Destaque

Novos amigos? Na minha idade?

Fui a uma exposição semana passada de uns amigos galeristas. Ahhh adoro esses dias de vernissage que são animadas com gente de toda parte.

Além de estar linda, ou até por causa disso estava lotadíssima. Bom para meus amigos, mas para uma mulher depois dos 50 anos pode começar a ficar um tantinho quente demais. Hora daquela saída estratégica para meu cigarrinho.

A sensação de sentir aquele ar gelado no rosto ao sair de um lugar abafado é libertador.

E dou início a meu delicioso ritual : pego minha carteira de cigarros, abro, escolho aquele que não desorganizara as fileiras, acendo e dou a primeira tragada com um prazer descomunal. Ao soltar a fumaça no escuro daquela noite, percebo alguém a me observar. Uma mulher parada também na porta da galeria olhava para mim e para a fumaça de meu cigarro com uma certa fixação. Difícil explicar aquele olhar.

Imediatamente e com a voz mais gentil que consegui, para não assustá-la de seu devaneio, abri meu maço de cigarro e ofereci:
– Boas….Aceita um?

-Ohh não, obrigada. Parei de fumar há quase 6 anos. Desculpe, mas estava tentando fumar junto com você . Desculpe novamente se pareci uma psicopata.

E começamos naquele momento um papo divertido, com ela me contando as dificuldades que teve para largar o vício. Percebi que ela tem uma veia dramática pronunciada quando falou que em sua vida há duas coisas que de que se lembra todo os dias: Do pai dela e do cigarro. Até agora não sei quanto daquilo foi uma frase de efeito ou uma verdade absoluta expressa de maneira jocosamente dramática.

Apresentamo-nos. Ela se chama Dominique. Brasileira, mais ou menos da minha idade, e vem com uma certa frequência a Portugal.

Apesar de ambas termos saído para “refrescar”a essa altura ja estávamos sentindo frio mesmo. E nossos amigos já estavam chamando. Antes de nos perdermos porém, ela me contou do projeto Dominique, e das Histórias de Dominique. Toda a ideia de valorização da mulher sem radicalismos e rancores.

Não pensem ,vocês brasileiras, que aqui em Portugal é muito diferente do Brasil . Digo isso com conhecimento de causa porque sou nascida e criada cá em Lisboa porém fui casada com um brasileiro. Na verdade um carioca. Não, meu ex é mais que carioca. Ele é do Leblon  e é assim que se define. Desculpe, não resisti a farpa.

Mas este é o motivo que escrevo em “brasileiro”. Ahhh Você não sabia? Aqui na Terrinha, falamos Português, e os brasileiros falam Brasileiro. E é assim que se diferencia. Pronto. Se bem que por vezes tenho certeza que deixo escapar alguns “Portuguesismos”

No dia seguinte, curiosa que sou entrei no site dessas mulheres . Comecei a ler as histórias e não consegui parar. Fiquei hipnotizada.

Mandei um e-mail para o site, tentando alcançar Dominique que não tinha me deixado contactos. Pouco depois recebo sua resposta.

Aceitou meu convite para um café!! Ora, que porreiro*.

Gente..Está a parecer que estou interessada nela, pois não? Mas que nada. Aliás nada contra porém não é esse o caso. Muito gira** minha nova amiga e seu projeto. Porque já me sinto sim amiga desta e de muitas outras Dominiques que encontrei no site.

Marcamos uma prosa no Café Cotidianos no Chiado. Adoro aquele lugar e Dominique não conhecia. Por lá ficamos até sermos postas a correr para poderem fechar o estabelecimento.

E gente, como me envolvi com esse projeto. Como gostei de tudo isso. E como tenho histórias para contar.

Então, muito prazer! Eu sou Barbara Godim, portuguesinha completamente tropicalizada, e com a certeza de que amigos são nosso maior patrimônio nessa altura da vida.

Vou escrever algumas histórias, alguns casos verdadeiros, algumas lendas e tentar mostrar um Portugal diferente daquele que você tem visto nos blogs.

E principalmente, quero fazer amigos. Quero te conhecer e conversar com você.

Porque envelhecemos enquanto temos capacidade de fazer novos amigos – já dizia uma velha nova amiga.

NE * porreiro = bacana

** Gira = Legal.

Leia também :

A grande e variada lista de amigas de uma Dominique

Danças Ocultas – Grata surpresa portuguesa

Barbara Godinho

Sou uma Portuguesa meio tropicalizada. Moro em Lisboa, já fui curadora de museu e exposições. Hoje trabalho com turismo. Apaixonei-me pelo projeto Dominique e cá estou a colaborar.

4 Comentários
  1. Thanks for sharing. I read many of your blog posts, cool, your blog is very good.
  2. Gosto de ler textos escritos com essa vibração calorosa, essa maneira de ser completamente despojada, simples, correta e que não deixa o interesse cair, e nos faz querer ler mais e mais….

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A Livraria: a arte de contar uma bela história

Dirigido pela catalã Isabel Coixet, o longa “A Livraria”, indicado a 11 categorias do Goya (a maior premiação do cinema espanhol), levou as premiações de: Melhor Roteiro Adaptado, Diretor e Filme.

O longa, disponível na Netflix, se passa no final dos anos 50, em uma pacata cidade litorânea da Inglaterra. Narra o esforço de uma viúva para abrir uma livraria na pequena Hardborough, com nenhuma necessidade ou paixão de ler. Contudo, sua iniciativa é vista com maus olhos pela conservadora comunidade local, que passa a se opor tanto a ela quanto ao seu negócio, obrigando-a a lutar por seu estabelecimento.

O filme é sobre livros ou mais especificamente sobre quem ainda compra livros.

Embora de forma sutil, a paixão por livros está presente ao longa em diversas situações. Para Florence, ler serve para suprir carências afetivas, para viver outras vidas, para sonhar junto ao mar com os personagens e os sentimentos que habitam os livros.

Os poderosos da cidadezinha, predadores atrás de seus modos aristocráticos, declaram uma guerra a essa doce intrusa porque está convencida de que o que pretende vender pode representar prazer, conhecimento, aventura ou bálsamo para alguns moradores.

Florence é ajudada por uma menina cheia de imaginação. Inteligente, prática e sonhadora ao mesmo tempo, e manterá emocionante contato com um velho senhor que está a 45 anos trancado em sua mansão.  Surgirão vínculos muito belos entre esses dois náufragos, que desejariam ter se conhecido em outra vida.

Coixet descreve tudo isso com uma delicadeza e um tom primoroso. Imagens, diálogos, silêncios, gestos pequenos e reveladores convivem em harmonia, numa atmosfera atraente e verdadeira. Seu intimismo é contagiante.

“A Livraria” é um filme que também aborda questões feministas em relação ao trabalho, à remuneração e à igualdade e isso puxa outras questões mais profundas.

Esteticamente, o filme beira a perfeição. A pequena cidade inglesa é fria, cinzenta, triste. Porém, as cores vão se mesclando de acordo com as peças e personagens, trazendo movimento para a trama.

Com bela fotografia, design de produção e figurinos fiéis à época retratada, o longa tem uma beleza simples e cativante.

O longa conta ainda com personagens interessantes e grandes atuações.

“A Livraria” me tocou profundamente.

Aqui fica a dica!


Outros filmes na Netflix:

Diário de uma camareira

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40 dias sem o quê?

Pronto, acabou o carnaval e hoje começa a Quaresma. Quando eu era adolescente/jovem me lembro de voltar do baile de carnaval por volta das 7 ou 8 horas da manhã e faminta. A minha mãe corria para falar comigo. Não, ela não estava preocupada por eu estar na rua até esse horário. Era para se certificar de que eu não ia comer um sanduíche com presunto ou qualquer outra coisa com carne.

Começava, então, os 40 dias de penitência em casa. Nada de carne (nem peixe!) às quarta e às sextas-feiras até a Páscoa. Para os católicos, a Quaresma é o período de reflexão e arrependimento dos pecados e para mudar algo para sermos melhores. E faz parte dessa penitência deixar de fazer algo (ou comer) que gostamos muito.  

Achoooo que isso servia até “antigamente”.

Sabe porque? É muita coisa pra se arrepender / melhorar / mudar e ainda conseguir atingir a meta em apenas 40 dias. Sério. E olha que eu me desprendi de várias delas e já não me cobro muito mais. O meu range de tolerância sobre o que preciso rever na vida está bem flexível também.

Até pra igreja a coisa está mudando. Esse ano o papa Francisco foi desafiado por um grupo ambiental norte-americano a fazer dieta vegana durante toda a Quaresma. Caso o pontífice aceite o desafio de ficar os 40 dias sem comer produtos de origem animal, a entidade doará US$ 1 milhão para a caridade. Tudo isso para mostrar sobre o impacto da mudança climática tem relação com a alimentação. (Aqui eles se referem ao desmatamento, emissão de gases de efeito estufa, poluição da água, entre outros).

Eu nunca mais tinha feito penitência na Quaresma depois que saí da casa dos meus pais. Sabe de uma coisa? Esse ano vou fazer. Não será por religião ou por arrependimento. Já que é pra melhorar porque não tentar? Refleti bastante e aqui está a lista do que me comprometo rever ou não fazer durante a Quaresma.

Acordar longe das redes sociais

Já virou um vício. Eu já não acordo e me levanto, mas fico uns 20 minutos deitada vendo o Instagram. Assisto os videos do Stories como se fosse fundamental para iniciar o meu dia. Não será apenas pelo conteúdo vazio que circula pelas redes sociais. Mas pra acordar e ficar comigo ainda mais um pouco.  

Tira o celular da minha mão

Dizem que ninguém consegue ficar mais de um minuto sem checar o celular. Tá na hora de realmente reservar um tempo sem celular. Durante o almoço, conversando com pessoas ou passeando em algum lugar, eu vou deixar na bolsa ou virado para baixo.

Irritada, eu?

Talvez o meu maior desafio. Na hora que alguém me irritar, vou pensar um sonoro Glória a Deuxxxx…. Que eu posso dar um sorriso irônico e ir embora. Ou talvez que eu não precise viver com essa pessoa. Ou até que posso ignorar, fazer o que me pedem sem deixar isso me afetar. Mas irritada eu pretendo não ficar mais.

Nada de compras!

Revi minhas roupas, sapatos, bijuterias e sabe o que estou precisando? De nada! Já tinha reduzido as compras e, se adquirisse algo, doava um item usado. Agora o meu objetivo é não comprar nada novo por 40 dias. Essa é a única penitência que só será praticada na Quaresma porque provavelmente precisarei comprar algo no futuro.

Xô cansaço…

Estou (estamos, né!) mais cansada mesmo. Alguns dias parece que faço uma força homérica pra ir à academia, estudar algo novo ou mesmo sair com as amigas. Corpo e cabeça precisam de um descanso. Mas eu preciso fazer atividades que – inclusive – vão me trazer mais disposição.

E você? Tem a intenção de fazer alguma penitência nas Quaresma? Compartilha aqui.

Leia também:

O que não pode faltar na minha lista de ano novo.

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Alguém Tem Que Ceder. Charmosa e inteligente, comédia romântica faz chorar de rir.

Se você não curte os agitos do carnaval e quer ver um filme confortavelmente do seu sofá, indico a melhor comédia romântica que já assisti! Disponível no Netflix.

Não pense que “Alguém Tem Que Ceder” é mais uma entre tantas comédias que tem por aí. Sucesso absoluto de bilheteria em 2003, ela deu o que falar.

O longa teve esse sucesso graças ao casal protagonista: Jack Nicholson e Diane Keaton. O nome dos dois atores já basta para dar um carimbo de atestado de qualidade em qualquer filme. Por isso, por mais previsível que seja o roteiro, a presença dessa dupla de atores veteranos faz com que o filme supere qualquer e toda expectativa. 

O filme aborda o relacionamento entre duas pessoas que já passaram dos cinqüenta anos: a escritora Erica Barry (Diane Keaton) e o produtor musical Harry Sanborn (Jack Nicholson). Harry, na verdade, considera-se um especialista em mulheres jovens, já que vem saindo com elas há 40 anos – e sua última conquista é a filha de Erica, com quem ele vai passar o fim de semana na praia. Keanu Reeves e Amanda Peet co-estrelam, com a também excelente Frances MacDormand, em papéis coadjuvantes importantes.

O roteiro escrito por Nancy Meyers consegue agradar e divertir o espectador de todas as idades, ao satirizar alguns aspectos de um relacionamento entre duas pessoas totalmente maduras.

O filme arranca boas gargalhadas graças à excelente química entre Keaton e Nicholson, que parecem estar se divertindo imensamente um com o outro. Nicholson, em particular, brinca com sua própria imagem de playboy na meia-idade e utiliza todos os seus tiques habituais, como as sobrancelhas arqueadas, o sorriso irônico e o jeitão de quem não liga a mínima para o que os demais estejam pensando.

É realmente incapaz de compreender porque sua postura diante do sexo feminino é tão criticada. Harry também se mostra verdadeiramente confuso frente às carências de Erica – uma combinação de preocupação e descaso que Nicholson ilustra com maestria. Mas a grande estrela do longa é mesmo Keaton, que mantém uma beleza que irradia. A atriz explora os sentimentos contraditórios de Erica e consegue fazer rir até mesmo ao chorar convulsivamente.

Incrível a performance da dupla, que tem seu ponto alto numa das poucas cenas de sexo entre atores na terceira idade da história do cinema.

Destaque para Keaton

Vale ainda prestigiar a coragem de Keaton que, como poucas atrizes de Hollywood, se deixa fotografar sem retocar os sinais da idade, provando que uma mulher que já não é mais jovem (com rugas e todo o resto) também pode ser sexy, muito sexy.

“Alguém Tem Que Ceder” diverte bastante em sua primeira metade, com piadas afinadas na medida certa, belos diálogos e interpretações muito inspiradas. 

“Alguém tem Que Ceder” é uma comédia com algumas velhas formas, mas alguns grandes detalhes fazem com que o longa valha muito a pena ser visto mais de uma vez até. 

Afinal, não é sempre que temos uma comédia realmente inteligente que diverte para valer.

Um excelente programa para toda a família.

Eu adoro esse filme porque além de tudo tem belas locações nos Hamptons, Nova York e Paris.

Uma delícia!


Imperdível!!!

Para assistir no Netflix:

Método Kominsky – série diverte e emociona com dupla de atores

Filme Roma – Obra prima rara de Alfonso Cuáron

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  1. The text moves with an organic, meditative flow, allowing ideas to emerge naturally. Each phrase contributes to rhythm, meaning, and reflection, cultivating a space where the reader can absorb, contemplate, and appreciate nuance.

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A minha seleção de roupas para Dominiques das semanas de moda de Nova Iorque e Londres

Sempre me lembro dos desfiles de moda dos anos 80. Foi o auge do exagero e da extravagância. Passava sempre aos sábados, no Jornal Hoje, apresentado pela jornalista Cristina Franco. Adorava, mesmo sabendo que não usaria praticamente nada do que era apresentado naquelas passarelas. Parecia que tudo aquilo era um show de cores, texturas e padronagens: algo apenas para se ver e não usar.  

Os desfiles mudaram em praticamente tudo. Ainda adoro assistir aos desfiles de alto costura, com as roupas para noite ou festas. Mas a indústria da moda incluiu outros eventos no calendário fashion: os desfiles de primavera/verão e outono/inverno.

O cronograma desses desfiles também mudou. Fevereiro é a temporada de desfiles Outono/Inverno 2020 nas principais capitais da moda, como Nova Iorque, Londres, Paris e Milão. Sim, os estilistas já estão mostrando o que será tendência no final do ano. Assim, dá tempo para toda a indústria da moda produzir o que será vendido nas lojas.  

Como uma boa observadora do que acontece por aí, eu estou acompanhando os principais desfiles. Nada a esconder! Eu sigo – sim – estilistas e modelos no Instagram e eles fazem overposting de fotos desde o backstage até a passarela.

Ando um pouco surpresa. O estilo anos 80 está de volta desde a última temporada. (nããããoooo…. ufa, desabafei!). Roupas assim acho que vou passar longe 🙂 A maioria dos looks que eu vejo é claramente para pessoas jovens. (Alô, alô, estilistas que não enxergam as Dominiques em suas criações).

Mas claro que gostei de várias roupas. Também conheci novos estilistas. Fiz uma listinha aqui do que amei e do que não usaria jamais!

A minha seleção na temporada de Nova Iorque:

Ralph Loren

O famoso estilista apresentou sua coleção na semana de moda de Nova Iorque. A coleção apresentou roupas em preto, branco e dourado, com várias peças em alfaiataria. Adorei essas três looks aqui:

Tom Ford

Para a coleção 2019 / 2020, Tom Ford apresentou uma coleção também focada na alfaiataria. Gostei da combinação de tecidos, como veludo e cetim, e de cores. Usaria a calça de cetim, mas fico só pensando em como deve amassar!

Tory Burch

Achei a coleção da Tory Burch a mais “usável”, roupa para o dia a dia. Mas claro que ela trouxe alguns exageros para a passarela, como a gola babado e botas cowboy.  

Brandon Maxwell

Não conhecia o Brandon Maxwell, mas gostei muito da coleção que ele apresentou. Achei um designer diferente, discreta e elegante.

A minha seleção na temporada de Londres:

Victoria Beckham

Fashionista, a spice girl Victoria Beckham lançou oficialmente uma grife que leva o seu nome. Gostei de looks looks da sua coleção. Muita alfaiataria, cortes bacanas e uma mistura de cores e padrões. Vou acompanhar mais de perto.

Burberry

Famosa pela sua padronagem com quadrados, a casa Burberry apresentou um estilo – eu diria – eclético. Roupas esportivas, um pouco exageradas, mas me prendeu a atenção com os blasers com corte reto, mais estruturados. Gostei.

Peter Pilotto

Não conhecia o estilista Peter Pilotto, que comanda uma grife que leva o seu nome. Até me surpreendi quando vi que ele criou o vestido de noiva da princesa Eugenie, neta da rainha Elizabeth. Gostei de várias peças, como essa mistura de blaser e saia.

Rejina Pyo

Outra novidade é a estilista koreana Rejina Pyo. Ela é novata no mercado da moda, mas apresentou uma coleção interessante e bem estilosa. Usaria várias roupas dela!

Gostaram da seleção que eu fiz?

Vou continuar acompanhando, porque as semanas de moda continuam em Paris e Milão.

Veja também:

Ideias diferentonas para usar lenços.

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Queen longe do Oscar. Aquele que tocou em São Paulo em 1981

Queen e seu filme Bohemian Rapsody foram a indicação da Elzinha recentemente. Ainda não tinha assistido.

Sei lá. Tenho destas coisas. Não gosto de ver histórias sobre coisas que vivi. Bobagem, prepotência ou até mesmo uma certa dose de lirismo eu acho. Mas depois de ler a resenha de minha amiga, fiquei com uma certa inquietação.

Aconteceu de semana passada eu pegar um avião para uma viagem mais longa e no entretenimento a bordo adivinha?? Bohemian Rhapsody.

Sem desculpas, mas ainda com aquela sensação desagradável da provável frustração, dei um play.

Menina, no que se refere a música eu muitas vezes pareço uma louca. Tenho algo em meu sangue que me obriga a acompanhar alguns ritmos. Seja andando, no carro, no super mercado. Uma determinada música sopra em meus ouvidos e é como se eu fosse enfeitiçada. Começo a acompanhar o ritmo tentando ser discreta. Portanto, como você deve imaginar, passei todo o vôo, com os fones de ouvido, estalando os dedos, balançando a cabeça e provavelmente cantando um tantinho mais alto do que o que imaginei ser um sussurro.

Se gostei do filme? Sinceramente? Tanto faz. O que eu gostei mesmo foi de ouvir as músicas de minha vida. O delicioso do filme são as músicas originais, tocadas em sequência. Porque vamos combinar, uma é melhor que a outra né? O filme é apenas “música de fundo” para a espetacular trilha sonora.

Agora, me parece que cometeram um erro crasso, ou uma licença poética desgraçada, trocando o show do Queen no Morumbi em 1981 pelo Rock in Rio em 85.

Gente, a primeira vez que o Queen tocou no Brasil foi em São Paulo, no estádio do Morumbi numa sexta feira, dia 20 de março de 1981!!

Imagem Estado de SP, de 1981. Matéria sobre show

Eu sei! Sei porque eu estava lá! Eu e mais 199.999 pessoas. Yessss. E essa foi a primeira vez que tivemos um GRANDE show de rock no país.

E eu fui!! Eu fui e não foi qualquer coisa para mim. Foi um evento que marcou minha vida.

Tá bom, o show do Genesis também marcou em 77. O do Tom Jobim em 88. Tá… tá… Um monte de shows de música marcaram minha vida. Mas eu já falei pra você. Não conto minha vida por anos ou fatos, mas por músicas.

Apesar de minha memória estar se desintegrando, lembro-me de muitos detalhes deste dia.

Um paquerinha – crush como se fala hoje, foi me pegar na porta da escola dia 20 de Março de 1981 as 17h00.

Sim. Porta da escola porque deveria estar no terceiro colegial. Agora imagina minha moral: Um Reco (lembra dessa palavra?) lindoooo de olhos verdes, parando na frente do colégio com sua Brasília azul ou branca. Isso era o máximo para uma garota. Menino mais velho, CPOR, motorizado, passando me pegar para me levar a um show??? Wowwwwww.

Mas o que meus amigos de escola viram foi a possibilidade de uma carona porque ir da Avenida Paulista até o Morumbi era longe pra caramba. Moral da história: um monte de imberbes coleguinhas que também iam ao show entraram na Brasilia que não era amarela. E tenho a impressão, que meu amigo do exército não gostou muito de minha tropa.

Depois que chegamos tudo passou porque nos perdemos. Sobramos eu e o reco. Portanto todo mundo feliz.

Foi único e inesquecível. A cena dos isqueiros realmente aconteceu. E foi a primeira vez que vi. Não existiam celulares. Não existiam neons. Apenas isqueiros porque fumávamos todos. Ai que saudades.

O que eu não sabia, é que também foi inesquecível para o próprio QUEEN.

Não sabia que toda aquela emoção também foi única para eles . Isso está no filme. Acho até que eu estou no filme naquela cena antológica que na verdade não foi uma cena mas parte do show do Queen que aconteceu no ano de 1981 em São Paulo em que eu acendi meu isqueiro e cantei Love of my Life.

Mas se você não está acreditando muito na histórinha que contei, veja aqui alguns vídeos originais daquele show do Queen de 1981 que algum gênio gravou e disponibilizou para nosso deleite.


Leia Também :

Genesis – Um dos shows que marcou minha vida

Astor Piazzolla – O show que faltou

Charles Aznavour, vovó e eu.


Eliane Cury Nahas

Economista, trabalha com tecnologia digital desde 2001. Descobriu o gosto pela escrita quando se viu Dominique. Na verdade Dominique obrigou Eliane a escrever. Hoje ela não sabe se a economista conseguirá ter minutos de sossego sem a contadora de histórias a atormentá-la.

24 Comentários
  1. Eu, meu irmão e amigos tivemos este privilégio em estar neste mega show do Queen no Morumbi.
    Foi um maravilhoso show.
    Morumbi não cabia mais gente.
    Lotado a até a tampa e todo mundo cantando junto com a banda.
    Só de lembrar eu fico emocionado.
    Maravilhoso, Maravilhoso.

  2. Pessoal? Passei por aqui e vi todos esses comentários, realmente me remeteu a uma série de lembranças daquele dia! Eu me lembro de tudo do Queen, mas se eu não estou enganado (era muito jovem na época), foi o Net Matogrosso que abriu o show do Queen? Eu fui no sábado e algo que me marcou foi o Ney cantando Rosa de Hiroshima naquele Morumbi lotado!!!

  3. Há exatamente 40 anos, o Queen, uma das maiores bandas da história se apresentava no Brasil pela primeira vez, e no Estádio do Morumbi!

    Em uma época que grandes shows eram raros no país, a banda se apresentou nos dias 20 e 21 de março de 1981, levando um total de quase 200 mil pessoas ao Morumbi.

    Diferente do que foi retratado no filme Bohemian Rhapsody, que conta a história do Queen, o primeiro show deles no Brasil foi em São Paulo, e a banda se surpreendeu dporque não esperavam ver em um país tão distante, onde não se fala inglês, as pessoas conhecendo as letras e pulando sem parar durante as músicas. (Aquela história no filme que foi no Rock in Rio não está bem contada. Foi, isto sim, no Morumbi em 1981.

    É preciso lembrar que não existia internet, celular e não era um mundo tão globalizado e conectado naqueles tempos. Logo, receber novidades ou informações de outros países, era algo que dependia muito de jornais, revistas ou do que as TVs e rádios escolhiam trazer.
    Ainda não havia completado 16 anos. e ainda assim lembro-me como se fosse hoje, de tudo o que cercou o Evento. Ee e meus colegas fizemos até uma “radio” e Cine Clube no meu Coégio (Oswaldo Aranha)que fica no Brooklin (Rádio e Cine Clube Humberto Mauro) onde tocávamos nos intervalos das aulas, a BAnda Queen direto. Quem não gosta do: A night on the Opera (album do Queen)? Jamais esquecerei esse Grande Show e àqueles tempos de mocidade…

  4. Boa tarde!
    Hoje os algorítimos do Youtube me carregaram – sabe-lá por que – para vídeos do Queen… Provavelmente por anos e anos de buscas do material… O que não faço mais com frequência por falta de tempo, mas não de vontade.
    De repente, me vi aqui e esse belo relato me remeteu novamente àquele ano onde menor de idade, sem dinheiro, sem carro e de família humilde, assistir o Queen era um sonho distante.
    Desde os dez anos de idade era TOTALMENTE apaixonado pelo Queen e também por Elvis, Tom Jones e tudo que pudesse consumir do repertório italiano, desde Peppino até Claudio Baglioni…
    Garanti a carona para o show com o irmão de um amigo que também iria e o mesmo comprou os ingressos com o dinheiro que consegui vendendo ioiôs, fazendo carretos na feira e vergonhosamente, com alguns trocados que furtei da bolsa de minha irmã… ERA O QUEEN!!! NÃO ME CONDENEM.
    Alguém lembra das grades arrancadas na hora da entrada? Compramos para a geral mas, o tumulto na abertura e a falta de policiamento proporcionou uma cena triste de selvageria, onde nos prensaram no alambrado e derrubaram uma parte e nós (estávamos em doze pessoas), sem ter para onde fugir, tivemos que correr em direção ao gramado, para não sermos pisoteados.
    FIQUEI NO GARGALO! Segunda fileira, logo embaixo do Fred… Era um sonho…
    Muitos outros shows vieram e assisti depois desse, também antológicos (Barry White, Air Supply, Raíces de América) mas, sempre em meus momento saudosistas, é desse Show que resgato o melhor de minha vida, por me sentir privilegiado em fazer parte de tão seleto Grupo e sabendo que as novas gerações, mesmo do Rock in Rio, JAMAIS terão a magia que vivenciamos naquele ano de 1981, tendo em nossa frente DEUSES DA MÚSICA, que engrandeceram nossos corpos, mentes e espíritos.
    Com os anos, somos mais sucintos em nossas conclusões porém, percebi que me tornei prolixo em minhas explanações… Perdoem a verborragia, mas me senti impelido em saborear vossos relatos e dividir um pouco de meus momentos com pessoas tão especiais, que partilham de um mundo e de uma realidade que hoje, existe apenas em nossas memórias, infelizmente!
    Um grande PRAZER me deliciar com seu texto, minha Cara!
    Muita luz e paz à todos!

  5. Na realidade, eles usaram duas ENORMES licenças poéticas naquela mesma cena, caso não tenham sido erros crassos mesmo. Primeiro por que colocaram o público do Rock in Rio 85 como se fosse no primeiro show do Brasil em 81 que foi em Sampa no Morumbi, nesse público do Rock in Rio eu estava e reconheci de cara na cena do filme, e depois por que ele mostra essa cena para a Mary Austin no filme, mas ainda com os cabelos mais compridos e sem o bigode ainda como usava só antes disso, quando na realidade nessa temporada na América do Sul de 81 ele já usava os cabelos curtos e sempre aquele bigode pra harmonizar melhor com os dentes mais pra fora.

  6. Também estive lá, eu e meus quatro melhores amigos. Estudávamos no Bandeirantes e saímos fa aula direto pro estádio, onde chegamos às 14h30. Com ingresso de pista, queríamos ficar colados no palco. Nosso menor amigo o japa Oswaldo Koiti salvou a vida de uma moça, as pessoas começaram a pressionar quem estava próximo ao portão, ela era bem baixinha e não estava conseguindo respirar, meu amigo conseguiu abaixar e subir com ela nos ombros quase desacordada. Quando entramos, o namorado da garota deu uma camiseta do show de presente pra ele. O japa foi o herói da noite do melhor show de nossas vidas!

  7. Incrível! Eu não sabia que o Queem estivera no Brasil antes do show no Rock in Rio em 1985. Infelizmente eu não tinha idade nem tampouco conhecia a banda na época. Mas imagino que deva ter um show semsacional.

  8. Parabéns por sua narrativa, o show foi tudo isso e muito mais, a expectativa de ver o Queen, o caminho do bom retiri ao morumbi, um trânsito infernal, a ansiedade, a demora, parecia que não chegaria nunca.
    Ah! Como eu sei disso tudo?
    Hé, hé, hé, eu tbm estsva lá.

      1. Acho que foram duas apresentações, só não me recordo se fui garçom tanto na 1ª noite da apresentação deles quanto na 2ª noite.
        Foi memorável. Se tivesse ideia da importância, teria guardado o crachá

  9. Eu também fui ao show e, como você, relembro minha vida através de músicas e shows de Rock. Depois fui ao Rock in Rio 1 o primeiro e único Rock in Rio verdadeiro (em minha opinião). Fui no show do Kiss da Tournê Creatures of the night NO mORUMBI ANOS MAIS TARDE (ACHO QUE ERA 1983)e depois disso fui em mais alguns de Bandas , é claro de heavy metal e hard Rock clássicas. Ainda no ano retrasado fui o show do Guns and Roses no Alliance Park e no Deep Purple lá também. Nunca esquecerei o Primeiro Grande Show de Rock do Brasil e de minha vida. Em 1982 conheci uma garota chamda DENISE kUHNE gUEDES PAIVA (LEMBRO QUE SEU SEU IRMÃO SE CHAMAVA FERNANDO). hOJE ACREDITO QUE ELA ESTEJA CASADA E COM FILHOS MAS SEMPRE SERÁ O MAIOR AMOR DE MINHA VIDA.Saudades, saudades, saudades.

  10. Li só agora seu post é me emocionei. Eu também fui nesse show memorável, fui com meu irmão que me apresentou o Queen. Lembro até hoje da primeira vez que ouvi a música Bohemian. Meu irmão comprou o disco e colocou pra ouvirmos… Fui a esse show e tantos outros , como o do Gênesis, Rick Wakeman, Rock in Rio, Yes, etc. Ah, e o filme: chorei o tempo todo…

  11. Estou atrasada para comentar, mas Amei!!!! Vc nos remeteu a um tempo fantástico, onde curtição era escutar um som gostoso, sair com a galera e estar ao lado de um vou bonitão. Hj não consigo imaginar ou não quero, o que seja curtição.
    Valeu Eliane!

  12. Dominique, sweetheart! bem provável que sim, que estivéssemos pertinho. Viu alguma louca lá se descabelando, chorando e cantando muito alto? Era eu…Esqueci de dizer que choro com as músicas. Já chorei feito doida cantando Daniel (do Elton John), Has anybody here seen my old friend Abraham (não deve se chamar assim, mas vc vai se lembrar desse refrao, choro com a letra do Hino dos Estados Unidos (para desgosto do meu filho, totalmente nacionalista) e chorei neste fds ouvindo José Feliciano (é mole?) cantando Che Sará. Agora, amiga, dançar empurrando carrinho de supermercado, essa é nova para mim…acho que vc só vai naquele supermerdado de Gente Feliz, não é não?

  13. Marcia!! Será que estávamos perto uma da outra naquele show histórico? Bem, não importa, pois pelo que falou, te reconhecerei a distância sem mesmo te conhecer. Afinidade é afinidade não é? Sem falar que não é muita gente que dança empurrando carrinho de super mercado..

    1. Olá Dominique!
      Nossa d+ seu relato daquele dia…e eu tbm estava lá…e m identifiquei em muitos detalhes q vc mencionou…dsd conseguir o ingresso, o amigo (q chegou a ser namorado) e q tinha um chevete e + um casal d amigos …chegando correndo…o show começando…e os desencontros por conta da multidão…e os isqueiros q faziam parecer uma nave espacial…foi o máximo…inesquecível…

  14. Dominique, olá! ler esse texto me proporcionou um delicioso revival daquela época. Se eu sei o que é Reco? claro! CPOR? claro! E Dominique, assim como voce, amo música e tenho uma cabeça musical. Explico: meu cérebro associa uma música a uma fala ou a uma situação. Agora é minha vez de te perguntar: você se lembra do Qual é a Música? então, assim é o meu cérebro. E ele quase sempre associa com músicas na língua inglesa. Talvez porque desde cedo ouvi e aprendi inglês com elas. E amo cantar e cantarolar músicas como as do Queen, Beatles, Sinatra e muitos outros cantores.Eu tb cantarolaria no avião, se estivesse no seu lugar, me policiando para nao cantar em altos brados (como seria minha vontade). Quando tem um bardo cantando nas estações de metrô, eu paro e canto junto. Uma vez cantei Hey Jude em Londres, a estação quase fechando e eu lá! não é uma recordação incrível? outra vez, tinha um meninote cantando Scarborough Fair (lembra de que é?), uma música muito anterior ao nascimento dele. Achei o máximo e fui cantar com ele. E o show no Morumbi! tudo de bom, né? arrebentei meus pulmões de tanto cantar! então vc me proporcionou um delicioso revival daquela noite. Obrigada, Dominique. beijao

    1. Marcia!! Será que estávamos perto uma da outra naquele show histórico? Bem, não importa, pois pelo que falou, te reconhecerei a distância sem mesmo te conhecer. Afinidade é afinidade não é? Sem falar que não é muita gente que dança empurrando carrinho de super mercado..

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Um lanchinho pra chamar de seu

Quem passa o dia todo fora de casa sabe que é muito fácil cair nas tentações das comidas prontas que podem ser encontradas a cada esquina. Por isso, eu decidi manter aquele lanchinho saudável sempre à mão. Guloseimas para carregar dentro da bolsa mesmo, sabe? Caso das barrinhas de cereais que, além de práticas, são nutritivas e costumam me salvar em diversas ocasiões na correria do dia a dia.

Apesar de muitos alimentos se venderem como saudáveis, a gente sabe que não é bem assim quando se trata de industrializado. Estão cheios de açúcar e outros ingredientes que fazem mal camuflados, por exemplo. Esqueça as calorias e leia o rótulo. A gente encontra um monte de coisa que nem sabe o que é.

Então, para garantir que o que estou comendo é saudável messssmo eu decidi fazer as minhas próprias barrinhas. Já testei três receitas que se tornaram minhas queridinhas. Eu achei fácil de fazer até pra quem não tem grandes dotes culinários.

E, apesar de ser tudo natural, até as mais perecíveis como as de frutas podem ser guardadas por até sete dias.  As demais têm maior durabilidade e já consegui armazenar por bem mais de 15 dias. Mas cada caso é um caso e o ideal é experimentar técnicas variadas de acondicionamento que ajudam na conservação.

Mãos na massa, meninas!

# A de fruta é pop

Essa barrinha é a mais popular e é muito bacana porque a gente pode variar as frutas. Eu já testei com morango, banana e maçã.

Ingredientes

2 bananas cortadas em pedaços

½ xícara de aveia em flocos

1 xícara de granola

2 colheres de óleo de coco

3 colheres de açúcar mascavo

½ xícara de uvas-passas pretas sem caroço

½ xícara de mel

1/3 de uma xícara de agave

Modo de preparo

Primeiro, coloque em uma panela a banana e mexa até que ela comece a derreter, mas em fogo baixo. Logo, acrescente todos os ingredientes aos poucos: mel, uva-passa, açúcar mascavo, granola, aveia, óleo de coco e agave.

O agave é uma planta  com a qual se faz um xarope que tem a mesma quantidade de calorias que o açúcar comum, mas adoça quase duas vezes mais e atua na prevenção de diversas doenças.

Misture todos os ingredientes e, por fim, espalhe-os em um refratário untado com manteiga. Em seguida, leve-o ao forno de 30 a 40 minutos. Quando pronta, corte a receita em forma de barrinhas no tamanho desejado e embale. Rende até sete barrinhas.

#Eu só quero chocolate

Não sei vocês, mas eu sou tarada por chocolate e só de comer um pedacinho me dá aquela felicidade incrível. Daí essa opção ser uma das minhas preferidas.

Ingredientes

4 colheres de sopa de manteiga de amendoim OU 2 bananas

3 colheres de sopa de mel OU melado

6 colheres de sopa de granola

5 colheres de aveia em flocos

1/2 barra de chocolate meio amargo picada

Modo de preparo

A quantidade de cada ingrediente pode variar de acordo com o seu gosto. Sinta-se à vontade para colocar mais ou menos de qualquer um deles ;-)!

Com um garfo, amasse as 2 bananas  Pré-aqueça o forno a 180ºC.

Em uma tigela, misture primeiro a granola, a aveia e o chocolate (mas deixe alguns pedaços desse último separados, você vai usá-los mais tarde).

Depois, acrescente o mel e misture mais uma vez. Por fim, coloque a banana amassada. Lembre-se é pra misturar bastante! Tanto a ponto de você quase não ver a banana, que estará camuflada com os outros ingredientes.

Despeje essa mistureba em uma fôrma untada (sugiro óleo de coco). Alise-a, com a ajuda de uma espátula para que fique bem lisinha e decore com alguns dos pedacinhos de chocolate que estavam separados por cima.

Com uma faca, faça uma marcação superficial do tamanho das barrinhas (mas você não precisa cortá-las ainda!)

Agora é só escolher: ou leve a tábua ao forno por 30 minutos para depois cortar as barrinhas ou corte agora, envolva-as com filme plástico e deixe no refrigerador pela mesma quantidade de tempo!

#Castanhas e sementes podem!

Algumas gorduras são melhores que as outras e as oleaginosas estão nessa classe do bem. Pra melhorar, as castanhas são energéticas e grandes aliadas da saúde e da boa forma.

Ingredientes

1 col. (sopa) de mel

1 col. (sopa) de óleo de coco

2 col. (sopa) de chia

2 col. (sopa) de gergelim

8 castanhas-do-pará picadas

3 col. (sopa) de aveia em flocos

1 col. (sopa) de semente de abóbora

3 col. (sopa) de coco natural ralado

3 col. (sopa) de amêndoas

15 ameixas pretas secas picadas

Modo de preparo

Aqueça o mel e o óleo de coco até ficarem líquidos. Acrescente os outros ingredientes e misture bem.

Despeje a mistura em uma assadeira retangular forrada com papel-manteiga e leve ao forno preaquecido a 180 °C por 15 minutos ou até dourar.

Tire do forno e corte enquanto ainda estiver quente. Desenforme depois de frio.

Viu, como é simples? Com a fome saciada, não vai ser qualquer salgado ou comida processada que acabará com a nossa dieta!

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Quem foi ao Magic Kingdom sozinha ?

Eu. Euzinha.

Viajei com os meus filhos já adultos para a Disney, em Orlando. Apenas alguns dias, para relembrar. Fomos inúmeras vezes quando eram menores, mas sabe como é, as atrações mudam e todos queriam conhecer as novidades. A diferença é que quando são pequenos colocamos no carrinho e eles vão para onde queremos.

A escolha foram os parques com mais atrações para adultos. Bem, sabe como são essas viagens . Acompanhava tudo sem queixas (menos as montanhas-russas que não gosto). Em um determinado dia, todos muito cansados, preferiram ficar mais relaxados e não ir a nenhum parque.

Comecei a pensar: “Meu Deus, vou voltar ao Brasil sem ir ao Magic Kingdom”?  Mesmo sem crianças pequenas, acho um parque “must go” não somente pela mágica que o envolve, por ter sido o primeiro parque Disney,  mas por todas as imagens que voltam em minha mente.

Lancei a idéia discretamente no café da manhã. A recepção não foi das mais efusivas… Comentei que era um ícone, nada feito!  Já quase na hora do almoço decidi e falei : “Gente, eu vou ao Magic Kingdom! Lá veio a classica pergunta: “Sozinha?”  Sim. 

Sozinha mas muito bem acompanhada comigo mesma.

E fui. Uma das facilidades em ficar dentro dos Hotéis da Disney é poder pegar o transporte próprio deles a hora que quiser e retornar da mesma maneira, nos deixando na porta, sem complicações.

Já na Main Street comecei a sentir uma mistura de emoções, desde a primeira vez que estive na Disney com meu pai, no ano de abertura do parque, bem como nas outras vezes com meus filhos pequenos.  Cada viagem uma emoção diferente, uma descoberta.

Andei sem pressa, escolhendo as atrações que costumava ir e que gostava mais. Que delicia andar sem ter que levar alguém ao banheiro, comprar água, sucos , esperar por alguém. Munida do meu mapa, ia fazendo o que me interessava, mesmo porque o parque é bem grande, não daria para fazer tudo a partir daquela hora … e fui aproveitando cada minuto.

Olhava os casais com filhos pequenos, às vezes 3 ou4 crianças. Muitas famílias com camisetas iguais para facilitar a visualização. Achava aquilo lindo, mas ao mesmo tempo quando pensava no trabalho, continuava a andar agradecendo poder estar fazendo tudo no meu ritmo. Santa maturidade!  

Fui a Haunted Mansion, Piratas do Caribe, Peter Pan, It’s a small world, Toy Story, Carousel of  Progress, enfim….. Em cada uma delas lembrava da carinha dos meus filhos e suas reações. Foi um “remember” e tanto.

Já a noite, resolvi voltar, o celular já com várias mensagens do tipo: “Você ainda está ai?”.

Foi quando aguardei os fogos no Castelo, já de noite.

A troca de luzes é simplesmente maravilhosa, aparecem todos os personagens projetados , uma imagem simplesmente imperdível. 

Mas quando começou a tocar:

When you wish upon a star
Makes no difference who you are
Anything your heart desires will come to you…….

Me segurei de verdade.

Meu Deus quantas imagens passaram na minha cabeça. Orgulhei-me da minha decisão em ter ido, como não iria sentir isso?

Todos os sentimentos que afloraram se resumiram em gratidão imensa, por todas as vezes que pude ter vivenciado isso, gratidão  por ter proporcionado isso à outras pessoas, gratidão por mesmo agora sozinha, sentir novamente emoções tão puras como a letra da música. Tantos e tantos momentos da minha vida eu olhei sim para as estrelas e pedi,  sonhei com coisas que se tornaram realidade.

Tem como não amar a Disney?

Outras dicas de viagem:

México – muitas opções em uma só viagem

Itália: que delícia conhecer lugares que vimos nos filmes

Maria Mazza

Amo viajar e amo conhecer lugares. Sou administradora de empresas, agente de viagens na Engenhotur e Dominique claro.

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A Favorita: sátira palaciana com humor ácido traz o antigo e o novo ao Oscar 2019

O premiadíssimo “A Favorita” conquistou sete máscaras douradas do Bafta, Academia Britânica de Cinema, além de dois prêmios no Festival de Veneza e teve presença de gala no Globo de Ouro e no Critics’ Choice Awards. 

O longa ainda concorre neste domingo, 24 de fevereiro, a dez estatuetas ao Oscar.

Considerado um dos grandes filmes do ano, “A Favorita” mescla com muita propriedade e talento tremendo humor àcido a uma trama sóbria da história e política. 

O filme traz um esplendor visual com figurinos e acessórios deslumbrantes. As locações mostram toda a grandiosidade da corte inglesa do século XVIII e a fotografia tem uma paleta de cores e um contraste que esperamos de um filme ambientado nessa época. Aí podemos elogiar as cenas de cozinha do palácio e especialmente as cenas com iluminação à luz de velas que são um verdadeiro presente para os olhos.

O cineasta grego Yorgos Lanthimos, o rei dos filmes perversos, faz aqui uma sátira sobre a realeza.

O longa conta a história da duquesa de Marlborough (Rachel Weisz) que exerce sua influência na corte como confidente, conselheira e amante da rainha Anne (Olivia Colman). Seu posto privilegiado, no entanto, é ameaçado pela chegada de Abigail (Emma Stone), nova criada que logo se torna a queridinha da majestade e agarra com unhas e dentes a oportunidade única.

O diretor usa todo o seu cinismo em “A Favorita” para mostrar um elaborado jogo de sedução e poder entre as três mulheres. O ponto alto do filme é mostrar esse conflito entre as duas pelo favoritismo da rainha e como ela reflete diretamente tanto na posição dessas mulheres na corte, como nos rumos da Inglaterra e da guerra.

Totalmente focado em personagens femininas e nos jogos de poder que se enclausuram nos bastidores, honra o período histórico a que se refere, mesmo diante de uma história absurda.

“A Favorita” retrata o luxo de modo crítico, e a vida de privilégios não é apresentada ao espectador de maneira desejável, e sim como uma configuração grotesca e artificial.

Com personagens indiscretos e famintos, o longa flagra o ser humano no seu pior e tem o despudor de rir disso e convidar sua audiência a se divertir com a própria tragédia.

O roteiro e os diálogos são um primor, bem como toda a parte técnica – devidamente ornada pelas indicações.

Com uma inspirada trinca de atrizes, todas merecidamente lembradas pela Academia de Artes Cinematográficas de Hollywood, “AFavorita” é um filme de época totalmente diferente de todos aqueles já vistos.

Além do domínio de Colman – no papel mais difícil, o resto do trio está tão a vontade que é difícil dizer quem é a protagonista e pilar dessa estrutura. Méritos para o roteiro e direção esmerada de Lanthimos.

O diretor transforma sua sátira sobre a realeza em uma profunda constatação do quanto as pessoas são imperfeitas, mas Lanthimos não se apieda de seus personagens, nem tampouco de seu público que precisa ou embarcar em sua sintonia, ou tolerá-la. Talvez seja melhor aderir a essa alucinógena narrativa.

E… the Oscar goes to…


Confira a resenha de outros concorrentes ao Oscar:

Bohemian Rhapsody

Green Book

A Esposa

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  1. Your article helped me a lot, is there any more related content? Thanks!

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5 ideias para (se) divertir as crianças da casa no Carnaval

A brincadeira ao som das marchinhas de Carnaval das matinês é diversão garantida para quem tem criança na família. E a festa pode começar em casa, na escolha e até na confecção da própria da fantasia. Tudo vai depender da habilidade. Melhor, da criatividade!

Mas o importante mesmo é curtir esse momento gostoso de levar o filho ou o neto para curtir a folia. Afinal, eles crescem tão rápido, que logo logo vão querer sair sem a gente. Bem sei!

Gente, tem cada coisa fofa! Eu separei as minhas queridinhas, claro…

Bonequinha de luxo

Puro glamour essa “divinha” do cinema.  Praticamente uma mini Audrey Hepburn. Acho que o cinema é sempre uma inspiração pra gente buscar ideias. E dá pra improvisar em casa com uma saia de tule. Só não pode ter dó de emprestar seus acessórios pra criança, certo?!

Tal mãe, tal filha

A tendência “Tal mãe, tal filha” ficou conhecida há alguns anos depois de várias celebridades americanas e brasileiras adotarem a moda de se vestir com as mesmas cores, estampas ou modelagens que vestiam suas filhas.

E porque não adotá-la também no Carnaval? Olha essa fantasia de mexicana? Eu amei!

Dá pra gente fazer junto com a criança as tiaras com flores de plástico a la Frida Kahlo e improvisar com roupas do armário. Eu falei sobre arranjos de cabelo no Vou cair de cabeça no Carnaval.

Super poderes para todos

Talvez seja a preferida da criançada e está sempre presente nas brincadeiras, né? O que seria da nossa infância sem os poderes desses super-heróis. As capas são as opções mais fáceis e servem para meninos e meninas. Mas se quiser ousar, olha essa versão feminina de Batman e Robin!

Não há limite para a imaginação

Quase toda menina faz ou fez balé e tem aquela roupinha no armário que dá para adaptar e transformar numa linda fada. As asas podem ser feitas com diversos materiais, inclusive, reciclado.

Aí a gente aproveita a experiência para unir o útil ao agradável e dar uma boa aula de educação ambiental. Essa aqui é de sobra de tecido.


Com seu melhor amigo

Aqui até o pet entra na farra! Não ficou uma graça? Que tal pensar numa composição em que a família toda, inclusive o animal de estimação faça parte? Não é bacana?

E quem sabe não pinta um concurso de fantasia pra participar na matinê? Já pensou? Quem aí se anima!

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