Destaque

Uma Dominique Pulando a Cerca

Foi uma separação difícil. Depois de quase 3 décadas juntos, 5 anos namorando e 22 casados, chegava ao fim aquela união que um dia achei que seria definitiva.

“Recomeço” portanto tornou-se meu nome do meio.

Já que era para recomeçar era para ser em grande estilo. Por uma série de motivos, resolvi que mudaria o estado civil, a cor do cabelo e o país em que morava. Pronto.

Foi dessa forma que “confusão” passou a ser meu sobrenome.

Fazer o quê?

Seja lá por inexperiência, por orgulho em não pedir ajuda, por ansiedade em sair fazendo, ou porque sou assim mesmo, tenho causado uma certa bagunça pelo caminho ultimamente.

Era um agradável anoitecer de fevereiro, em mais um domingo sem filhos. Almocei com uma amiga, e cheguei em casa relativamente cedo. Assisti 2 episódios de minha série do momento e comecei a ficar entediada, melancólica… sei lá.

Aí pensei: Mente vazia oficina do diabo ou do carboidrato.

Se ficar aqui à toa ou vou me entupir de chocolate ou vou pensar mais do que permitem minhas dopaminas e oxitocinas num modorrento final de domingo.

Então pelo bem geral de Portugal e do Brasil resolvi fazer algo. Mas o quê? Com o olhar perdido na direção do horizonte… Péra. Que horizonte? A porta de vidro que separa a sala do terraço estava imunda!!

Genial! Limpar vidro é um ótimo exercício.

Armei-me com todo instrumental disponível no mercado e fora dele (jornal, quem não conhece o truque de limpar vidros com jornal?) e marchei rumo ao inimigo. Vestida com minhas roupas de guerra, aquela legging manchada de cândida, a camiseta do camarote daquele carnaval que passou e o agasalho de moleton que já viveu dias mais agitados. Meus cabelos estavam apanhados com uma piranha num coque mal-ajambrado.

Tudo minuciosamente pensado para assustar o inimigo de cara.

Esfregão e balde em punho, lá fui eu. Abri a porta de minha sala que dá para o terraço, saí para fora e no instante que pisei na varanda daquele aprazível apartamento lisboeta, escuto o delicado som daquela imunda porta de vidro se fechando em minhas costas. Parecia que ela estava zombando de mim. Sério. Esperou eu sair imponentemente com meu arsenal, para aí, devagarinho, traiçoeiramente se fechar.Click.

Ai, my God! E agora? Pânico! Pânico!

Já estava escurecendo e esfriando muiito. Não passava vivalma naquela rua esquecida por Zeus e por Cristiano Ronaldo.

Não!! Claro que a porta não abre pelo lado de fora! Senão nem estaria aqui escrevendo esse textão né?

Comecei a gritar mas gritei para ninguém por que quem em sã consciência sairia numa noite de fevereiro com temperaturas próximas a 6 graus quando longe do sol?

Estratégica que sou pensei nas opções possíveis.

  1. Passar a noite ali, esperar amanhecer. Alguém apareceria pela manhã na rua e eu pediria para chamar o bombeiro. Se tivesse sobrado voz ou se eu não tivesse morrido de hipotermia. E de fome. Sim, sou muito exagerada.
  2. Tirar minhas roupas e fazer uma “Teresa”. Ahhh, você não sabe o que é uma “Teresa”? Não me diga que nunca esteve presa? Ahh..Fala verdade!! Tô brincando. Teresa é uma corda feita de lençóis ou de roupas para que princesas fujam das torres onde se encontram aprisionadas. Por mais romântico que te pareça essa ideia, não é a solução uma vez que meu ap é no 3º andar. Tá louca? E já pensou? Mesmo que desse certo. Imagina eu chegando ao rés do chão em pelo, agarrada a uma Teresa? Não. definitivamente não rolaria!
  3. Ligar para minha mãe. kkkkkk Você acha que se eu tivesse levado o celular eu ainda estria naquele terraço?
  4. Existia uma possibilidade factível, de difícil execução, entretanto com chances de sucesso. Eu teria que pular a cerca para o apartamento de um de meus vizinhos de andar.

Vamos ao plano.

Primeiro as boas notícias : Eu não tinha apenas um vizinho, tinha dois, um de cada lado sendo que um deles estava totalmente escuro, entretanto o outro brilhava resplandecente luzes indicativas do destino. Que felicidade achar um caminho.

Agora as notícias nem tão boas assim: Não seria tão fácil pular para o vizinho porque na verdade não era um cerca a ser transposta, e sim uma parede, portanto o único jeito possível seria passar de um ap para o outro pelo lado de fora.

Desafiando todas as leis da gravidade e minha vertigem lá fui eu.

Vou te poupar dos detalhes e malabarismos que fiz, apenas acredite que foi patético, desajeitado e indigno. A aterrisagem beirou o desastre, mas entre mortos e feridos salvaram-se todos.

Aprumei-me e comecei o reconhecimento. Já acostumada com a escuridão facilmente identifiquei os móveis naquele terraço. Olhei pelo vidro pala sala iluminada e vi uma senhora beeem senhora mesmo com seus cabelos brancos combinando com sua camisola de flanela rosa e a manta xadrez que a aquecia enquanto assistia TV.

E agora? Como abordá-la sem matá-la de susto? Imagine uma pessoa surgir da escuridão, no seu terraço sem mais nem menos. Acho que nem Freddy Krueger passaria incólume por isso.

Pensei, pensei, pensei por quase 3 minutos (tava frio, gente, poxa vida!) e resolvi que não tinha jeito a não ser bater no vidro.

E de mansinho, com muita delicadeza, aproximei-me da porta de vidro e dei três batidinhas de leve: toc,toc,toc. Foi tão de leve que Dona Senhora nem se mexeu. Claro que ela já não deveria estar escutando lá grandes coisas, pois também não escutou minha gritaria pedindo por socorro nem tampouco minha estabanada chegada em sua morada.

Percebi que precisaria me fazer notar.

TOCTOCTOCTOC…

Dona Senhora já com uma carinha de pânico olhou para a janela e ao me ver grudada ao vidro, encolheu-se colocou os braços em frente do rosto como quem não quisesse ver mais nada. E assim ficou. Comecei a falar mas acho que por conta de toda a situação as palavras saiam de forma descontrolada num tom indesejado.

— Não se assuste. Abra a porta, me deixe entrar por favor. Eu explico. Mas abra a porta.

Imagine isso dito com uma voz meiguinha. Agora imagine isso dito aos berros. Pois é. Eu não estava melhorando a situação.

Depois de algum tempo, tendo eu me acalmado, consegui balbuciar pedidos de desculpas quase congelando, apresentei-me e justifiquei-me. Ela compreendeu. Gentilmente abriu a porta da varanda, deixou que eu entrasse em sua casa, e imediatamente, sem cerimônia, abriu a porta de sua casa e deixou que eu saísse.

Não posso reclamar de Dona Senhora, vai. Quem é que abriria a porta pruma louca no meio da noite? Acho que nem o Freddy Krueger. Querer que ela me convidasse prum chazinho já seria demais, né?

Bem, cá estava eu, do lado de fora de meu apartamento sem poder entrar porque obviamente não estava com as chaves.

Eu cheguei a te falar que estava de meias? Sim, só de meias, sem sapatos. Ué, por que haveria eu de ir a meu terraço lavar janela de sapato?

Pois é. Agora é tarde.

Sem chave, sem sapato, sem celular, sem dinheiro, sem amigos ou conhecidos naquele prédio sem porteiro. Não ousaria acordar algum outro morador e ficar mais conhecida ainda em Portugal. Não com essa fama.

Saí do prédio de meias pois lembrei da pequena loja de conveniência que tinha na esquina. Se não me enganava era uma loja 24 horas.

Claro que me enganei e ela estava fechada.

Sentei no meio fio já sem forças e sem ideias. Comecei a pensar se tudo aquilo estava valendo a pena.

Não!! Eu não choraria!!

E quem disse que eu consigo controlar? A água brota de meus olhos sem que eu tenha a menor ingerência sobre ela, e em qualquer situação. Por que haveria ela de se intimidar naquela fria e deserta noite lusitana? Quando senti as primeiras lágrimas em minhas faces, mas antes mesmo de sentir o gosto delas, uma mão delicadamente pousou em meu ombro.

Tamanha foi a delicadeza do toque que não me assustei, apenas virei o rosto para encontrar Dona Senhora parada atrás de mim enrolada em seu xale. Com aquele delicioso português, disse.

-Ó menina, trate de levantar e vir para dentro. Vou fazer-lhe um chávena de chá bem quente enquanto liga para um chaveiro que há de demorar a chegar uma vez que é domingo.

Dona Senhora na verdade chama-se Dona Benvinda.

História baseada em fatos reais.

Leia Também :

Quando eu crescer e envelhecer pra valer quero ir para um asilo

Eliane Cury Nahas

Economista, trabalha com tecnologia digital desde 2001. Descobriu o gosto pela escrita quando se viu Dominique. Na verdade Dominique obrigou Eliane a escrever. Hoje ela não sabe se a economista conseguirá ter minutos de sossego sem a contadora de histórias a atormentá-la.

24 Comentários
  1. Senti em mim, o pavor dela por ter ficado trancada ao lado de fora, totalmente despreparada para enfrentar uma situação tão repentina e sem possibilidades de ser ajudada por ninguém. tomando de coragem foi até a vizinha e quase sem poder falar, devido muito frio, mas aos poucos foi conseguindo reanimar suas energias e assim a história segue, vou aguardar a publicação do seu final, por que achei muito,legal e espero Qye terá um fim delicioso e bem positivo. Obrigada.

    1. Amei! Na verdade conheço essas portas portuguesas. Morei 9 meses em um apartamento desses e tinha o maior cuidado para não ficar presa na varanda, kkkkkk. Basta um descuido e pronto. Vc não entra.

  2. Adorável seu estilo, sua historia.
    Passei por uma situação semelhante. Eram onze horas da manhã e meu bebê estava dormindo no berço. Fiquei presa no corredor, diante da minha porta. Minha vizinha do lado abriu-me a sua casa, e pulei do terraço dela para o meu, Igualzinho você!

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Sete Dias Sem Fim – Uma Reunião Familiar Forçada

Nesse momento difícil para todos nós, um filme visto em casa
pode aliviar a tensão que todos estamos sentindo. Por isso
escolhi o filme “Sete Dias Sem Fim” que vou comentar e explicar
para você porque gostei e estou recomendando.

“Sete Dias Sem Fim (This is Where I Live You) é uma comédia
dramática escrita por Jonathan Tropper e dirigida por Shawn
Levy. Baseado no livro homônimo do próprio Jonathan Tropper,
o diretor consegue deixar no cenário de reunião familiar forçada,
alguma nostalgia para pessoas distantes de suas casas onde
passaram a infância, boas passagens de humor e algumas
mensagens positivas bastante válidas.

Quando o pai morre, quatro irmãos, com as mágoas e cicatrizes
causadas por suas respectivas vidas adultas, são forçados a
retornar à casa paterna e viver sob o mesmo teto por uma
semana, junto a sua mãe hiperativa e uma variedade de
cônjuges, ex-namorados e afins. Precisaram lidar com as
diferenças de cada um. Ao confrontarem suas experiências, e os
estados desgastados de seus relacionamentos entre pessoas que
mais os conhecem e amam, eles acabam por se reconectar de
forma histérica e comovente em meio ao caos, humor, dor de
cabeça e redenção que somente as famílias podem proporcionar.
Encarar a realidade e a complexidade do luto e seguir em frente
não são tarefas fáceis para nenhum dos personagens

Com poucos minutos de exibição nota-se a maioria dos
problemas de todo o clã, e o quanto cada um deles tem
dificuldade de viver em comunidade.
Os bate-bocas e intrigas evoluem e tornam-se cada vez mais
eloqüentes mostrando uma violência reprimida por anos e que
somente piorou com o acúmulo de hostilidade e guardadas em
virtude do afastamento entre eles.

A direção segura de Shawn Levy, que pega todas as qualidades
legítimas e maduras do roteiro ligeiramente melancólico e as
equilibra de forma brilhante com o humor, e este é um grande
diferencial dessa comédia dramática. As piadas, as situações
constrangedoras e os irônicos diálogos ocorridos no decorrer de
sua duração funcionam sem falhas. Isso porque o elenco que
compõe esse longa, além de afiadíssimo, simplesmente
arrebenta em cena.

O roteiro ajustado de Tropper trabalha com sabedoria todas as
emoções contidas em cada um dos personagens, e mostra que,
apesar do claro incômodo presente na intimidade entre eles,
ainda há espaço para a solidariedade e companheirismo,
especialmente nos momentos de crise.
Suas mensagens sobre valores, família, passado e futuro que
estão em movimento, geram ótimas passagens dramáticas que
não causam nenhum espanto com o formato de humor
constante que essa comédia assume.
Mesmo que a proposta não busque revolucionar, ela funciona e
diverte como poucas.
A ótima trilha que dá um ar indie à produção colabora para um
desfecho rico e edificante dando como principal mensagem asbinfinitas possibilidades que se abrem ao ser humano mesmo
diante de tantas adversidades.


Um filme muito interessante principalmente para quem gosta de
histórias de família repleta de casos engraçados.
“Sete Dias Sem Fim” apresenta diálogos fantásticos expressados
por um elenco para lá de carismático. No conjunto da obra, o
filme levanta boas reflexões sobre a vida, a morte e
companheirismo de um jeito leve, e que te proporciona altas
risadas, só isso já vale a pena conferir.
Refleti muito, me diverti, e dei muitas risadas!
Amei!

Veja o tralleir

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O dilema das Dominiques que não tiveram filhos!

Durante muitos anos a mulher viveu o grande dilema sobre ter ou não ter filhos ou qual seria o melhor momento para tornar-se mãe. A bem da verdade, não! Vive, ainda. Apesar das mudanças enormes comportamentais, a nossa sociedade ainda tem um viés pró-natalista. 

Muitos – e aí incluo homens e as próprias mulheres – carregam o conceito de que uma mulher tem de ser mãe. Há um imaginário que – se ela não teve filhos porque não pode conceber – ela é infeliz ou não realizada. Não raro, muitas até são questionadas do porquê não adotaram uma criança. 

Já a mulher que fala abertamente que não quer ser mãe por opção a história é outra. É praticamente inadmissível fazer uma afirmação dessas. Muitas são tachadas como individualistas, egoístas, ambiciosas ou mesmo imaturas. 

Os bons ventos trazem perspectiva de mudança para essa nova geração. “Mas ainda há um grande impacto sobre a visão que a mulher tem de si mesma. Como constituir uma identidade dessa forma”, questiona a psicóloga e pesquisadora Helena Lyrio-Carvalho. Em seu doutorado pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), ela busca compreender mulheres que não têm filhos, por opção ou infertilidade. 

Helena traz do consultório a bagagem de estudar questões sobre a feminilidade. É, inclusive, um convívio muito próximo com mulheres vivendo esses dilemas. Como é um tema muito amplo, ela optou em sua dissertação do mestrado por estudar as mulheres que decidiram ser mães tardiamente. 

50 anos de transformações!

No doutorado, ela seguiu a mesma linha de pesquisa e, agora, busca entender os dilemas, as dificuldades e os desafios de muitas Dominiques sem filhos. “O universo feminino está em transformação. Há duas gerações uma mulher não teria essa escolha”, afirma. 

Ela cita o o filósofo francês Gilles Lipovetsky para explicar que “nosso meio século mudou mais a condição feminina do que todos os milênios anteriores.” Vejam só… os últimos 50 anos! Bom, nós Dominiques sabemos muito bem sobre essas grandes mudanças. 

Mas como explica, ainda é preciso aprofundar-se nas questões psicológicas. Para isso, ela volta a citar Lipovetsky, em seu livro A terceira mulher – Permanência e Revolução do Feminino, “cada vez mais a mulher se constitui como sujeito diante de um mundo aberto e aleatório, estruturado por uma lógica de indeterminação social e de livre governo individual, análoga à que organiza o universo masculino. A existência feminina compõe-se agora de escolhas, por meio das quais a mulher se reafirma como protagonista de sua própria vida.”

Infelizmente temos de lembrar que as mudanças não atingem as mulheres de todas as classes sociais e ou regiões de maneira uniforme. “Essa é uma mudança que vem em ondas”, explica. Mas em algumas culturas – como a muçulmana ou africanas – talvez essa mudança demore ainda mais a acontecer. 

Protagonistas de verdade!

Se há pouco anos atrás essa discussão talvez nem estivesse acontecendo, está certamente na hora de repensarmos todos esses estereótipos.  Muitas coisas ainda precisam mudar para as mulheres tornarem-se realmente protagonistas. Podemos até ajudar!

Nós, Dominiques, vivenciamos todo esse dualismo da mudança de gerações. Somos as filhas das mulheres que tinham por padrão apenas o modelo de mãe e esposa. Alguns conceitos antigos – como a 3ª jornada de trabalho – ainda permeiam o dia a dia de muitas mulheres. 

Sabemos que não é bem assim. Hoje o mundo oferece inúmeras opções de realização para uma mulher. Certamente, ser mãe é apenas uma delas. Se no passado não havia alternativa, hoje temos. E as mulheres que não têm filhos podem viver sem culpa!

Dominiques para a pesquisa

A Helena está buscando Dominiques entre 50 e 55 anos para contribuir em sua dissertação de doutorado. Ela estabeleceu essa faixa etária porque, após os 50 anos, a condição de não ser mãe já está consolidada e muitas passaram ou estão passando pelo período difícil da menopausa. 

Quem topar participar, contribuirá para que a sociedade e os agentes de saúde – dentre esses os psicoterapeutas – possam ter uma visão mais ampla da mulher no mundo atual. A pesquisa é voluntária e confidencial, inclusive foi aprovada pelo Conselho de Ética da PUC-SP. 

Caso você aceite esse convite, ou deseje mais detalhes sobre o estudo, entre em contato com a Helena pelo e-mail hclcarvalho@uol.com.br ou pelo WhatsApp (11) 99105.9547. 

Mais desafios para as Dominiques

A beleza e os desafios de recomeçar aos 50 anos

Envelhecer pode ser um barato!

1 Comentário
  1. Reforço o meu convite à participação na pesquisa que estou desenvolvendo. Assim, aquelas que tiverem entre 50 e 55 anos, morarem na Grande São Paulo e não tiverem filhos, por opção ou condição infértil, poderão contribuir para que ampliemos nossa compreensão sobre nós mesmas e nossas amigas Dominiques. Um grande abraço!

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Quais são as mulheres com mais de 50 anos que eu sigo no Instagram!

Sabe o que eu penso quando vejo algum perfil de blogueira de moda? Que quando somos jovens seguimos à risca a moda da estação. Se você olha várias delas, parecem que estão uniformizadas! Não que eu não me inspire nas tendências que observo em desfiles ou nas revistas. Com a idade, acho que chegamos ao estilo próprio, sem seguir padrões, mas incorporando as novidades.

De uns tempos pra cá, venho acompanhando algumas mulheres muito estilosas, todas Dominiques, com mais de 50 anos. Tenho adorado observar o look do dia, seus novos desafios e a rotina do dia a dia. Organizei aqui a lista das influenciadores digitais que eu sigo no Instagram.  Compartilha outros perfis também!

Consuelo Blocker

Referência da moda no Brasil, ela já nos inspirou nos encontros presenciais que fizemos para as Dominiques. No Instagram, ela compartilha sobre moda e o seu dia a dia. Para seguir para sempre!

Visualizar esta foto no Instagram.

Vamos a Sanremo hoje pro fim de semana!! Uma amiga que faz joias, @momagioielli , nos convidou. Essa cidade fica no norte da Itália, quase na fronteira com a França. . Dá no Mediterrâneo e é conhecida por suas flores! Sabe, o bacana da Europa é que em poucas horas de carro ou avião vc chega em lugares completamente novos! Nunca fui a Sanremo e em 4 horas estaremos lá!! Como sempre, vou mostrar tudo no stories. Créditos do look: colar @hey ernofficial#hsternheritage que herdei da minha mãe,casaco Le Marais, camiseta @cosstores echarpe @chianticashmere calça @valeriamansuratelier mule @owmeoficial #lookdodia #ootd #carlook #triplook Foto @robbieleone

Uma publicação compartilhada por Consuelo Blocker (@consueloblocker) em

Grece Ghanem

Ela tem 53 anos e mora em Montreal, no Canadá. Já avisou que continua usando roupas de um jeito divertido. “Não tenho porque desaparecer!”.

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Strong motion! @clubmonaco

Uma publicação compartilhada por Grece Ghanem (@greceghanem) em

Susi Rejano

A espanhola de 56 anos tem um estilo clássico. Sabe se vestir sem seguir a risca as tendências, mas sem deixá-las totalmente de lado também.

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Hora de descansar

Uma publicação compartilhada por SUSI REJANO (@susirejano) em

Sonia Lovett

Ela nasceu na África do Sul, cresceu na Argentina e atualmente vive nos Estados Unidos. Sonia tem 56 anos e compartilha o seu dia a dia no Instagram e em seu blog.

Visualizar esta foto no Instagram.

The beautiful @tilliescamplucy restaurant. With a setting like this and a menu like that, how could I not honor the occasion. I choose this stunning @stinegoyastudio number. And although everyone is so casual nowadays , this wrap dress is comfortable and I never feel overdressed. Do you still dress for dinner? G R E A T D I N I N G #greatdiningexperience #fashion #tilliescamplucy #stinegoya #goyapalazzo #staycation #midweekdestination #finedining #hillcountrydestination #accessories #fashionpassion #greatdecor #texaswinecountry #fabulously_chic_over_50 #styleover50 #IGStyle #styleover60 #stylestars #thecuratedstyle #influenceralliance #over50_style #over50style #over50fashion #austinwomanmagazine #austinwoman #stylefiles #chicover50 #fabover50 #stylebeyondage

Uma publicação compartilhada por Fashion & Lifestyle Over 50 (@stylebeyondage) em

Sunny Leigh Sherman 

Ela tem 67 anos e um estilo contemporâneo que inspira. Além do perfil no Instagram, ela mantém o blog Old Fashion Guru e é ativista pelo anti-ageism.

Dian Griesel

Essa americana de 57 anos mantém um perfil no Instagram com um nome instigante: Silver Disobedience. É também um movimento (site) que tem por objetivo abrir o diálogo para homens e mulheres com mais de 40 anos que se sentem sem representatividade.

Visualizar esta foto no Instagram.

Interrupting is always rude, but there is one phrase that I believe always warrants gentle interrupting. ✨ “(Fill in this blank with whatever…) is killing me.” ✨ Nothing is killing you. And if it is, stop doing it or get out of whatever the heck the situation is that could be causing you such distress that you even consider using the “K-word.” ✨ Don’t use the K-word flippantly. Don’t use it, period, in any reference relating to yourself or another. ✨ Our subconscious mind takes directions. Always direct it positively and see what happens. ✨ This is Silver Disobedience® philosophy. I’m @DianGriesel aka @SilverDisobedience ✨ A Perception Analyst who shares my Daily Meditations for other Ageless, Passionate & Curious People. Modeling info @Wilhelminamodels —other info in my bio & on my websites.

Uma publicação compartilhada por Silver Disobedience ® (@silverdisobedience) em

Leia mais sobre a Consuelo Blocker aqui:

Como é ser uma Dominique – parte 1

Relação com o corpo após os 50 anos

6 Comentários
  1. Boa noite, também sigo as mesmas, e sinto falta de referências brasileiras, nesta faixa etária, apenas a Consuelo e mora fora. Por isso como gosto muito de moda, teatro, cinema, e tenho a mesma faixa etária , resolvi começar como influencer. Dá uma olhada no meu perfil. Tem inspirações de looks normais do dia a dia sem muita frescura. Bjs @roesmeraldo

  2. Tb vejo a Consuelo e algumas outras, mm jovens Tenho 71 anos alta mas n tão magra como as citadas No entanto observo q essas roupas são mais elitizadas e n p mulheres normas como eu Casaco de inverno tenho mas uma cor mais neutra pq Soh tenho um e assim por diante mas mm assim , observo p “ pegar” as dicas e tento adapta-lós ,a minha situação

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Manual de sobrevivência de uma Dominique numa quarentena

Data estelar 2365.25

12 de março de 2020, começou minha quarentena voluntária.

Estamos vivendo uma Pandemia do tal coronavírus (me recuso a escrever o nome dele em maiúscula, é só um vírus gente!).

A turma tá meio em pânico, com uma certa razão. Esse bicho tá se propagando mais rapidamente que meme do Fabio Assunção.

O único jeito que temos de ajudar é tentar não nos mexermos. Sério!!

Quanto menos sairmos de casa, menos expostos estaremos ou menos possibilidades de transmitirmos teremos.

Quem pode, obviamente, deve fazer um esforcinho e tentar sair o mínimo possível. É o que estou fazendo.

Como parece que a coisa vai longe, pelo menos mais alguns meses com muita gente em quarentena voluntária ou não, resolvi fazer um manual de sobrevivência para Dominiques.

Fiz até fiz um videozinho explicando , veja aqui.

Bem amiga, vamos ao manual?

1. Caça à guloseima escondida. Isso mesmo. Vamos buscar cada chocolate, bombom, sorvete, M&M, tudoooo e vamos fazer a alegria de alguma criança do prédio. Se vamos ficar em casa, não podemos ter essas coisas por perto. Tá Louca???

2. Vamos fazer listas. Muitas listas. Elas são importantíssimas para administrarmos bem nosso tempo. Aqui estão as minhas listas:

  • tudo que preciso fazer em casa
  • tudo que é possível comprar/fazer pela Internet
  • tudo que preciso para meu trabalho
  • deixar espaço para listas que eu for lembrando.

3. Ahhh, você deve estar falando que vai assistir a toooodos os filmes da Netflix e cia. Queridaaaaa… é uma quarentena. Tudo bem que não são 40 dias, mas são pelo menos 15.

Acho que vai chegar uma hora que vai encher a paciência ficar vendo filmes e séries né? Mas em todo caso, vou fazer uma listinha de resenhas da Elzinha.

4. Importantíssimo!!

A partir do momento que você entrou em quarentena, desligue a Globonews!! Meuu, canal mais chato, martelando o tal corona 24 horas na cabeça da gente.

5. Ordem em armário! ÔÔ delícia. Fala verdade? Ter tempo para jogar tudo no chão e ir arrumando?? E que tal aproveitar para desapegar? Vamos tentar? Eu vou.

Tem um monte de texto no nosso blog pra quem quiser e tiver disposição de organizar um pouquinho a casa.

6. Gente, jogar a toalha não, né? Se você não é a paciente, dignidade!!

Não é porque estamos em casa que vamos ficar de pijamas com aquele birote no cabelo. Não!! Temos que estar minimamente ajeitadas, até para conseguirmos olhar no espelho. E se conseguimos, vamos combinar que fica mais fácil e mais gostoso para o outro também.

Então já sabe. Roupa, sapato, quem sabe até um brinco e um pinguinho de maquiagem?

7. Ainda no capítulo arrumadinha. Claro que manicure e cabeleireiro não são prioridades nesse momento. Mas olha só, deixar as unhas respirarem por uns dias é fenomenal para a saúde de nossas queridinhas. Portanto, tire o esmalte, passe um creminho para hidratar as coitadinhas e VIVA a LIBERDADE!!!

8. Dois dias sem esmalte e você está se sentindo a pior das mortais né? Ahaaa, eu tenho a solução. Existem umas unhas autocolantes que já vem pintadas que quebram o maior galho…Não faça essa cara!! Elas são sensacionais. Foi minha amiga Sandra que me ensinou a usá-las numa emergência, e você está numa emergência. Tem dois tamanhos, curta e média. Eu uso a média porque a base de minha unha é enorme. Quer saber? Compre os dois tamanhos e veja o que ficará melhor.

A primeira vez que vc for colocá-las, vai demorar uns 30 minutos. Mas vai compensar. Me conta depois, tá?

9. Cabelo. Ahh aí, se você como eu, não sabe pintar sozinha, tá complicado. Aí sinceramente acho que teremos que arrumar corajosas voluntárias que queiram se sacrificar e que entendam o que é uma mulher com a raiz do cabelo branca.

Eu não acho que seja a hora de assumir e deixar de pintar. Essa é uma decisão importantíssima que deve ser tomada conscientemente, a luz da sanidade, sob condições normais de temperatura e pressão e jamais por causa da ameaça da privação.

Vamos pensar juntas numa solução para isso!

10. Como sobreviver a homens doentes? Isole-os!! Tranque-os num quarto. Passe a comida pela frestinha. Menina, imagine aqui em casa, marido e dois filhos homens doentes. Bate na madeira.

11. Cursos on line. Chegou a hora colega. Tá cheinho de cursos on line de tudo que vc pode imaginar, pagos ou gratuitos. Até mesmo tutorias simples, como por exemplo como fazer um marcador de livro de crochê. Tá aqui ó.

12. Gente, vamos ler? Livro, de verdade, daqueles que viramos a página. Lembra como é isso? Eu sei..eu sei..Tá faltando foco. Pra mim também. Mas se o livro é bom, tempo é o que não nos falta.

Aqui ideias de artesanato que eu adorooo fazer. Coisas que já publicamos aqui no site da Dominique.

Já pensou acabarmos a quarentena e percebermos que ficamos sentadas no sofá olhando pro celular os 15 dias???

Não!!! Afasta esse celular e vamos viver, mesmo que dentro de casa!!.

P.S. Eu acho que esse é um trabalho em andamento. Cada hota tenho uma nova ideia, e vou adorar se você me der algumas. Vamos fazer um grande manual colaborativo para Dominiques? Sempre com bom humor, of course!.

Eliane Cury Nahas

Economista, trabalha com tecnologia digital desde 2001. Descobriu o gosto pela escrita quando se viu Dominique. Na verdade Dominique obrigou Eliane a escrever. Hoje ela não sabe se a economista conseguirá ter minutos de sossego sem a contadora de histórias a atormentá-la.

13 Comentários
  1. Acho que se ainda não há infectados ou isolados, criar uma rotina durante a quarentena é ótima opção.
    Acordar, ir pra esteira, bike ou treino.
    Café da manhã/ Banho.
    Checar e-mails, WhatsApp, ligações, notícias, home office de um modo geral.
    Num dia incrementar cardápio da semana, noutro ajeitar armários, enfim, coisas que acabamos passando tempos sem organizar e fazem bastante diferença.
    E no final do dia, tentar reunir todos pra um filminho seria demais!

  2. É simples. Com uns sacos de 100 litros, colocar os indesejados. E aqueles super bons tratar como temos nos tratado contra o corona vírus: um bom pano com álcool gel nas capas e bordas. E usar luvas de borracha, aquelas dos médicos. Nas prateleiras que forem esvaziadas um pouco de lustra móveis. Ah, e uns beijinhos nos preciosos da boa literatura ( kkkk). Brincadeira…
    Voilá…..

  3. Oi Dominique, tenho centenas de livros, mas, digamos, um terço é porcaria ou o assunto já não interessa. Então que tal uma biblioteca só com bons ( e limpinhos) livros. E o bacana é que podemos fazer um pouco por dia, sem estresse.

  4. Aproveitando para colocar os documentos em ordem. As pastas já estão lá faz tempo. Armários, me aguardem. Minha pilha de livros também. Longos momentos de love com o maridão.

  5. Adoro seus texto! 🙂 eu colocaria alguma coisa com músicas… criar playlists e até dançar um pouquinho para fazer algum exercício físico… dançar antes do banho e tomar banho com música – é uma terapia! Fique bem! Xoxo Nora 🙂

  6. Faça trabalhos voluntários em casa, estou fazendo vestidinhos para a fraternidade sem fronteiras, que manda para a África. Quem não souber costurar faça crochê, tricô, todos temos alguma habilidade é só desenvolver.

  7. Pensei em duas coisas:

    Reunir material para um Projeto Profissional,

    Ver muitas fotos antigas, em papel, de família, amigos…

    Dá para encontrar com amigos que moram perto eu acho. Duas pessoas ou três numa cozinha, não é aglomeração…

    Dá pra rolar uma Happy Hour um vinho com livro no final da tarde,

    Tirar do papel uma ideia de um projeto de trabalho voluntário;

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O Rei : História de Henrique V

Timothée Chalamet estrela Henrique V com fidelidade aos fatos
históricos.

Uma produção Netflix dirigida e escrita por David Michôd, “O
Rei”, conta a história de Henrique V, que foi monarca da
Inglaterra por um período de nove anos, entre 1413 até 31 de
agosto de 1422, dia da sua morte.
“O Rei”, filme estrelado por Timothée Chalamet, ator indicado ao
Oscar pelo “Me Chame Pelo Seu Nome”, é uma adaptação de
várias peças de Shakespeare que contam a história do Rei
Henrique V, que herda o reino após a morte de seu pai, Rei
Henrique IV, bem no meio da Guerra dos Cem Anos contra a
França.
O filme peca justamente ao “cortar” alguns eventos históricos,
talvez até pela necessidade de fazê-lo em não criar um filme
muito longo.
O excelente David Michôd mostra a história que é rica em
detalhes, e foca em mostrar a breve história e inexperiência de
um jovem rei de 27 anos que nunca se deu com o pai, e não
tinha ambição alguma ao trono.
Aí entra a ousadia do diretor, ao escalar como seu protagonista o
jovem ator de 23 anos de idade, o maravilhoso Timothée. Ao
olharmos o ator em cena de “O Rei” fica claro que o ator nascido
em Nova York, e que possui cidadania americana e francesa,
apesar de ser adulto possui traços de adolescente.

É neste terreno que florescem os maiores predicados do
contemporâneo astro. Dado que é capaz de nos encantar e
comover em suas facetas mais frágeis, ao mesmo em tempo que
assombra com sua presença e fibra – vide o discurso nada
melodramático antes da grande batalha, do tipo, curto, direto,
passional e poderoso. O cineasta, além de tirar mais uma
performance superlativa de Timothée, também foi capaz de
fisgar alguns elementos muito interessantes do resto do elenco.
O longa de Michelôt se aproxima mais da versão de Henrique V
por Kenneth Branagh em 1989, ambos valorizam os traços de
discurso pacifista identificáveis na peça de Shakespeare. Como
“O Rei” chegou em 2019, em meio ao Brexit, e ao
exacerbamento do isolacionismo político no mundo todo, o
relato do diretor se presta a lido como uma grande defesa não
necessariamente da arte política ou da arte de guerra, mas sim
da diplomacia, num mundo marcado pelo instinto de
antagonizar.
O drama ainda mostra, em vários tons de angústia, a tragédia e
tristeza, que guerras são sempre a pior forma de mostrar poder,
e, mesmo que a vitória seja alcançada, a derrota emocional é
para sempre.
Na primeira cena do filme já temos a impressão de que a
fotografia e direção de arte serão impecáveis – e são – tendo em
vista a idéia do filme em ser um “épico de guerra”, mas que no
decorrer se mostra mais como um drama histórico, talvez por
seguir muito a linha de peças teatrais.
Pode ser uma grande surpresa a alguns, mas o ótimo, “O Rei” usa
do mais renomado poeta e dramaturgo da língua inglesa para

apresentar uma história de passagem da juventude adolescente
à maioridade.
Com belas atuações dos protagonistas, trilha sonora
convincente, e boa contextualização dos personagens e do
ambiente, “O Rei” é, sem dúvida, ótimo, nos dando encanto em
conhecer mais sobre a monarquia britânica tão fascinante, como
também, bastante complexa.

Assista o Trailler

Tags: Dramaturgia, Skakespeare, 2019, O Rei, David Michôd,
Drama Épico, Drama Histórico, Reino Unido 2019, Timothée
Chalamet, The King, Joel Edgerton, Netflix, Entretenimento em
Casa, Lily-Rose Depp, Robert Pattinson, Guerra, França,
Inglaterra, Guerra dos Cem Anos

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Judy

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Precisamos falar sobre planejamento financeiro e esses apps podem te ajudar.

Pois é… Dominiques. Não podemos mais fazer vista grossa para as questões financeiras que envolvem a nossa vida. Acima de tudo, precisamos falar sobre o planejamento financeiro, o dinheiro e o nosso futuro. Não importa se você já está com a vida ganha ou se ainda está batalhando o pão de cada dia. Por certo, a realidade mudou… e muito. 

Em primeiro lugar, a nossa expectativa de vida quase dobrou. Se na década de 40 os brasileiros viviam, em média, 45,5 anos, hoje este número cresceu para 75,5 anos. Por outro lado, também temos de lembrar do fator “vivemos no Brasil”. Que montanha russa é essa! Tudo pode estar certo e mudar completamente amanhã.

A vida também traz muitas surpresas e nem todas elas, infelizmente, são boas. Por exemplo, eu tenho uma amiga que inesperadamente, aos 51 anos, ficou viúva no início deste ano. Ela sempre trabalhou, mas apenas a renda dela não cobre o seu padrão de vida, igualmente a ajuda que ela ainda dá para as duas filhas e a mãe.

O que você pode fazer para se preparar para o futuro?

Planejar. Por certo possa parecer bobo para muitas Dominiques, mas fazer o seu planejamento financeiro é o primeiro passo. É um assunto tão importante que organizei um novo encontrinho só pra falar de dindim, money, grana, tutu, trocado… isto é… teremos um momento para conversar sobre o nosso planejamento financeiro.

A minha convidada especial é a Paula Sauer, economista e planejadora financeira. Ela também estuda psicologia econômica e comportamento do consumidor e compartilhará diversas dicas pra nos ajudar nesse desafio quase hercúleo que é trocar uma blusinha nova por um dinheirinho a mais investido. A Paula, inclusive, já escreveu aqui no blog.

Em primeiro lugar um fato já comprovado é: o perfil de investimento da mulher é diferente do homem. Nós, por outro lado, tendemos a investir mais na carreira ou na educação dos filhos. Também somos menos agressivas e preferimos agir com muita cautela e mais lentamente. Quem aqui se identifica?

Não vou entrar em detalhes de que gastamos mais! Ok.. ok… que compramos sempre uma coisinha aqui, outra ali. Mas as “comprinhas” do sexo masculino são um pouquinho (se não muito!) mais caras. Vou contar aqui a história de outra amiga! Enquanto ela fica super preocupada em comprar roupas novas, o marido dela gastou uma grana preta num carro (velho!) para reformar. 

Como fazer o seu planejamento financeiro

Podemos ter duas duas atitudes… e ambas ao mesmo tempo. A primeira delas é buscar a ajuda de um profissional que possa dar a melhor recomendação. A Associação Brasileira dos Planejadores Financeiros (Planejar) pode ajudar (aqui). Além de disponibilizar no site o contato de profissionais certificados, também mantém a campanha Planejar para a Vida (aqui). Olha que slogan mais verdadeiro: Quem planeja, tem futuro. Quem não planeja, tem destino.

O segundo passo é o Acorda pra Vida, colega! Essa brincadeira aqui tem um fundão de verdade quando se trata de planejamento financeiro. A outra parte do trabalho é nossa… em manter a nossa vida financeira organizada, fazer economias onde dá e separar um pouquinho por mês para investir. Como adoro uma tecnologia, separei alguns aplicativos e site para te ajudar nesta jornada de Dominique Investidora. 

5 melhores apps e sites financeiros

Google Drive

Indicado para quem está começando a controlar as finanças… mas ainda de um jeito “leve”. É sempre importante saber o quanto entra e o quanto sai é a primeira coisa que você precisa fazer. Aliás, se você tem um e-mail @gmail o acesso ao Google Drive é de graça. Ainda por cima, você pode criar uma planilha online, no estilo do excel, e compartilha-la com outras pessoas. 

Acessar aqui.

Mobills

Este é um dos apps mais bem avaliados nas lojas de aplicativos. Neste caso, o nível de sofisticação muda. Entre os recursos está a definição de metas, orçamentos e até o controle do cartão de crédito. Adicionamento, outra feature mostra onde estamos gastando mais dinheiro e dá dicas de como melhorar a situação financeira. Tem um plano mais simples e gratuito e uma opção completa com assinatura. 

Acessar aqui.

Guia de Bolso

O app brasileiro Guia de Bolso ajuda a organizar e a planejar as finanças e o melhor: é de graça. Além disso, muitas funcionalidades presentes neste app são acessíveis apenas nas versões pagas dos outros aplicativos. Adicionalmente, também oferece uma ferramenta gratuita, em parceria com o Boa Vista SCPC, para mostrar a situação do crédito e do CPF. 

Acessar aqui.

Spendee

Este aplicativo é em inglês. No entanto, o Spendee é um pouco mais simples e prático de usar. Em resumo, uma das funcionalidades é a conexão com o banco para o acompanhamento em tempo real das despesas. Quem preferir, pode incluir os gastos manualmente. Muito mais fácil para entender onde está indo nosso dinheirinho. Também oferece as versões gratuitas e pagas. 

Acessar aqui.

Wallet

O aplicativo tem praticamente as mesmas funcionalidades dos demais apps como por exemplo o controle de gastos ou definição de metas. Porém ele tem um diferencial que é a possibilidade de tirar fotos dos recibos para guardar. Para quem gosta de deixar tudo organizado, essa feature é uma maravilha.

Acessar aqui.

Como você faz o controle de gastos da sua vida?

Vamos trocar dicas e ideias com outras Dominiques?

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Judy: Muito Além do Arco-Íris

Show emocionante de Renée Zellweger que entrega uma interpretação intensa e faz jus à Judy Garland

Judy: Muito Além do Arco-Íris (Judy), drama que mostra o final da vida da atriz e cantora Judy Garland, uma das mais talentosas e importantes da chamada “Era de Ouro” de Hollywood.
Ícone absoluto do cinema desde o sucesso, ainda adolescente, no clássico O Mágico de Oz.


O foco do longa está em sua decadência, quando teve que partir rumo a Londres para uma série de shows por não conseguir meios para se sustentar nos Estados Unidos, mesmo que isso lhe custe a falta dos dois filhos menores que não puderam acompanhá-la. 

Judy Garland foi cria de Hollywood, para o bem e para o mal, e isto lhe custou um preço alto no âmbito pessoal.
Foi submetida a anos de abuso emocional e até físico. O principal nome associado à dependência de remédios que a artista desenvolveu foi de Louis Mayer, uma das grandes figuras da indústria do cinema, que a obrigava  a tomar anfetaminas e barbitúricos para agüentar as intermináveis e violentas horas de gravação de “O Mágico de Oz. Foi entupida de remédios também para emagrecimento, longas horas de jejum e uma opressão que lhe custou seu sono, sua saúde mental – e toda sua fortuna.

Judy Garland viveu seus poucos anos finais como quem sofreu de tudo um pouco. Do estrelato mirim ela foi à falência e para a falta de oportunidades profissionais. 

Em “Judy”,esse tumultuado quadro é trazido pelas telonas, como se a própria atriz quisesse desabafar com o público – os únicos que foram realmente fiéis a ela.
Para contar essa história, o diretor Rupert Goold fez uma escolha certeira e surpreendente: Renée Zellweger não só por sua qualidade vocal, mas devido à transformação física sofrida pela atriz nos últimos anos, que lhe rendeu anos de afastamento de vida pública. É impossível iniciar “Judy” sem ver em Renée a personificação da decadência, o impacto de sua caracterização é tamanho que até mesmo difícil de se lembrar que na tela está um personagem, e não a própria atriz. Renée consegue transmitir um vazio no olhar que impressiona. Entretanto é no palco que a atriz e personagem se transformam: com sua potência vocal, Renée traz para si a dramaticidade do momento da vida de Judy Garland, e o seu também. “Judy” é sua grande volta por cima, a chance de provar que ain da é uma grande atriz.

A hipnotizante atuação de Renée absorve com maestria a essência de Judy Garland. Do franzir dos lábios ao pescoço espichado que formava uma pequena corcunda, e com sua voz autêntica ela mesmo reinterpreta alguns dos hinos mais conhecidos de Garland, traduzindo naturalidade e uma semelhança admirável ao timbre da emblemática atriz.

Judy Garland buscou a vida inteira ser amada, ela digladiou até o fim com a sensação de abandono que a perseguia, enlameada pelos vícios em anti-depressivos, cigarro e álcool – todos vindos de uma vida absolutamente privada de suas próprias escolhas. A jornada da protagonista rumo ao fracasso é desoladora e consegue manter uma conexão de empatia com o espectador, mesmo que seja um período curto da vida de Garland a ser explorado.

O figurino traz uma releitura do guarda-roupa de Judy Garland, e Zellweger cria uma versão própria do ícone. A sua “Judy” é idealizada sem se tornar uma imitação. 

Outro grande detalhe aqui é a direção de arte impecável, colorida e viva. A extravagância da fama e os luxuosos ambientes dos estúdios são trabalhados minuciosamente pela produção, até 
mesmo reconstruindo cenários de alguns filmes clássicos da atriz.

O final é belíssimo com a extraordinária cena ao som de ” Somewhere Over The Rainbow” e uma inesquecível interpretação passional de  Zellweger que nos emociona e faz chorar!

Bravo Renée Zellweger que merecidamente foi premiada com o Oscar 2020 de Melhor Atriz.

O filme é “dela”! Renée Zellweger arrasou!!!

Vale uma ida ao cinema pela interpretação espetacular dessa atriz que provou que seu grande esforço e empenho valeram muito a pena! 

1 Comentário
  1. Elzinha, vc viu a entrevista da Liza, que se negou a auxiliar os produtores contando histórias da mãe e se negou também , a assistir o filme? Será que ela mesma queria fazer esse papel?

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Isso é que eu chamo de Dominiques poderosas!

Eu não me importo (muito!) com as fofocas de famosos. Mas sabe que um babado no começo deste ano me chamou a atenção e até pesquisei mais sobre o assunto. Dominiques… adorei. Mas antes de tudo eu preciso revelar! Eu até senti o tal do Schadenfreude quando li a notícia completa. (Não sabe o que é? Conto aqui!). Enfim…. dei um sorrisinho e pensei: como eu adoro mulheres poderosas!

Vamos então ao bafo! No final da cerimônia do SAG Awards, Jennifer Aniston e Brad Pitt se encontraram nos bastidores. Ambos vencedores, ele com o prêmio de melhor ator coadjuvante por Era Uma Vez em… Hollywood e ela de melhor atriz em série dramática por The Morning Show. Bom… não se encontraram. Ele assistiu ao discurso e esperou por ela atrás do palco. 

Jennifer, 50 anos e lindíssima num vestido branco, cumprimentou o ex-marido e tchau! Isso mesmo… ele ficou segurando o braço dela, enquanto ela deu as costas e foi curtir a festa. Vejam a imagem e tirem suas próprias conclusões. Há, inclusive, quem diga que o ex-casal está se encontrando secretamente. Já outros fofoqueiros de plantão afirmam que a atriz foi é conversar com o outro (maravilhoso) ator Jon Hamm.

Mas as surpresas da premiação para as Dominiques não pararam por aí.

No entanto, não foi apenas essa notícia que me surpreendeu sobre as Dominiques no cinema. A atriz Renée Zellweger, com recém-completados 50 anos, ganhou o Oscar, Globo de Ouro, BAFTA, entre outros prêmios, pela sua atuação como melhor atriz no filme Judy. 

Foi uma belíssima performance feita pela Renée, que ficou alguns anos afastada das telas por depressão. Ela representou os últimos meses de vida da atriz Judy Garland, que morreu com 47 anos. Nada me tira da cabeça que se a mesma escalação da intérprete fosse alguns anos atrás, a atriz escolhida para viver Judy seria alguém mais nova e no auge da fama.

Quem também foi indicada na maioria dos grandes prêmios por sua interpretação como atriz coadjuvante no filme para a Netflix História de um Casamento foi Laura Dern. (Tem resenha do filme aqui).

O desempenho da atriz de 53 anos também foi reconhecido ano passado na minissérie da HBO Big Little Lies (também tem resenha aqui). Há anos eu acompanho o trabalho dela, que tem um lado meio poderosa, meio rebelde. Adoro. E ela também tem muito atitude. Adorei que a Laura Dern repetiu o mesmo vestido preto na festa pós Oscar. Faz mais de 20 anos que ela usou o look.

Quer Dominique sexy? Também teve!

Outra artista que arrasou nas premiações e no show do intervalo do Super Bowl foi a Jennifer Lopez, também com 50 anos. Ela interpreta uma stripper que aplica golpes com as amigas no filme As Golpistas. J-Lo concorreu ao prêmio de melhor atriz coadjuvante no Globo de Ouro e deu até entrevistas confirmando que não usou photoshop nos cliques. 

Você pode até falar que ela é cantora e precisa estar em forma para as apresentações. Mas, Dominiques, no filme ela ensina uma amiga a dançar pole dance. Não é só a forma física que me admirou, não, mas a auto-estima de encarar uma personagem super sexy. Da mesma forma, ela arrasou, veja só:

Além de deixar todos e todas (porque eu me incluo aqui!) com queixo caído no filme As Golpistas, a J-Lo ainda arrasou no show do intervalo do Super Bowl. A apresentação junto com a cantora Shakira – aliás, que tem 43 anos – causou polêmica. 

Dominiques poderosas!

A rede de televisão CNN afirmou que mais de 1.300 pessoas reclamam do show, dizendo que foi muito sensual e que não haviam sido informados antes da “performance de strip tease”. Sério… Dominiques. A notícia saiu aqui. Posso não gostar de todas as músicas delas. Mas eu AMEI a repercussão. As duas cantoras são muito competentes e fizeram uma apresentação impecável. Só posso dizer uma coisa: que poder é esse das novas Dominiques!

Confira só o show! 

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Uma história de Recomeço – Meu melhor casamento

Dominique apaixonou-se perdidamente por Mateus e foi correspondida.

Mateus era quase 15 anos mais velho que Dominique, já tinha tido uns 3 casamentos e incontáveis filhos de cada um deles.

Nada disso importava para Dominique. Desde aquela primeira conversa no bar Supremo, encantou-se com o papo, a cultura, a ousadia e até mesmo com a aparência e o jeito despojado chique.

Mateus era de família tradicionalíssima paulista, descendente de algum barão do café, daqueles com 5 sobrenomes.

Dos gloriosos tempos da política com café com leite, sobraram além das histórias, uma única fazenda em Itapira.

Dominique, neta de humildes imigrantes, não ligava para os narizes torcidos dos amigos de Mateus. Muito pelo contrário, fez com que todos eles e elas a admirassem com o tempo.

Mateus era um homem cheio de qualidades, encantadoras qualidades. Porém tinha um defeito que quando acentuado, passa a ser grave.

Ele era ávaro, pão duro mesmo, chegando a beirar a mesquinhez.

Isso incomodava Dominique que ao longo dos 15 anos de relacionamento nunca pediu um centavo sequer para o namorado e igualmente retribuiu-lhe a atitude.

Dividiam todas as contas, fosse no dia a dia, fosse em viagem. Com o passar dos anos, Dominique começou a achar esse um bom arranjo. Sentia-se mais dona de seu nariz se é que dava para ela sentir-se mais.

Tinha apenas uma coisa que Mateus não economizava. Era na comemoração do dia em que se conheceram.

Todo dia 10 de novembro Dominique podia contar com uma surpresa.

Sempre começavam com um drink no Bar Supremo, onde se conheceram. De lá poderiam ir para um Hotel 5 estrelas, para o aeroporto rumo a uma viagem surpresa para Galápagos ou para um romântico picnic em algum rooftop.

Assim compartilharam os gostos pela música, livros, animais, espetáculos, boa comida, e pela família.

Ahhh, a família é um assunto a parte. Filhos, muiiitos filhos. A quantidade de filhos cá e lá, foi motivo mais do que razoável para nunca terem morado juntos.

Os filhos de Dominique formaram-se, casaram e levavam uma vida de acordo com a possibilidade de cada um. Achavam bom a mãe ter uma companhia. Bom para ela e muito melhor para eles que não sentiam o peso da culpa pela ausência.

Já os filhos de Mateus, competiam sempre com o apoio de suas respectivas mães. Estavam sempre brigando entre si e com o pai. O motivo era sempre o mesmo. $$$$

A primeira vez que Dominique foi a fazenda em Itapira, achou que não sairia viva de lá, fosse pelo estado precário da fazenda, fosse pelo ódio que viu nos olhos dos “enteados”.

Aquela fazenda estava caindo aos pedaços. fazia anos que não via uma mão de tinta. Bolores nas paredes. Teto com goteira. E os colchões? Ela tinha a impressão que eram recheados com palha. Porém o delicioso feijão feito naquele aconchegante fogão a lenha compensava as desventuras.

Não. Mentira. Não compensava nada. Dominique queria era seu ar condicionado e seu colchão de molas. E distância regulamentar dos filhos de Mateus.

Com o tempo, muito jeitinho e dividindo as despesas, convenceu o amor de sua vida a reformar a sede, ao mesmo tempo que conseguiu afastar um pouco aqueles sangues suga de seu namorido.

Com sua visão comercial, fez com que Mateus arrendasse um pedaço da fazenda para garantir a renda e trabalhasse a terra remanescente tornando-a minimamente produtiva.

Nesses anos todos, Dominique nunca parou de trabalhar, e continuou aumentando seu patrimônio. Porém com suas frequentes idas para Iatpira, desgastava-se demais no dia a dia de seus negócios. Nenhum filho queria trabalhar com ela e nem ela os queria por perto. Achou mais fácil contratar uma secretária e um administrador. Mais fácil e mais barato.

Com o tempo, ambos foram se mostrando de grande valia e igual confiança, lembrando que o FAX, aquela invenção mágica e meio incompreensível, facilitava absolutamente tudo. A vida podia ser dividida antes e depois do FAX.

Dessa maneira Dominique foi se sentindo cada vez mais segura para passar mais tempo na fazenda curtindo seu Mozão.

Juntos viram o Brasil ganhar duas copas do mundo.

Passaram pela presidência, um José, 2 Fernandos, 1 Itamar e um Luis.

Assistiram juntos Vale Tudo, Rainha da Sucata, Pantanal (que rendeu uma viagem para conhecer aquele paraíso).

Dominique foi uma das primeiras assinantes da imberbe Tv a Cabo brasileira pois amava assistir sitcom. The Nanny, Murphy Brown, Seinfeld, Will and Grace e muitas outras, sendo que a preferida de Mateus era a Família Dinossauro, vai saber por que.

Cinema não era muito a praia do casal, mas não se furtavam a um Blockbuster no vídeocassete e depois no DVD. Telma e Louise, Tomates Verdes Fritos, A Lista de Shindler, mostraram que Mateus era um homem muito sensível por suas muitas lágrimas vertidas.

Estavam atentos ao advento da Internet. Entenderam já em 90 e pouco que aquilo mudaria o mundo. E mais uma vez, Dominique foi das primeiras a ter a tão desejada Banda Larga em casa. Foi nessa época que Mateus quase se mudou para casa da namorida. Amava a Internet da casa dela e ele não assinaria Speedy tão cedo. Qual a necessidade dele ter se ela já tinha? E vai saber se esse negócio de Internet ia dar certo mesmo?

Vibraram com o Protocolo de Kioto e derreteram juntos em 98 com a chegada daquele El Nino avassalador no mesmo ano.

Decoraram todas as Letras dos Mamonas Assassinas fazendo a alegria dos netinhos que já podia se dizer, eram de ambos.

Estavam juntos naquele 11 de setembro. Especularam se aquela escalada terrorista teria a ver com os fundamentalistas iranianos, afegãos, líbios. Ou com a Aliança soberana entre EUA e a Alemanha reunificada.

Os ataques terroristas mobilizavam o casal. Eram noites e noites tentando entender motivações, aspectos sociais, financeiros e até mesmo ocultos em cada episódio.

Mateus não chegou a saber do atentado terrorista em Madri no dia 11 de março de 2004.

Depois de lutar incansavelmente por quase 2 anos contra um câncer, na madrugada daquela quinta feira, desistiu. Fechou os olhos segurando a mão de sua maior e melhor companhia.

Dominique nunca se sentiu tão sozinha. Não sabia ao certo se agradecia aqueles 15 anos de felicidade, ou os amaldiçoava por terem lhe dado parâmetro. Ela finalmente sabia o que era ser feliz e não aceitaria nada menos que isso. Nada menos do que teve com Mateus.

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Uma Dominique viúva aos 40 anos

Eliane Cury Nahas

Economista, trabalha com tecnologia digital desde 2001. Descobriu o gosto pela escrita quando se viu Dominique. Na verdade Dominique obrigou Eliane a escrever. Hoje ela não sabe se a economista conseguirá ter minutos de sossego sem a contadora de histórias a atormentá-la.

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