Tag: Cabelo

Férias? Veja minhas dicas para ficar arrumadinha na praia

Dominique - Praia
É colega. Foi-se o tempo que a gente ia pra praia com Noskote no nariz, tomava sol, depois passava um Caladril nas costas, Neutrox no cabelo e saía de cara lavada pra rua paquerar com aquela saia curtiiiinhaaaa. Lembra? Ah! Foi-se o tempo…

Não dá mais, bela! Temos sim que dar um tapa no visual na praia. Não adianta reclamar!
A não ser que você realmente não ligue, seja imortal como Bruna Lombardi (você viu a foto dela de calcinha?) ou esteja numa praia deserta de verdade, deserta meeeesmooooo, só você e seus pensamentos, sem espelho inclusive.

Tá bom, tá bom. Estou exagerando.
Mas se nossa vida está mais complicada por um lado, por outro, sei que muitas coisas foram simplificadas.
Ir para praia hoje é muito mais simples e fácil do que quando éramos adolescentes.
E vamos combinar, estamos batendo um bolão. É só uma dica. Ou duas.

Conforto é importante. Importantíssimo. Eu, por exemplo, não consigo usar nada com cós ou zipper.
Nada que grude no meu corpo ou me aperte depois do banho.
Então abuso dos vestidinhos soltinhos de malha de enfiar pela cabeça.
Kaftans curtos e longos nos favorecem pra burro. Não marcam nada e, por vezes, até emagrecem.

Tudo roupa gostosinha, fresquinha e soltinha. Só cuidado com as roupas de linho e de algodão.
Apesar de frescas, elas armam e podem nos fazer parecer um balão de festa junina.
Eu, pelo menos, me sinto assim.

Mas aí vem o capítulo sutiã.
Afff, aperta tudo. Sem falar aqueles com aros.
Bom, nessas lojas de meia, tipo Lupo, Hope, etc, tem uns sutiãs supermacios que vestimos também pela cabeça, sem fecho, sem costura e sem aro.
Não apertam nada. Incomodam zero.
Também não sustentam lá grande coisa.

Vamos falar de cabelo?
Ah! Agora vai longe. Não sei o seu, mas o meu é só descer a serra que o danado parece que fermenta.
Cresce, se avoluma, encrespa.

Ok. Pode até ser bem bacana.
Mas e quando ele arrepia e espeta????
Parece uma vassoura de piaçava.

Solução? Claro que tem e passa longe do secador e da chapinha, né colega? Tá louca? Isso seria tortura chinesa!

Dominique - Praia

Vamos lá. Rabo de cavalo. Ou qualquer forma de cabelo preso.
Você estará queimada, linda!!!!
Passe um gel para ele não secar e ficar com a frentinha arrepiada. É tudo de bom.

Na verdade, quando faço rabo de cavalo, gosto de amarrar um lencinho, para dar volume perto do pescoço, sabe como é? (Veja ao lado).

Odeio a sensação de ter uma cabecinha lá em cima balançando. O volume do cabelo me faz muita falta.

Outra jeito de controlar a juba é com produto bom e com uma tiara ou faixa.
Com o cabelo ainda molhado, coloque uma tiara ou uma faixa esticando a maledeta da frentinha.
Aí, passe aqueles produtos caríssimos nas pontas e amasse.
Eles prometem tirar o tal do frizz e deixar os cachos bonitos.
Quando o cabelo estiver seco, tire a tiara. Vai cair bacaninha.
Mas vai continuar com cara de juba, tá?

Maquiagem é importante. Mas de noite use muito, muito, muito pouco. Vou repetir, muito pouco.

Tá bom. Eu sei…
De manhã acordamos com os cabelos completamente descontrolados, a cara amassada e eu pessoalmente evito o espelho.
Mas por que você acha que inventaram os óculos escuros?
Queridaaaaaa, é justamente para estas horas. Coloque e só tire às 20h00. Com sol ou chuva.

Sapatos. Adoooooooroooo andar descalça. Eu costumo tirar o sapato na hora que chego na praia e só volto a calçá-lo quando desço do meu carro em São Paulo. Demoro uns 3 dias para conseguir calçar algo que não não seja aberto atrás.

Mas gente, o importante mesmo é aproveitar, andar na areia, entrar no mar, tomar sol e ser feliz.

Sem neuras e sem nóias.

Não sei você, mas eu sou mais feliz na praia, de qualquer jeito. Aproveite!

Leia mais:

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Quem disse que roupa tem que ser branca no Reveillon?

Eliane Cury Nahas
Eliane Cury Nahas

Economista, trabalha com tecnologia digital desde 2001. Descobriu o gosto pela escrita quando se viu Dominique. Na verdade Dominique obrigou Eliane a escrever. Hoje ela não sabe se a economista conseguirá ter minutos de sossego sem a contadora de histórias a atormentá-la.

8 Comentários
  1. Me identifiquei muito!!!! Cabelo estilo juba, domesticado com faixa, chapéu, presilha.
    Cara amassada disfarçada com mega óculos de sol – no melhor estilo celebridade – mas com um bom rímel à prova d’água pra dar uma levantada. Vestidos soltos, ok.
    Só não combino com sutiã sem fecho, sem aro e sem bojo… mas isso não me incomoda!

    Bjs

  2. Adorei suas dicas,fiquei mais tranquila de também preferir vestidos soltinho
    Ufa ..nao estou sozinha!!

  3. Meu JEITINHO de curtir uma Praia.
    Tenho a sorte de morar a uma quadra do mar.Fica tudo mais fácil.
    Menos é mais.Valeu a dica.Feliz Ano Novo.bjs.

  4. Gostei você é muito realista nos comentários sem falar que é uma pessoa extrovertida e feliz parabéns

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A vida está complicada? Então vamos falar de cabelo…

Dominique - Cabelo

Quando a procura por um simples produto de cabelo se torna um novo aprendizado.

“Você está em transição?” escutei atrás de mim. Olhei pasma para a vendedora. Estava em uma dessas lojas imensas de cosméticos, que, de repente, proliferaram, atrás de algum produto que ressuscitasse meu cabelo.

O que ela queria dizer com transição? Imaginou que eu estava tentando me livrar de algum vício. Ou estava sendo iniciada em uma seita. Ou adivinhou que estou mudando de área profissional?

Veio o esclarecimento: “Os seus cachos já estão pegando jeito”. Vi que se referia ao meu cabelo, mas não entendi o que queria dizer. Voltei para minha perplexidade diante da gôndola de produtos capilares com uns cinco metros de extensão. Para variar, estava paralisada, o que sempre acontece quando me deparo com excesso de oferta. Acabei saindo de mãos abanando.

Como estava decidida a dar um jeito no cabelo, fui pesquisar. Descobri não apenas o que a moça queria dizer com “transição”, mas também que havia surgido uma nova ciência para tratar de cabelos crespos agredidos por anos de química e manipulação térmica.

Diga-me – existe alguma área da vida que não esteja ficando cada vez mais complexa? Seja escolher um tempero no supermercado ou comprar um notebook, nada mais parece simples. Exige uma imersão no Google e muita consulta com especialistas.

No princípio, era apenas o xampu. Acho que nos anos 80, o condicionador (ou creme rinse?) sacudiu o mercado. Mas revolução veio mesmo com o creme de enxaguar, o milagroso leave in. Resolveu a vida de quem queria ter cabelos crespos que não vivessem em estado de frizz. Resolveu? Eu não sabia de nada, pobrezinha.

Como fez a Embrapa com a agricultura brasileira, algum órgão passou a pesquisar cabelos crespos com todas as ferramentas disponíveis pela ciência. Provavelmente, recuperar cabelos não tinha muita diferença de revitalizar terrenos degradados por séculos de queimadas e pesticidas. Ou desenvolver espécies menos agressivas ao meio ambiente.

O resultado impressiona. E me arrisco a dizer mais – a preocupação que nós, brasileiras, damos ao cabelo, talvez faça surgir um mercado tão promissor quanto se tornou o agronegócio. Quem sabe, logo, logo, a exportação de know how e itens capilares ocupará posição de peso na pauta de exportação do Brasil, com produtos de alto valor agregado.

Resumindo, a revolução no campo chegou aos cabelos. Tive um choque ao saber que o xampu virou um vilão. O prescrito agora é lavar o cabelo com… O condicionador. E só valem produtos livres de sulfato (o elemento responsável pela espuma) e de produtos derivados de petróleo. De preferência, orgânicos.

Além de hidratar, tarefa de dezenas de produtos, não se pode deixar de nutrir os fios. E lá se vai mais uma miríade de marcas para escolher. No lugar dos dois ou três produtos que usávamos, agora são seis ou sete. Conselho de amiga – não vá a uma loja dessas sem saber exatamente o produto e a marca que deseja. Ou aceite a sensação de profunda ignorância que toma conta da gente.

Depois de se entender sobre os produtos, chega a hora de se inteirar dos processos. Passar o produto, fazer espuma e enxaguar? Esqueça. Tem o jeito certo de movimentar o couro cabeludo, de umectar as mechas, de prender para conseguir melhor absorção… Você vai precisar de um manual de instrução.

Esse manual, com certeza, vai trazer mais uma surpresa – a classificação dos crespos segundo a dimensão dos cachos. Não são três ou quatro, superam os dez. Fiquei sabendo que os meus estão na categoria 3A.

Pensa que estou dando um furo de reportagem? É pura notícia velha, eu é que estava desinformada. Há muitos anos, a classificação oficial de cabelos circula entre os entendidos. Faz uns cinco anos, começou a se espalhar massivamente com a ajuda de centenas de blogs que promovem a redenção dos cabelos crespos.

Por fim, entendi a tal da transição. O termo não tem nada de religioso, porém, encontrei uma conotação filosófica. Para voltar ao seu estado original, o cabelo excessivamente manipulado (digamos assim) precisa passar por um período de desintoxicação, que exige muita paciência e persistência, às vezes, de dois anos.

E também desapego, porque os fios danificados são cortados bem curto para conseguirem crescer livres da dependência química. Muito parecido ao método do AAA – um dia de cada vez. Quando os cabelos estão crescidos, só se ouve falas de mulheres maravilhadas com a descoberta da beleza que tanto tempo tentaram negar.

Quantos vezes na vida não nos deparamos com essa exigência de superação, não é mesmo? A aceitação do fim de um ciclo profissional e a busca de outra forma de aplicar nossos talentos. Os filhos saem de casa e voltam com a própria família. Um casamento esgotado dá espaço a uma nova chance de amor. Aprendi muito com a intervenção daquela vendedora.

Inês Godinho
Inês Godinho

Jornalista, brasileira, ciente das imperfeições e das maravilhas da vida. Contradições? Nada causa mais sofrimento do que um texto por começar e não há maior alegria que terminá-lo.

2 Comentários
  1. Delicia de surpresa! Sabia q vc escrevia mas assim gostoso? Aprendi mt e tenho certeza que tb estou em fase de transição…E defasada nas informações sobre os famigerados crespos….

  2. adorei o texto, o humor , a leveza deliciosa e informativa do texto da Inês. Um primor> Como vitima de cabelos crespos, amei.

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