeuta. Essa falta de motivação pode ser uma questão hormonal ou até uma depressão. Por isso, o importante é buscar ajuda, entender que é normal e preparar-se para o novo caminho. 

Todas passam por isso!

Não importa a idade, todos os dias vivemos e começamos algo novo. Então porque será que passamos a ficar tão interessadas em falar sobre Recomeçar após os 50 anos?

Um exemplo foi o nosso encontrinho. Todas as Dominiques confirmadas estiveram presentes na conversa que organizamos aqui em São Paulo, no escritório da Eliane Cury Nahas. Olhem que maravilhoso. 

A nossa geração está envelhecendo, mas nós não nos acomodamos com ocorreu com algumas mulheres de mais de 50 anos. Sim, não vou falar que é a geração anterior porque no nosso encontrinho participaram Dominiques incríveis de 70, 72, 73 anos! 

Conversamos, então, sobre quais seriam os fatores que mudaram em nossas vidas e que nos fizeram refletir e até pensar no Recomeço. Foram mais de 2 horas de uma conversa descontraída, divertida, mas também íntima. Entre Dominiques estamos à vontade para compartilhar nossos medos, angústias, preocupações ou decisões!

É a minha vez!

Muitas Dominiques comentaram que o Recomeçar – de certa forma – é resgatar um desejo que ficou para trás por conta das tarefas da “vida”. Até pouco tempo, o dia a dia era repleto de tarefas com os filhos, casa, marido, familiares, trabalho… UFA! Não dava tempo!

O resgate deste “tempo perdido” é a fagulha para repensar sobre quais serão os novos planos ou mesmo resgatar sonhos antigos. Algumas Dominiques contaram que pararam por opção de trabalhar para se dedicar à família. Agora está acontecendo uma mudança de “função”. 

É uma reflexão importante porque há muitas mudanças, em diversos aspectos da vida de uma mulher quando chega aos 50 anos. 

  • Os filhos saem de casa e perdemos a função de mãe.
  • Alguns casamentos chegam ao fim. Quem estava sozinha hoje tem meios (digitais) para viver novos amores.
  • O trabalho muda por diversas razões: aposentadoria, mudança de carreira ou mesmo o desemprego.
  • Os nossos pais precisam cada vez mais de apoio e passam a ser como filhos. 

Falar, falar e falar!

Não foi nenhuma surpresa constatar com as Dominiques que conversar e ter amigas é essencial para vivermos nossa nova fase de vida. E tem mais: muitas disseram que agora é a hora de criar novos laços e da nossa maneira. 

É que por muitos anos, muitas de nós criamos relacionamentos de certa forma “impostos”. Eram os amigos da família, do marido, dos amigos dos filhos. 

Agora é a hora de escolher as novas amizades e ter perto as pessoas que fazem bem. E que tal ter novas amizades em diversos grupos/tribos diferentes? As participantes do nosso encontrinho mostraram que esse pode ser o caminho: a amiga do carteado, de passear, de trocar confidências… Lembraram até de uma frase: “não envelhece quem ainda tem a capacidade de fazer novos amigos”.

Ninho vazio

A nova vida dos filhos, seja pelo casamento deles ou por estudar fora, renderam ótimas risadas entre as Dominiques. Algumas Dominiques contaram que aprenderam a falar mais “não” para os filhos para poderem dedicar o tempo para elas mesmas. 

“Eles têm que se virar sozinhos!” Muitas participantes confidenciaram que não querem mais se envolver em tudo na vida dos filhos. Elas comentaram que agora podem ter uma  nova vida, uma nova rotina e experimentar coisas novas. Algumas contaram que os filhos até se espantam quando dizem que não podem ajudar.  

Importância da educação

Outro ponto importante sobre Recomeçar está relacionado a estudar. Muitas Dominiques comentaram sobre a rapidez com que o mundo mudou nas últimas décadas, em partes por conta da tecnologia. Para elas estudar não está relacionado apenas a nova carreira ou para crescer profissionalmente. Ganha-se cultura e também novas amizades. E isso é essencial. 

Como vocês podem ver, o nosso encontrinho foi sen-sa-cio-nal! Todas saíram com vontade de “quero mais”. E teremos, claro! Teremos novas atividades e também combinamos um projeto novo… que vou contar em breve aqui. 

E agora quero saber sobre você! Você está passando por essa fase também? Compartilhe aqui o que significa Recomeçar e suas considerações sobre essa questão tão importante para todas as Dominiques. 

Dominique

Nasceu em 1964. Ela tem 55 anos, mas em alguns posts terá 50, 56, 48, 45. Sabe porque? Por que Dominique representa toda uma geração de mulheres. Ela existe para dar vida e voz às experiências, alegrias, dores, e desejos de quem até pouco tempo atrás era invisível. Mas NÓS estamos aqui e temos muito o que compartilhar. Acompanhe!

7 Comentários
    1. Olá Alba, tudo bem? Esses encontrinhos acontecem em SP, e têm vários formatos e periodicidade mínima de 1 vez por mês. Estamos com, ideia de replicarmos em outras cidades. Fique de olho em nossa programação no Insta e no Facebook. Vc é de onde? Beijocas Equipe Dominique

  1. Gostaria de saber mais sobre como funciona não moro em São Paulo, quem sabe poderíamos implantar em minha Cidade com os profissionais certos. Caso pudessem me mandar algo fico muito agradecida. Parabéns a todas as envolvidas.

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A beleza e os desafios de recomeçar aos 50 anos!

Nós, Dominiques, estamos naquela fase da vida em que muito do que fazia sentido talvez não faça mais. O que era até então incontestável simplesmente transfigura, trazendo muitas vezes dúvidas e medos. Minha missão acabou? O que vou fazer do resto da minha vida? É hora de recomeçar????

Eventualmente, a resposta estará no recomeço. Em 29 de janeiro, faremos um novo encontro entre Dominiques, em São Paulo. Enquanto isso, o que você acha de já começarmos online a nossa conversa sobre o que é Recomeçar?

A terapeuta corporalista Liliane Oraggio, de 56 anos, prefere pensar nessa fase de vida como um ótimo momento para “se atualizar”. A escolha da palavra faz todo sentido. Recomeçar significa retomar algo após um período de interrupção. Atualizar-se é adequar-se aos dias de hoje, modernizar-se.

Para Liliane, o maior desafio nesse período é justamente compreender “o que está sendo finalizado em nossa vida” para descobrir quais são os novos comportamentos que estão surgindo. Esse é o momento propício para atualizar o estilo de vida ou o relacionamento. Por vezes, é nesse momento que algumas mulheres encontram uma segunda carreira. 

“A natureza sempre age de uma forma muito bonita. Quando um processo termina, já começa a brotação de algo novo. É assim na biologia e não podemos esquecer que a menopausa é um processo biológico”, reflete Liliane, cuja linha de trabalho chama-se Processo Formativo. Para ela, é justamente a noção de que uma forma está se desfazendo (e outra está vindo) que ajuda nesse período de transição do que chamamos de Recomeçar. 

A temporalidade e liberdade

A psicóloga Patrícia Leonardo, de 40 anos, a mulher de 50 anos é uma mulher liberta ou que conquistou a própria liberdade com a temporalidade. Portanto, para ela, a existência passa a estar essencialmente ligada ao tempo. Nesse sentido, recomeçar pode significar como ela deseja “seguir” seus dias, sua vida, dar sequência à própria existência.

A maturidade permite a mulher de 50 anos a realização de seus desejos. No entanto, caberá apenas a ela concretizá-los. Antes disso, havia uma incongruência de ser o que não se é. Quando alcança a maturidade, essa liberdade pode ser vivida. Não há mais a obrigação de desempenhar determinados papéis, de determinadas maneiras que antes lhe eram impostas/exigidas. “Ela não deseja mais ser aceita, ela se aceita como é”, avalia Patrícia, cuja linha de trabalho é a Abordagem Humanista Centrada na Pessoa.

O desafio da Maturidade

É o momento de transformação de um adulto no auge da sua potência para o adulto da maturidade. Num dia, você é aquela mulher poderosa, sexy, que consegue cumprir diversos papéis de uma forma“exuberante”. Finalmente chega uma nova fase da vida, quando muitas coisas que fazíamos/acreditávamos deixa de fazer sentido. A maturidade nos brinda com a oportunidade de nos atualizarmos e de escolher novos papéis. 

Mas nenhuma transformação acontece sem o enfrentamento de dilemas e a busca para a resposta de inúmeras. 

  • Preciso estar à disposição o tempo todo dos filhos, do marido?
  • Será que quero ser sexy o tempo todo? 
  • Preciso ser produtiva no trabalho na mesma velocidade? 

Além de buscar as respostas para o que queremos ser, simultaneamente esta fase também chega com as eventualidades já sabidas, mas que nunca estamos preparadas. É a morte na família ou do companheiro. Algumas mulheres se dedicaram inteiramente ao casamento e agora vivenciam a separação. A psicóloga  Fabiana Tena Maldonado, de 47 anos, terapeuta Gestalt, explica que não há uma conduta padrão para passar por essas experiências.

Algumas vezes é um processo lento, em outros um período difícil de superar. A busca pelo auto conhecimento será fundamental para lidar com esse período de insegurança. “O suporte emocional auxiliará nas respostas a esses questionamentos necessários e construtivos dessa nova mulher que precisa se redescobrir e encontrar um novo sentido”, conforme explica Fabiana.  

Ter consciência para recomeçar

Liliane também reconhece que essa transição não é fácil. Contudo, ela assegura que as mulheres que tiverem maior consciência – antes – dos seus processos subjetivos e corporais passarão por essa transição de uma forma mais orgânica. Não raro, a clareza sobre o significado desse período vem depois de passarmos por um grande turbilhão de acontecimentos. “É a vida que acontece. Quanto mais tempo temos, mais fatos e transformações experimentamos”, comenta Liliane. 

É importante relembrar que essa etapa significativa na vida da mulher apresenta-se junto de outro grande desafio, que é o de “desormonar”. “O corpo da mulher deixa de ser alimentado por uma eletricidade neuro-química”, explica Liliane. Portanto, é preciso se reorganizar e se atualizar também para vivenciar as mudanças do ritmo de sono, digestão e prontidão de raciocínio. Quem leva uma vida mais agitada, com muitas responsabilidades, depois da menopausa não conseguirá mais. Dessa forma, será fundamental atualizar também o ritmo do corpo. 

Topar o desafio de se reorganizar e se atualizar determinará como a mulher viverá os próximos momentos da sua vida. A terapeuta Liliane costuma dizer que essa fase é a “infância da velhice”. Com 50 anos temos a clareza de que a vida tem um começo, meio e fim. E mais: que a cada dia vivido temos menos tempo. 

A clareza da finitude é o incentivo para viver outras experiências. Esse é o momento para arriscar-se. A mulher de 50 anos não está mais presa a antigos parâmetros familiares ou do trabalho. Ela já sabe o que quer, vai lá e faz! É até paradoxal pensar assim. A mulher se coloca em novos desafios, mas sem deixar de ser quem ela é. É o momento perfeito para arriscar-se e fazer!

Aviso!

Esse encontro será aqui na sede do Projeto Dominique, na Faria Lima. Mas, menina, esse evento lotou em menos de 24 horas. Caso tenha interesse de vir no próximo, deixa seu nome na lista de espera (aqui), que estes nomes serão os primeiros a serem chamados, tá?

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Dominique

Nasceu em 1964. Ela tem 55 anos, mas em alguns posts terá 50, 56, 48, 45. Sabe porque? Por que Dominique representa toda uma geração de mulheres. Ela existe para dar vida e voz às experiências, alegrias, dores, e desejos de quem até pouco tempo atrás era invisível. Mas NÓS estamos aqui e temos muito o que compartilhar. Acompanhe!

2 Comentários
  1. Amei a materia eu hoje com 58 anos sei muito bem o que quero p minha vida quero mais libertade sou casada pena estar sem trabalho que me impossibilita de ter total liberdade.

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Drama romântico, salpicado com mistério, Jane Eyre é a frente de seu tempo

O já badalado diretor norte-americano Cary Fukunaga, em seu segundo trabalho, demonstrou talento ao dirigir mais essa adaptação do clássico romance de Charlotte Brontë, publicado em 1847. O filme Jane Eyre, lançado em 2011 nos Estados Unidos, está agora no catálogo da Netflix. 

Ambientado na Inglaterra Vitoriana, o longa narra a história da jovem órfã Jane Eyre, que após uma infância triste e muito difícil, vai trabalhar como governanta em uma mansão. Ela inicia um romance com o patrão Edward Fairfax Rochester. Mas segredos sobre o passado de Rochester podem comprometer para sempre o amor entre eles.

Funcionando como um bom drama romântico do século XIX, com toques de suspense, e tom melodramático por se tratar de um romance com tragédias, um amor forte, e um passado triste dos protagonistas, o filme é a combinação perfeita para qualquer público. 

Para viver a protagonista, Fukunaga convidou a jovem e talentosa atriz australiana Mia Wasikowiska, que tem uma excelente performance como a batalhadora Jane Eyre. A personagem é conhecida por ser uma mulher forte, que sobrepujou grandes dificuldades, e lutou para ser ouvida, para fazer o que achava certo, em um período no qual as mulheres não tinham direito a voz.

O filme explora os traumas da personagem pelos longos silêncios e expressões faciais contidas e assustadas da atriz, e uma postura de inferioridade diante de tudo a sua volta. Michael Fassbender, de nacionalidade alemão e irlandês, um dos melhores novos atores em atividade compõe o seu Rochester prepotente e ambíguo, mas aos poucos vai revelando suas atitudes apaixonadas.

A diferença de idade entre os dois funciona perfeitamente para criar o clima de romance. Ele sempre ameaçador e misterioso e ela, a novinha vulnerável, fazendo a química do casal funcionar.

Com um elenco de apoio acima da média, com destaque para a sempre respeitável Judi Dench e o talentoso Jamie Bell, ambos britânicos.

Jane Eyre é um romance de época (com pitadas bem vindas de suspense) que acredita na dupla protagonista para prender a atenção do público.

Um fato que merece ser ressaltado é o figurino. A excelente reconstituição de época em que o filme se passa, os detalhes e cada acessório são notáveis, os costumes e postura dos personagens também não passa despercebido criando assim o cenário perfeito para o longa.

O filme investe em flashbacks, atores de talento e uma estética que beira o gótico para ambientar elegantemente esse romance fantástico.

Se você ainda não viu esse filme, veja e se surpreenda com os segredos e reviravoltas que acontecem na vida das personagens do longa assim como me surpreendi.

Adoro esses romances dramáticos franceses do século XIX, parece que já vivi nessa época. 

Aqui fica uma bela dica principalmente se você é uma amante do gênero.

Belo entretenimento, um achado na Netflix.

Assista o trailer

https://youtu.be/9uBndXKKB_g

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Madame Bovary

Mary Shelley

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  1. Can you be more specific about the content of your article? After reading it, I still have some doubts. Hope you can help me.
  2. Thanks for sharing. I read many of your blog posts, cool, your blog is very good.
  3. Oi boa tarde. Gostaria de saber o nome do filme sobre Jane eyre

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