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Papo de mulher! Vamos falar de laser íntimo e rejuvenescimento?

Dominique - Laser
Meninas, chegou a hora! Não foi nem uma, nem duas Dominiques. Várias me pediram para falar sobre Laser íntimo. Nunca é fácil falar sobre sexo e sexualidade. Não sei bem porque. A simples palavra Vagina, já constrange. Genteeee! Que bobagem! Somos todas mulheres adultas e sabidas.

E a medicina avança a passos largos para nosso bem estar. Não podemos ficar desinformadas por vergonha. Então resolvi contar o que é e quais são os benefícios do Laser íntimo que vem sendo chamado de Laser do Desejo!

Como não sou especialista, fui falar com quem entende e conversei com dois ginecologistas. Isso 2. Por que dois? Quis conversar com um homem e com uma mulher. Acho que me senti mais à vontade com uma mocinha na sala para fazer as perguntas que fiz.

Mas meninas, atenção, não tenho o menor problema em fazer qualquer procedimento com um DR. kkkk!

Vamos lá?

Conversei Com o Dr. Alexandre Pupo Nogueira e a Dra. Mariana Sadalla.

Dominique – Já ouvi falar de laser para o rosto. Aliás já fiz até alguns. Mas o íntimo pra mim é novidade. Para que serve?

Dra. Mariana – Dominique, o princípio do Laser íntimo é o mesmo do facial, ou seja, melhorar o tônus vaginal em um procedimento não invasivo.

Dominique – Então tem uma função estética?

Dr. Alexandre – Este é um dos benefícios do laser. Mas existem outros muito significativos. A mulher na pré e pós-menopausa sofre demasiadamente com alguns sintomas muito chatos como ressecamento, fragilidade e perda da elasticidade da mucosa vaginal. O laser, recupera o colágeno, assim como no rosto, devolvendo elasticidade, umidade além de um aspecto jovem da vulva e da vagina.

Dra Mariana – Nós, Dominiques, namoramos, trabalhamos, nos exercitamos, muitas de nós ainda com filhos em idade escolar, porém os hormônios nem sempre nos acompanham.

Dominique – Então, as dores na relação…

Dr. Alexandre – Elas amenizam senão acabam após três sessões de laser. Mas existe ainda um benefício talvez tão importante ou mais. Algumas mulheres sofrem absurdamente com pequenos escapes de urina ou o que chamamos de incontinência urinária. O tratamento ameniza ou até mesmo elimina este desconforto dependendo do caso.

Dra. Mariana – A mulher recupera a autoestima em vários sentidos. Ela se fortalece. Nesta idade, precisamos nos fortalecer e principalmente nos gostar.

Dominique – E dói?

Dr. Alexandre – Não! O laser é feito em consultório, com anestesia local e dura menos de 30 minutos. Minhas pacientes relatam um leve desconforto, mas nada demais.

Dominique – Uma sessão é suficiente?

Dra. Mariana – Não, são três sessões. Uma por mês ao longo de três meses.

 

MÉDICOS
Dra. Mariana de Andrade Sadalla
Ginecologista – Obstetra

Dr Alexandre Pupo Nogueira
Ginecologista • Mastologista • Obstetra
Diretor Clínico da Clínica Prof Dr Jorge Souen

Leia mais:

Você acha que a menopausa tem lado bom? Tem sim!
Quando eu crescer e envelhecer pra valer, quero ir para um asilo!

33 Comentários
    1. Vera boa tarde! Vamos dar uma pesquisada em médicos aí em Foz pra te informar!
      Renata, a grande maioria das pacientes que fizeram as 3 sessões tanto no HC aqui em SP , como na nossa Clínica , tiveram resultados super positivos. Após as 3 primeiras sessões com intervalo de 1 mês entre elas, as pacientes fazem apenas uma sessão anual para manutenção. E como falei, as respostas têm sido ótimas!

  1. Boa tarde Dominiques!
    Neusa, desculpe a demora do retorno mas lancei sua pergunta pra equipe e os médicos não conhecem nenhum ginecologista que faça o laser íntimo na região do ABC..aguardei um tempo pra eles darem uma pesquisada mas realmente não encontraram nenhum colega aí do ABC.
    Marília,o procedimento dura em média 30 minutos, super tranquilo. São 3 sessões com intervalos de 30 dias e depois disso os médicos recomendam 1 sessão anual como manutenção.
    Preços são tratados direto na Clínica com a administração! Fique à vontade, as recepcionistas tiram suas dúvidas!

    1. Andrea Maria, gostaria de saber qual foi sua experiência pessoal em relação a elasticidade e lubrificação. Na primeira sessão sentiu melhora? Grata.
      Renata

  2. Marilia, muito provavelmente deve ter em Goiânia sim. O sucesso do laser íntimo está sendo cada vez mais reconhecido e portanto vcs já devem tê-lo por aí…como mencionamos, a melhor pessoa para te indicar o local e profissional adequados em sua cidade é seu ginecologista de confiança, de Goiânia mesmo. Sempre reforçando que o procedimento deve ser realizado por um ginecologista, isto é imprescindível. Caso ele não saiba, posso pesquisar pra vc! Trabalho na área..bjs

    1. Andréa, o laser íntimo engloba outras necessidades referente ao crescimento dos lábios e estética vaginal como um todo? No uso continuo de hormônios percebi o crescimento desproporcional de ambos os lábios e flacidez. Seria feito com o mesmo médico ginecologista?

  3. Carmen e Virgínia , segundo os médicos da nossa equipe, o ideal é que cada paciente se informe diretamente com seu ginecologista de confiança e de seu estado, sobre o local onde fazer o procedimento. Na opinião deles, é muito importante que um ginecologista acompanhe o procedimento e indique com real conhecimento e vivência tanto o local quanto o médico ginecologista que realizará o laser, caso ele mesmo não o faça.
    Fora da capital ,eles ainda não acompanharam nenhum resultado para que pudessem fazer alguma indicação pontual. Só realmente recomendam a presença e a orientação de um ginecologista.

  4. Para a matéria estar mais completa poderia constar de que cidade são os profissionais e indicações de clínicas e/ou consultórios em outras capitais que realizam o tratamento .Facilitaria, grandemente….

    1. Carmen, tudo bem? Ambos os profissionais são de São Paulo/Capital. São médicos da Clínica Prof.Jorge Souen.Como trabalho na parte administrativa da Clínica posso checar indicações em outras cidades com a equipe. Respondo aqui logo mais, abs!

  5. Débora, pode sim. O Dr. Alexandre vai te responder com mais detalhes.
    A orientação que recebemos na Clínica é que a paciente só não pode realizar o procedimento caso esteja apresentando alguma alteração no resultado do Papa Nicolaou na ocasião.

  6. Lúcia, bom dia!!
    Trabalho na área médica, especialmente na ginecológica.
    Em nossa clínica o laser é feito por ginecologistas, obrigatoriamente. Cada ginecologista faz o procedimento em suas pacientes.

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O Manto da Invisibilidade

Modéstia a parte, ou totalmente sem ela, sempre fui daquelas que ao entrar em um lugar cabeças se viravam para me acompanhar.
Fosse pela minha altura, meus cabelos, minhas roupas ou pelo conjunto da obra, sempre fui acostumada a ter olhares a me seguir.
Mas veja só, parece que como num passe de mágica, ao fazer 50 anos, vesti o sagrado manto da invisibilidade.
Percebo que não sou a única.
Minhas amigas também estão nesse processo de desaparecimento gradual.

Mas até aí, desgraça de muitos alegria de tonto, né?
Adelante, Dominique!!
Só que percebo que surge um fenômeno.
Percebo que as mulheres começam com esta idade ou até antes a fazer um movimento para sair deste lugar onde os filhos já não precisam mais delas e as deixam num cantinho esquecidas.
O marido ainda ativo e vigoroso, por muitas vezes, se gaba de grandes “maratonas corridas”.
O que era natural para nós, hoje exige um certo esforço, uma certa ginástica.
Estamos tentando com todas as nossas forças não sermos invisíveis!

Afff…Vejo cada coisa que vc não acreditaria cara colega:
O que essa mulherada (eu inclusive) faz para jogar longe este manto indesejado!!

– Perceba na academia que algumas contemporâneas se estendem umas horinhas a mais.
Seria por causa do musculoso personal?
Pode até ser, mas pouco provável.
Chance maior é dela estar apavorada mesmo é com a proximidade do verão.
E quando falo apavorada não é figura de linguagem!!

– E aquelas que resolvem se engajar em causas político sociais?
Oh my God.
Só não são mais chatas por falta de espaço.
Mas não são invisíveis..Ah isso não são.

– E tem ainda as jovens.
Aquelas que não só arrancam o manto como a barra da saia tb.
Quanto mais longo o cabelo, mais curta a saia.

– Outro dia numa festa a fantasia, uma amiga foi de BondGirl e fantasiou o marido de James Bond 007!
Agora, um doce se você descobrir qual das BondGirls ela tentou representar.
Difícil dizer.
Mas, por dedução, maridão carecão, era o Sean Connery (ou algo remotamente parecido).
Daí, por exclusão e vendo suas roupas (ou a falta delas) e seus cabelos molhados ela era Úrsula Andress.
Coisa linda!!!
Fizeram o maior sucesso. Isso sim é ser visível!!

Mas a maioria já chegou a conclusão que o que vale é o bom humor e muita risada.
Mesmo assim, queremos é sermos vistas.
De maneira alguma me confunda com a cor da parede!!!
Por exemplo, ontem  tive um happy hour.
Aí veio aquela sensação ao entrar no bar.
Ai… Será???? De novo??? Poxa vida!!!
Mas até que ontem mandei bem!!!
Ahh, péra!! Jura?
Você está surpresa por eu contabilizar as cabeças que se viram?????
Nunca fez isso? ??????
Mentirosaaaaaaaaaa

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Dominique

Nasceu em 1964. Ela tem 55 anos, mas em alguns posts terá 50, 56, 48, 45. Sabe porque? Por que Dominique representa toda uma geração de mulheres. Ela existe para dar vida e voz às experiências, alegrias, dores, e desejos de quem até pouco tempo atrás era invisível. Mas NÓS estamos aqui e temos muito o que compartilhar. Acompanhe!

36 Comentários
  1. Fiquei viuva aos 43. Depois de alguns anos namorei. Me sinto bem com meu corpo,mas percebi que nesse momento me aprecio mas do que supostos interessados. Outro dia, depois de algum tempo de flerte, e dele ter me dado o cel, mandei mensagem do dia dos pais. Respondeu com um obrigado seco. Fiquei na minha. Hoje o vi, foi educado e distante. Fiquei pensando no que uma amiga disse. Que quando um homem pensa ou imagina o interesse de uma mulher da faixa etária dele, fica como que indignado tipo. _ Essa coroa não se enxerga! Kkkkk Acho que eles vêem espelho na gente. Vcs concordam meninas? E olha que a pessoa é três anos mais velho que eu, barriga mole, grisalho, bem caidinho! Tô melhor! Bem melhor que ele kkkkk

    1. Beth, você tem razão. Por exemplo, é raro que homens de 50 procurem mulheres de 50. Não sei se eles se enxergam mais novos ou se nos vêem como velhas. Há raras exceções, mas são exceções mesmo! É muito mais comum ver homens de 50, 60 com mulheres de 30 e 40, digo segundo relacionamento/casamento. Já as mulheres com homens mais novos são vistas como papa anjo, o que é uma injustiça! Concorda?

  2. Dominique!
    Acabei de enviar um email para um rapaz que faz vídeo motivacional, perguntando quando ele faria um vídeo sobre ter 50 anos! E agora? O manto da invisibilidade é mais um acessório que vou ter que carregar, mas e o TRABALHO!!!? Acredita que eu nem me lembrava mais que faria 50 anos? Pois estou num ritmo de vida que ainda preciso trabalhar muito! E ainda por cima resolvi me separar (depois de 28 anos) e trocar de emprego (depois de 17 anos). Culpa? Não, mas necessidade de mudar tudo! Descobrir o site e me ver uma Dominique foi a melhor coisa que me aconteceu nestas últimas semanas!Portanto não pare com o site , todas são maravilhosas, eu descobri o meu mundo e que eu definitivamente não estou sozinha! Sou sua fã! Obrigada.

  3. Estou vivendo esse momento,
    Vim ficar com minha filha , grávida e com uma bb de 1ano e 7meses, dois bbs, para cuidar e ajudar nas tarefas (todas ).
    Foram 4 meses de aprendizado, paciência e muito choro, me sentia um cone, cada hora era colocado num canto, sem direito a falar ou expor qq assunto.
    Será que ficamos tão distantes dos filhos a ponto de sermos tratados com estranhos? E a palavra certa é essa : ser invisível.
    Me olhava no espelho e via minha mãe , que cuidou de 7 filhos, não sei como!
    Deus deu muita força para nós mulheres.

  4. Tenho 58 anos e aceito o tempo de envelhecer. Nada é eterno. Faz parte da vida. O que vi aqui na maioria dos comentários, uma certa amargura ,uma revolta contra o tempo. Cuidemos da alma sempre para aceitar o tempo das coisas.

  5. Wow…eu achei incrivel ler sobre o que voce escreveu…tenho 52 anos e hoje fui almoçar com minha filha e eu estava justamente falando sobre esse manto de invisibilidade…..Complimenti…estou aliviada por não ser a unica a me sentir assim…..obrigada !!!!!

  6. É exatamente assim que me sinto, parece que fui eu que escrevi este texto!!!
    Tenho 52 anos e ficar invisível, pra quem passou uma vida sendo muiiiito visível é uma fase de crescimento e mudança total de paradigmas e valores. Não que eu não me goste atualmente, pelo contrario acho que estou ótima em todos os aspectos. Entendo que preciso só encontrar outra turma, tenho algumas amigas mais novas que ainda não entendem isso. Parabéns pelo artigo, adorei!!!

  7. Preciso aprender a mexer vestir, sem parecer velha e nem coroa aparecida, sabe como é? Convivo com pessoas pouco mais novas que eu, estou sempre antenada, mas não quero passar de ridícula.

  8. Tenho 51 anos, uma marido mais novo, uma filha linda de 15. Ainda não sou invisível, mas tenho, mas tenho vergonha de encarrar as pessoas, como se elas fossem perceber que de perto “o negócio tá feio”. Costumo brincar que sou original de fábrica, nada de lipo, silicone, preenchimento nem botox ainda… Mas a vontade está imensa de fazer algo, o que me segura é que tenho medo de ficar como pior, pq uma hora eu vou ter que “envelhecer de verdade” como disse Dominique

  9. Me identifiquei total com o texto. Tenho 59 anos. Dividir estas experiencias, ler comentarios parecidos com nossos sentimentos me da uma sensação de alivio! “ não sou a unica” . Adorei conhecer o grupo! Que venham mais Dominiques ! Estamos juntas

  10. Desistir jamais. Não sou invisível. E qdo me perguntam se faço exercicios para a saúde, digo que não preciso pq já tenho saúde e está cuidada. Vamos ao embelezamento eterno, Afinal é algo que ocupa o tempo, distrai e ainda se fica bonita. Que atire a primeira flor linda, o primeiro nascer do sol maravilhoso e a primeira noite estrelada sensacional quem nunca quis ser belo.

  11. Fiz 61 em setembro. Em 2013 , ano do casamento da minha filha mis velha, resolvi deixar os cabelos platinados. Foi um drama! O único que realmente gostou, foi o meu marido.. e os meus cabelos que pararam de “se suicidar”… estava ficando careca com as tintas. Hoje me sinto melhor. Apesar da cabeça branca, ainda vejo alguns homens e , pasme, rapazes me lançando olhares… logicamente a proporção diminuiu drasticamente mas é ainda satisfatória…kkk No Brasil ainda existe muito preconceito, não apenas com os cabelos brancos, mas com a velhice em si! Mas o DOMINIQUE veio a calhar para sacudir a poeira!❤️❤️❤️

  12. Dia desses, fui “xingada” por uma “jovem” que aparentava 30 e poucos anos. Chamei um táxi e quando o carro chegou ela quis tomar como se fosse ela quem chamou, não era Uber ainda, como eu a convenci que o taxista veio atender ao meu chamado, ela soltou um sonoro “SUA VELHA”. Segui meu caminho refletindo sobre aquele xingamento, até hoje reflito. Como bem diz a @Consueloblocker: envelhecer no Brasil é errado.

  13. Concordo plenamente, costumo dizer que estamos no limbo, já que os muito novos – não nos interessa é os da nossa idade(os que se salvam) só têm olhos para aquelas de, no máximo, 35 anos; difícil, né??

  14. Gostei! Farei 51 em fins de abril deste 2017. Tive um tumor no seio há 2 anos, fiz quimio, tenho uma filha de 15 e, para completar, em novembro de 2016 terminei o relacionamento com o pai dela, de quem já era divorciada há 14 anos… Descobri algumas coisas e percebi outras tantas, que aconteciam durante anos e acabaram fazendo parte de um inventário de desgostos. Finalmente, acho que estou fazendo o caminho inverso: me descobrindo depois de muitos anos de certo confinamento numa relação cujo saldo, ao final, foi negativo para mim… Me sinto extremamente liberta e feliz!

  15. Amei esse texto, pois é muito trabalho pelo momento que estou vivendo juntam com minhas Amigas dessa faixa etária… Mas temos que conviver com essa realidade.Afinal parece que faz parte dá cultura do nosso País….Mas tiramos de letra esse problema.Procuramos nos produzir muito bem e colocamos um belo sorriso no rosto…Bora ser feliz!!!!

  16. É muito difícil a invisibilidade quando estamos acostumadas a sermos atraentes, chamar a atenção, atrair olhares. Confesso que tem sido um tanto doloroso pra mim. Por mais que façamos não temos mais a beleza da juventude. Pior ainda é quando por alguma razão nos comparamos com uma mulher mais jovem…aí é avassalador. Se viermos a nos apaixonar por um homem mais novo entao, (sim, somos humanas, de carne, osso e sentimentos ainda ), aí a idade se torna um verdadeiro problema. Mas não temos outra opção,tentar sempre melhorar nossa aparencia, mas aceitar que os anos passam para todos.

  17. Concordo virei Dominique, aos 56 anos sou uma pessoa invisível, nunca me senti tão mau. Tenho como você escreveu muito ainda que contribuir mas será que vão deixar? Atualmente a experiencia não serve pra nada.

  18. penso ser um desafio , para todas nós continuarmos atraente .. Sexy e interessante … E quer saber?? Acho estimulante Cuidar com toda atenção e carinho de você em um todo .., em todas as áreas Emocionais .., físicas.., mental … Sexual e espiritual …. E vamos a cada dia , desvendando este maravilhoso momento do Amadurecer

  19. Bom artigo…mas nos deixar de lado, especialmente no setor comerciario, lojas, marcas, e uma grande estupidez , falta de pesquisa de mercado…quem tem mais poder aquisitivo e financeiro? Somos nos…e dai pra cima…estabilizadas, querendo qualidade …As vendedoras sempre veem atraz de mim…e tentam elogiar algumas pecas q estou usndo(agradeco, mas nao funciona como galanteio de vendas). Mas na maioria , a moda ainda e totalmente focada “nas novinhas”…HAHAHA, coitados perdendo o mercado mais forte e poderoso, NOS.Ha algumas marcas q ja acordaram e estao fazendo um trabalho lindo mas acho q os precos sao mais apimentados…Somos “multadas e penalizadas” poe ser mais velhas e sabias?

  20. Eu!! Triste constatação. Eu dei uma enloirada daquelas. Só não faço mais ginastica porque meu tempo continua o mesmo apesar de mais flacidinha. Fazer o que?! Respirar fundo e ir em frente! Atitude é tudo!

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Como era o mundo apenas 100 anos atrás!

Parece inacreditável que tantos avanços tecnológicos e comportamentais aconteceram nestes últimos 100 anos. Sabe que eu me surpreendo. Esses dias eu vi algumas fotos antigas e confesso que eu me diverti observando como mundo era tão diferente de agora.

Nada polêmico, viu. São apenas curiosidades de uma sociedade que acabava de assistir o fim da 1ª grande guerra mundial e se preparava para uma profusão de mudanças e inovações. Claro que eu resolvi compartilhar com você alguns fatos interessantes. Afinal, quem não gosta?

Quanta coisa mudou!

Loucos anos 20

Essa época ficou conhecida como “os loucos anos 20”. (Nem imagino como ficará conhecida nossa década!) Mas tudo começou em 1.919, justamente com a “volta à normalidade” do pós-guerra. Foi um período de efervescência cultural nas grandes cidades do mundo e o início da ruptura com muitos costumes antigos.

Adolescentes?

Não existiam adolescentes? Pois é, os jovens com mais de 13 anos já eram considerados adultos. A garotada começou a ser chamada de adolescente só partir dos anos 40.

Novos utensílios e acessórios

Cozinhas em todo o mundo começavam a ganhar acessórios diferentes e um deles foi a tostadeira. Nesta mesma época foi criado o zíper, que era chamado de “prendedor separável”.

A música mais tocada

Uma das músicas mais tocadas no ano foi Rosa, do Pixinguinha. E há 100 anos esta canção ainda nos emociona. Isso é que é parada de sucesso!

Fashion!

A guerra obrigou muitas mulheres a trabalhar. E o vestuário preciso ser adequado à praticidade do dia a dia. Os vestidos começam a ficar mais curtos e novas tendências (as melindrosas!) ganham as ruas.

Maquiagem

As mulheres começavam a usar maquiagem. Até então, quem coloria o rosto ficava mal falada na sociedade. Claro que antes disso algumas davam uma ajudinha às escondidas com um pouquinho pó translúcido e batom.

Lingeries

As mulheres conseguiram um pouquinho mais de conforto nas lingeries. Nesta época, as mulheres podem optar por peças íntimas menos apertadas do que os espartilhos e mais proporcionais ao corpo feminino.

O mundo e as cidades

O mundo contava com apenas 57 países e o Brasil tinha só 1.300 cidades. Hoje são 190 países (membros da ONU) e 5.568 municípios brasileiros. Imagina passear por Copacabana e Ipanema. Pena que não tinham criado ainda o maiô.

O mais alto do mundo

A Torre Eiffel era a estrutura mais alta da terra! Olha que ela tem apenas 300 metros, baixinha perto do Burj Khalifa (em Dubai) com 828 metros.

Sem medalhas

O Brasil não tinha participado ainda de nenhuma Olimpíada. A estréia aconteceu em 1920. Foi só em 1932 que a nadadora Maria Lenk integrou a nossa equipe olímpica, sendo a primeira mulher sul-americana a disputar nos jogos.

Deu para você se distrair um pouco? Conta outras histórias de fatos inusitados de outras décadas.

Mais fatos interessantes:

Os anos de guerra e paz e o significado do número 9

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É preciso ensinar suas finanças a lidar com a longevidade

Dominique - Longevidade
Vamos falar de finanças?

Olá Dominiques! Quanta honra estar aqui com vocês!

Meu nome é Paula Sauer, sou carioca, economista, moro em São Paulo, sou mãe de adolescente, de cachorro, mãe de calopsita, louca por queijos, adoro nadar. Tenho medo de fantasma e de barata.

Tenho vários planos para nossos encontros mensais, mas para esse primeiro, a Dominique, quem me convidou para escrever aqui, pediu que a gente conversasse um pouco sobre aumento da longevidade e finanças. Opa! Meninas! Vocês podem ficar aqui bonitinhas pra ler! Sei que não é fácil falar sobre dinheiro, muito menos sobre envelhecimento, assuntos que para nós brasileiros são quase um tabu, mas é importante. Fiquem!

Estudando psicologia econômica e comportamento do consumidor, aos pouquinhos fui entendendo porque falar de finanças causa tanto desconforto. Mesmo quando temos uma vida financeiramente estável, falar de dinheiro não é fácil, o dinheiro tem um valor simbólico muito grande e, assim, ter ou não ter dinheiro possui muitos significados.

Dinheiro compra muito mais do que bens e serviços. Vamos falar a verdade: dinheiro compra beleza, favores, liberdade, amizades, amores, mantém colados casamentos já quebrados, nos mantém reféns de chefes chatos. Nos permite fazer doações para boas causas, ajudar amigos a prosperar, boas surpresas, mimos, nos compra vida, uma vez que os cuidados com a saúde aumentam nossa expectativa de vida.

Em 1940, a esperança de vida ao nascer dos brasileiros era de 45,5 anos. Em 1980, 62,5 anos. Duas décadas depois, 69,8 anos. O crescimento econômico do país, acesso à água tratada e esgoto, uso da tecnologia, aumento do consumo, foram alguns dos fatores que contribuíram para aumentar a qualidade de vida da população, elevando assim a expectativa de vida.

A atual esperança de vida ao nascer do brasileiro, segundo o IBGE, é de 75,5 anos. Chegou-se a esse número através da expectativa de vida média das principais capitais brasileiras. A mais recente tábua de mortalidade mostra que o brasileirinho que nasce em 2017 tem expectativa de viver ao nascer de 71,9 anos e as brasileirinhas, nascidas nesse ano 79,1 anos.

Estamos colocando nesta conta, os que nasceram em cidades sem tratamento de água ou esgoto e aqueles que nasceram em condições financeiras muito boas. Logo, há de se imaginar, que nas grandes capitais das regiões sul e sudeste, essa expectativa seja ainda maior e que existam os extremos, desta forma, viver por mais de 100 anos em breve não será nenhuma novidade.

O ponto é: a maioria de nós se planejou para trabalhar até os 65 anos, a ideia era se aposentar e viver da poupança acumulada, da renda do patrimônio que se construiu, com a previdência oficial, entre outras alternativas, mas o horizonte de tempo era menor, as famílias mais concentradas e os gastos menores.

A realidade atual é outra: estamos vivendo mais tempo do que o planejado financeiramente e a conta não está fechando. Pais idosos precisam voltar para a casa dos filhos, os custos dos planos de saúde têm valores desproporcionais aos benefícios por aposentadoria, os medicamentos nem sempre são cobertos pela rede pública.

Muitos profissionais percebem a tempo de voltar para o mercado de trabalho ou optam por continuar trabalhando, não falta quem diga que continua trabalhando só para manter o plano de saúde. Para muitas famílias, tem sido essa a saída.

Fica claro, que precisamos nos planejar mais financeiramente, melhor e o quanto antes. Colocar os juros para trabalhar a nosso favor e não contra. Um planejador financeiro certificado pode te ajudar com isso.

Poupar e fazer escolhas de consumo conscientes precisam se tornar um hábito. A pergunta “quero ou preciso” na frente de uma vitrine, um mantra. Não sabemos até que idade vamos viver, mas precisaremos de dinheiro para viver bem, com qualidade de vida e dignidade.

Muito importante também é falar desde cedo sobre dinheiro com nossos filhos e netos, e de uma maneira leve como falamos dos mais diversos assuntos. Cabe dizer, que a nossa família de origem é uma de nossas principais referências quando o assunto é comportamento financeiro. Tudo o que aprendemos ao longo da vida sobre dinheiro, comparamos com o que aprendemos em casa, quando ainda crianças.

Até a próxima!

Aprenda mais sobre finanças:

10 plataformas que ajudam a ganhar ou economizar um dinheirão
5 motivos que atrapalham nossa estabilidade financeira

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Paula Sauer

Economista carioca, que trabalhou por 17 anos em uma instituição financeira, se apaixonou por psicologia econômica e não parou mais, lidar com o comportamento das pessoas em relação ao dinheiro para ela é muito mais do que falar de planilhas e juros, é falar de sonhos, medos e mudanças de hábitos. Paula que também é planejadora financeira não guarda o que estuda só para si, escreve em jornais, blogs e revistas de grande circulação no país. Com mestrado em finanças comportamentais, se realiza em sala de aula, onde aprende e se diverte muito com os alunos.

27 Comentários
  1. Joanice,

    Que bom que vc gostou do texto. Realmente alguns temas sao espinhosos mesmo. Ainda assim, nao podemos fugir deles.

    Muitas vezes, um texto despretencioso como esse inicia reflexões profundas e super necessarias.

    Beijão
    Paula Sauer

  2. Excelente, Paula! Como sempre convidando as pessoas a pensarem e se prepararem para o que elas não costumam ver. Desde seu artigo sobre quanto custa um animal de estimação vi sua preocupação em alertar para a falta de planejamento. Não existe controle sem planejamento!
    Bjs, parabéns!!

    1. Vivi, seu carinho é muito especial. Mostra que falar de dinheiro pode estar relacionado a carinho, cuidados e a querer bem.

      Cachorreira que sou, pode esperar que vai sair um post sobre planejamento financeiro e pets por aqui tambem.

      Beijo!
      com carinho,
      Paula Sauer

    1. Joanice,

      Que bom que vc gostou do texto. Realmente alguns temas sao espinhosos mesmo. Ainda assim, nao podemos fugir deles.

      Muitas vezes, um texto despretencioso como esse inicia reflexões profundas e super necessarias.

      Beijão
      Paula Sauer

  3. Paula, seja muito bem-vinda ao nosso espaço. Sua participação é mais do que importante. É necessária para nós Dominiques. E com este texto delicioso há de ser um sucesso com certeza. Estou ansiosa e curiosa para o próximo. Parabéns!

    1. Fala Cataaa! Quantas saudades!!!
      Que bom que vc gostou!

      Quanto a gastar nas ferias… na frente da vitrine se pergunte: quero ou preciso?

      Na pagina do Economia de valor, pagina nao grupo na capa tem um post com seis perguntas que devemos fazer na frentr de uma vitrine. Faça. Coloca um post it dentro da carteira. Super beijo. Beijos nos meninos.

  4. Parabéns Paula Sauer,muito bem escrito e esclarecedor, temos mesmo que nos conscientizar com o que diz respeito às nossas finanças, para que possamos viver com mais segurança e paz, consequentemente assim,com mais saúde física e mental.

    1. Essa é a Dominique mais chique do planeta!

      Dizem que elogio de mãe não vale… mas da minha vale. Arrancar um elogio dessa fera, é difícil.

      Obrigada mãe, por tudo. Sempre.
      Te amo!

      Paula Sauer

  5. Muito bem querida Paula Sauer. Ótimo texto com uma preocupação muito bem fundamentada.
    Obrigada por nos alertares para uma realidade difícil de aceitar – a velhice, com fracos recursos económicos.

    1. Angélica, obrigada pelo carinho!
      Estarei aqui 1 vez por mês, o próximo texto será sobre divórcio e finanças…

      Tema espinhoso mas muito necessário também!

      Um beijo,
      Até o próximo!
      Paula Sauer

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Coringa – dramático, visceral, voraz e violento

O diretor Todd Phillips exibiu Coringa pela primeira vez durante o Festival de Veneza 2019, onde a reação imediata do público foi de oito minutos de palmas. A aclamação foi confirmada dias depois quando o longa levou o prêmio máximo do evento, o Leão de Ouro. Porém, nem todos os críticos viram com bons olhos a nova história do icônico vilão do Batman, pelo retrato brutal da violência psicológica e social de seu protagonista.

O famoso vilão ganha pelas mãos do diretor um profundo estudo da personalidade, investigando os acontecimentos que transformam um sujeito menosprezado pela sociedade em um anarquista insano e perigoso.

Coringa não é uma figura insana sem propósito. Ele é uma criação do colapso da sociedade contemporânea, em meio à ruptura de princípios éticos e morais.

Como alguém nascido em uma terra sem lei – a Gotham City de 1980 – ele surge como um mal necessário, o mártir de uma cidade cujas e sistemas não funcionam mais e são críveis.

Coringa é fruto de uma tristeza inimaginável na alma de um homem.

Como uma figura nascida sem lar e trazida para um seio familiar doentio, ele é o reflexo de uma vida de alienação materna, abusos e abandono. Acostumado a isso, o personagem – até então um homem consciente de sua complexidade mental e plenamente medicado a fim de controlá-la – constrói uma fortaleza de isolamento ao seu redor.

Interpretado magistralmente por Joaquim Phoenix, Coringa repensa a origem do super vilão – com a devida liberdade artística em relação às HQs, através da história de Arthur Fleck. Quase cadavérico de tão magro, com 23 quilos a menos, ele encarna Batman em sua versão mais crua: um comediante frustrado de Gotham que coleciona humilhações e traumas, ri de maneira descontrolada, se contorce em uma assustadora dança da solidão e “acorda” como uma espécie de líder anárquico de uma sociedade doente.

Impactados por sua sofrida trajetória, nos compadecemos de Fleck, que se transforma em uma visão da própria sociedade mundial, se tornando um fragmento de tantas histórias reais.

Talvez seja excessivo acusar Coringa de incitar a violência. Como arte, porém, o filme só parece funcionar como sintoma simplista e ressentido dos problemas sociais que tanto quer ilustrar: a postura indiferente das autoridades às classes mais necessitadas, o abandono, a exclusão e a solidão na grande metrópole, traumas familiares entre outras mazelas. 

Com uma trilha sonora adaptada que resgata clássicas canções de musicais dos anos 30 e 40, Toddy Phillips faz dela o guia das emoções e das sensações de Coringa, usando a música como maestro para conduzir o nível de intensidade da narrativa.

Um filme obrigatório de se ver!

Assista o trailer:

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Os melhores aplicativos para usar em viagem

* Engenhotur

Um tempo atrás fiz um texto sobre viajar sozinha, seus benefícios e cuidados que devemos ter (aqui). Mencionei que um dos maiores companheiros que temos na viagem é nosso celular, pois nos conecta ao mundo, auxiliando na maioria das dúvidas que vão surgindo ao longo de uma viagem.

No texto de hoje trouxe ótimas opções para melhor ainda mais a sua viagem e auxiliar em possíveis dúvidas.

Flush

De repente bate aquela vontade incontrolável de ir ao banheiro e você não sabe por onde começar? O Flush localiza os mais próximos de você.

XE Currency

Você está no interior da África do Sul e precisa comprar algo que não tem ideia de quantos RAMs são em dólares. Use o XE Currency para fazer a conversão.

Swarm

Swarm é um aplicativo para que você descubra onde seus amigos estão e marcar um encontro, por exemplo. No modo automático, você compartilha apenas o bairro onde você está, assim como seus amigos podem fazer o mesmo. Caso você realmente queira compartilhar sua localização, pode selecionar o local e fazer o check-in. Vale lembrar que esse compartilhamento de localização não é obrigatório, e você pode desativá-lo se e quando quiser.

Uma das grandes novidades trazidas pelo Swarm é a aba de “Planos pela vizinhança”. Nela, você e seus amigos podem compartilhar a intenção de algum encontro, e combinar a saída por ali mesmo. Isso é muito legal, principalmente porque o aplicativo considera a distância entre você e seus amigos.

YELP

Esse aplicativo é perfeito para quem está em uma cidade desconhecida e precisa encontrar algum tipo de estabelecimento. Isso porque ele localiza através do GPS do seu smartphone restaurantes, postos de gasolina, shoppings, bares, padarias, e qualquer tipo de loja que você precise.

Na tela inicial, o app localiza os principais estabelecimentos perto de você, sendo bom também para conhecer novos lugares até mesmo na cidade em que você mora.

Splitwise

Perfeito para viagens em grupos! Esse aplicativo resolve aquela confusão de quem-paga-o-que e quem-deve-a-quem. A interface é simples e permite que você coloque quanto foi gasto e de quem foi o gasto. No final, o app faz as contas e diz quem está devendo quem.

A Engenhotur já organizou viagens para as Dominiques. Acompanhe eles por aqui: site | Instagram | Facebook

Maria Mazza

Amo viajar e amo conhecer lugares. Sou administradora de empresas, agente de viagens na Engenhotur e Dominique claro.

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Envelhecer pode ser um barato!

Por: Cibele Hatoum

Em 19 de setembro a minha tia Margarida fez 93 anos. Fui dar um beijinho nela, como sempre, ver meus primos e a Neia (que trabalha lá tem décadas e diria que é a sua filha número três). Fui tomar aquele cafezinho, que eu nunca dispenso, como também o papo bom que ele provoca.

Olhando minha tia ali, sorridente, serena, feliz, indo e vindo em seus lapsos de memória, nos comentários que nos remetem a um passado tão gostoso ou nos fazem rir pela inocência que só o tempo devolve, eu pensei:

– Uau! Tá passando rápido demais!

Tia Margarida foi (e ainda é) uma das mulheres mais bonitas que eu já conheci. Figura imponente, classuda, vaidosa, sempre impecável com seus cabelos, unhas, maquiagem e perfume.

Ela, como minha mãe e as outras tias, era de uma geração em que o cuidado pessoal era automático, até o seu chinelinho de ficar em casa tinha um saltinho! Mas isso não a fazia frágil, tampouco fútil. De maneira alguma.

Viúva muito cedo, com dois filhos pequenos pra criar, a mulher que nasceu na década de 1920 e foi criada pra ser esposa foi muito mais que isso. Em um tempo que isso era bem incomum, tia Margarida e tia Minerva fizeram faculdade. Mulheres maduras, no final dos anos 70, não tinham essa pegada. Mas elas iam. Juntas! 

Orgulhosas e com um queixo tão empinado que muitos despreparados poderiam confundir com “metideza”, essa forma que encontraram de enfrentar o preconceito e a estranheza, era como encaravam a timidez em meio a tantos jovens numa cidadezinha na época com pouco mais de 20 mil habitantes… Elas “invadiam a praia” da moçada.

Estudaram, se formaram e se aposentaram como professoras de desenho. Elas eram fortes demais. Todas elas, cada uma a sua maneira. Mas hoje dedico minha lembrança a ela. A tia Margarida. A que cultivou com minha mãe a amizade mais sólida e cúmplice que já vi em uma existência inteira.
A que enfrentou suas limitações e sem se dar conta, se fortaleceu através das dificuldades, e principalmente, da sua suposta fragilidade.

Hoje, ela encanta com a doçura e a meiguice despretensiosa que a idade traz, talvez características da doença, mas isso pouco importa porque ela só quer dias assim: simples e felizes. Agradecendo o carinho. Agradecendo o amor. Ela agradece o tempo todo. Quando dá umas “fugidinhas” da realidade a gente busca ela novamente e ela canta! 

Surpreende por lembrar fielmente as musiquinhas infantis em árabe que eu já havia esquecido, canta hinos de anjos (que a Neia ensinou pra ela), e sorri, feliz da vida!

Envelhecer pode ser assim: leve!

Quando a gente abandona o peso das expectativas. Quando a gente não se cobra nada e se dá o direito de dizer o que pensa, resgatando uma liberdade que a infância levou, contando com a tolerância de todos porque, afinal de contas, a idade impõe esse respeito. É uma conquista do tempo não perdê-lo com o que não vale a pena.

Envelhecer pode ser muito bom.
E eu fico muito feliz em vê-la assim.
Que venham mais dias como esse….. e muitos aniversários tia querida. 
Para que continue cantando e encantando a todos nós.

Cibele Hatoum é jornalista.

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Lista de 9 mancadinhas que cometemos… ou não!

Tem coisas que fazemos, porém a experiência já deveria ter mostrado que não deveríamos. Mas insistimos! Pequenas ou grandes mancadas e deslizes. Alguma amiga transparente já deve ter falado isso. Se não falou, falaremos agora. Você vai ver que nada é tão sério assim. E pra tudo tem-se um jeito. Ou quase tudo…

Aviso importante: antes de qualquer coisa, faça o que você quiser! Você é “de maior”, vacinada e, principalmente, DOMINIQUE!!!!!

# 1
Base foundation pesaaaada e na praia. Aumente o tamanho do óculos escuros e do chapéu, e tire o reboque do rosto.

# 2
Ir a um bar sozinha e ficar com a cara enfiada no celular… Foi sozinha? Assuma!!!!! Faça o garçom te enxergar!!! Sim, eles costumam não nos ver quando estamos sozinhas. Peça uma taça de vinho… e saboreie! Olhando pra frente!!! Nunca para baixo!!

# 3
Roupa com transparência à luz do dia, até porque esquenta muito. Chega de suar, né, gata.

#4
Chamar qualquer mulher com mais de 30 anos e menos de 80 anos de senhora. Use “você” sempre, a não ser que odeie a megera. Aí faça-a se sentir uma anciã.

#5
Emagrecer dois quilos e comprar uma calça dois números menor. Anuncie os seis quilos que você perdeu (sim, seis). E compre uma calça preta caríssima do seu tamanho, mas que te deixa seis quilos mais magra.

#6
Numa separação de amigos, ficar com o lado mais $$$$ por que tem mais $$$$. Prestenção!!! Prestenção!!! Amanhã pode ser você.

#7
Fingir qualquer coisa. Se fizer isso, faça muiiiiitooo bem feito. Que ninguém perceba!!! Aliás, melhor até que você acredite.

#8
Olhar o tempo todo o celular durante um jantar ou reunião com amigos. Não aguenta??? Vá ao banheiro! Escondidinha.

#9
Referir-se a nós como cinquentonas ou mulheres maduras. Somos Dominique. Vou repetir: Dominique. Só mais uma vez: Dominique.

Mas gata… Você é livre. Faça o que quiser!
Você pode. Você deve!!

Data Publicação original : 07/10/16

Eliane Cury Nahas

Economista, trabalha com tecnologia digital desde 2001. Descobriu o gosto pela escrita quando se viu Dominique. Na verdade Dominique obrigou Eliane a escrever. Hoje ela não sabe se a economista conseguirá ter minutos de sossego sem a contadora de histórias a atormentá-la.

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Rainha de Copas – emocionalmente devastador, drama dinamarquês fala da transgressão do feminino

Rainha de Copas, drama dinamarquês, impressiona pela ousadia do roteiro, excelentes atuações e direção refinada. Ambientada na Dinamarca, a história é contada do início ao fim pela perspectiva de Anne (Trine Dyrholm), uma advogada bem-sucedida, empenhada em defender menores de idade vítimas de abuso e violência doméstica.

Aparentando ter uma vida invejável, a renomada jurista divide seu tempo entre o trabalho e a criação de suas filhas gêmeas, fruto de seu atual casamento com o médico workaholic Peter (Magnus Krepper). O filho rebelde de seu marido, Gustav (Gustav Lindh), é enviado pela mãe para morar com eles, após ser expulso de um colégio interno na Suécia.

Anne, sentindo-se atraída pelo rapaz, vai ganhando aos poucos sua confiança até que finalmente o seduz, culminando em um caso extraconjugal que irá por em risco tudo o que já conquistou.

Um dos grandes méritos de Rainha de Copas é a criação de toda a ambigüidade da relação extraconjugal, uma vez que a protagonista trabalha como advogada de vítimas frágeis e jovens.

As figuras masculinas centrais – esposo e sócio – abertamente pedem apenas que Anne concorde com eles, e nos diálogos ela expõe sua personalidade inflexível quanto à fragilidade e insegurança dos homens que a rodeiam. Com a chegada de Gustav, Anne pode, enfim, extravasar seus desejos e frustrações assumindo a posição de dominante na relação.

Controle e Transgressão

Enquanto isso, no controle das emoções aqui expostas, está essa mulher, tão fácil de amar quanto de odiar, tão passível de entendimento quanto de desprezo, tão igual a tantos do lado da tela, mas tão reprovável em um comportamento proibitivo e, ainda assim, assumidamente humano.

É ao mesmo tempo, repugnante e fascinante, causando um conflito moral na mente de quem assiste. Inegavelmente o que está acontecendo é errado, mas há de fato, seqüências bonitas entre os dois, como a que brincam no lago, belissimamente filmada e iluminada. 

Outro aspecto que chama a atenção é a presença de uma marcante trilha sonora, trazendo urgência e antecipação de forma crescente para a história, quase transformando o filme em suspense.

Muito disso está também nas mãos de sua protagonista, a atriz premiadíssima, Trine Dyrholm em pleno domínio do jogo que lhe é oferecido, em poderosa atuação. A atriz em mesma cena consegue mostrar força e dominância na sua voz, enquanto seus olhos mostram fragilidade e medo.

Filme duro, mas irresistível

Diferente das atrizes de Hollywood, a dinamarquesa aceita a sua pele e, com o rosto marcado, até demais pela sua idade, encaixa-se perfeitamente dentro de seu papel. O sueco Gustav Lindh, como enteado, permeia perfeitamente entre o orgulho e instabilidade emocional, características conflitantes e normais para um jovem.

Magnus Krepper, o homem que se esforça do início ao fim para fazer a coisa certa, sem conseguir sequer chegar perto disso, são as outras pontas de um vértice tão sofrido quanto arrebatador.

May El-Toukhy faz de Rainha de Copas um filme duro, mas absolutamente irresistível. Intrigante de partida, envolvente no desenrolar, se confirma hipnotizante em sua conclusão.

Com uma narrativa fortíssima, com uma temática moralmente polêmica, a dinamarquesa nos apresenta um filme cuja trajetória angustiante nos faz mergulhar no enredo e mostra uma série de contradições que podem atormentar e rever condutas e valores. Uma sensível obra sobre poder, amadurecimento e sexualidade.

O longa é um convite para refletirmos nossas fraquezas, hipocrisias e nossa disposição em acessar nosso lado mais obscuro em benefício próprio.

Excelente!

Com certeza vale uma ida ao cinema para conferir esse filmaço.

Assista o trailer

Filme dinamarquês

Olmo e a Gaivota


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